15O – Which side are you on?

“O que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a criar álibis para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado! (…) Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de “homenzinhos” e “mulherezinhas”. Temos é que ser gente, pá!” José Afonso

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20 respostas a 15O – Which side are you on?

  1. Felipao diz:

    Parabéns,
    Hoje são capa doPrimeiro de Janeiro, o DN já fez reportagem, a SicNoticias tambem já faz rodapés e notícias sobre vocês, e os próximos dias são de um promissor crescendo de divulgação da vossa iniciativa por essa comunicação social fora.
    Porquê tanto carinho por vocês de quem silencia a luta e o protesto do povo português?

    A resposta é fácil.

    Vocês sao o protesto inconsequente, incoerente e desorganizado que o sistema capitalista precisa como válvula de descompressao. Vocês fazem parte do sistema, vocês tambem sao o sistema.
    Um destes dias, quem vos criou e alimentou mata-vos. E encontrará um novo grupo de idiotas-úteis para gerirem outra válvula de descompressao qualquer, mais ou menos similar ao que vocês sao hoje.
    A História já vos conhece e prevê.

    P.s- só se lamenta os bens intencionados que se irão desiludir, julgando-se desiludidos com o que julgam ser a luta e o protesto

    • Renato Teixeira diz:

      Felipao, furar a agenda nem sempre é ser furado pela agenda. Este protesto é inorgânico mas tem outro poder de fogo. Pergunte ao MRS: “«Prefiro mil vezes uma grande manifestação da CGTP a manifestações inorgânicas na rua. Prefiro que haja enquadramento sindical a não haver» Marcelo Rebelo de Sousa

      Consegue perceber porquê ou ele também está feito com a agenda da nossa promoção?

      • Irene Sá diz:

        E se não foram furados pela agenda porque será que furaram a agenda?

        Basear a argumentação numa frase do campeão das declarações contraditórias (MRS) não ajuda nada à resposta.

        Estou de acordo com o Felipao e acrescento: um protesto que à partida se declara apartidário tem como única finalidade branquear tudo o que tem sido a luta de classes em Portugal, tem como objectivo, ao contrário do que diz o Renato, desunir.

        • Renato Teixeira diz:

          Não. Isso seria se fosse anti-partidário. As manifestações da CGTP não são apartidárias?

          • Irene Sá diz:

            1 – A CGTP não declara as suas manifestações apartidárias;
            2 – A CGTP não se coloca de forma equidistante em relação aos partidos políticos;
            3 – Não somos parvos e sabemos muito bem que, a mais furadora que furada, comunicação social dita de referência não faz a tua distinção entre apartidário e anti-partidário e que o saldo serão parengonas declarando que os “portugueses não se revêem nos partidos”, que a “sociedade civil” está “afastada dos modelos políticos e sindicais existentes” e outras tantas pérolas destas. Que será verdade em parte sem dúvida, mas que não é totalmente e, volto a repetir, só serve para desgregar o descontentamento.

          • Renato Teixeira diz:

            Onde é que a CGTP diz tudo isso?

          • Irene Sá diz:

            A pergunta que deves fazer não é essa. Até porque as respostas são demasiado evidentes. O que deves é tentar responder com honestidade e sem fugas para a frente (ou para trás) à questão do Felipao: “Porquê tanto carinho por vocês de quem silencia a luta e o protesto do povo português?”
            A teoria do MRS não serve.

  2. Chalana diz:

    Pelo que acabei de descobrir, os “Indignados de Lisboa” estão feitos com a União €uropeia!
    Chocante, mas verdadeiro, como se lê no seu manif€sto de intenções
    em http://indignadoslisboa.net/2011/10/12/crise-do-euro/

    MELHORES PASSAGENS:

    “A união política deveria ser o pré-requisito fundamental para a união económica, mas os estados europeus estão longe de abandonar os interesses e quezílias nacionalistas.”

