Anarquismo, a doença infantil dos indignados.

Perante uma das maiores manifestações de massas de todas as manifestações internacionais do 15 de Outubro, perante o resgate das Assembleias Populares e a sua imensa combatividade e perante a consolidação do movimento que nasceu a 12 de Março para ser determinante para derrubar a máfia do Sócrates e que agora continua para derrubar Passos Coelho e a austeridade, as diferentes famílias anarquistas preferem discutir quem invadiu mais a escadaria da Assembleia da República ou ficar meia-dúzia de gatos pingados acampados à porta de São Bento. É um direito seu mas é uma parvoíce uma vez que fazem falta a um movimento que até já é capaz de condicionar a convocatória de uma greve geral e de convocar mobilizações para parar o Orçamento de Estado. Ao invés de apontarem baterias ao governo dirigem as suas forças contra a organização de um protesto que pela primeira vez sem o recurso à burocracia devolveu a rua, o verbo e o voto popular às cem mil pessoas que a ele se juntaram. Anarquista que é anarquista não come mel, mastiga abelhas mas os nossos preferem esperam que os reformistas cumpram com a sua agenda revolucionária enquanto vão cantando loas ao imperialismo europeu. É muito verbo e pouca uva. É muita parra e pouco vinho.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

43 respostas a Anarquismo, a doença infantil dos indignados.

  1. Rascunho diz:

    Que continuem numa de que a minha é maior que a tua (como observei ontem por aqui) e depois queixem-se.

    Pessoal: grande, muita grande, é a minha e não se vê.

    Mas é para convergir ou para divergir de vez?

    Andamos a lutar pelo mesmo ou não? Com ou sem partido há que PARTIR estas medidas. O facto de coexistirem pessoas apartidárias, nos recentes movimentos, não serve para invalidar uma causa que queremos comum – a bem da pluralidade e das diferenças. É com naturalidade que observo imensa gente a não se querer associar a partido nenhum – olhem para todos estes anos. Se tivessem que mudar algo já não o deveriam ter feito? Porque é que estamos a chegar aos 50% de abstenção? Não fundo, parecem estar todos a precisar do PAI que nunca tiveram: Partido Apartidário dos Indignados.

    É que por este andar, se o pessoal teima em não se unir de uma vez (e temos, no meu modesto ver, tudo para isso neste momento) ainda se irá perder a unidade que há tanto “procuramos” (entre comas porque dá a ideia que muitos não procuram).

    • subcarvalho diz:

      Realmente Renato, depois de tanto verbo pela união, este post é um pouco contra-corrente. Mas já é normal usarem-se os anarquistas para saco de porrada quando algo não corre bem.

      • Renato Teixeira diz:

        Lê o link Sub. Eu não teria aberto a boca se outros não tivessem feito o mesmo.

        • subcarvalho diz:

          e outros são os anarquistas?…tudo por igual?…é assim tão difícil argumentares diretamente com quem discordas? Não me parece!

    • luis diz:

      quando for para pegar fogo aos politicos e banqueiros na praça publica chamem o pessoal na tv que aparece um montão de gente. até la- divirtam-se com a vossa indignação de xaxa.

  2. PP diz:

    A discussão está longe de ser quem invadiu mais as escadarias, é-me totalmente indiferente essa glória e a sua identificação com um grupo de pessoas, anarquistas ou o que seja, não foi concerteza feita por elas próprias. E antes de mais a nota de que haverá muito mais anarquista ofendido por o teres incluido nesses dois grupos do que anarquista envolvido em qualquer desses grupos.

    Não sento a miníma necessidade de celebrar o que aconteceu publicamente porque a sua mera existência foi uma celebração, parece-me tão evidente e transversal o contentamento de todas as pessoas que naquele protesto participaram que escuso de assinalar o óbvio. Nem teria obrigação de o fazer, o spectrum está longe de ser o diário quotidiano dos meus gostos e desgostos, que de resto se expressam de forma muito mais interessante e construtivas noutros locais.

    E de novo, porque é que a participação nesse movimento tem de ser feita através das suas proto-instituições?

    Tenho pouco ou nada a dizer a Funcionários do Bloco de Esquerda mascarados de Movimento Social e sabes que não será por sectarismo.

