Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (XVIII)

OCCUPY TOGETHER é recuperar, by any means necessary, o que nos foi tomado. Pela burocracia pública ou pelo capital privado. É mais ou menos como quererem que todos paguem uma dívida que é só de alguns e esperar que as pessoas caminhem alegres para o coveiro. É o débito do pobre a pagar o fiado do rico. O que não foi contraído em nosso nome não nos pode ser imputado. Quem não teve os juros da usura a salvaguardar direitos, não deve nada. Se as mais-valias não pagaram impostos então o que dizem que temos que cumprir não é o preço do pacote, nem o valor da prestação, nem as intenções da ajuda. O que não é empréstimo é roubo e não consta que haja banqueiros armados em Robin Hood. Há 99% em recessão à conta da retoma da absoluta minoria. Os únicos que devem começar a tirar a carteira da algibeira para pagar as contas são os 1% que nos agiotam. Trocado em percentagem, nem do plural são dignos. O saque não é legitimo nem ilegítimo. É saque. Os credores somos nós por isso paguem o que nos devem!

[a 4 dias das ruas voltarem a ser nossas e de se voltar a fazer uma Assembleia Popular em frente à da República]

Off-topic: Entretanto, um grupo de trabalhadores dos transportes ocupou o ministério da Economia. Boas ideias para Sábado. Quantas serão, por esse mundo fora?

Em anexo, uma das melhores imagem virais das últimas semanas:

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16 respostas a Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (XVIII)

  1. Rambo diz:

    E “Bring Soap”, já agora, por questões de índole sanitária.

  2. Rambo diz:

    Parte 2, já que a 1 foi censurada, ou então “selectivamente” atrasada:

    “Bring Money, because breaking other people’s shit isn’t good behaviour.”

    O movimento é uma comédia, assim como a vossa ideologia da treta. Se querem ver-se livres dos mercados financeiros, deixem de depender deles, fácil. E que tal uma escrita qualquer sobre a dívida das empresas públicas? Ah, pois, não vale a pena tão herético exercício, pois não se pode dizer ao “povo” que elas só permanecem em funcionamento porque os bancos, mais ainda os nacionais, se prestam a emprestar-lhes capital.

    • Mamene diz:

      Ora bem,oh Rambo!E,o BPN do Oliveira Costa e do Dias Loureiro?Ah!,não interessa, nem essa da SLN…valentins,cardozo e cunhas ,rtambém não.

      O Duarte Lima é que a sabe toda… eheheh

  3. Rambo diz:

    Maiores dependentes dos mercados financeiros:

    1) Estado e seus dependentes, ou seja, empresas públicas e função pública.

    O fodido: o contribuinte, por norma o trabalhador do sector privado.

    Tenham vergonha!

    • Chalana diz:

      Rambo:

      Já que estás, manifestamente, no ramo da Stand Up Comedy, informo-te que o cinema alvalade tem inscrições abertas para actuações ao vivo no seu espaço lounge – verídico! Contacta-os e aproveita.

      Quanto ao que escreves, descontando o anedotário, tenho outra informação a dar-te: os grandes dependentes do financiamento público são os BANCOS, que estão a ser resgatados co os €€€ dos contribuintes. Não apanhes tanto Sol e vê um telejornal ou 2 – apesar de tudo, ainda podes aprender alguma coisa

    • Mamene diz:

      75% da ‘Divida Publica’ é PRIVADA mas,isso não interessa…não vai uma boquinha sobre a Casa Pia?Olha,q o Eurico de Melo tem alguma…. e o …..pois é.
      E os 12 mil milhões para os bankters + 35 mil milhões?Ah! O teatro subsidiado…
      a Wall Street já com 14 milhõ0es de milhões(14 triliões) para a bandidagem vigarista do esquema de Ponzi…Mas,isto é muita areia para a sua cabeça que deve ter musculo…

      • Rambo diz:

        Burro (não me refiro ao animal, coitado), dívida privada, sabe o que é? E se eu educar o meu caro amigo referindo-lhe que parte considerável dessa dívida diz respeito às famílias, e que dentro desta rubrica se deve acentuar o crédito à habitação?

        Mais: o meu amigo paga a dívida da Empresa A ou da Família, digamos, Santos? Paga mais impostos para auxiliar os acima ditos??

        Aprenda um bocado antes de vir para aqui, juntamente com os norte-coreanos deste blogue, vomitar ignorância.

        Analfabetos, ainda por cima orgulhosos!, vocês todos, seus ignorantes conscientes!

