EXPLIQUEM-ME UMA COISA, sff: o que é que a doutora ASSUNÇÃO ESTEVES está a fazer na “Casa da Democracia”? (safa!, se isso fosse verdade!, se essa fosse a Casa de alguma coisa!)

O caso do recorte em baixo remonta a 1998 (tem 13 anos, portanto). Lembro-me da coisa vagamente – primeiro, porque a ideia de reforma ainda me (era e) é esquisita; segundo, porque a personagem doutora Assunção Esteves nunca me mereceu qualquer atenção ou interesse. Nunca lhe vi obra, nem pensamento, nem acto genérico de relevo. Não lhe conheço a biografia nem a carreira (que presumo brilhante e fulgurante!). Mas lembro-me do sucedido no recorte em baixo, e ter achado muito estranho uma pessoa reformar-se aos 42 anos (!!).

Não sei como tal sucedeu, como tal foi possível, e como não acompanhei o caso (era o que faltava!!), alguma coisa me está a escapar. Sim, só pode ser isso. E também me está a escapar o que é que a senhora doutora Conceição (perdão, Assunção) Esteves está a fazer na presidência da AR, também conhecida por “Casa da Dem……..”.

(daqui)

Quanto é que dá 464 contos mensais?

E hoje, quanto é que é isso? E a coisa continua? Foi interrompida? Houve assomo ético de algo ou alguém? Muitas questões e eu sem respostas. Por isso, gostava de ser ajudado.

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20 Responses to EXPLIQUEM-ME UMA COISA, sff: o que é que a doutora ASSUNÇÃO ESTEVES está a fazer na “Casa da Democracia”? (safa!, se isso fosse verdade!, se essa fosse a Casa de alguma coisa!)

  1. Indignado says:

    As cadeias em Portugal, comparativamente com o parlamento, deve ter um rácio bem superior de gente honesta

    • Carlos Vidal says:

      A razão, possivelmente, é porque na prisão a palavra “ética” é um facto real – é importante, toda a gente sabe existir uma ética prisional, uma lei entre presos que faz com que certos detidos tenham de ser defendidos e separados. E um código de honra e uma ética (sem aspas), hoje, são coisas raras.

  2. Bolota says:

    Vidal,

    Acho que venho aqui só dar-te um abraço.

    Comentar o quê???? Que se Assunção Esteves, a 2ª figura do país está reformada desde os 42 anos, com a modica quantia de 2.500 € mensais, quando o seu partido me obriga as mais basicas ofensas enquanto trabalhador???

    Abraços

    • Carlos Vidal says:

      Outro grande abraço para si, caro Bolota.

      Há 4 anos fiz aquela idade, e estou aqui com uma pilha de matérias para ler, classificar, rever, publicar……..
      E, com isto tudo, até já não sei se gosto de trabalhar.
      Viva a doutora Esteves!
      (Suponho que o seu trabalho de reformada na AR seja estoirante… de enlouquecer, de adoecer, de……….)

  3. …cá pelo meu lado parece-me que essa senhora é uma coisa sem expressão, diria, algo mais sem vida que as Naturezas Mortas que estão por aí na G. ( tenho que dar um salto a vê-las!); mas já reformada!? caramba! ” o Estado é sempre a ditadura duma classe sobre as outras” , como dizia um amigo “a lei é um canudo com dois buracos”

    abraço

    • Carlos Vidal says:

      Caro Adão, é dizer algo aquando dessa viagem (curta, efectivamente) do extremo sul ao Tejo. Perspectiva-se uma grande exposição. Com efeito, o século XX (desde Cézanne) mostrou a natureza morta como um género extremamente apto à experimentação e, para o pintor, fundamental para conhecer o espaço da representação (ou o que é “representar”).
      Abraço também aí para o sul.

