Relativismo telegénico

Nenhum guincho sobre a violação do mandato da ONU pela OTAN, nenhuma prece pelos civis mortos pelos bombardeamentos e nenhum estremecimento com as atrocidades dos rebeldes denunciadas por organizações de defesa dos Direitos Humanos.

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25 respostas a Relativismo telegénico

  1. Vasco diz:

    Evidentemente. A bondade ou maldade está directamente relacionada com a subserviência ou resistência ao império.

  2. Samuel diz:

    Para não ir mais longe … a dona Ana Gomes conseguiu escrever um post asqueroso.

  3. Vasco diz:

    Os média dominantes, na sua sanha de tudo fazer para eliminar a reflexão crítica que possa pôr em causa a hegemonia planetária do imperialismo, fazem análises ao nível do rés do chão. Os editores de Causa Nossa, para o qual remete este post fazem coro com esses objectivos – por conivência ideológica ou pura estupidez. Comparam Mubarak com Kadafi, Ben Ali com Bashar al-Assad – e, claro, nada dizem sobre a clique que dirige a Arábia Saudita (o mais brutal dos regimes da região, mas – e aqui reside a questão – fiel aliado dos EUA). Esses regimes têm origens diferentes, diferentes enquadramentos nacionais, políticos e mesmo religiosos, bem como diferentes apoios. Não é por acaso que Ben Ali e Mubarak foram derrubados pelos seus povos e Kadafi pela NATO. A história ajuda muito a analisar a realidade. Pelo menos muito mais dos que os telejornais importados dos EUA. Idiotas.

  4. Padre Max diz:

    nO DIA EM QUE O MAIOR TERRORISTA LEVAR UM TIRO NOS CORNOS DUM ARIANO,HEI DE FICAR CONTENTE.OLHO POR OLHO,DENTE POR DENTE! Já agora qdo é q pensam ir ao Irão,pq pode ser q o’mundo livre,ubber alles’ leve com umas bombas antónias…Tá visto que a guerra é contra a China e a Rússia,o resto é conversa de bebedas…..

  5. Padre Max diz:

    Bebedas,não me refiro à senhora mas sim, a outra…..

  6. Diogo diz:

    A realidade é o que passa na televisão. O resto não existe.

  7. Quanto tempo demora uma bala disparada a, talvez 10m, chegar ao seu alvo?

    Parece-me que esse é pouco tempo para um Julgamento.

    Talvez fosse bom exemplo para trazer para Portugal. Rápido, eficaz, suprime possibilidade de recurso e parece-me ter um forte efeito dissuasor.

    Falo da rapidez da Justiça, claro… O exemplo é vil.

    Os Direitos Humanos são como as ruas de sentido único. Só vão numa direcção e tem de se ter a sorte de entrar pelo lado certo…

  8. Bolota diz:

    Helena,

    Guincho ??? E que guincho, caixa Geral de Depósitos tem 1300 milhões de Kadhafi

    http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=31678

  9. Pingback: Intifada love song – parte I |

  10. De diz:

    Em três linhas…
    em três linhas apenas “o guincho” abjecto de Ana Gomes esquartejado e posto a nú, com uma eficácia e sobriedade notáveis
    e o apontar sereno e firme à hipocrisia travestida de piedosas intenções, que mal disfarça o silêncio cúmplice perante as atrocidades made in NATO e seus capangas…
    …em apenas três linhas!

    “A agressão ao povo da Líbia, concebida e montada com muita antecedência, levada adiante com a cumplicidade do Conselho de Segurança da ONU e executada militarmente pelos EUA, a França e a Grã-Bretanha deixará na Historia a memoria de uma das mais abjectas guerras neocoloniais do inicio do século XXI. Mas, tal como fez surgir uma verdadeira resistência, fez emergir um Khadafi que recuperou a dignidade e morreu com honra.”

  11. De diz:

    O último parágrafo do post anterior é retirado de um texto de Miguel Urbano Rodrigues, escrito no dia da morte de Muamar Khadafi.

    Eis o texto na íntegra.Vale a pena lê-lo:
    http://resistir.info/mur/libia_20out11.html

    (“As três linhas apenas” referem-se ao post conciso e cirúrgico de Helena Borges. Verdadeiramente notável)

  12. mARTIM sALCEDO diz:

    Vocês aqui num botam vídeos?… é por isso que A Causa Foi Modificada tem maior audiência…. Eu avisei.

  13. mARTIM sALCEDO diz:

    http://youtu.be/MRUOoSKt6Kg

    aparentemente não dá

  14. Leo diz:

    Têm todos sangue nas mãos. E o inacreditável – a NATO assassinar Chefes de Estado – não tem volta a dar-lhe: a NATO assassina civis e assassina Chefes de Estado. Todos os que contribuíram para este assassinato político têm sangue nas mãos.

  15. Aires da Costa diz:

    Nunca julguei ver a Ana Gomes a festejar o cometimento de crimes de guerra. Mas também nunca me tinha passado pela cabeça ver deputados do Bloco de Esquerda a apoiar a intervenção da Nato num país soberano.

    • Leo diz:

      Houve algum crime das Secretárias de Estado norte-americanos que a Gomes não tenha aplaudido? Aplaudiu todos esses crimes particularmente os da Madeleine Albright e da Hillary Clinton. Ninguém de bom senso esperava outra reacção da desbocada.

      Se pensar um pouco não é capaz de encontrar uma única diferença entre as posições da desbocada e do Bloco de Esquerda. Nas questões internacionais não há diferença entre BE e PS. Ambos seguem a agenda dos democratas norte-americanos. E tem sido sempre assim.

  16. Leo diz:

    Espero que a Helena me autoriza este comentário +ara o Pedro, o Africano que o Paulo Granjo censurou:

    Mais que medroso e idiota, ele é cúmplice dos crimes da NATO, Pedro.

    O assassinato do líder líbio e a erradicação dos seus eram os objectivos escondidos desta guerra imposta ao povo líbio desde que as resoluções 1970 e 1973 do CS foram trituradas pelos USA, França, Grã-Bretanha e NATO. É mesmo a 1ª vez que a NATO assassina um Chefe de Estado.

    Foi a NATO que perpetrou este assassinato político que viola o artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos do Homem que estipula. Este assassinato político viola também as Convenções de Genebra que proíbe “atentados à vida e à integridade corporal, nomeadamente a morte sobre qualquer forma” das pessoas civis e das pessoas fora de combate. As quatro Convenções configuram «o homicídio intencional» entre as infracções graves. O assassínio constitui ainda um crime de guerra segundo o Estatuto do Tribunal Penal Internacional.

  17. Leo diz:

    Artigo 3.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem:
    Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

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