Vai uma chupeta Chicco pró bebé??

Não, não se pode exigir que o fedelho Lavos Lavos saiba quem foi Robespierre (depois de o ter comparado a Hitler)!

Robespierre

Robespierre, discurso «Sur les subsistences et le droit à l’existence» à Convenção de 2 de Dezembro de 1792 (apenas para quem sabe ler e tem consideração pelos seus iguais):

O negociante pode muito bem guardar, nos seus armazéns, as mercadorias que o luxo e a vaidade cobiçam, até ao momento em que as pode vender ao mais alto preço possível; mas nenhum homem tem o direito de acumular amontoados de trigo na proximidade do seu semelhante que morre de fome.

Qual é o primeiro objectivo da sociedade ? É o de manter os direitos imprescritíveis do homem. Qual é o primeiro desses direitos ? É o de existir.

Portanto, a primeira lei social é aquela que garante a todos os membros da sociedade os meios para existir; todos os outros são subordinados a esse fim; a propriedade não é instituída nem garantia senão para cimentar a existência; antes do mais, é para viver que existem propriedades.

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32 Respostas a Vai uma chupeta Chicco pró bebé??

  1. Carlos Vidal diz:

    Para si, Sérgio Pinto, estas caixas estarão sempre OFF.
    Aqui, só eu e quem eu permito. Apenas panegíricos.

  2. João Peixoto diz:

    Não seja pedante. Li o que o Lavos escreveu e não se trata de uma comparação com, mas uma alusão à barbárie que resultou da acção dessas personagens (Hitler, Robespierre, Mussolini, etc). Que é dos livros e está amplamente documentada. Para essa constatação é irrelevante a ideologia que cada um deles professou.

    Mas que você relativize a crueldade conforme as ideias lhe sejam mais ou menos simpáticas já não me espanta. Só fico muito feliz por não ter que o aturar num posto de poder onde certamente iria dar largas a essa sede de sangue.

    • Carlos Vidal diz:

      Ainda por cima Robespierre, um político e um revolucionário genial, deixou intactas as premissas de uma sociedade de proprietários.
      Só que lhe soube, a essa sociedade, com Saint-Just, juntar os conceitos e premências da igualdade e da felicidade.
      Foi um homem do seu tempo, que agiu nesse tempo, e que (já não) viu depois do chamado (erradamente) Terror serem assassinados muitos mais seres humanos. Mais do que em qualquer época ou período. Muito bem, virtudes da democracia.

  3. antonio diz:

    filho da puta.. censor de merda.. vai pa puta k te pariu!!

    liberdade de expressao ja!

    • De diz:

      “A revolução é a guerra da liberdade contra os seus inimigos: a constituição é o regime de liberdade vitoriosa e aprazível”

      “Até aqui, a arte de governar não foi outra coisa senão a arte de despojar e dominar a maioria em proveito da minoria, e a legislação, o meio de converter estes atentados em sistema. Os reis, os aristocratas executaram muito bem o seu trabalho: agora deveis fazer o vosso, isto é, tornar livres os homens através das leis”, Discurso na Convenção, Maio de 1793

      António,(mais um antónio?) ladra.Ladra pela continuação “da arte de despojar e dominar em proveito da minoria …”
      …e fica neste triste estado quando cortam as “vazas” aos dotes artísticos dos seus tristes amigos

    • Carlos Vidal diz:

      Vou, sim senhor [refiro-me ao "antónio"].
      Prefiro tudo a ser chamado de “democrata” (e de “sérgio lavos”).

      Sempre apreciei a frontalidade à base do insulto.
      Nunca censurarei um insulto!
      Cumprimentos.

  4. RC diz:

    Discursos bonitos qualquer um pode ter. Agora, os actos são bem diferentes das palavras.

  5. Justiniano diz:

    Caríssimo Vidal, viva!!
    Já há muito, como bem sabe o meu caro, S. Agostinho e S. Tomás haviam entendido o fundamento utilitário da propriedade e a sua relação ética com a dignidade do indivíduo humano, como realização da sua autonomia e consagração da virtude do esforço!! A pleonexia como corrupção e desvio deve ser cuidadosamente interpretada, para que se não subverta a virtude em instrumentalização do indivíduo!! Ora, caro Vidal, recto e prudente entendimento sobre as medidas da virtude e do real face ao real foi o que sempre faltou aos jacobinos!! Ainda hoje!!
    Um grande bem haja para si,

    • Carlos Vidal diz:

