Grécia, a mãe de todas as greves (com Manifestação e Cerco ao parlamento)

Ao centro, um polícia em protesto

Enquanto por cá o clima político-social está a aquecer, na Grécia a situação está a arder. Creio que exactamente no momento em que cá se discute a próxima greve geral e um possível cerco ao parlamento é muito importante olhar para um país que se encontra cerca de 1 ou 2 anos à nossa frente, sendo necessário alguns filtros (óbvio que a sociedade Grega e a situação Grega não é exactamente igual à Portuguesa), olhar para a Grécia é olhar para Portugal daqui a um ou dois anos.

Exactamente hoje começa aquilo que muitos chamam a “Mãe de todas as Greves“. É interessante ver estes textos prévios, da Esquerda dita radical até à direita, passando por tendências mais anarquizantes,  sendo que a direita tem uma perspectiva oposta, uma coisa é certa, todos são claros no sentido em que se vivem momentos decisivos. E o que se vai viver (e está a viver) é a conjunção de várias greves (algumas que já estavam a decorrer) num mega protesto de dois dias, que vai muito para além do que aquilo que o Bruno aqui descreve como uma greve.

Primeiro, os sectores envolvidos são de facto muito diversos indo para lá do tradicional funcionalismo público e trabalhadores do segundo sector, um exemplo apenas, é a adesão dos taxistas.

Segundo, a greve envolve manifestações de massas, incluindo um cerco ao parlamento. Convocado pelo Partido Comunista lá do sítio e “sua” central sindical. Aqui, aqui ou aqui podem ver os desenvolvimentos desta Histórica confrontação social.

Terceiro, os sectores em Greve não se limitam a parar e montar piquetes. Os trabalhadores dos transportes não pararam pura e simplesmente, não, estão a trabalhar para trazer gente à manif! Numa Greve Geral, os sindicatos e camadas populares não apenas se resignam e baixam os braços, mais do que isso, tomam o controle da situação! Gerem as comunidades, em última análise tomam o Poder e gerem o país!

É verdade, como disse no início, a situação na Grécia está mais adiantada (esta é a enésima greve, não a primeira), a tradição política na Grécia também é diferente. Mas o que se está lá a passar agora serve de lição e contradiz algumas definições mais rígidas do que é uma greve. O que lá se está a passar agora aponta para o que de facto é uma Greve Geral capaz de alterar a realidade. Por n motivos a greve geral de 24 de Novembro, não será como “a Mãe de todas as greves”, mas temos de começar a apontar baterias para aí, temos de a cada protesto começar a construir uma greve geral mais nos moldes do que hoje e amanhã (e veremos depois) se está a passar na Grécia.

Acabando num tom unitário, cito um comentário feito ao meu anterior post, muito, muito verdadeiro, acerca do que se passou a 15 de Outubro.

«Resumiria assim. Este movimento perderá sempre que se contrapuser ao movimento organizado dos trabalhadores (e suas organizações de classe). O país perderá sempre que os movimento organizado dos trabalhadores (e suas organizações de classe) se distanciarem deste movimento.»

Voltando à Grécia. O que lá se passar, além de um exemplo, poderá também directamente influenciar as nossas vidas, veremos, parece-me que na Grécia se está mesmo a atingir um ponto de ruptura e o actual regime está condenado. A questão é o que é que o irá substituir…

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28 respostas a Grécia, a mãe de todas as greves (com Manifestação e Cerco ao parlamento)

  1. Aguarda-se a qualquer momento um comentário brilhante, chamando aos gregos uns incapazes , inconsequentes e folclóricos revisionistas ao serviço do capital, que não percebem nada de greves, de piquetes e de definições.

    • Vasco diz:

      Sabia que na Grécia os comunistas assumem um papel destacadíssimo na mobilização popular? Ah, se calhar não sabia…

      • Paulo Granjo diz:

        Ó homem! Então você não vê quando é que alguém está a ser irónico e a gozar com esses comentários e com a fraseologia que tais comentadores usam, quando as coisas não são como eles ouviram dizer que devem pensar que elas devem ser?

