1 milhão é 1 milhão

Pois…

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32 respostas a 1 milhão é 1 milhão

  1. Miguel Lopes diz:

    Lá vêm estes fingir que não sabem o que é que está em causa.

    Está na calha mais uma guerra de ocupação como está a acontecer na Líbia, e a gigantesca manifestação na praça Saba Bahrat é importantíssima para mostrar à opinião pública que a maioria do povo não admite essa opção.

    Essa analogia pode ser usada para qualquer grande manifestação. Mas esta manifestação é justa, ao contrário das de Salazar, pelas razões que referi.

    • paulogranjo diz:

      Depreendo que esta manifestação “é justa” porque você acha que é justa.
      E depreendo que, para além da autoridade da sua opinião (ou de outras, colectivas, que esteja a reproduzir), tal se baseia exclusivamente no facto de haver a possibilidade de imtervenção estrangeira contra a repressão sangrenta de protestos pacíficos massivos. O que, aliás, não vem de hoje, mas tem a diferença de se exercer sobre manifestações com visibilidade universal e na onda da celebrada “primavera árabe”, e não sobre vilórias de província, no quadro do quotidiano da repressão.
      Isto porque, ao contrário do senador estado-unidense que dizia dos ditadores latino-americanos serem eles “uns filhos-da-puta, mas os NOSSOS filhos-da-puta”, ninguém no seu perfeito juízo, na esquerda portuguesa, pode achar o regime sírio os “SEUS” filhos-da-puta, seja por ele ser peão dos “nossos” interesses, seja por afinidades políticas. Isto, mesmo que se aceite essa lógica cámone e senatorial de relativização interesseira e electiva da filha-da-putice, que não partilho.

      Vem isto a propósito do facto de a analogia que refere (eu diria antes metonímia) não ser por mim estabelecida como “para qualquer grande manifestação”. Nem, aliás, me parece que possa ser “usada para qualquer grande manifestação”, ou que um tal uso tivesse qualquer legitimidade ou interessa.
      Mas acontece que, se quisermos olhar para analogias, elas são muito mais amplas.
      Afinal, esta é uma manifestação organizadamente “expontânea” de apoio a um regime ditatorial, vigiado e repressivo que existe há décadas (em formal “estado de emergência”, é verdade, mas isso é apenas uma agravante), dominado por uma oligarquia e representado por um rosto visível (com sucessão dinástica, é verdade, mas é um pormenor), que reprime sistemática e permanentemente toda a oposição e protesto (embora os seus massacres de povoações fossem no seu próprio território em vez de em colónias, é verdade, e embora reprima as manifestações de rua a tiro, em vez de com bastões, cães e gás lacrimogéneo, também é verdade), destacando-se como vítima repressiva o Partido Comunista local, cujos membros foram sistemática e massivamente chacinados (numa quantidade, é verdade, que não permite sequer memorizá-los e honrá-los individualmente, como ainfda vamos conseguindo em relação aos camaradas asassinados pela PIDE).

      Diria, por isso, que as semelhanças que legitimam analogias (ou mesmo a sugestão de que se trata de partes de um mesmo todo) vão muito além das existentes com “qualquer grande manifestação”.
      E, confesso, esta gente e este regime não são entidades com quem queira ter alguma coisa a ver.
      Mas que cada um escolha livremente os SEUS filhos-da-puta, caso seja essa a sua lógica política e existencial.

      • Miguel Lopes diz:

        ” Depreendo que esta manifestação “é justa” porque você acha que é justa.”

        Pelas razões que referi, sim.

        “E depreendo que, para além da autoridade da sua opinião (ou de outras, colectivas, que esteja a reproduzir), tal se baseia exclusivamente no facto de haver a possibilidade de imtervenção estrangeira”

        Essa intervenção estrangeira já está a acontecer, as we speak. Quer provas?

        “contra a repressão sangrenta de protestos pacíficos massivos.”

        Dê-me uma prova concreta de uma repressão de um protesto pacífico.

        “pode achar o regime sírio os “SEUS” filhos-da-puta, seja por ele ser peão dos “nossos” interesses, seja por afinidades políticas.”

        E não é. Nem a Frente Progressista, nem a Jamahiriya são os nossos filhos da puta. Mas são os filhos da puta que no terreno concreto, podem gorar os planos do império. Tal como o Hezzbolah também não é o nosso filho da puta, mas de que lado da barricada é que estavas em 2006?