      Meu caro, aprecio este reencontro.
      Foi pelas nossas (para ambos, julgo) proveitosas conversas que voltei a ter comentários (eu estava, de facto, cansado da linguagice blogosférica e democrática; as excepções são raras, meu caro Justiniano).
      Claro que, antes de S. Agostinho e S. Tomás, já Aristóteles (o filósofo matricial do segundo, que nunca hesitou em eleger um pagão como sua referência central) elegeria a propriedade como uma condição natural do homem. O Livro II da “Política”, com o seu ataque ao comunitarismo (comunismo?) de Platão é disso exemplo veemente.
      Convém ainda recordar que nos “direitos” jacobinos se respeitava a propriedade.
      A questão do entendimento prudente, de que o meu caro fala, é interessante.
      Mas, parece-me que Robespierre, ao eleger a simultaneidade entre virtude e terror (num processo de transformação histórico, uma não pode sem existir sem o outro, um sem o outro), estava a ser um homem prudente do seu tempo e circunstância (o espanhol Gasset deveria gostar disto).
      Grato pelo seu sempre saudado regresso.
      CV

  6. Justiniano diz:

    Sim, caríssimo Vidal, mas o que queria, especialmente, enaltecer com o exemplo era a constante preocupação, de S. Agostinho e S. Tomás, em superar o utilitarismo, de onde, verdadeiramente, nunca saem os jacobinos!! E dessa superação do utilitarismo é que plenamente se entenderá a virtude, a dignidade do indivíduo humano e a vida!! São universos distintíssimos! Os jacobinos estão na crua verdade do juiz de Beckett, disfarçada de absurdo – Mas tu não vais morrer por roubar um cavalo, vais morrer para que ninguém mais roube cavalos – !!! É, tendencialmente, o pináculo do cinismo eleito a virtude porque se entende custódio de virtudes!!
    Mas, caro Vidal, mais interessantes são estes tempos La Fontaine que vivemos hoje, em que o tolo prosélito, gordo e roto, se permite dizer ao faminto que aquele, lambão, andou a comer de mais!! E outros tantos, tontos, rotos, remendados de promissórias e letras várias, assim se permitem!! E já todos perceberam bem!! É só medo!! E vão-se agarrando às cangas. Já nem falo no dos atoalhados, um pobre coitado!! Farelo para todos!!
    Grato pelas suas palavras, e pelo seu tempo, caro Vidal!!

  7. a anarca diz:

    Pela sua iniciativa em deixar-nos ler o Justiniano
    Prometo, portar-me bem :) e ficar em silêncio eternamente…

  8. Vasco diz:

    Robespierre, o Incorruptível.

    • Carlos Vidal diz:

      Virtude e terror.
      Significa transformação da sociedade humana com firmeza e sentido do que urge (o igualitarismo: que a classe dominante, despida de virtudes, nunca permitiria, mas terá de ceder – mais cedo do que tarde).

      • Justiniano diz:

        Caríssimo Vidal, a sublime imagem da ira de Deus, a justa indignação pelo desvio da criação e a sua queda na iniquidade!! Que nada ali cresça!! A salvação dos justos e a condenação dos iníquos tingidos pela culpa!!
        Esta é das mais magníficas criações do espírito humano! É a mais ficta confissão de impotencia!!
        É extraordinário!!
        Um bem haja, meu caro Vidal!

        • Carlos Vidal diz:

          Nessa iniquidade que também tentou o superior Agostinho, deixando-se levar pelos maniqueístas: “porque não sabia que o mal não é senão a privação do bem (…). E como podia vê-lo eu, cujos olhos não conseguiam ver para além do corpo e cujo espírito não via além dos fantasmas?” (“Confissões”, II, VII, 12 – e podia continuar não fosse eu saber que o meu caro conhece a passagem melhor do que eu). Mas repare noutra questão:
          Essa sublime imagem, digamos assim, pode também ser, de certo modo, “sublimada”. Foi essa, vá lá saber-se porquê (mas sabemos “como”), a missão das artes plásticas, da pintura e da escultura: tornar a imagem da ira de Deus serena.
          Remeto-o para o episódio da oposição entre dois titãs do pensamento: Lessing e Winckelmann em torno da perdição de Laoconte entregue às serpentes.
          Winckelmann apreciava a esculta grega do episódio, por mostrar o desespero sob equilíbrio formal, sereno, perfeito, estético. Por outro lado, dizia não compreender (ou criticava) a “gritada” descrição de Virgílio no poema. Lessing, esse pioneiro do modernidade estética (como a conhecemos no século XX) nos dizia ser tal desse modo por causa do “medium” (um tema actual!!): ou seja, trata-se da diferença entre a escultura e a literatura. Num “medium” um episódio retrata-se de uma maneira, noutro “medium” de outra maneira. E isso não pode ser pasto para o juízo de valor.
          O próprio pouco mais de adolescente justiceiro que vemos na Sistina é disso retrato, julgo: sereno, corpo helénico, equilibrado.
          A ira de Deus também pode, assim, ser sublimada: outra espantosa criação humana (e esta é mesmo “humana”).
          Bem haja também para si.