      • Pedro diz:

        Vasco, não é bem assim… Os comunistas gregos estão a ser completamente ultrapassados. A grande maioria dos manifestantes não tem qualquer filiação politica, e muito menos se identificam com o Partido Comunista Grego. Eles bem tentam cavalgar a “revolução”, mas a coisa já lhes fugiu ao controlo. Hoje houve confrontos violentos entre oa anarcas e… os comunistas. Porrada de criar bicho, com a policia de choque a assistir. parece que os comunas bateram em retirada, perante os apupos dos outros manifestantes. Estamos noutro paradigma, Vasco, isto já está para além de marraqueche, adaptando o que dizia o outro. Vá aqui ver, por exemplo:
        http://www.athensnews.gr/portal/1/49312

        Se isto não servir (já se sabe que a imprensa estão ao serviço do capital e coiso), pode ser ir ao

        http://twitter.com/#!/lampos

        • João Jerónimo diz:

          “Vasco, não é bem assim… Os comunistas gregos estão a ser completamente ultrapassados. A grande maioria dos manifestantes não tem qualquer filiação politica, e muito menos se identificam com o Partido Comunista Grego.”

          Engraçadinho… E desde quando é que os partidos comunistas querem que os manifestantes sejam todos comunistas? Se tal fosse verdade, seriam os partidos a convocar as manifestações, em vez das centrais sindicais. Quantos mais, melhor, e só participa na manif quem concorda com ela (às vezes até concordando não vão)…

          O que foi dito foi sobre o papel destacadíssimo na *mobilização*.

          JJ

  2. Manuel diz:

    “Mas o que se está lá a passar agora serve de lição e contradiz algumas definições mais rígidas do que é uma greve.”

    Socorro-me do Porto Editora e por lá se diz: “greve” – conjuração de pessoas que se recusam a trabalhar ou a cumprir um dever enquanto lhes não atenderem as reclamações; falta colectiva dos estudante a uma aula, denominada popularmente parede.

    Será que dicionários de outras editoras têm definições mais moles?

  3. Não consigo concordar com o tal comentário a post anterior. Os “profissionais do protesto”, são parte do problema – sindicatos, PCP, BE, outros movimentos partidários ou partidarizados – são parte intrínseca DESTA democracia, e não podem ser parte da solução. Esta solução tem de passar por nós e apenas por nós, os que somos apartidários mas não apolíticos e que escolhemos gritar nas ruas em nosso nome e em nome dos que uma outra irredutível gaulesa já apelidou de “os ursos” e que preferem, estando nós no Verão (que entretanto já terminou), ir para a praia.

    • João Jerónimo diz:

      O PCP e o BE podem ser parte da solução porque o PCP e o BE não entram no jogo sádico de se rir das desgraças sociais em que os outros partidos entram, e porque levam às instituições do sistema a legítima indignação popular. O PCP (e em parte o BE) integrou-se nas instituições do sistema, sim, porque isso permite-lhe transformá-las de poleiros em lugares de trabalho, ganhar reputação, expor às massas a insensibilidade dos partidos que apoiam o capitalismo. Tudo isso é necessário para um dia ser capaz de derrubar o capitalismo.
      Participar no sistema também permitiu ao PCP treinar os dirigentes, e agora, em que as condições objectivas para o descontentamento se desenvolvem, está pronto para assumir a tarefa de transformar o descontentamento em luta de massas.

      “Esta solução tem de passar por nós e apenas por nós, os que somos apartidários mas não apolíticos”
      “Apartidários”, e por isso mesmo,….. individualistas. Já disseste tudo. Não precisas de continuar.
      Esses são precisamente os que se opõem ao sistema por métodos individualistas, e que por isso mesmo não podem ser o centro da solução, porque foi precisamente a merda da sociedade individualista que nos trouxe até ao estado actual. Mas podem ser parte dela, certamente.
      E depois quem é sectário é o PCP…

      JJ

      • João Jerónimo diz:

        «“Apartidários”, e por isso mesmo,….. individualistas. Já disseste tudo. Não precisas de continuar.»
        Ao reler isto reparei que dá a impressão que eu acho que quem não tem partido é individualista. Isso não é verdade. Aquela malta que não tem partido por estar contra o espírito de partido é normalmente individualista, mas há muita gente sem partido que não o é. Podem não ter partido porque não se revêem em nenhum, ou porque acham que não têm capacidade para estar num partido, etc. O que eu tinha dito podia parecer ofensivo, e assim fica mais claro!