    • Renato Teixeira diz:

      Eu, como sabes, quero que o Bloco se foda. Interessam-me coisas maiores. Chamar proto-instituição a uma rede de activismos parece-me desmerecedor. Assim como dizer que quem tirou o microfone a fulano foi a organização. Eu fiz parte dela e não tirei o micro a ninguém. De resto saudei a coragem do invasor que como se viu mostrou que era correcta a tomada da escadaria. Não no abstracto, mas porque foi essa invasão que deu condições para que lá ocorresse um dos momentos políticos mais significativos dos últimos anos (Assembleia).

  3. Manuel diz:

    “devolveu a rua, o verbo e o voto popular às cem mil pessoas que a ele se juntaram”

    O disparate do Labrincha faz escola, não há dúvida…

  4. Começo por dizer que não sou um anarquista, não porque não admire quem é libertário mas porque não creio estar ainda preparado para o ser. Gostava no entanto de fazer um ou dois reparos.
    Foi realmente bonita a manifestação do 15O e valeu a pena todo o trabalho e horas de sono perdidas que muitos deram para que tudo pudesse ter corrido tão bem. Quanto à invasão da escadaria de S.Bento não me preocupa quem o fez mas parece-me um sinal importante que ao fim de 36 anos, a última vez foi durante o cerco à assemblei Constituinte em 1975), uma manifestação tenha ocupado aquele lugar. Já quanto à Assembleia foi bom ter acontecido, mas tenho de dizzer que não é aquilo que eu chamo de Assembleia Popular nem aquele funcionamento a forma mais correcta de participação. Compreendo que é impossivel fazer uma verdadeira discussão e tomada de posições consciênte num momento de grande agitação e perante discursos que poderiam ser feitos em qualquer comicio. Basta ver que muito daquilo que foi votado e aprovado é panfletário e não vai ser realizado. Vou ficar à espera de ver a invasão da casa do concurso da TVI e a realização da AP lá dentro ou quando vão os bancos ser expropriados em favor dos trabalhadores só porque isso ali ficou decidido. Naquela “Assembleia” aprovava-se tudo bastando um bom orador para inflamar as massas, quando o que se deveria desejar era uma honesta discussão dos problemas par assim se encontrarem as melhores respostas. Também fiquei muito satisfeito com muita coisa que aconteceu naquekle dia, mas temos de saber entender aquilo que realmente também aconteceu.
    Quanto aos que se mantêm ainda por S.Bento, não me parecendo a melhor forma de continuar o proptesto, embora sejam eles que neste momento estão mais próximos do espirito don Wall Street, acampada de Madrid e outras que por ai há, ocupando o espaço público em protesto e também estejam a cumprir com uma deliberação da tal Assembleia de ocupar a praça, (milhares votaram a ocupação mas depois foram-se embora). Não posso no entanto criticá-los e dizer que faziam mais falta a realizar outras tarefas na continuação da luta que todos começamos porque então do mesmo modo poderiam também eles criticar quem não a continua da forma que eles propôem. A luta tem de ser de todos e não podemos querer ser senhores da verdade absoluta e desejar que todos pensem como nós. Um pouco mais de modéstia não lhes ficava mal.
    A luta continua

    • Renato Teixeira diz:

      Estamos mais ou menos de acordo João, menos na Assembleia. Dizes que aquilo basta um bom orador, eu digo que basta uma boa ideia. A que falas, de resto, nem sequer foi defendida pelo proponente. Foi escrita e entregue para ser lida no período de votações.

      Só mais um reparo. O que se passa em frente à AR eu ainda não sei bem o que é, embora desconfie, mas estou certo que meia-dúzia de pessoas em frente a uma instituição pública não faz uma ocupação, muito menos no espírito de Madrid e de Wall Street. Há coisas para as quais não basta a boa vontade…

    • Grumbler diz:

      Portanto o protesto dos estudantes em 1993 contra as propinas não aconteceu nem a violenta carga policial que se sucedeu após a ocupação não só das escadarias como da quase bem sucedida invasão da AR.
      Se calhar as bastonadas que levei na policia nesse dia devem ter sido imaginárias..

