O estalinista é o Mário Nogueira, não o Tiago. Está na hora de fazer como no Egipto, na Grécia ou nos EUA. Entre amarelos e “vanguardas trauliteiras”, escolho!

Longe de ter qualquer simpatia relativamente às viúvas de Sócrates, não creio que se deva aproveitar o seu rancor para amnistiar o Mário Nogueira. Importa pouco que o dirigente da FENPROF, putativo candidato à secessão  sucessão de Carvalho da Silva à frente dos desígnios da CGTP, inaugure sedes na presença de alguns dos maiores pulhas da política nacional. Eu não o faria, o Vítor Dias pelos vistos também não, mas o facto de aceitar Alberto João como mestre de cerimónia, por pior que fique na fotografia, não é suficiente para se tirar conclusões sobre a sua melhor ou pior capacidade de defender os interesses de classe.

Em sentido inverso, a sua fobia face à unidade das lutas entre os diferentes sectores da sociedade, a sua apetência para negociar o inegociável e para alinhar no memorando de entendimento quando estavam 150 mil nas ruas, a sua alergia às manifestações internacionais que têm encontro marcado no dia 15 de Outubro e o seu silêncio quando professores desempregados ocupam o Ministério da Educação, isso sim é significativo. Mário Nogueira tem demasiados anos e desenganos à frente da FENPROF para que se simpatize  com a ideia de o ter como representante de todos os trabalhadores. Entre um Carvalho da Silva que ainda não perdeu a esperança no Partido Socialista e um Mário Nogueira que nunca terá esperança à sua esquerda, o melhor mesmo é não ficarmos reféns de jardineiros de ilusões.

A uma semana da manifestação mundial e da assembleia popular marcada para as portas da República, ainda não perdi a esperança de ver o movimento sindical mudar de rumo. Que bonito era ver o secretário-geral da CGTP a anunciar uma greve geral de megafone em punho. Assim fizeram os sindicatos do Suez, na revolução egípcia, assim se está a fazer na Grécia e assim estão a fazer os mais combativos sindicatos de Nova Iorque, entregando a factura da dívida aos milionários de Wall Street.

Não está na hora de lutarmos juntos e de voltar a fazer a luta toda?

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58 respostas a O estalinista é o Mário Nogueira, não o Tiago. Está na hora de fazer como no Egipto, na Grécia ou nos EUA. Entre amarelos e “vanguardas trauliteiras”, escolho!

  1. Bruno Carvalho diz:

    Bem, há duas coisas de que eu estou seguro. Mário Nogueira não estava ali como representante do PCP e Alberto João Jardim não estava ali como cabeça-de-lista do PSD-M à Assembleia Regional. Portanto, nem um nem outro estariam a fazer campanha eleitoral. Estavam a inaugurar um edifício que, suponho, (não disponho dessa informação) seja propriedade do governo regional. Ou algo do género.

    Goste-se ou não de Mário Nogueira, a Fenprof realizou, nos últimos anos, as maiores mobilizações de professores de que há memória. Mesmo com todas as dificuldades que há dentro da Fenprof. Relembremos aos que têm alergia aos comunistas que uma boa parte dos sindicatos da Fenprof estão em mãos de direcções que têm nelas membros do BE e do PS. E considerando normal que isso aconteça, tendo em conta que são estruturas unitárias, convém não atirar para cima de Mário Nogueira as culpas de tudo o que acontece na Fenprof. Ele não é o chefe da Fenprof, é o secretário-geral de uma direcção colectiva. Portanto, não há cá estas histórias vazias para encher chouriços de que “o estalinista é o Mário e não o Tiago”. Depois, gostaria de saber donde vem essa de que o Mário Nogueira é o putativo sucessor do Carvalho da Silva? Há alguma informação que sustente isso?

    Em relação à manifestação “mundial”, não me faria confusão que o movimento sindical enviasse uma delegação (dependendo dos princípios defendidos pela manifestação “mundial). Mas não se espere que a CGTP dedique esforços sobre-humanos para uma manifestação que não organiza. Da mesma forma, que não esperei ver os membros do 15-O a colar cartazes, pôr faixas e distribuir panfletos à porta de empresas a mobilizar para o 1 de Outubro.