        JJ

  4. Quanto à Grécia: concordo, é uma greve totalmente abrangente de todos os segmentos da sociedade, público e privado, sectores primário, secundário, terciário.

    Um país completamente paralisado. Assim é que se protesta.

    • Vasco diz:

      Mas isso constrói-se, caro amigo. Não nasce do céu, nem por decreto, nem por querermos muito, nem por convocarmos e passarmos a mil amigos no Facebook… Constrói-se, passo a passo. Queria que fosse mais rápido, tipo amanhã? Também eu, acredite…

    • João Pais diz:

      Leu bem? Já viu que sem o partido comunista grego isto nao seria possível? nao acha que também nisso há semelhanças com o que temos cá?

      Continue a berrar contra quem marcha ao seu lado (se calhar muitas vezes, quando ate fica em casa a dizer mal em frente ao computador) que os senhores do regime agradecem…

  5. JMJ diz:

    É um aparte, mas, sinceramente, estou farto de nesta discussão à volta da Greve Geral de 24 de Novembro, se colocar num cesto os do “funcionalismo público”, “os trabalhadores”, “os percários”, “os desempregados”, etc….

    Eu trabalho para o Estado mas, acima de tudo, trabalho. Sou um trabalhador. Tenho um patrão que me explora e vivo a luta de classes no meu local de trabalho (e como a tenho vivido nestes ultimos anos).

    Estou a ficar farto de, a propósito de uma GREVE GERAL (!) e do facto de os TRABALHADORES da administração pública (local e central) terem, históricamente, melhores adesões que os seus camaradas dos sectores privados, isso seja atirado para a mesa da reunião como uma “benesse”!

    Quando faço Greve defendo não só o meu local de trabalho, os meus direitos, como os direitos das populações e a economia do país (outros dirão o contrário, mas há outros que se podem bem ir besuntar de m….. e encher de moscas). Vão-me descontar do ordenado e vai-me fazer falta, mas sei que se não lutar não poderei nunca ganhar.

    Como eu, somos muitos os trabalhadores na adminstração pública que sentimos a luta de classes e que por isso fazemos frente ao capital e às suas politicas de classe. Não faço greve porque é cómodo ou facil! Faço porque a minha condição de explorado assim o exige.

    Sou trabalhador, tomei partido na luta de classes, logo faço GREVE, dia 24 de Novembro!
    Apelo a todos os outros trabalhadores, em todos os locais de trabalho, que se juntem nesta GREVE GERAL!!

  6. Bruno Carvalho diz:

    Os únicos incapazes são aqueles que não percebem que a luta na Grécia já está noutro patamar e que em Portugal teremos de trabalhar para lá chegar. Não entendo quando o Francisco Furtado diz que a greve grega vai para além da minha definição – ela vai bem de acordo com a minha definição que é a paralisação de todos os trabalhadores – mas concordo que devemos lutar para elevar o nível do combate social a outro nível. Em relação às manifestações em greves gerais, nunca as condenei. Simplesmente, discordo de que pense em desmobilizar piquetes, em usar transportes colectivos e em usar a manifestação como desculpa para não se fazer greve.

    • franciscofurtado diz:

      Ok, se calhar não percebi bem algumas partes dos teus últimos posts (com outras concordo plenamente).
      Talvez não tenha entendido bem isto “E só quem nunca esteve num piquete de greve, fixo ou móvel, – como os cagões – é que pode achar que há horas para manifestações ou concentrações que não colidam com o trabalho dos piquetes.”
      Acho que como acima dizes no comentário e a situação na Grécia prova, aquela frase do teu post, é, no mínimo, demasiado categórica. Mas é através destes debates que tod@s vamos afinando posições.
      Abraço

      • Bruno Carvalho diz:

        Em Portugal, na situação em que estamos, em que a consciência social e política dos trabalhadores não é a mesma que a dos trabalhadores gregos, não se pode pensar que é estalar os dedos que pára tudo. Não é assim na Grécia, onde há um importante trabalho prévio, mas não podemos comparar as condições objectivas e subjectivas de lá com as de cá. Nesse sentido, acho que qualquer manifestação ou concentração, em Portugal, nas actuais circunstâncias, colidem com o trabalho dos piquetes que são essenciais para o êxito da greve geral.