        “Afinal, esta é uma manifestação organizadamente “expontânea” de apoio a um regime ditatorial, vigiado e repressivo que existe há décadas ”

        Aqui concordo consigo. O regime tem problemas de legitimidade quando comparado com uma vulgar democracia representativa. Mas isso não altera, nem um milímetro, a questão de fundo. A questão de fundo é: prepara-se uma guerra de ocupação na Síria.
        Segundo consta, mas tenho ainda que confirmar esta informação (não vá ela ser falsa), a maioria dos lugares no parlamento (167 dos 250) estão reservados para a coligação de sete partidos antes das eleições. Deve existir alguma reminiscência que se foi perpetuando, que explique (e não justifique), esta situação. Mas isso será o próprio povo sírio a resolver, e não o National Endowment for Democracy, nem a CIA e os seus apaniguados islamitas.

        “(em formal “estado de emergência”, é verdade, mas isso é apenas uma agravante)”

        Já não está em ‘Estado de Emergência’.

        “e embora reprima as manifestações de rua a tiro”

        Dê-me uma prova concreta disso.

        “destacando-se como vítima repressiva o Partido Comunista local, cujos membros foram sistemática e massivamente chacinados”

        LOL!
        O Partido Comunista está no governo!!!
        Aliás, os dois partidos comunistas, o de Khalid Bakdash e o de Yusuf Faisal, fazem parte da Frente Nacional Progressista, e estão no governo.
        Enfim, você está claramente a falar de cor e não faz ideia do que se está a passar..

        • paulogranjo diz:

          Quanto à repressão sangrenta das manifestações de rua, deve estar a brincar comigo.
          Já agora, junte um terceiro Partido Comunista à lista: o que o A. Silva e o Leo (mais atrasado) citam. Tenho ideia que há mais 5, mas não ponho a mão no fogo.

          • Miguel Lopes diz:

            “Já agora, junte um terceiro Partido Comunista à lista: o que o A. Silva e o Leo (mais atrasado) citam.”

            Está a ver como você não percebe patavina do assunto?!?!
            O Partido Comunista que é citado no artigo d’ O Diário faz parte da Frente Nacional Progressista, que suporta o governo.

            “Quanto à repressão sangrenta das manifestações de rua, deve estar a brincar comigo.”

            Vá. Avance com as provas de manifestações pacíficas que tenha sido reprimidas ao tiro (como você diz).

            Eu creio mesmo que você não faz ideia do que se está a passar. Há uma guerra em curso.
            Ainda ontem assassinaram Muhammad Benshi, um secretário local do Ba’ath em Sarmeen. Em Homs, junto à fronteira com o Líbano, há troca de tiros com a polícia.
            Faça o favor de perder algum tempo a ler sobre o que se está a passar.

      • Leo diz:

        “uma oligarquia e representado por um rosto visível (…), que reprime sistemática e permanentemente toda a oposição e protesto (…), destacando-se como vítima repressiva o Partido Comunista local, cujos membros foram sistemática e massivamente chacinados” ????

        Além de ser mais papista que o papa está desactualizado. Espreite aqui e veja se aprende qualquer coisinha:

        “8 de Outubro de 2011 – 15h35
        PC Sírio analisa e desvenda mentiras fabricadas contra o país
        Esta semana foi divulgada uma carta assinada pelo primeiro-secretário do Partido Comunista Sírio (Unificado), Hunein Nemer, descrevendo o cenário actual do país. A carta analisa os “acontecimentos recentes” na Síria e elucida “alguns factos e desvenda algumas mentiras fabricadas e publicadas pela propaganda imperialista contra a Síria. O Portal Vermelho reproduz abaixo a íntegra da carta, a partir de tradução encontrada no Portal Correio da Cidadania.

        Uma carta ao mundo comunista e aos partidos operários

        Por Hunein Nemer

        http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=165933&id_secao=9

  2. A.Silva diz:

    O que é que estas imagens querem dizer???

    Paulogranjo, depois desta fotografia ter sido tirada, o regime FASCISTA ainda se manteve durante pelo menos 30 anos, e sabes quem correu com o dito regime?
    Foi o POVO PORTUGUÊS em 1974, e não contou com o “apoio” dos governos americano, nem francês, ou inglês, não, esses nunca se interessaram pela liberdade dos povos, esses estavam a sustentar o regime, o fascismo, os SEUS INTERESSES.

    Se quisesses ser honesto, terias colocado aqui uma foto de uma manifestação de apoio ao regime fascista nos anos 70, desse momento em que o povo português resolveu tomar nas suas mãos, o seu destino, mas ai só encontrarias as fotos da manifestação da brigada do reumático e ai sim, a tua comparação seria honesta.

    Apesar de isto custar muito à tua misofobia, a verdade é que a imagens da manifestação na Síria são actuais e fazem parte, inequivocamente, da luta politica que os sírios estão a travar pelo seu futuro e perante isso só se pode defender uma posição; ESTAR CONTRA QUALQUER TIPO DE INTROMISSÃO OU INTERVENÇÃO DO(S) IMPERIALISMO(S)!