      • Rambo diz:

        Gosta de números, não gosta? Então consciencialize este: dos mais de 30 mil!!! milhões de euros de dívida das empresas públicas, autênticos e protegidos tumores empresariais (sai uma greve, se faz favor!), 20 mil milhões são devidos à banca portuguesa, que por sua vez poderá ser obrigada a recorrer ao fundo de capitalização…do Estado.

        Estado, paga o deves, seu ladrão!

        • Renato Teixeira diz:

          Já a subsidio mama da boa parte dos gestores e tecido empresarial, isso não o preocupa. Mas o Rambo está no bom caminho para continuar a pagar calado os lucros indevidos da Banca. Ou será o Rambo, himself, a própria Banca?

          • Rambo diz:

            Diga-me, então: quais subsídios, já agora? Não me digam que esse valor, que eu temo ser, como disse o outro, um “pentelho” numa tomatada de milhares de milhões de euros de dívida pública, atinge vários milhares de milhões de euros?

            Renato, o aumento de impostos, qual roubo legal, pagará a dívida de uma qualquer empresa, e hoje são várias em penosa situação, privada? Onde estão vocês quando os mercados financeiros cobrem o défice orçamental, por exemplo, ou entram com o dinheiro para dar azo ao vosso adorado instrumento denominado “investimento público”? Pois, só ficam danados quando quem empresta – e não é obrigado a fazê-lo, nem o país a pedir – começa a entender que o credor começa a comportar-se de forma indigna. Mais olhos que barriga, diz o ditado.

            Subsídios a gestores? Desconheço, sinceramente. E tenho profunda dificuldade em conceber sequer a finalidade de subsidiar gestores. Enuncie-me alguns casos, por favor. Mesmo que tão esquisito cenário ocorra, a minha opinião é simples: se é ilegal, é crime; se é crime, que haja punição.

            Se sou a banca? Não sou a banca, sou apenas um jovem licenciado – e bem licenciado, com média de 17, e que não acabaria o curso, por então incapacidade de pagamento, se assim não fosse – que trabalha no sector financeiro. Visto a camisola de quem me paga o salário, mas não sou hipócrita. Ao contrário de vós, caros amigos extremistas que nos sonhos molhados anseiam por conflitos selváticos na rua (é a “luta”, confidenciar-me-á o Renato), não inocento um lado e culpo inteiramente o outro. Esta é uma crise de comportamentos, principalmente, e de comportamentos de ambos os lados.

            Quando chegar o dia em que ler da vossa parte uma crítica à loucura despesista que define o sector empresarial do Estado, para isso esquecendo a imoralidade das greves de quem exige mais salários em empresas que devem milhares de milhões, pode ser que malta chegue a um acordo qualquer, a um compromisso. Exigem do sector privado algo que nunca sequer mencionam em relação ao público. Serviço público, dirão? 50, 100 milhões, tudo bem, vá lá que vá, mas nunca em monopólio. 300, 400 milhões todos os anos não é serviço público, é crime.

            O vosso suposto direito ao “emprego”, da forma como ele é por vós pedido em sucessivas manifestações encabeçadas por sindicatos de pensamento rudimentar, é tão legítimo quanto o direito de outros, começando em micro e pequenas empresas, ao “lucro”. Se conseguir conjugar ambos, parabéns.

            Não gostam de capitalistas ou de capital, mas querem emprego. Ah, em que planeta vivo eu, afinal!? Emprego…no sector público, correcto? Enquanto a classe média – gostem ou não, é esta a base de qualquer democracia – trabalhadora no sector privado se prestar, mesmo que sob pena de ser apertada pelos pulhas das finanças, a financiar-vos, tudo bem, mas é melhor não mencionar este triste acontecimento: a forma infeliz como o contribuinte é mal tratado pelo Estado. BPN? Um bom liberal não preconiza qualquer intervenção do Estado sob empresas privadas, mais ainda em caso de gestão danosa. A solução é também simples: concorrência, mas concorrência real, não aquela que se conhece em Portugal.

            De novo ao contrário de vós, o modelo económico que eu defendo, a economia de mercado, tem provas dadas. O vosso tem? Venezuela? Comédia. Brasil? Olhem que a Dilma tem em mente umas quantas privatizações, e tenho cá para mim que o modelo económico base nem é sequer uma formulação do próprio Lula, mas do anterior, um tal de Fernando qualquer coisa. Dilma, a Liberal, portanto.

            E pago todos os meus impostos. Mais: fruto do meu rendimento, tenho por hábito, e faço-o alegremente, “espalhar” a riqueza pelas localidades que atravesso.