        • franciscofurtado diz:

          Acho que isso corresponde a uma visão limitada e restringida dos sectores passíveis de ser mobilizados para a acção, no momento actual e em Portugal. Há muita gente que não estará em Piquetes pelos mais variados motivos (a começar por desempregados mas não só, é só puxar um bocado pela cabecinha) e é passível de ser chamado à acção para uma manifestação, ou outras formas de protesto para além de piquetes.

          • Vasco diz:

            Mas estamos a falar de uma greve geral e quem não trabalha pode dar uma ajuda num piquete perto de si. As manifestações seguem dentro de momentos e cada um pode e deve aparecer. Agora o que é estranho é que quando há manifestação deve é haver greve e quando há greve deve é haver manifestação… É para quê? Para dizerem que estão sempre mais à frente, que são mais vanguarda?…

    • João diz:

      Vamos ser sérios, a esmagadora maioria dos trabalhadores tem um horário contínuo diurno, e por isso a acção dos piquetes de greve nesses locais deixa de fazer sentido a partir do fim da manhã. Nos casos em que tal se justificar – trabalho por turnos – pois que lá fiquem os piquetes, mas também sabemos que nesses casos os piquetes até iniciam a sua actividade de véspera, a partir do fim da tarde, para mobilizar para a greve quem estaria a trabalhar à passagem da meia-noite. Nada justifica que não existam manifestações de indignação e luta, que são também o único espaço em que quem não está a trabalhar – desempregados, reformados, estudantes – possa “aderir” à greve. Só com enormes manifestações se rebaterá a contra-informação previsível de que a greve não se fez sentir ou de que quem não foi trabalhar está em casa ou no café a coçar a micose. E as manifestações são o espaço reconfortante de que não estamos só no protesto, mesmo que na nossa empresa sejamos dos poucos a resistir. Todos na greve, todos na luta, à porta das empresas e nas avenidas do país! Grandes manifs com artistas solidários a animar a malta é o que faz falta!

  7. AF diz:

    #

    Amigos

    Primeiro, quero deixar uma GRANDE HOMENAGEM, aos nosso irmãos gregos, que neste momento na terra, onde neasceu a democracia, luta

    Vou-vos transmitir uma odeia, gostem ou não gostem. mas a resposta a esta gente ordinária e sem vergonha passa, por afrontar as suas posições, e sem medos, sempre olhando para o amnhã, NUNCA MAS NUNCA NJOS DEIXARMOS ABATER. Tenho 35 anos, NUNCA na vida tive qualquer problema com algém, mas quando se veêm, mulheres de 50 anos e mais a levarem bastonadas, como neste momento vi na televisão, na Grécia, nós portugueses, só nos mobilizando e mostrando pela via da força, que não estamos cá para os ouvir, só assim podems levar a pressionar esta ditadura á classe média, já que a baixa está quase morta.
    Responder
    #
    AF says:
    Your comment is awaiting moderation.
    19 de Outubro de 2011 at 13:26

    Amigos

    Primeiro, quero deixar uma GRANDE HOMENAGEM, aos nosso irmãos gregos, que neste momento na terra, onde neasceu a democracia, luta PELA democracia.

    Vou-vos transmitir uma odeia, gostem ou não gostem. mas a resposta a esta gente ordinária e sem vergonha passa, por afrontar as suas posições, e sem medos, sempre olhando para o amnhã, NUNCA MAS NUNCA NJOS DEIXARMOS ABATER. Tenho 35 anos, NUNCA na vida tive qualquer problema com algém, mas quando se veêm, mulheres de 50 anos e mais a levarem bastonadas, como neste momento vi na televisão, na Grécia, nós portugueses, só nos mobilizando e mostrando pela via da força, que não estamos cá para os ouvir, só assim podems levar a pressionar esta ditadura á classe média, já que a baixa está quase morta.

    Conversas, gritos de contra, etc, e tal na cabeça destes governos incompetentes, corruptos, mafiosos e sei lá mais, digo, na cabela deste as nossa manifs traduzem-se no seguinte:
    Os cães ladram, e caravana passa”.