  9. António Fonseca diz:

    “Por cada camarada que cai que floresçam mil revoltas” porque é que o Tiago Mota Saraiva apagou o post de ontem com este título?

  10. Eduardo diz:

    Daqui a muitos anos, vão ser muitos os árabes ( e não só ) a recordar Kadhafi, por ter lutado em Sirte até à morte, contra os ataques criminosos da NATO.

    Infelizmente, vão ser pouco (ou quase nenhuns) a conhecer qualquer idiota, chamado Sérgio Lavos que “escrevia assim umas coisas parvas” num blog desinformador chamado “Arrastão” (ou cagalhão… a mesma coisa).

  11. João Valente Aguiar diz:

    Era antes uma bela de uma malagueta na bocarra do Lavos a ver se ele ganhava juízo e percebia a diferença entre um revolucionário e um fascista.

    • Carlos Vidal diz:

      Pois, pois, nunca perceberá.
      Se calhar até é um pseudónimo do chefe ético do blogue onde escreve.
      Nem um nem outro (ou o mesmo) são coisas recomendáveis para argumentar.
      Nada.
      Um, parece-me que é “cronista” de um semanário, onde para ser visto se tem de pôr em bicos de pés.
      O outro (ou o mesmo), não sei. Não sei o que é.
      Já viste o que dá colocar uma malagueta num calhau??
      (Nada, concluindo.)

  12. Maria diz:

    De um lado ou de outro, não passa de masturbação intelectual. Acham que mudam alguma coisa neste mundo com textinhos floridos de dicas históricas, palavras caras ou de insultos pomposos? Façam-se à vida.

  13. Revolucionário diz:

    Max Eastman, velho amigo de Lenine, admitiu um dia que “o estalinismo ( comunismo) é mais cruel, bárbaro, injusto, imoral e anti-democrático, do que o fascismo e é melhor descrito como Superfascismo”.

    Na verdade, nem os fascistas italianos, nem os socialistas nacionais alemães tiveram necessidade de inventar muitas coisas, limitando-se a usar a retórica e os instrumentos comunistas.
    O que permitiu a Hitler dizer que “não sou apenas o vencedor do marxismo…sou o seu realizador. Aprendi muito com o marxismo e não tenciono escondê-lo. O que me interessou no marxismo foram os seus métodos….todo o nacional-socialismo está lá contido”
    (Hermann Rauschning, “Conversas com Hitler”)

    Hitler era o chefe do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, e explicou a Otto Wagener que os “meus desacordos com os comunistas são menos ideológicos que tácticos” e “agora que a idade do individualismo terminou, a nossa tarefa é encontrar o caminho que conduza ao socialismo”.

    Confidenciou-lhe ainda que “o problema dos políticos de Weimar foi nunca terem lido Marx”.

    Paul Eltzbacker, um ilustre teórico nazi, dizia que “o bolchevismo é o Estado forte … totalmente liberto do respeito excessivo pela liberdade individual e da lassidão sentimental que sofre a democracia”

    Mussolini era também oriundo da ala esquerda do Partido Socialista Italiano e a sua definição de fascismo é lapidar, nela se revendo tanto a chamada esquerda moderna, como a direita do tipo Le Pen:

    “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”

    A ideia de um partido político susceptível de ordenar toda a vida individual, desde o berço até à cova, tendo em vista a realização de um bem colectivo supremo, foi dada à luz pelos socialistas.
    Foram os socialistas que começaram por enquadrar as crianças, os jovens e as mulheres em organizações de base, assegurando o controlo total da vida colectiva e privada, e a imposição de um pensamento único, guiado pelo partido, génese teórica do totalitarismo.
    A praxis assentava nas teorias de Lyssenko, que garantiam a possibilidade de educar os genes através da educação forçada, pelo que as ideias comunistas instiladas nos pais, seriam transmitidas por via genética aos filhos, o que aliás vinha na linha das ideias de Engels, o qual, no “Anti-Duhring” afirmava a crença na hereditariedade dos caracteres adquiridos.