  5. Esmeralda diz:

    Renato, devo dizer-lhe que as pessoas que permaneceram frente à Assembleia não são Anarquistas. Os Anarquistas estão ausentes do movimento que procuram mudar a Democracia porque simplesmente não se quer mudar o sistema no qual não se acredita. Entre esses elementos estavam pessoas que estiveram envolvidas na organização da manifestação e que, quando se tentou a invasão do Parlamento, gritaram ao povo que queria partir para a invasão: “sentem-se, sentem-se, sentem-se”. Fui constatar presencialmente quem compunham esse grupo e, de facto, existem elementos que querem brincar à auto-gestão mas não podemos confundir isso com Anarquia.

    • Renato Teixeira diz:

      Não será fácil da Esmeralda dizer, com toda a certeza, quem é que está de facto acampado em frente ao Parlamento…

      • Não será fácil dizer, com toda a certeza, quem é que está de facto acampado em frente ao Parlamento…?
        São pessoas, são gente que também querem mudar isto se calhar bem mais que outros que gritam revolução mas desejam mais o poder. Estou farto de iluminados que se dizem donos das revoluções.

        • Renato Teixeira diz:

          Os donos, os iluminados, estão lá, na ilha de São Bento. Isto sem que todos tenham tido o direito à palavra, à proposta e ao voto.

  6. mobby dique diz:

    LENINISMO, A DOENÇA SENIL DOS ACTIVISTAS PROFISSIONAIS!

    começo por dizer que não sou anarquista, nem nunca fui…
    apesar de ser uma palavra (a-n-a-r-q-u-i-s-t-a) que me diverte e me dá gozo ver na boca da polícia ou dos jornalistas sempre que querem definir alguma coisa que não compreendem.

    ainda assim, renato, tem cuidado com o que dizes e onde te posicionas. Tu és bom rapaz.
    Tenho a impressão que a maioria dos indignados de que falas, se se vir obrigado a escolher entre doenças…. e a Ideologia é sempre a doença…. Julgo que não hesitará em optar pela infantil.

    abraços floridos.
    a revolução é o PROCESSO.
    e esse é agora.

  7. mobby dique diz:

    mais uma coisa:

    compreendo que a “organização da manifestação do 15O” esteja um bocado baralhada e à rasca com a posição que assumiu durante a ocupação de uma escadaria (zelosamente permitida pela polícia) no seio de uma manifestação mundial que era suposto existir sobre o signo do OCCUPY.

    ainda assim. este post. parece-me tão miseravelmente desesperado que mete dó.

  8. Job diz:

    Mas estavas ou não a favor da invasão do palácio?

  9. Augusto diz:

    O poder como se viu , ( os 5% de taxa sobre os bancos adiada) , está no Ricardo Salgado e nos outros banqueiros.

    Que tal uma concentração á porta da sede do BES na Av. da Liberdade ?

    A Crise tem um nome DESFALQUE DO BPN.

    Que tal uma concentração á Porta do BPN na Antonio Augusto Aguiar, ou da sede do PSD na Lapa, onde boa parte dos antigos gestores do Banco, são militantes.

  10. João Pais diz:

    Coisas que adoro neste texto:
    1 – os falsos 100 mil de volta na berra
    2 – a ideia que a marcação da greve geral tem alguma coisa a ver com isto (embora, claro, tudo no fundo tem a ver com tudo, mas nem tanto…)
    3 – o maior exortador a invasões da AR de há uns anos atrás a desvalorizar o tomar das escadas (nao tanto aqui), mas la no terreno (“senta bobi, senta!”)
    4 – a critica da tactica esquerdista e sem perspectiva

    Até é para estranhar ainda aqui ninguem (nao necessariamente o autor) ter dito que isto tudo era culpa do PCP…

  11. Bruno Carvalho diz:

    Renato, não inventes coisas onde não as há. Sabes tão bem como eu que a greve geral já estava a ser equacionada antes dos “100 mil” a 15 de Outubro. E essa da burocracia…mas então a do 12 de Março teve burocracia por trás? E ter o apoio da comunicação social não foi fundamental? E o apoio partidário do BE e de todos os seus satélites?

    • Renato Teixeira diz:

      Temos noções diferentes de burocracia Bruno. O BE não esteve na manifestação. Alguns dos seus militantes sim. De resto, tal como do PCP. Foi uma manifestação paga com dinheiro colectado entre os organizadores, e feita sem recurso a dinheiro do Estado.