    OS DIREITOS DEMOCRÁTICOS, NÃO NOS SÃO OFERECIDOS, MAS ANTES CONQUISTADOS, COM SUOR E LÁGRIMAS.

    Nesta paisagem idílica de protextos de um lado, e filha da putice do outro não funciona. S´o a força da nossa vontade, e acção. Nada mais.

    Não sou anarquits, nem comunista, nem populista, nem, nem, nem….

    Sou sim um cidadão, que pela primeira vez, aqui, revela um discurso inflamado, mas que não aguente de ver amigos a chorar, porque vão dixar os filhos, para procurar de pagar as contas, no estrangeiro.

    CAMBADA DE CABRÕES, QUE ESTÃO A DESTRUIR ESTE PAÍS.

    obrigado e até á casa do brasil.

  8. Vasco diz:

    A primeira? No dia da greve geral fará precisamente um ano sobre outra greve geral – uma imensa greve geral que paralisou o País. Daí para cá muita luta tem sido travada e só não se apercebe dela quem só luta em frente a um computador…

  9. Pingback: A propósito do menu McGreveGeral encomendado | cinco dias

  10. jal diz:

    Fiquei a saber que os desempregados, os estudantes, os reformados para participarem numa greve geral têm de se manifestar e aparentemente não podem estar nos piquetes de greve???

    Lá onde o confronto se dá, lá onde se ganham trabalhadores para aderirem à greve, lá onde se travam as manobras do patrão, lá onde se vai ao embate com a polícia, é lá que todos são poucos e todos fazem falta.
    Só quando fizermos uma greve geral em que o combate à porta das empresas e locais de trabalho estiver ganho e garantido poderemos pensar noutras formas de luta no quadro de uma greve geral.

    Que venham os desempregados, que venham os reformados, que venham os estudantes, há muito por onde manifestar a indignação nos piquetes de greve.

  11. CausasPerdidas diz:

    Já agora, apurando o link para o texto da tal “esquerda dita radical” sobre a Grécia, o mesmo texto mas em português do Brasil:
    http://www.marxismo.org.br/index.php?pg=artigos_detalhar&artigo=875

  12. CausasPerdidas diz:

    Perdoem-me o abuso: da mesma origem, algo sobre Portugal, desta feita em Inglês. Não anda mal informada a “esquerda dita radical”:
    http://www.marxist.com/portugal-right-wing-governments-austerity-cuts.htm

  13. orlando diz:

    Parece-me ser um pouco disparatado, estar a dispersar esforços na mobilização para uma manifestação, tipo de igual dimensão, às que ocorreram no passado dia 1 de Outubro promovida pela CGTP e à outra, que se dizia apartidária. Gostaria de saber, como é que em dia de greve as pessoas se deslocam. Será que os transportes públicos não estarão a fazer greve ? Concordo e defendo que devem existir manifestações de indignação e de que os sindicatos deveriam convocar manifestações distritais, antes mesmo da greve geral, porque penso que a indignação deve vir para a rua, agora em dia de greve geral, penso ser um pouco contraproducente.
    Dizer só mais uma coisa, essa coisa do ser apartidário deixa-me sempre com a pulga atrás da orelha. Será que eu, como comunista que sou, poderei ir a uma manifestação daqueles que dizem não ter partido ???? Mas eu tenho, e tenho muito orgulho nisso, porque enquanto andaram estes anos todos, adormecidos, já eu lutava ao lado dos meus camaradas, no meu local de trabalho, procurando sempre esclarecer. Onde estavam vocês, apartidários ???? Tomaram agora consciência é ??? Pois ainda bem que a tiveram, mas deixem-me ser como eu sou, vou com a minha bandeira atrás, pois não tenho medo de dizer que não sou apartidário, eu tenho partido e tenho muito orgulho nele. Vamos à luta com consciência, tentando ganhar mais gente para a mesma, é que há ainda muito trabalho ai a fazer. Dizer só mais uma coisinha, em tom de provocação, muitos dos que se dizem apartidários são culpados da situação criada, quantos de vós não mete os pés nas assembleias de voto???? Pode ser que aos poucos ganhem esta consciência cívica. Boas lutas.

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