    Sobre uma hipotética greve geral, sim, Renato, a CGTP ia mesmo anunciar uma greve geral numa assembleia do 15-O. Mas anda tudo doido?

    • Renato Teixeira diz:

      Bruno, não tenho nenhum entusiasmo relativamente às alianças entre o BE e o PS. Não é de resto segredo que foi em boa parte essa estratégia que me afastou do BE.

      Agora verdade seja dita, o SPGL (é disso que falas?), solidarizou-se com os professores desempregados que ocuparam o ME sendo que o próprio António Avelãs se terá deslocado ao local. Onde andava o Mário Nogueira? Porque é que, na ausência deste em inaugurações mais importantes, outro dirigente nacional da FENPROF não se deslocou ao local? Uma nota de imprensa? Um suspiro? Nada? Não sabemos bem que a neutralidade em situações de injustiça é ficar do lado do opressor?

      Falas que Mário Nogueira é o grande obreiro das mobilizações de professores na era Sócrates. É justo que se lhe reconheça o mérito, embora acho redutor condensar o protagonismo de 150 mil pessoas num único dirigente sindical, por mais que tenha sido ele, aí sim bastante mais sozinho, a assinar o acordo em nome de todos os outros.

      15 de Outubro é indigno da palavra do Carvalho da Silva? Nem por sombras! Até o Mário, se assim quiser, terá a palavra. Eu gostava de poder ter dito qualquer coisa dia 1…

      Que razões faltam para haver nova greve geral e unidade com o movimento internacional?

      • Bruno Carvalho diz:

        Não sei que razões levaram o Mário Nogueira a não ir ao encontro dos professores desempregados que estavam no Ministério da Educação. Mas sei que razões levaram o António Avelãs a ir. E também sei porque é que o BE tem potenciado movimentos e acções paralelas à dos sindicatos. É de um oportunismo brutal esta coisa de ter um pé no movimento sindical e outro nos colectivos que tentam retirar força ao movimento sindical.

        Eu não disse que o Mário Nogueira era o grande obreiro das manifestações. Disse que com ele na direcção a Fenprof organizou as maiores manifestações de professores de que há memória. E que da mesma forma que não lhe devemos atribuir todos os créditos por isso também não lhe devemos atribuir todas as culpas pelo que possa ter ocorrer mal dentro da Fenprof. Mas, claro, tu consegues achar redutor que se diga que foi o homem que fez tudo para pôr a malta na rua mas já não achas redutor dizer que foi ele o responsável pelos acordos.

        O 15-O não é obra do movimento sindical. E da mesma forma que o Carvalho da Silva não vai falar para as manifestações do PCP ou para as manifestações de estudantes não deve falar no 15-O. Esse protagonismo deve ser dado a quem o organiza. Por isso mesmo, acharia ridículo que se anunciasse uma greve geral marcada pela CGTP numa acção do 15-O.

        • Renato Teixeira diz:

          “Colectivos que tentam retirar força ao movimento sindical.”

          Quem é que anda a fazer tal coisa Bruno?!?

          A FENPROF não é só o Mário Nogueira, dizes bem, por isso mesmo não se entende porque nem um ai disse sobre os professores desempregados que ocuparam o Ministério da Educação.

          Quem organiza o 15O não é uma estrutura sindical, é uma plataforma de movimentos e cidadãos. Não há disso na CGTP? Dentro do 15O, português e internacional, há uma batalha para que não se dialogue com os sindicatos com o mesmos sectarismo com que a direcção da CGTP trata o movimento social. O microfone é de todos, assim como quem queira juntar-se ao protesto. Não haverá puxa e empurra e todos serão bem-vindos quer à manifestação quer à assembleia. A luta por estas bandas ganhará a força que precisa para ser determinante quando se vencerem essas barreiras. O 15O, com todas as suas contradições, tem dado mais sinais nesse sentido do que a CGTP.