    • paulogranjo diz:

      Procurei fotos das manifestações de apoio ao regime no início dos anos 60, com as questões da Índia e do início das guerras de libertação nacional africanas, e de repúdio às pressões norte-americanas para a descolonização. Não encontrei nem tive tempo de procurar mais, pelo que, se tiver alguma, agradeço.
      Quanto ao resto, suponho que a minha resposta ao comentário de Miguel Lopes o elucidará acerca da minha posição relativamente aos aspectos que levanta.

  3. A.Silva diz:

    Continua a desonestidade.

    paulogranjo se queres ser honesto, porque tomas partido pelo imperialismo, replicando as suas teorias e teses, tais como:

    “tal se baseia exclusivamente no facto de haver a possibilidade de intervenção estrangeira contra a repressão sangrenta de protestos pacíficos massivos.”

    Isto é o replicar da tese imperialista que o regime Sírio está a reprimir manifestações pacíficas, massacra o seu próprio povo… e por isso se justifica mais umas bombas da NATO.

    Para quem tenha uma visão minimamente critica e justa (apesar do bloqueio informativo e das mentiras), da situação na Síria, já se percebeu que grande parte das manifestações ou actos de contestação ao regime, são violentos, indo até à ocupação de aldeias e vilas.

    • paulogranjo diz:

      Se quiser, substitua “pacífico” por “legítimo”, para cobrir essas eventuais possibilidades.
      O que não anula a chacina de manifestantes. Nem legitima que um governo utilize o poder de fogo do exército contra o protesto, mesmo que violento.

      Entrementes, e a propósito de analogias: esta retórica da mão externa a manipular quem se opõe ao regime não lhe lembra nada, na realidade portuguesa dos anos 60 e 70?

  4. A.Silva diz:

    “destacando-se como vítima repressiva o Partido Comunista local, cujos membros foram sistemática e massivamente chacinados.”

    Acerca do Partido Comunista Sírio, aqui fica um link para um comunicado onde eles tomam posição sobre a actual situação.

    http://www.odiario.info/?p=2233

    • paulogranjo diz:

      Documento curioso, de um pós-PCS curioso e, ao que parece, bastante esperançado na súbita vontade de diálogo do regime com as pessoas que sobraram vivas (ao longo das últimas décadas) nas”forças da oposição” tradicionais.

      • De diz:

        Não,não é um documento curioso.É um documento que mostra bem a diferença que há entre os que lá estão e os que cá estão.Escrito pelos que conseguem ver o que se trama nos interstícios das linhas dos noticiários informativos e nas agências de espionagem.E pode crer que o sangue dos que cairam na Síria pelo combate por uma sociedade mais justa está inscrito nas linhas de tal comunicado.
        Quanto à esperança…sabemos todos a “esperança” que as bombas da Nato trouxeram à Líbia…

        • paulogranjo diz:

          “Combate por uma sociedade mais justa”? Fosga-se (como diz abaixo o A. Silva)!

          Aconselho-o, entretanto, a informar-se um pouco acerca da fragmentação e proliferação de grupinhos a partir dos poucos que sobraram do massacre e repressão do Partido Comunista Sírio. Há lá um Partido Comunista (não sei se este, “unificado”, se outro qualquer) formado por 4 estimáveis camaradas de 70 e tal anos. Convém por isso algum cuidado e pesquisa antes de se ser tão taxativo ao atribuir a verdade iluminada a um texto que parece ter no fulcro a preocupação de ser interlocutor de Assad.

          Pela minha parte, a questão não é tão importante que me vá pôr a pesquisar. Mas be my guest

          • De diz:

            Qual pesquisar qual carapuça
            O país a saque e Granjo a colocar aqui o post como resposta a outro.
            O país a saque e granjo a fazer aquilo que até aqui me tenho coibido de comentar
            O país a saque e Granjo a dizer que é preciso castigar as bananas dos madeirenses como represália pelo soba que lá impuseram
            Como se deve sentir satisfeito com as medidas tomadas pelo governo.Afinal nenhuma solidariedade por um povo que lá coloca estas bestas no poder.A culpa é do “povo”claro está
            E vem-me este tipo falar nas questões internas do PC sírio?
            E prefere o seu umbigo aos tais que parece que preferem manter a Nato longe?É só uma questão de números.E de idades.Pobres 4 estimáveis “velhos” de 70 anos
            Não,não serei mais hóspede de uma coisa assim

          • paulogranjo diz:

            Como o país está a saque, escrevi um post bastante longo sobre isso, há umas horas.
            Não, claro, por encomenda sua, mas pela minha urgência em escrevê-lo. E, concordo, o que lá está parece-me bem mais importante do que estas merdas…
            Mas também lhe digo que não contem comigo para ser insultado e calar-me, lá por o país estar a saque.