    A ideia de que o Fascismo e o Socialismo são doutrinas opostas, é uma mistificação histórica e filosófica, lançada em 1934, por decisão do Komintern, e que fez o seu caminho com grande sucesso.
    Ainda hoje a maioria das pessoas não conhece a fundo as semelhanças entre as “teologias” e as práticas do fascismo, do socialismo nacional e do comunismo, mas absorve bem a ideia geral de que as primeiras duas são “de direita” e por isso “más” e a terceira é “de esquerda” e por isso “boa”.

    O facto é que estas doutrinas têm a mesma génese, partilham o mesmo ADN totalitário, não são opostas e têm uma visão do homem como mera engrenagem de um colectivo.

    O inimigo jurado de todas elas é o liberalismo, hoje associado a globalização, mercados, capitalismo, americanos, etc.

    Segundo Ludwig von Mises (O Estado Omnipotente), o programa económico de Hitler pôs em execução 8 das 10 medidas urgentes preconizadas por Marx no Manifesto Comunista de 1847.
    No 10º ponto do Programa Nazi, de 1920, Hitler anunciava a “abolição dos lucros obtidos sem trabalho e sem esforço”, o que nos soa muito próximo das modernas diatribes de Jerónimo de Sousa ou Francisco Louça.

    As citações que se seguem, são exemplos, entre muitos outros, que não deixam qualquer dúvida sobre o inimigo comum dos nossos “compagnons de route”:

    “…estamos a combater o capitalismo. Estamos a tornar as pessoas completamente livres”
    (Adolf Hitler)

    “ Nós queremos destruir o estado burguês”
    (Salvador Allende)

    “Se o século XIX foi o do indivíduo (liberalismo) o séc actual é o século colectivo”
    (Benito Mussolini)

    “A crise pré-revolucionária legou-nos um outro problema: o do combate e da constituição de uma alternativa dentro e contra o regime da democracia burguesa.“
    (Francisco Louça)

    “Esse revolucionário chamava-se Lenine. Nada mais realista do que este sonho do poder dos trabalhadores”
    (Francisco Louça)

    “Estamos solidários com a Al-Qaeda e o que se passa no Iraque é uma perspectiva histórica da frente combatente anti-imperialista.“
    (Nadia Lioce, activista “altermundialista)

    • Carlos Vidal diz:

      Um ensaio mistificador, acima, mas corajoso e assumido.

      Von Mises, então (fujamos, e já direi porquê – sem ser economista, que não não sou):

      «…Seu zelo [de Cristo] pela destruição dos laços sociais não conhece limites. A força motriz por trás da pureza e do poder de tal completa negação é uma inspiração extática e uma esperança entusiástica de um novo mundo. Daí seu ataque apaixonado a tudo quanto existe. Tudo pode ser destruído porque Deus, em Sua onipotência, vai reconstruir a futura ordem. É desnecessário examinar se alguma coisa pode ser reaproveitada na passagem da velha para a nova ordem, porque essa nova ordem erguer-se-á sem auxílio humano. Ela não demanda de seus partidários, portanto, nenhum sistema ético, nenhuma conduta particular em qualquer direção positiva. Fé, e apenas fé, esperança, expectativa – isso é tudo o que é necessário. Ele [o homem] não precisa contribuir em nada para a reconstrução do futuro, Deus Ele mesmo o sustentou. O mais claro paralelo moderno à atitude do cristianismo primitivo de completa negação é o bolchevismo. Os bolcheviques, igualmente, desejam destruir tudo quanto existe porque eles o consideram algo desesperadamente mau. Mas eles têm em mente planos – por mais indefinidos e contraditórios que eles possam ser – para uma futura ordem social. Eles exigem não apenas que seus seguidores devem destruir tudo quanto exista, mas também que eles adotem uma linha de conduta definida, que conduz em direção ao Reino futuro com o qual eles sonharam. O ensinamento de Jesus a esse respeito, por outro lado, é somente negação.»