          Porque não se solidariza a central? Dizes que vês com bons olhos que participe com uma representação, mas porque não haverá de mobilizar os trabalhadores para um protesto para o qual também foram chamados?

          • JMJ diz:

            Acho muita piada que o Renato queira que os trabalhadores estejam com ele quando ele não costuma estar com os trabalhadores…

            … Mas cada um é livre de decidir como quer e se quiserem ir atrás do Renato, força…

          • Renato Teixeira diz:

            Não costumo estar com os trabalhadores?!? Ora, por quem sois! Esses são só os camaradas. Tenha paciência JMJ…

          • JMJ diz:

            Desde que se recusou a participar nos piquetes que mantenho a mesma posição, que ao Renato interessa muito mais a luta dos americanos em Wall Street, a luta dos espanhois na porta do sol, do que, por exemplo a luta dos camionistas da TNC, a luta dos trabalhadores da função pública, a luta dos enfermeiros pelos seus empregos, aqui em Portugal.

            Basta olhar à quantidade de posts sobre estes assuntos que o Renato tem feito.

          • Renato Teixeira diz:

            Recusei-me em participar nos piquete?!?!? Onde? Quando? Tenha juízo, argumente com factos, não com calúnias. Os piquetes são importantíssimos, sempre o disse. Apenas defendi que quem não tivesse onde os fazer tinha mais do que condições para fazer uma manifestação, como acabou por acontecer.

          • JMJ diz:

            Não participou e foi porque não quis.

            Não respondeu ao chamado, faltou.

            Mas continue a falar da luta da Grécia e de Espanha, e do Egipto e dos Estados Unidos, que eles não lhe pedem para ir para os piquetes de greve.

          • Renato Teixeira diz:

            Não partilho do seu ponto de vista. A manifestação que decorreu na greve-geral é tão importante como os piquetes.

          • JMJ diz:

            Se ainda não percebeu a importancia da presença nos piquetes e a necessidade de aí concentrar os esforços, não vou ser eu a perder o tempo necessário para o Renato perceber…

            Tenho mais que fazer, até porque ainda este mês há mais lutas para desenvolver (mesmo depois de dia 15)

          • Renato Teixeira diz:

            Dia 15 inclusivé? Esperemos que sim.

        • closer diz:

          Duas pequenas notas ao esquecido Bruno Carvalho:

          a) No tempo do Paulo Sucena, os sindicalistas do SPGL afectos ao PS (Óscar Soares, Augusto Pascoal, etc.) eram bem vistos pelos sindicalistas afectos ao PCP chegando a participar conjuntamente na sua direcção. A unidade quebrou-se quando se propôs o nome de António Avelãs para presidente do SPGL. Este é um ex-militante do PCP e, como se sabe, is ex-militantes do PCP são traidores e devem ser excomungados. Abriram uma excepção para a entrevista de Jerónimo de Sousa ao Ricardo Araújo Pereira, mas o mediatismo oblige…

          b) O BE não se rege pelos princípios do centralismo democrático. O grupo Ruptura/FER (principal tendência minoritária) não só não apoiou Manuel Alegre para a Presidência, como patrocinou uma lista própria para a direcção do SPGL, enquanto a maioria dos seus membros integrava a lista da actual direcção. Não sei se é a esse aspecto que Bruno Carvalho se refere quando afirma que «o BE tem potenciado movimentos e acções paralelas à dos sindicatos».

          Caso esteja equivocado, agradecia que me esclarecesse.

      • A.Silva diz:

        Renato, julgo que cais num erro que é achar que o Mário Nogueira devia sobrepor uma agenda politica própria, à agenda que deve ter enquanto representante de uma estrutura sindical unitária, onde várias posições politicas devem coexistir.

        O Mário Nogueira devia recusar-se a estar presente na inauguração da sede do seu sindicato na Madeira, só porque o “emplastro” se foi colar?

