951 cidades, 82 países – A resistência revela-se!

Faltam exactamente 24horas para darmos ao governo do Passos Coelho, do Paulo Portas e da Angela Merkel a resposta que eles precisam ouvir. A palavra está agora do nosso lado e com um movimento desta dimensão tudo é possível. José Mário Branco, Jorge Palma, os Homens da Luta, os Terrakota, a Kumpanhia Algazarra e os Tambores dos Ritmos da Resistência, são alguns dos que já declararam solidariedade com o 15O e estarão presentes entre o Marquês de Pombal e São Bento, ou seja, entre a Manifestação e a Assembleia Popular. E tu? Vais ficar em casa?

O desenho é da Gui e o Carlos Vidal, por mais que disfarce, adora.

Comunicado N.º5 – Resposta às medidas de austeridade do Governo:

14 de Outubro de 2011

Amanhã, a massa humana ocupará as ruas contra o retrocesso da democracia e dos seus direitos

De medidas de austeridade a medidas de brutalidade

Expansão do horário de trabalho em meia hora por dia, ajustamento do calendário dos feriados, aumento do IVA, cortes na Saúde e na Educação e corte dos subsídios de natal e de férias, nos próximos dois anos, a quem aufira mais de mil euros mensais. Foram estas as medidas de brutalidade anunciadas ao país, ontem, às 20h05, pelo chefe do governo, medidas que designou de «esforço adicional».

Perante estas declarações, a plataforma organizadora da manifestação internacional do 15 de Outubro declara que a convocatória dos portugueses para o sacrifício claro dos seus direitos representa um retrocesso de mais de 100 anos na história na vida das pessoas, como é o caso claro da conquista de oito horas de trabalho diárias, a 1 de Maio de 1890, depois de uma manifestação internacional com contornos similares à convocada agora; com a agravante do sacrifício dos subsídios de férias e de natal, conquistados há décadas, como sinal de que os seres humanos não são simples máquinas de trabalho.

Esta plataforma faz saber que os sinais claros de retrocesso civilizacional, democrático e dos direitos laborais vêem reiterar a necessidade de protesto por melhores condições de vida e de indignação «face ao actual modelo de governação política, económica e social» como refere o nosso manifesto. As declarações de Passos Coelho são a garantia de que este é «um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa».

No entanto, e à semelhança do que temos vindo a frisar, a plataforma organizadora da manifestação do 15 de Outubro, rejeita qualquer tipo de violência e demarca-se que qualquer tentativa de manipulação relativamente à responsabilidade por qualquer perturbação da ordem pública, decorrente do pedido de mais e mais sacrifícios aos portugueses.

Este colectivo sublinha ainda que repudia as repressões policiais sobre cidadãos pacíficos que se têm manifestado em todo o mundo por uma democracia representativa, justa e solidária.

Página Facebook do 15 de Outubro: https://www.facebook.com/pages/15-Outubro/161447463927164

Site informativo: www.15deoutubro.net/

E-mail: 15outubro2011@nullgmail.com

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24 respostas a 951 cidades, 82 países – A resistência revela-se!

  1. Carlos Vidal diz:

    Desisto.
    A Gui é fixe. Retiro o que disse. Vale tudo para amanhã a coisa ser única e Repetível.
    (Às armas. Com a Gui, claro!)

    • estou, claramente, a ficar demasiado consensual para meu gosto.

      • Carlos Vidal diz:

        Já eras consensual e há muito.
        Faltava era um (apenas um) irredutível gaulês, que já está conquistado.

        • … o unanimismo dá-me cabo da criatividade. carlos, já que não me insulta de câncio, desta vez acedo na resposta, mas não se habitue: faço os possíveis por não ler os seus posts, mesmo quando têm o meu nome no título, gosto muito pouco de pessoas machistas e, sobretudo, acho que a crítica de arte precisa é de auto-crítica. (… citando o césar monteiro, ‘que se foda a crítica’). saudinha.

          • Carlos Vidal diz:

            Não me lembro desse insulto de “câncio”. É indescritivelmente baixar o nível de qq pessoa.
            Não sei se o fiz, espero que não.

            Não ler os meus posts, ou as minhas críticas de “arte”, é mau sinal, um desperdício: é sobretudo atingir aqueles sobre quem escrevo (sendo que muitos deles me encomendam prefácios, por isso não sou um tipo que se põe em bicos de pés…).

            Cada um gosta daquilo que gosta: eu gosto de um eventual e rápido derrube deste governo, e da evidência da decrepitude do capitalismo.
            (Nem sei quem é a “câncio”.)

          • Carlos Vidal diz:

            Eu estava, ao princípio desta caixa, a brincar; mas agora é a sério: a gui está equivocada, quando diz evitar ler os meus posts. Porque eu até faço mesmo o possível para ser lido por pouquíssimas pessoas, fechando as minhas caixas de comentários, etc.
            Ou seja, o equívoco da gui merece o meu apreço e satisfação. O meu “comments off” pretende mesmo ser selectivo, pondo-me a falar para os interessados, que espero sejam poucos.