    Portanto, o problema não é o carácter burguês, capitalista da U€, o problema é não haver mais “união política” e os povos de cada país ainda reterem instrumentos de soberania. E que pena, não? Isto das burguesias europeias não se entenderem melhor e unirem mais…

    “Não há hoje líderes com visão europeísta (…)”
    O Mário Soares anda a fazer este alerta há vários anos…

    “A Comunidade Europeia foi originalmente criada por políticos que viveram as tragédias da II guerra mundial e conceberam este projecto como uma proposta radical para pôr fim aos derramamentos de sangue que a lógica nacionalista vinha a criar.”
    Interpretam a história da U€ segundo os cânones oficiais da mesma. Nesta visão, a U€ nunca foi um meio das burguesias franco-alemãs (com outros sócios menores) para obterem maiores lucros e melhor explorarem os trabalhadores europeus. Nem uma palavra sobre o sangue que França, Holanda, Bélgica, Inglaterra ou Portugal derramaram contra os povos que lutavam contra a subjugação colonial dos “pacifistas” €uropeus”.

    “Assim, ninguém na Europa tem a coragem para se opor aos interesses dos EUA, contrários aos do euro.”
    Luta de classes substituída pela luta inter-imperialista! Isto não são trabalhadores versus patrões, mas U€uro versus USdollar! E os indignados tomam partido pela U€! E por falar tomar partido…

    “A solução para a crise terá que passar (…) por movimentos internacionais de cidadãos que se envolvam na reforma da sua vida económica, social e política, sem terem que se arregimentar em partidos políticos.”
    Pois! Como não poderia deixar de ser, o discurso anti-partidos, do “eles são todos iguais”, não podia deixar de marcar presença, abundantemente polvilhado pelo manif€sto…

    E assim sendo, não se pode estranhar que, como diz o Felipão, hoje são capa do Primeiro de Janeiro, do DN e que a SicNoticias também já faça rodapés e notícias

    • Renato Teixeira diz:

      Os indignados são um dos movimentos que fazem parte do 15O, não o 15O. Também não gostei do texto e acho que nenhuma ilusão deve ser alimentada das estruturas europeias. Até do ponto de vista histórico estão equivocados: “A Comunidade Europeia foi originalmente criada por políticos que viveram as tragédias da II guerra mundial e conceberam este projecto como uma proposta radical para pôr fim aos derramamentos de sangue que a lógica nacionalista vinha a criar.”

      • Chalana diz:

        Reanto: que tu não concordasses com este tipo de formulações, já eu imaginava 🙂

        Perdoa-me a ignorância, mas na selva de siglas que são “12 de março”, “15 de Maio”, “Indignados”, Acampada” e etc. – uma pessoa tem dificuldades em orientar-se.

        Nãos seria dispeciendo, um destes dias, poderes fazer um post que ajudasse a diferenciar todas estas organizações – isto faz lembrar aquelas seitas m-l do pós 25 de Abril.

  3. Chalana diz:

    Assim só confudes a malta.
    Mas é um dos problema deste tipo de movimentações “laicas e apartidárias”: cabe lá tudo.

    • Renato Teixeira diz:

      É ler os vários manifestos. Não cabe lá tudo. Cabem todos os que se revêem.

      • Chalana diz:

        tu plos vistos, consegues caber em muitas coisas!

        Apesar das tuas tervigersações, apesar de fingires que nada tens a ver, na realidade, andas nas reuniões dos “Indignados de Lisboa” (estás citado nas respectivas actas)!!!!

        Só é pena que a vocação justiceira que te leva a escrever os posts que fazes contra o Mário Nogueira ou a CGTP, desapareça face aos oportunistas “indignados”.

        Abraço, pá!

  4. João Pais diz:

    Um bocado sectário, não? Ainda agora eram diferentes e agora são iguais? OU é ao contrário? É que como é que se pode estar na mesma rua quando as soluções são apenas DIAMETRALMENTE opostas!

  5. Rascunho diz:

    Está a chegar a hora de alguns perceberem que: temos várias coisas (frentes) em comum e são essas coisas (frentes) em comum que nos (as) tornam incomuns.

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