            Ah, e peço sempre factura!!

            ps – certamente que o Renato, muito activo neste blogue, pensou em colocar no 5dias o vídeo onde um jovem manifestante se espreme em considerações numa das manifestações anti-Wall Street…não estava é à espera do homem presidencial do rapaz…Ron Paul. Adorei o “I fucked, who’s gonna bail me out?” Excelente. Totalmente de acordo com o jovem.

            Concordará que o nome Ron Paul provocou muitos engasgues nas gentes do vosso quadrante ideológico.

            ps ao quadrado – e nem vale sequer o esforço de dissertar sobre a falácia da “produção nacional” ou do regresso à agricultura. Sim, nos lugares cimeiros do HDI abundam países com forte participação do sector primário no PIB… E a economia de mercado nem é a forma predominante na lista… Modelo nórdico? Se algo é, e identifico que é, é tudo menos socialista, mas antes um exemplo de um Estado criterioso e de um sector privado dominante. É uma economia de mercado funcional.

            Culpam o Cavaco, ou seja qual for o rosto merecedor dos vossos devaneios mascarados de argumentos, por destruir a “produção nacional”, mas, curiosamente, ou não, parece-me que grande parte da indústria do Ocidente não sucumbiu, principalmente, perante má política das empresas em si, mas do trabalho escravo de países que vocês muito adoram. Sim, a indústria têxtil portuguesa nem foi para a China, pois não, ou então foi destruída por concorrência chinesa? Não me lembro, e já muito procurei, de vos ver criticar a China, ou outro país qualquer que sujeita a classe operária a condições de trabalho que há muito desapareceram da Europa Moderna.

            Abraços (um pouco dolorosos, mas tudo bem).

          • De diz:

            Um rambo fala.Escreve.Sob o nick de Rambo.Uma escolha legítima para o “tal jovem licenciado”.Mas infelizmente denunciadora de mais coisas.A vozinha mansa com que escreve na defesa do “tal capitalismo com provas dadas” esbarra ” em muitas coisas.A primeira logo na defesa da sua “sociedade”.Mas isso já lá iremos.A segunda na escolha de “rambo”,um troglodita que resolvia as coisas na base do tiro e da murraça.Um instrumento da época do que de pior teve a humanidade no último quartel do século XX,uma coisa chamada Reagan.Daí que as lágrimas com que este Rambo acompanha as suas preces neo-liberais e as suas súplicas de jovem com “17 valores” esbarram no pulha escolhido para nick name.Revelador de um carácter curioso de facto.Há algo assim que não cola.O “jovem licenciado” opta assim pelo disfarce de um criminoso barato.Com também 17 valores na escala dos”actores”?Ou na capacidade cognitiva do protagonizado por Stallone?
            Ou afinal tudo se ajustará quando se fizer a resenha final?

  4. AF diz:

    (Desculpa pk era aqui k keria postar:))

    Aqui vai mais uma:

    “A força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea.”
    Mohandas Karamchand Gandhi

    Cada um de nós, representa “apenas” um parafuso deste sistema,mas “Todos Juntos”, somos a máquina que a suporta, So, WHAT A FUCK ARE YOU WAITING FOR, GUYS?

    15 OUT está a chegar.

  5. Estamos todos convocados para sábado, não há desculpas, muito menos o “vão andando que eu vou lá ter”.
    Todos juntos pelo fim deste estado de coisas, pela “desglobalização”, pelo controlo do País, dos países, pelos povos, pelo fim da oligarquia dos bancos e da “alta (??) finança”, pela recusa desta odiosa dívida, pela refundação da União Europeia, pela sua democratização, pelo seu fim, por uma União Mediterrânica (Portugal + Grécia + Espanha + quem quiser),
    pelo escudo e pelo dracma, para Occupy Wall Street, Occupy the City, Occupy Deutsche Börse, Ocupar a Av. Liberdade, a Av. Aliados,
    Ocupar todas as ruas, pelo direito ao emprego, direito à Saúde gratuita, direito à Educação gratuita, porque nos preocupamos, porque sonhamos, porque queremos outra coisa, porque sonhamos outra coisa.
    Seja pelo que for, todos estamos convocados. Todos juntos tudo podemos mudar.

  6. L.Maria diz:

    Já escrevi um artigo sobre as diferenças existentes antes da República e depois da República (http://golimix.blogs.sapo.pt/8371.html). Atenção não sou monárquica, é só curioso verificar que algumas coisas ainda se mantêm e que parece que suamos muito para merecer o que nos é devido: Calma, alguma estabilidade social, saúde e educação acessíveis a todos… e mais umas quantas coisitas que fazem a diferença. As imagens e o artigo demonstram que o povo ainda tem muito suar…

  7. Rafael Ortega diz:

    Está previsto que passem no Rossio?

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