          • Renato Teixeira diz:

            Sem dialéctica não há dialogo. Devias reponderar.

  2. Renato Teixeira diz:

    Para vocês os dois cantarem amanhã: http://www.youtube.com/watch?v=djuLvrGSFiI

  3. Carlos Vidal diz:

    Sublinho isto do manifesto:

    “As declarações de Passos Coelho são a garantia de que este é «um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa».”

    Já há muito que eu chamo a atenção para o carácter opressivo desta estrutura democrática.
    Ou seja, como há dias fui buscar um autor conhecido (que não vale a pena dizer o nome), a democracia não representa o “interesse comum”, mas é antes uma ditadura da minoria-maioria (de uma travestida na outra).
    Em S. Bento é o lugar para transmitir esta mensagem: uma “vitória” eleitoral não dá direitos nenhuns a ninguém para decretar o que decretou ontem.

  4. O contrato eleitoral entre este governo e o povo não tem validade legal.
    Os itens entregues não correspondem aos declarados no contrato.

  5. L.Maria diz:

    Hoje ao falar com algumas pessoas sobre concentração muitos diziam “e para quê?”, “de que vale a pena?”. Pode-se pensar, mais uns conformados… mas o que eu vejo, olhando nos olhos das pessoas, não é só conformismo mas sim um grande desânimo, neste momento falta vontade de espírito e isso para mim é preocupante! Olhar nos olhos das pessoas e não as ver lá!
    Espero que o povo aguente a austeridade… espero que o povo aguente a desilusão… espero que o povo aguente o desânimo… espero que quem ainda “está no olhar” não se perca na correnteza…

  6. Pascoal diz:

    O Vidal que se foda.
    O que é preciso é ir à manifestação.
    E levar mais alguém.

  7. Bolota diz:

    Moço,

    Não tenho grande hopotese de fugir á canga, mas enquanto poder deviar o pescoço não o meto lá.
    Amanhã lá estarei em Faro a engrossar as fileiras dos inconformados.

    Sobre o amanhã, hoje fiquei um bocado pro boca aberta…acreditam que convidei um desempregado para vir e em troca mostra-me 2 bilhetes pro Benfica??? O Bolota ficou meio aparvalhado.

    Abraços

    • Renato Teixeira diz:

      É o grande problema. Tem que lhe dizer que um escravo feliz é o maior inimigo da liberdade. Antes e depois do jogo o seu amigo que apareça.

  8. xatoo diz:

    o reformismo impera por aqui
    Como se pode pedir “uma reformulação do modo de pagar a dívida” e “não pagar juros agiotas” se o Estado não mandou fazer nenhuma auditoria ao que se deve nem a quem e para pagar o quê? Ninguém sabe! portanto trata-se de uma dívida odiosa, que não deve ser paga de todo e de modo nenhum, nem juros hipotéticamente “não agiotas”, até que estes pontos sejam esclarecidos à opinião pública
    Não devemos pagar um tostão para o editório dos fundos de investimento fraudulentos que rebentaram nos Estados Unidos, devemos exigir cortes na colaboração de Portugal nas guerras da Nato, menos investimento nas forças de repressão, impostos agravados para os ricos, nacionalização da banca como serviço público que deve ser, impedir os investidores privados de condicionarem e entrarem na Política, etc.
    Se não não há quem ouça, ou queira fazer um referendo sobre isto, então talvez umas pedradas nas montras das lojas do sr. Ricardo Salgado ajudem. Não são pedras, são mensagens em garrafas deitadas ao mar na esperança que cheguem aos individuos que se reuniram com o cavalheiro ontem em São Bento para decidir coias nas costas do povo.

  9. xatoo diz:

    obviamente, o raciocinio saiu incompleto, quis dizer:
    para chegar mais alto que aos individuos (meras marionetas) que se reuniram com Ricardo Salgado ontem em São Bento

  10. Bolota diz:

    Renato,

    Digo é nada porque senão ainda sou apelidado de parolo e se calhar sou…

  11. Rascunho diz:

    Fica um excerto que escrevi em 2001 – (talvez ajude a esclarecer algo)

    (…) Mais tarde, mas tarde, constataram que o que houvera faltado, durante aqueles árduos anos, se oferecia agora de mão beijada – através de políticos tão ou mais corruptos dos que haviam lá estado. Como a experiência não era muita, era a primeira vez que experimentavam o poder e o alívio, por já não fazerem parte do regime salazarista, começaram a gerir a suposta vantagem, esquecendo-se que as mãos que apertavam, calçadas por luvas, permaneciam estendidas por baixo das mesas – nas quais tu e eu não fizemos parte.
    No meio político, tanto gente da direita, como do centro e da esquerda, untou as mãos naquele princípio deste fim.

    É evidente que somos todos iguais, mas há maneiras e maneiras de se ser igual…

    O exemplo deles perpetua-se até hoje: “Já fiz o meu trabalho, agora, paguem-me!” É o mal das heranças, que para além de materiais se querem ideológicas.