        Não sei… mas não me parece lá grande ideia, tem a ver com o respeito pelas Assembleias Gerais, e o Mário Nogueira é porta voz de uma federação de professores, que de certa forma é uma Assembleia.

        • Renato Teixeira diz:

          Tenho dúvidas que essa Assembleia tenha achado piada à vernissage, mas como lhe disse é o que menos me preocupa.

          Acho sinceramente que a sua base representativa preferia tê-lo visto no Ministério da Educação, em unidade com os seus, na luta contra o desemprego e a precariedade.

      • Pedro Penilo diz:

        1. Mário Nogueira é coordenador de uma Federação de Sindicatos de norte a sul de Portugal, com dezenas de milhares de associados que não são militantes do PCP, muitos nem de esquerda são. Só isto devia bastar para demonstrar a pouca sustentação dos ataques que são feitos a Mário Nogueira, por aqueles que querem que tenha um cão conquanto seja preso por o ter.

        2. O Renato deve responder à seguinte pergunta: Mário Nogueira aceitou um acordo com o ministério respeitando democraticamente a vontade da maioria dos professores que representa, ou fê-lo porque lhe deu na real gana?

        3. Quanto à participação da CGTP no 15 de Outubro é magnífico dar lições, mas gostava que o Renato apontasse um exemplo (1!) de expressão pública inequívoca sua ou de outros quinze-outubristas, de apoio e mobilização (que não tímidas marcações de ponto de última hora) para a manifestação da CGTP). Eu cá não só não vi nem uma, como fui o único que na concentração de “artistas indignados”, onde estavam muitos dos que agora apelam à unidade, o único, repito, que apelou explicitamente à participação nas duas manifestações.

        Não obrigo ninguém a gostar da CGTP, mas que cada um siga com coerência o caminho que traçou. A tua única referência à manifestação da CGTP é esta, a 19 de Setembro:

        “(…) Aos sindicalistas do 1 de Outubro, cabe-lhes a responsabilidade de comparecer [no 15 de Outubro], responder ao chamado traduzindo experiência em actos concretos, não continuar de costas voltadas para o desconhecido e vencer o sectarismo. O mesmo vale em sentido contrário. Uns e outros devem pensar se basta continuar a descer avenidas, tão ordeiros como insensatos, sem ter a capacidade de parar o saque no dia seguinte. Para que se evite o inevitável precisamos que as armas de Abril não se voltem a calar em Novembro. (…)”

        Tendo em conta a data e a ordem das manifestações, registo não só a inversão da ordem das “responsabilizações”, como o especial carinho com que atribuis a responsabilidade aos “sindicalistas”.

        No dia 1 de Outubro, Renato, referes-te à manifestação que aí vem para… convocar para um evento a seguir à manifestação.

        Do qual, estranhamente não deste conta, mais tarde.

        • Renato Teixeira diz:

          Pedro, no pico da luta dos professores, quando estavam mais de 100 mil na rua, gostaria de ver uma sondagem sobre isso aos seus representados. Não houve e é pena que não tenha havido. Sem esse dado a tua pergunta é tão válida para mim ou para ti, mas tem outro peso se estivermos a falar do principal dirigente do sector.

          Quanto ao convite para que os movimentos se juntem à manifestação do 1 de Outubro tem a sua ironia, uma vez que os movimentos que respondem ao chamado têm que fazer toda a passeata no puxa e empurra do serviço de ordem da CGTP, com episódios que nos envergonham e me escuso a comentar.

          Mas a questão fica mais simples se a colocarmos do avesso. Afirmas que o 15O fez pouco pela manifestação chamada pela CGTP mas eu digo-te que já não seria mau ver a CGTP fazer o mesmo pelo 15O.