      • Miguel Lopes diz:

        O Paulo não percebe patavina.. mas fala, fala, fala, fala que se desunha.

  5. Vitor Ribeiro diz:

    Caro Paulo, cumprimento-o pelo ‘sermão aos peixes’.
    O problema mesmo é que os peixes, para além das dificuldades óbvias de audição – algo que a evolução natural da espécie para ainda não ter resolvido… – são naturalmente autistas.

  6. A.Silva diz:

    Ainda sobre a actual campanha imperialista contra a Síria e a sua tese da “repressão sangrenta de protestos pacíficos massivos”, e pedindo desculpa a Santiago Macias do blog “avenida salúquia 34” pelo abuso, aqui fica um seu post de titulo: José Cutileiro o extreminador.

    “Há coisas que me fazem rir. Foi o caso deste excerto de um artigo do embaixador José Cutileiro, no Expresso:

    Bashar al-Assad, que na peugada do pai vai em 40 anos de mando firme do país pela família, não parece querer mudar de método que foi remédio santo em apertos anteriores. (Em 1982, o pai, para acalmar fundamentalismo sunita na cidade de Hama, mandou matar os seus 20 mil habitantes e terraplená-los a seguir).

    O que me faz rir não são, como é evidente, os 20.000 mortos. Teria, em todo o caso sido útil que José Cutileiro contasse a história completa dos acontecimentos de Hama… A parte extraordinária é a afirmação de que Hafez el-Assad teria mandado assassinar os habitantes da cidade e depois terraplená-los. Um pequeno detalhe: Hama é a 4ª cidade da Síria e tem mais de 600.000 habitantes. Coisas que acontecem a quem vê o mundo a partir de salas com carpetes fofas…”

    • José diz:

      “Coisas que acontecem a quem vê o mundo a partir de salas com carpetes fofas…””

      Que não é o caso do A. Silva…

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  8. miguel serras pereira diz:

    Caro Paulo Granjo,
    ele há aí uns tantos que têm por verdade indiscutível que o que é nacional é bom, e se for uma ditadura, tamto melhor, ou pior, que vem a dar no mesmo, pois não há outra posição a tomar que não seja apoiá-la até aos últimos limites da sua (má-)fé.
    Inútil tentar explicar-lhes – porque só compreende quem quer e está disposto a interrogar-se a si e aos outros nesse sentido – que adoptam uma posição oposta, não só a toda a tradição internacionalista, mas também absolutamente não universalizável. A prova é que eles próprios só a adoptam contra os seus “inimigos”.
    Assad é um adversário dos interesses imperialistas – bem reais – do regime dos EUA? Pois é. Mas Hitler também era um adversário do império britânico e ameaçava as colónias francesas. E, salvo erro, não foi propriamente um modelo de anti-imperialismo.
    Mas a lógica do inimigo do meu inimigo é meu amigo tem razões que a razão desconhece. Mas nem por isso merece menos o desprezo do menor vislumbre de racionalidade democrática.

    Saudações cordiais

    msp

    • A.Silva diz:

      Só cá faltava o apoio, ou a poia do ” grande camarada” reccionário msp, nunca perde uma o petiz.

    • Miguel Lopes diz:

      “Mas a lógica do inimigo do meu inimigo é meu amigo tem razões que a razão desconhece”

      Ou razões que o MSP desconhece.
      A burguesia e o proletariado sempre tiveram interesses antagónicos, e não foi por isso que deixaram de se juntar para derrubar o regime feudal, que era o inimigo comum aos outros dois amigos circunstancias.
      Mao Zedong e Chiang Kai-shek também só podiam ser vistos como amigos circunstanciais quando uniram esforços para expulsar o invasor.
      Os comunistas também ajudaram a fazer a Revolução Islâmica no Irão, com poucos amigos.

      Por vezes, para vencer, é preciso fazer alianças. É preciso perceber as consequências das nossas acções no plano concreto, e não andar a passear o idealismo.

      Não vale a pena fazer confusões e ser anjinho. Neste momento, os sectores mais progressistas da sociedade síria estão unidos com Bashar Al-Assad porque há que derrotar uma guerra de ocupação que está em marcha.
      A receita é conhecida e já foi aplicada na Líbia e no Afeganistão: as potências imperialistas armam os islamitas mais fervorosos e sectários, desestabilizam a zona, desenvolvem a guerra mediática e depois “intervém”, como sabemos, para proteger os civis e defender a democracia.

      Cumprimentos

      • José diz:

        Claro!
        No caso da Líbia era o petróleo e no caso da Síria, qual é o interesse?
        Qual o interesse da Turquia se “chatear” com o seu vizinho do sul e arranjar problemas sérios, para além dos que já tem com os curdos do Iraque?

  9. Marta diz:

    Esta parece a, já ultrapassada, questão da União Soviética. Fosga-se!

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