  4. xatoo says:

    e tem mais:
    este tipo de “personalidades” uma vez privilegiadas à pala do Estado obrigam-se a zelar pelos privilegios do grupo a que pertence, o que por sua vez faz de cada privilegiado um individuo com maiores privilegios. è repetitivo, mas é assim mesmo, como num género de misticismo ponzi que suga os bens públicos:
    Assunção Esteves mal se apanhou “eleita” interpares, promulgou em 21 de Junho de 2011 um despacho que atribuiu a João Bosco Mota Amaral, na qualidade de ex-presidente do Parlamento nomeado pelo PSD, um gabinete, uma secretária de carne e osso, um BMW 320 e um motorista.
    Vem publicado no D.daA.R, II Série-E — Número 1

    • Carlos Vidal says:

      Lembrei-me de uma coisa muito lateral (ou talvez não): é interessante como esta presidente parece-me que da AR (o que é isso? Sandwiche??), intentou um ar warholiano; parecia-me tal no início, no penteado. Parecia bater certo, se o Warhol fosse o americano tipo, capitalista imbecil e esbanjador que alimentava o sistema onde vivia. Mas era o contrário: o eslovaco católico e hipocondríaco (que acho genial artista) era um homem de contenção económica, que se impunha à contagem do $$ até ao tostão.
      Épocas diferentes é o que é.
      Vidas, paisagens tristes.

  5. Mariana Stilwell says:

    óoo Vidal…sabia que as/os deputados, depois de dois (ou 3???) mandatos no AR (incluindo os do PCP etc) podem beneficiar de reforma???

    • Antónimo says:

      ó querida, isso de poderem beneficiar da reforma é uma coisa (está na lei que não votaram mas, claro, como minoritários… ), beneficiarem dela será outra.

      mas o espírito de claque e a noção de que os partidos são todos iguais fica-lhe bem. proselite, proselite, que os céus esperam e os seus também.

  6. Mariana Stilwell says:

    Já alguém lhe chamou charlatone, Vidal?

  7. Carlos Vidal says:

    Mariana Stilwell (bonito nome), mandou-me 3 e-mails sem nexo e sem conhecimento de causas para esta caixa. Sobre os deputados do PCP já sabe que as suas regras não têm nada a ver com as dos outros partidos. Guia-os o princípio “nem prejudicados nem beneficiados”. Auferem o que ganhariam na sua profissão e o resto entregam-no ao partido. Em nenhum outro partido vigora esta regra. Jerónimo de Sousa ganha mensalmente cerca de 800 €.
    A quantidade de e-mails que para aqui enviou mostra-me que nada deve ter que fazer. E continuo a dizer: não sei nem me interessa saber quem é a doutora Assunção Esteves (apenas pelos jornais e já é de saber de mais). Sou comunista, eleitor do PCP, não filiado, mas sei que as regras na casa em nada se comparam com as dos outros partidos.

  8. ansomilo says:

    Quanta inveja, coitada da Srª., então de tão cansada,pelo que produziu, não devia ter direito à sua reformazita. Bem está a minha mulher, que após descontar para a S. Social 43 anos, mais um do que a idade da dita, reformada, aufere 450 € e decerto o seu ofício não foi tão desgastante, tecedeira, alguns anos a percorrer diàriamente cerca de 30Kms., ela sim, na verdade é uma priveligiada perante a situação da D. Esteves, dez anos de trabalhos duros, daí a justificação da pensão aos 42 anos e os 2.500 €, mais que merecida. Já agora sugeria-lhe que reclamasse junto de quem de direito da diferença que recebe, da dos outros “trabalhadores” do Governo e afins, como o Mira, o Cunha, o Soares, o “Noia” etc. etc., estes que ruinaram o País e agora suplicam ou melhor exigem que o Povo compreenda e pague as suas malfeitorias. Foram e são estes que se dizem patriotas. Que falta de dignidade.

  9. Pingback: Anónimo

  10. Carlos Vidal says:

    Por mim, mantenho a pergunta:

    Porque é que esta reformada ainda trabalha ???

  11. Pingback: O MINISTRO QUE APLICA AS MEDIDAS ECONÓMICAS DE PINOCHET é este aqui, e diz que não sabe o que está a fazer! Afinal, SABE OU NÃO SABE?? E ainda é ministro?, ou é um “estudante” a brincar com o meu e o vosso futuro? | cinco dias

  12. dr says:

    Esta reformada trabalha, porque não tem mais nada de interessante para se entreter, mas infelizmente este não é caso único e isto acontece porque os portugueses assim o quiseram, e mesmo com este descalabro nacional persistem em seguir o mesmo caminho que aqui nos trouxe. Como português acho que esta situação é lamentável e vergonhosa.

    • Carlos Vidal says:

      (E eu por acso até não me importava de emprestar à senhora uma edição – castelhana, para não puxar muito pela cabeça – da “Fenomenología del Espiritu”. Sempre lhe dava para passar umas horas alegres.)

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