      Se a Greve Geral estava decidida, porque não foi anunciada no final do dia 1?

      • João Pais diz:

        O BE não esteve na manif, as faixas do Ruptura, Precarios Inflexiveis, Ferve, Intermitentes do Espectaculo eram também do MRPP? Há proletariadozaço organizado sem ninguém dar conta!

  12. Vasco diz:

    Agora estou a divertir-me. A greve geral foi convocada por causa da manifestação? HA HA HA HA. Por que não foi no dia 1? Por que ao contrário do que estes revolucionários de pacotilha acham, as greve gerais não se decretam, constróem-se!!!

  13. Operário Anarquista diz:

    Quantos de vocês são sindicalizados?! Quantos de vocês se organizam?! Quantos de vocês trabalham diariamente, no vosso local de trabalho para a unidade dos trabalhadores?! Quantos de vocês já ouviu dizer a um colega de trabalho “lutar de nada serve” e usaram isso como estimulo para o mobilizar para a luta?! Quantos de vocês sabe o que custa construir a greve geral e por isso sabe que não foi o 15 de Outubro ou qualquer orgasmo esquerdalho que deu origem à sua marcação?! Quantos de vocês estão dispostos a esclarecer, a mobilizar, a perder horas de sono e de computador no vosso revolucionarismo cibernético, para ir para os locais de trabalho, para convencer quem trabalha ao vosso lado, para que se organize e lute?! Deixem-se de brincar às revoluções semanais em cada acção bacoca que fazem e juntem-se à luta organizada, porque é isso que faz temer os poderosos.
    E não se esqueçam, na greve geral, seja ela quando for, não digam que faltaram porque o autocarro não apareceu, ou o metro estava parado, não tenham medo do vosso vinculo e levantem a cabeça e assumam o vosso lado na luta!
    Quanto a mim, hoje vou mobilizar para dia 21 de Outubro, porque o confronto de classes dá-se no trabalho, e é lá que se ganha a guerra…

  14. Cristina diz:

    Ponto 1º:

    Não foi a organização (só esta frase remete-nos logo para os clássicos discursos da CGTP, ou de qq outro chefezinho encartado) que “que pela primeira vez sem o recurso à burocracia” (Sem recurso a burocracias? Para além do pedido de autorização ao GC, bem vi o medinho e o respeitinho pelo cumprimento da lei e da ordem por parte de “parte” dessa tal organização) “…devolveu a rua, o verbo e o voto popular (…)”. Foram as 100 000 que se atribuíram o direito (o dever, até) de tomarem a rua. E não o fizeram por serem “bem mandados”. Fizeram-no por VONTADE PRÓPRIA.

    Ponto 2º

    De todo este disparatado discurso salta à vista que o móbil desta facção (bem identificada) da organização do protesto tem em vista um único objectivo: conduzir o protesto para uma agenda política reformista. E fá-lo enaltecendo as virtudes da sua liderança política (que anedótico). Afinal, parece que a única coisa que pretendem é ocupar o lugar do actual carcereiro. Se alguém aqui mata o movimento, são precisamente vocês, com um discurso absolutamente mimético do poder. Um discurso simultaneamente exclusivo e hirarquizado (nós – os bons – e os outros). (Vejam como somos bons a governar, até conseguimos um acordo com os sindicatos. Patético!)

    Ponto 3º

    Qualquer crítica aos meninos que estão ansiosos por se colocar em bicos de pés (sonharão eles com um assentizinho na AR? Ou talvez um cargozito em Bruxelas?) é um ai-jesus que os “contra-revolucionários (mais risos; grandes revolucionários os que tanto se esforçam por colocar uns pensos rápidos no cancro capitalista) estão a dar cabo do arranjinho. Habituem-se! A democracia é mesmo isso: o direito à pluralidade de opiniões. Se não o entendem é porque na realidade de democratas só têm o significante, ou se calhar nem isso.

    [Cristina, referências a familiares, tenha paciência, vão para o lixo].