    • Dédé diz:

      Bruno, um dos traços mais salientes das campanhas de Alberto João, e que é comum a muitos outros candidatos a desempenhar o cargo a que concorrem , é o peso e importância que as inaugurações têm nas suas, deles, campanhas eleitorais. Seja de “obra própria” ou de “obra alheia”, não há quilómetro de estrada, centro de dia, campo de futsal, ou urinol que, em vésperas de eleições, não seja objecto de inauguração, pré-inauguração, ou reinauguração

      Facto aliás sempre, e muito bem, denunciado por forças politicas que consideram, tal como eu, aquelas praticas inaugurativas uma das mais reles formas de fazer politica. Já pelo que agora nos diz, na sua segura opinião, quando a inauguração mete o Mário Nogueira fica tudo kosher.

    • João Torgal diz:

      “a Fenprof realizou, nos últimos anos, as maiores mobilizações de professores de que há memória”… e depois traiu fortemente a confiança dos professores com dois ridículos memorandos de entendimento com os ministérios da educação socratinos

  2. Chalana diz:

    Óh Renato! Mas tu não te enxergas, pá!!!

    “Eu gostava de ter dito qualquer coisa no dia 1”?!?!
    But who the fucK are you? Mas representas alguém, alguma coisa? Achas-te melhor do que os outros 150.000 mil? Bem… é que se cada 1 dos 150.000 pudesse dizer qualquer coisa, ainda agora estávamos-nos a ouvir uns aos outros (claro que não estaríamos, porque entretanto já teria acontecido o que aconteceu à acampada de Maio…).

    GReve Geral?! Desculpa, mas politicamente tu és muito fraquinho…. Para ti basta gritar “greve geral” dia sim-dia não” que ganha-se logo o certificado do “+ revolucionário do ano”. Em que país vives? É neste? Olha que neste a DIREITA ganhou as eleições com maioria absoluta há 3 meses!!! É pá! não sei… Isto diz-te alguma coisa?

    Não te preocupes que Há quem esteja a TRABALHAR PARA A GREVE GERAL! Só escusávamos era de gramar com estes teus post entre a estética duvidosa e piromania esquerdista

    • Renato Teixeira diz:

      A direita ter ganho com maioria absoluta é mais uma razão para não esmorecer. 2011 teve uma das maiores greves gerais e as maiores manifestações das últimas décadas, acha mesmo que há um problema de vontade popular?

      Quanto ao direito à palavra parece-me obrigatório, pelo menos enquanto se insistir em anunciar votações por unanimidade e aclamação.

      Parece-lhe mal que assim aconteça? Experimente dia 15 antes de tirar grande conclusões…

      • Chalana diz:

        Não respondes a nada, apenas consegues cavar contradições ao teu próprio discurso!

        “A direita ter ganho com maioria absoluta é mais uma razão para não esmorecer” – claro! isto agora é como a estória dos “mercados”: é só um problema de… “confiança”.

        “Direito à palavra obrigatório” – Quando falamos de manifestações de massas com + de 10.000 pessoas, isso é pura demagogia! Quanto mais, quando falamos de manifs com + de 100.000!!!

        duas notas, ainda, sobre o teu post:

        1) “professores ocupam o ME”?!? Desculpa, mas na TV eu vi 1 funcionário do bloco e meia-dúzia de gatos (com todo o respeito plos felinos).

        2) Se tivesses memórias, nem ousavas em falar da “aversão” da FENPROF em confluir as lutas. ainda não me esqueci daquele teu post persecutório a acusar a FENPROF de não se querer juntar à manif do 12 de Março… e depois, quando os delegados sindicais reunidos no Campo Pequeno decidiram pelas tais votações por “aclamação e unanimidade” juntar-se à geração à rasca tiveste de meter o rabinho entre as pernas. Sol de pouca dura, claro!

        • Renato Teixeira diz:

          Espero ter o prazer de meter o rabinho no meio das pernas outra vez, mas gostava de ver mais do que dirigentes sindicais no 15O. É que tenho mesmo outro respeito por felinos.

    • JMJ diz:

      Deixa lá, Chalana, que o Renato vai ele próprio anunciar um Greve Geral (que ele já era para ter anunciado dia 1, mas os “putos maus” não deixaram), e depois vai ser ele a mobilizar a participar nos piquetes, nos locais de trabalho, como (não) fez na Greve Geral de 24 de Novembro.