    Já me tinha apercebido do sistema através dos jornais (das televisões nem vale a pena falar). Reparei que a existência dos grandes grupos de pressão e interesses (os tais lobys que o povo houve falar sem compreender muito bem o que é ou o que são) não só existiam como abundavam por este país fora. Basta ver quem são os administradores/proprietários de todos esses tablóides, para começarem a ter noção da ponta do «iceberg». Depois, eles misturam-se. Porquê? Porque para além de terem interesses comuns, misturados conseguem iludir muito melhor. É a tal vantagem de uma ditadura aberta para uma fechada – as fechadas sempre são mais vulneráveis…

    Até poderia compreender tudo isto e nem vir para aqui incomodá-los se eles tivessem alguma classe a roubar. Mas a eventual decência e ética que tinham esboroou-se com o capitalismo desenfreado, mas não só – os novos corsários, que emergiram dentro desses grupos (os tais novos ricos sem “pedigree”) começaram a pôr tudo a perder – roubavam como os outros, mas não tinham a classe dos que os haviam antecedido. E porque é que os que os haviam antecedido permitiam que eles (os tais novos ricos, autênticos boçais) roubassem e ascendessem a posições até aqui há anos impensáveis? Simples: porque para os tais senhores criarem os impérios que criaram tiveram que corromper muita gente através de intermediários (eles não podiam dar a cara, mas alguém tinha que o fazer). Estes intermediários, para não bufarem, começaram a ascender a posições estratégicas dentro do sistema. O que é o sistema? No fundo baseia-a em três a quatro frentes/forças. Através destas seitas, entre outras menores, aliciavam os súbditos. Ali entretinham-nos com esquemas de monopólio. Qualquer criança, com ambição e desejo de vencer na vida, é facilmente assediada/atraída a fazer parte destas seitas – e o que são os homens senão eternas crianças? Daí as tais seitas resultarem, ainda mais sendo muitas delas “ordens secretas” – o que é que o jogo das escondidas não pode fazer a todas estas crianças sem escrúpulos? A submissão e exploração de todo um povo.

    Alguns dos seus elementos foram sendo colocados estrategicamente em posições de liderança, por tudo quanto é sector do país, até que a base estivesse sólida o suficiente para roubarem à vontade e tornarem-se intocáveis – por outras palavras: tinham que fazer o mesmo dos que os haviam antecedido, mas com mais classe (aqui reporto-me a épocas anteriores ao “25 de Abril”). Hoje em dia são os tais 10 por cento deste país que vive a desfrutar do trabalho dos outros 90 por cento – dos escravos de todas as cores para que não se sintam escravos.
    Camaradas, amigos, o que quiserem: acreditem, não existem ricos inocentes e há imenso que ficou por fazer – mesmo os corrompidos ainda estão a tempo de se refazerem… já os que corromperam devem pagar.

    Todas as posições de relevo são repartidas, partilhadas, pelos tais grupos de poder. Alternam-se como se alternam aquelas putas da beira das estradas. Se não são os filhos são os sobrinhos que ocupam os lugares de relevo. Se não são os tios são os enteados – seja o que for, tem que ser algo que tenha que ver com os grupos. Daí, por terem uns que ver com os outros, os grandes escândalos nunca têm fim/solução. Repare-se nos escândalos que existiram (e existem) e que ficarão por resolver.

    Como é que os corsários iam adquirindo o monopólio? Colocavam os “Zés” à frente dos partidos e da Assembleia e, posteriormente, à frente do governo. Alternando-os iam privatizando os bens públicos, conseguidos ao longo de toda à História de um povo. Grande parte do lucro dessas privatizações, engrandeciam as famílias/seitas que estão por detrás deles. Portugal, arrisco dizer, de norte a sul não passa de uma “offshore” – todas as autarquias e câmaras comungam de uma “qualidade”: da corrupção – onde o povo é roubado desavergonhadamente.

    A Função Pública, o proletariado das seitas, que poderia se revoltar, não revolta. (Agora, finalmente, parece que irá fazê-lo) Porquê? Porque para além de se contentar com o suficiente, sonha com a possibilidade, ainda que remota, de ser convidada a adquirir um papel mais importante na hierarquia. Quem são eles? Eles não existem? Existem, só que camuflados pelas “multinacionais do Estado”. É através delas que eles lavam o dinheiro que advém (vocês sabem bem de onde advém), e podem pagar 30 mil contos, e mais, às novas prostitutas do futebol, foder dinheiro em submarinos, etc.

    Na altura (2001) rematava assim:

    Somos 500 mil no desemprego, 200 mil à fome e 1 milhão no limiar da pobreza – para quando uma revolução no verdadeiro sentido do termo? Já faltou mais. O tempo das seitas escasseia. O povo há-de vos comer, BANDALHOS. (…)

  12. Boa noite camaradas, vão ter porco no espeto? Se tiverem contem comigo e com mais 30 pois vamos jogar uma futebolada aí abaixo, depois do jogo vamos dar uma volta por Lisboa com as nossas famílias e encontravamos todos.

  13. vernon diz:

    Mais uma vez a história repete-se: Nunca nada foi oferecido de mão beijada. Se quisermos que haja uma mudança decisiva terá que ser com muita luta. Preparemo-nos!!

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