      O fanatismo de Mises e dos liberais é um facto fascizante: tudo é aproximado e ligado desde que não seja liberal. É por isso que o “despotismo da liberdade” defendido por alguns revolucionários contra o liberalismo faz sentido. Porque para os liberais tudo é crime: eles são anti-socialistas, anti-cristãos (que aqui surgem como revolucionários transformadores da sociedade, ou a negação da própria sociedade – e eu não sei onde Mises foi buscar isto, mas de um louco tudo se espera); eles são naturalmente anti-keynesianos. Ou seja, não é a aliança entre comunismo e fascismo que interessa mais a Mises, é a aliança entre (um triângulo estranho) socialismo, cristianismo e keynesianismo que essa cabeça fabricou para ser combatida sem tréguas. O que sobra? Nada. Friedman e Pinochet, com o seu exército de 25% de desempregados (Chile, o Chile do assassino formatado por Friedman).
      O que é curioso em Mises é que qualquer coisa que altere o que quer que seja na sociedade é “puro negativismo”. Nenhuma mudança, nenhuma reforma sequer. Ou seja, extremo conservadorismo, extremo fascismo e ditadura da situação. Porquê? Porque, claro, para esta gente os mercados autoregulam-se, e ponto final.
      E como se auto-regulam, estes fanáticos não vêm que se aproximam daquilo que criticam no cristianismo: nada fazer e tudo deixar nas mãos de Deus criticam eles; e defendem o quê? Nada fazer porque os mercados se autoregulam.
      Qual é a diferença?

      Friedman, influenciado por Hayek diz-nos que apenas os mercados livres autoregulados produzem o justo número e a justa distribuição de bens. O homem aqui não faz nada. O próprio salário é uma recompensa do mercado livre.

      É esta loucura que o comentador acima defende.
      E são tão loucos e tão alienados que firmemente acreditam em tudo o que dizem que nem reparam que algo está a desabar no mundo. À volta dos olhos de todos menos deles.

      • Carlos Vidal diz:

        (E gostaria muito que também o Justiniano entrasse neste meio tresloucado debate – o que fazer a estes “liberais”??)

        • Justiniano diz:

          Ora, caro Vidal, sinceramente, eu, que também não passo, inevitavelmente, de um liberal, não sei! Mas àquela específica ortodoxia só me ocorrem as palavras do I. Kristoll – A nós (aqueles que beneficiaram do fomento público na educação, na cultura, nas ciencias e na economia) não faz qualquer sentido o pesadelo hayekiano.
          Uma ressalva, ali acima. O meu caro é um muito mais competente leitor de S.Agostinho do que eu. Tenho isso por evidente!!

          • Carlos Vidal diz:

            Sim, também o julgo liberal, mas – corrija-me se erro – mais na linha de um Daniel Bell (amigo de Kristoll, mas não partilhando as suas ideias). Mais na linha de Bell do que do fanatismo acima expresso por “Revolucionário”. E o pesadelo hayeckiano não faz certamente sentido para nenhum de nós.
            Fiquemos com Bell:
            «Poucos espíritos sérios ainda acreditam que é possível preparar “planos” e, por meio de “engenharia social”, construir uma nova utopia de harmonia social. (…) Poucos liberais “clássicos” insistem hoje para que o Estado se mantenha à margem da economia, e poucos conservadores sérios (…) vêem no Welfare State um “caminho para a servidão”. Há hoje, portanto, no mundo ocidental, um certo consenso entre os intelectuais a respeito dos problemas políticos: a aceitação do Estado assistencial, a preferência pela descentralização do poder, pelo sistema de economia mista e de pluralismo político. Neste sentido, pode-se dizer que a era da ideologia terminou» (“The End of Ideology”)

            Bell, para “Revolucionário”, seria um perigoso bolchevique – a que ponto chegámos!
            E é, actualmente, este universo de Bell que está a ser destruído suicidariamente. Bell, que sempre negou ser neoconservador, nem ele já cabe neste mundo.

            Quanto a Agostinho, não diga isso. Eu não lhe sou (em relação a si, meu caro) mais competente. Eu, quanto ao Santo, gostaria apenas de ser nem mais nem menos, mas apenas competente. Mas não sei se o sou.

      • Revolucionário diz:

        Li agora a sua resposta, mas estou de saída. Amanhã, se tiver tempo respondo, até porque o seu argumento é mais sofisticado do que o habitual. Mas, a voo de pássaro, já detectei mais que uma falácia…

        • Carlos Vidal diz:

          O meu comentário é mais factual do que sofisticado, meu caro.
          Aliás, por uma falácia começa o seu texto: julgar o comunismo através de um “velho amigo” de Lenine, que diz, na frase, indiferentemente, “comunismo” e “estalinismo”.
          Seria o mesmo que valorizar opiniões de Zita Seabra sobre Cunhal.
          A esmagadora maioria dos comunistas é anti-estalinista…..
          Por exemplo, neste blog, apenas eu escrevo sobre Estaline, mas não sou estalinista (não sei o que isso é). Mas todos os restantes membros desta casa reclamam, de uma forma ou outra, o comunismo.
          Se alguma coisa eu sou é “artista bissexto” e professor. Em princípio, nada mais.

          Quanto ao resto, espero pela sua re/visita.

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