      • Renato Teixeira diz:

        Eu e o JMJ não temos poder para convocar Greves Gerais, o Carvalho da Silva tem. Nesse dia quem tem fábrica faz piquetes, quem não tem faz manifestações. Não creio que tenhamos um problema de concorrência.

        • JMJ diz:

          Só nas fábricas se fazem piquetes? Então estou bem tramado porque como trabalho num escritório não estava a fazer piquete, de acordo com o Renato e fui enganado pelos sectários dos delegados sindicais!

          Haja pachorra, Renato! Quem quer faz, quem não quer arranja desculpas panhonhas!

          • Renato Teixeira diz:

            JMJ, entenda fábrica em sentido metafórico. Há quem não tenha local de trabalho para fazer piquete e entenda que um dia de greve serve para mais do que para ir a banhos.

          • JMJ diz:

            Desculpas panhonhas.

            Lembro-me que, na altura, até o informei onde poderia dirigir-se para participar em piquetes de greve.

            É o cenário do costume, Renato. Nas manifestações pedem-se greves, nas greves, manifestações…

            Repito, não há pachorra!

          • Renato Teixeira diz:

            Ai não há não.

  3. Carlos Fernandes diz:

    O seu texto parece-me cheio de demagogia. Faz-me lembrar aqueles que lá por não gostarem do AJJardim agora vergonhosamente boicotam os produtos madeirenses como por ex. as bananas da madeira (q por sinal são optimas, fazem-me lembrar as que comi em Africa, recomendo-as, e como-as todos os dias! )como se o Povo Madeirense fosse sinónimo do actual regime A ou B madeirense. ( nota: isto é para o Prof. Granjo, lamentável caro Prof., repito).

    Ah e um pequeno pormenor, as tais as “vanguardas trauliteiras” não sabem que estamos em Democracia e que quem governa, seja do partido A ou B, foi eleito pelo povo em eleições, ou será que não respeitam a vontade popular…

    • Renato Teixeira diz:

      A vontade popular expressa-se nas ruas, não em eleições com 50% de abstenção e com um programa imposto sobre a nossa soberania, direitos e dignidade.

  4. Carlos Fernandes diz:

    Bom, que grande democrata de facto, com maior ou menor abstenção (e todas as eleições importantes em Portugal têm tido em regra uma abstenção pequena)as pessoas se não votam é porque não querem, de qualquer modo esse tipo de interpretação de democracia é que acaba sempre por conduzir aos fascismos e ás ditaduras (que sempre se impuseram para pôr ordem nas ruas, que são do povo e não apenas das tais “minorias ou vanguardas trauliteiras”).

  5. Samuel diz:

    A esta hora aposto que há alguns discretos visitantes deste blog extremamente satisfeitos com este post… que lhes poupa algum trabalho.

    • Renato Teixeira diz:

      Porque razão, precisamente?

      • Samuel diz:

        Provavelmente, precisamente por essa: não ter entendido que este texto, misto de mal-entendido e má vontade (?), acaba por dar imenso jeito aos que estão do outro lado da luta por que o Mário Nogueira dá a cara, da CGTP…
        Mas não tome este meu comentário, ou o anterior, por um ataque. Tenho grande apreço por este espaço, embora muito raramente deixe sinal da minha passagem por aqui.

        Abraço.

        • Renato Teixeira diz:

          Bem sei e por isso mesmo lhe perguntei. Note que não encontra no texto senão o lamento de não ter um movimento sindical mais combativo, e isso não dá jeito nenhum aos suspeitos do costume.

          Abraço pois.