  15. Justiniano diz:

    Sem dúvida, Renato, aquela coisa escrita por uns tais indignados lisboa é verdadeiramente ôca, tremendamente pueril, atrevidamente ignorante, e sobremaneira pobre! Pobre, muitíssimo pobre!! Se aquilo sintetiza de algum modo o pensamento e análise daquela gente nem sei o que lhes deseje!! Mas nós bem sabemos o que é aquilo, ou melhor, o que jáz por detrás daquele pensar!! O medo!! Aquele medo próprio das gentes toscas de espírito, que pouco acreditam em si mas que muito acreditam noutros de quem se querem travestir!! (É por estas e por outras que muito prezo, e mais ainda prezarei, a Merkel e o Vitor Gaspar) Farelo para esta gente!! Estou indignado com tamanha vulgaridade!!

  16. NR diz:

    O que o Renato queria era o seu PCPzinho a comandar as hostes, de preferência com o Renato como encarregado. Azar é que as pessoas já não vão nessas tretas, e vêm como o PCP é hoje um partido completamente dentro do sistema, incapaz de participar em qualquer processo revolucionário. Muito provavelmente, já nem sequer acredita na Revolução, como basta ver por expressões como “política patriótica”, para além de uma referência ao socialismo que lembra muito mais a URSS do que uma forma de atingir o comunismo. Com meninos desses não vamos lá.

    • Vasco diz:

      O seu PCPzinho? O Renato não é do PCP, graças a… olha graças a ele que nesse particular ainda tem bom senso e ao PCP, que tem uma política de adesões ousada mas criteriosa.

      Grande NR, conto consigo para fazer a revolução, já que não está dentro do sistema… Patetas…

      • NR diz:

        O PCP, bem como o BE, pelos seus discursos e pela forma como se deixam maneatar pela maioria de direita, representam a ala esquerda do sistema Capitalista. É necessário uma verdadeira cisão!

        Argumentos como “Patetas”, de facto, demonstram a presença de um espírito superior que me aniquila.

  17. Zegna diz:

    Estas manisfestações fazem bem a quê? ……….eu até entendo estes indignados……..mas será que o povo português ainda não percebeu que a revolução deveria ter sido durante as ultimas eleições? Era ter ido votar nos partidos que tinham outros planos para Portugal. Não existem só 5 partidos , existem bastantes mais……..Agora estes indignados que não votam nem escolhem nada , querem o quê? umas ganzas? Povo otário que não vota nem escolhe nada leva com isto e com muito mais. Agora queixam-se …..queixam-se de quê? Querem agora democracia e direitos……….cambada de otários. não gostam das medidas da Troika ? escolhem-se outros politicos……….Da proxima vez vão VOTAR! SIM !VOTAR !

  18. henrique diz:

    tu tens piada pa, até que és porreiro pá e a parte mais fixe pá é a tua conversa lembrar-me a do dorão barroso.
    quanto ao verbo…uma revoluçao de ignorantes,só serve para que sejam outros a dominalos. Obrigado mamã pelas tuas sábias palavras.

    beijinho do teu anarquista fofinho

  19. Pingback: Ataque nazi em São Bento é espúrio e deve ser denunciado | cinco dias

  20. Assimvãoascoisas diz:

    Quem esteve ao teu lado, literalmente, há uns largos anos a ajudar a derrubar a as grades da polícia à frente desse mesmo parlamento numa manif de estudantes, o que conseguimos, mesmo contra os JCPs e os DGAACs que assumiam o papel da polícia, estava muito longe de imaginar que te irias aburguesar ao ponto de te teres transformado num deles. Pareces aqueles caquéticos do PC que tentam manietar todos as iniciativas sociais espontâneas que escapem ao seu controlo. Talvez fosse altura de reflectires quem é que vai tomando a atitude que agrada ao imperialismo europeu. Deixa-te estar bem-sentadinho a fazer uns mmmmmmééééééééééééééééééééssssss, mas baixinho, para não incomodar os senhores e não ficarmos com a fama de mal-educados… Com as tuas palavras, fazes-me lembrar estes gajos: http://www.youtube.com/watch?v=ZbDh20ViNFg

    • Renato Teixeira diz:

      Não impedi ninguém de fazer o que entendesse. A acusação precisa de ser provada para ser pelo menos considerada. Respire fundo. É o inconvencional que claramente está a precisar.

Os comentários estão fechados.