    • De diz:

      Assino este comentário de Samuel

  6. Sempre que se entra no território de contestar alguma posição de membros do PC, os “órfãos de Estaline” atacam com a força toda.
    A coisa mais idiota que vi aqui escrita, veio, inesperadamente, do Bruno Carvalho “Mário Nogueira não estava ali como representante do PCP e Alberto João Jardim não estava ali como cabeça-de-lista do PSD-M à Assembleia Regional. Portanto, nem um nem outro estariam a fazer campanha eleitoral.”. Esse foi o argumento Jardinista! Mas alguém separa a actividade política de Jardim, das inaugurações? Quer-me parecer que todas as inaugurações na Madeira foram actos de campanha. Porquê esta honrosa excepção? Longa vida ao Comissário Nogueira!! Bahhhhhhhh

  7. Pingback: Lutarmos juntos | cinco dias

  8. filipe diz:

    “e depois, quando os delegados sindicais reunidos no Campo Pequeno decidiram pelas tais votações por “aclamação e unanimidade” juntar-se à geração à rasca”.

    Ai foi? E isso foi antes ou depois de mandar os professores que por lá estavam (no campo pequeno) para a 5 de Outubro e imediatamente a seguir para os autocarros que os levaram de volta às terrinhas???

    • Renato Teixeira diz:

      Então os autocarros não esperaram pelo fim da tarde? Só foram os delegados sindicais de Lisboa ao 12 de Março? O que aconteceu às centenas do Campo Pequeno?

  9. Rascunho diz:

    do isco como petisco

    – então, explica lá isso – deram-te patins e tu?

    – e eu continuei a esquiar…

  10. Rascunho diz:

    http://www.youtube.com/watch?v=673zYtoWM_Y

    “… é tudo flagrante… É TUDO FLAGRANTE”

    dia 15…

  11. Augusto diz:

    A manifestação de 15 de Outubro não será apoiada pela CGTP e já agora pelo PCP, porque não são estas duas forças, a sindical e a partidária que a organizam.

    Ora toma, lutar contra a direita, fazer a unidade de TODOS os que se querem opôr a este governo, concerteza, mas só se aceitarem a direcção da dita ” vanguarda da classe operária”.

    Tudo na mesma como sempre.

    Que o militante do PCP, e dirigente da Federação dos Professores, se tenha prestado durante a campanha eleitoral, a servir de bengala ao Alberto João, na inauguração do sindicato dos professores no Funchal, não tem nenhuma relevância, foi só uma presença “protocolar” como dizia o sr Jeronimo de Sousa.

    Espanto …porquê….vindo de onde vem

    Que um pequeno grupo de professores desempregados, tenham ocupado durante algumas horas o Ministério da Educação, obrigando o Crato a meter os pés pelas mãos, e levando toda a comunicação social a questionar o rigor dos concursos de professores.

    Nada de especial, afinal até parece que um dos ditos era militante do BE,e não do PCP, e por isso Mario Nogueira , tinha outros assuntos mais importante a tratar, do que lhes ter manifestado a sua solidariedade.

    A presença de Mario Nogueira como se viu, é mais para cerimónias de protocolo, de preferência com a presença de gente do PSD, como Alberto João Jardim.

    A palavra unidade, tem dois significados para muitos militantes do PCP, é unidade quando é o partido que organiza, quando não é ignora-se rotula-se de divisionista, provocatória, de fazer o jogo da direita, etc etc etc….

    Desde o tempos do General Coca-Cola……

    • Vasco diz:

      Já percebi: quanto há as maiores manifestações de sempre de professores o Mário Nogueira não tem nada a ver com isto. Quando há uma inauguração na Madeira da sede da estrutura sindical local a culpa é toda e só do Mário Nogueira. Sim, porque ele certamente foi lá por sua iniciativa sem perguntar nada à direcção da FENPROF nem à estrutura regional do sindicato… Tenham lá calma com o anticomunismo que ainda vos tira anos de vida…

  12. Vitor Ribeiro diz:

    Será que este país não merece mesmo uma esquerda mais inteligente, que ao invés de passar a vida a discutir o que a separa de si própria, discutisse, isso sim, aquilo que a une ou poderia unir? Será pedir muito?…

    • Renato Teixeira diz:

      Claro que não. É pedir o que faz falta. Mas consegue perceber o que o unifica sem perceber o que o divide?

      • Chalana diz:

        Renato: essa tua concepção de democracia, participação e activismo sindical, segundo a qual basta ao Carvalho da Silva (que tem o poder para… repara, QUE ESCREVES: “o carvalho da silva tem o PODER”)de agarrar o megafone… e convocar a Greve Geral… é pá! é de antologia!!

        Quanto aos que criticam o PCP por se “alhear” da manif do dia 15… bem! que diriam se o Partido se chegasse à frente? “Controleirismo”? “Manipulação”? A vossa história tem barbas.

        Finalmente: há gente que não se enxerga mesmo!!!
        A CGTP é a organização mais representativa da classe trabalhadora: representa 700.000 sindicalizados.

        Quantos são os “acampados”? 70? 700? Desculpa, mas é uma questão de proporção: se alguém tem de convergir és tu e os teus amigos. Vocês não duraram 4 semanas no Rossio. A CGTP já leva 40 anos de lutas. Pensa nisso, boa noite e boa sorte.

        • Renato Teixeira diz:

          Dificilmente se darão grandes passos enquanto se vir o movimento como uma coutada. Com 40 anos de luta já devia saber disso.

  13. Chalana diz:

    ah, ah, ah! o pá! Coutada!?! Moço: os sindicatos são dos sindicalizados. Estás a apanhar a dica?

    Não tens qualquer legitimidade para EXIGIR que a CGTP ou que o PCP te considerem como um “parceiro” de luta com quem convergir. Não tens legitimidade, não tens representatividade, nem sequer tens passado.

    E como nem toda a gente sofre de amnésia, como te atreves a EXIGIR que os sindicatos se juntem às mesmíssimas pessoas que, ainda há um par de meses, no Rossio, manifestavam toda a sua “aversão” aos partidos e sindicatos? Não é preciso ir recuperar os vídeos no youtube, pois não?

    • Renato Teixeira diz:

      Fui sindicalizado sempre que tive sindicato. Veja lá que ainda tenho as quotas em dia. Suponho que isso não me dê antiguidade…

      Há quem entre o 15 de Outubro, (como no Rossio ou nos movimentos que aderiram ao 12 de Março) expressasse desconforto face aos sindicatos. Não vejo que o Chalana esteja muito longe do seu sectarismo.

  14. Felipao diz:

    Hoje há Professor Marcelo na TVI, um momento sempre importante para a mobilização do 15 de Outubro. Amanha na SICNoticias, certamente o Ãngelo Correia prossegue a divulgação.
    Hoje já sai reportagem no Diário de Notícias, viva a imprensa livre!
    Viva a mais importante luta desde o PREC, viva o 15/10!
    Vamos embora, todos juntinhos!

  15. Chalana diz:

    Renato: essa de ter cartão sindical e quotas em dias, também o paulo portas já tirou da cartola – não que eu te confunda com ele!!! Mas não fiquei impressionado.

    Quanto ao meu “sectarismo”, engano teu! Façam as manifs que entenderem e tomara eu que o 15 de Outubro fosse ainda maior que o 12 de Março! A sério. Só não exijas que todos tenham de pensar como tu. Tolerância e “pluralismo” é isso mesmo.

    • Renato Teixeira diz:

      Claro que não tenho pretensões a que todos pensem como eu. Ainda bem que vai reforçar o 15O. Era só essa a ideia desta posta.

  16. Vasco diz:

    Já nem me lembrava da «manifestação» que ocorreu no dia da grandiosa greve geral. Não fui, estava nos piquetes, pois então. Só espero que os participantes não tenham ido de metro ou de autocarro da Carris. Era chato «furar» uma greve. E concordo com o JMJ: é tão mais fácil estar com a luta que se trava lá longe, onde parece tão espontânea e tão inorgânica. Eu estou, evidentemente. Mas estou também – e de corpo inteiro – com aquela que fazemos cá e que ninguém fará por nós! E que é difícil, custa, é arrancada a ferros.

  17. Vasco diz:

    São 700 mil. Com o Renato serão 700 001. Tá feita a unidade! Siga!

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