E a polícia, pá?

Diz o cartaz do senhor da foto, participante no movimento de ocupação de Wall Street:
«A polícia de Nova York está a um despedimento colectivo de distância de se juntar a nós».
O que parece fazer trabalhar as meninges do very tipical agente da autoridade que está ao seu lado.

Será, também, por preocupações como esta que os chefes da PSP e do SIS se entretêm a fazer relatórios que prevêm «os piores tumultos em Portugal desde os tempos do PREC»?

(A notícia é do DN, que já não a tem na sua página de abertura online. )

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15 respostas a E a polícia, pá?

  1. LAM diz:

    Então é isso. Falaram-me ontem de uma notícia sobre isso no DN, procurei e não encontrei nada. Eventualmente o gab. do Relvas enganou-se na data para deixar cair a notícia ou os editores do DN não perceberam que devia ter saído ANTES do dia 1.

  2. Pascoal diz:

    Quais foram os tumultos dos tempos do PREC?

  3. Tiago Mota Saraiva diz:

    Estou a ouvir o fórum TSF. Há um comissário que fala pelo “relatório”. Diz que não aponta “nenhum grupo”. Diz que o relatório aponta “circunstâncias”. “Identifica cenários probabilísticos, que são cenários de probabilidade”, “até porque não temos nenhum dado concreto que nos permita dar essa informação”. É surreal.

  4. The Time Has Come diz:

    O que querem é´criar o MEDO. Técnica já muito gasta desde o nosso criminoso Cavaco Silva até ao mais alto monstro da história BUSH. F**K Them.

  5. The Time Has Come diz:

    Queria vos sugerir a ideia:

    Vem e tráz um Amigo no de 15 Out”.

    Se formos 200.000 passariam a 400.000 😉

  6. Vitor Ribeiro diz:

    Sugiro que a polícia, o SIS e a Ongoing (bem como todas as empresas que habitual e amavelmente acolhem ex-espiões e ex-chefes de espiões tristemente desempregados) detenham o quanto antes as ‘circunstâncias’, os ‘cenários probabilísticos’ e os ‘relatórios’ – que pelos vistos (e a acreditar nas probabilidades que provavelmente configuram os cenários probabilísticos) constituem um terrível tríade capaz dos maiores desvarios e atrocidades – e deixem o resto da malta exercer livremente o seu direito à indignação.
    E haja pachorra para a nossa comunicação social, cada vez mais acéfala e subserviente.

  7. xatoo diz:

    a fotografia é boa, porém pode induzir alguns incautos por via da ilusão, mas não é assim que as coisas se passam – a Policia de New York (NYPD) recebe doações em dinheiro da banca privada: aqui descobriu-se uma nota do J.P.Morgan e respectivo agradecimento pelo “bom trabalho” prestado na repressão aos manifestantes

    O artigo do DN sobre repressão de grupos que não recebem dinheiro do Estado (como a Intersindical) para controlar a revolta das massas, fez capa no jornal de ontem e encheu toda a terceira página

    • paulogranjo diz:

      Tem razão. Só há pouco arranjei o jornal de ontem (para ver se era lá que vinha, como vem) e só agora pude corrigir a informação no post.

  8. Normalmente os abutres aguardam serenamente pelas suas refeições. Deixam que a natural ordem das coisas tratem da saúde às bestas para que delas possam garantir a sua sobrevivência.
    Assim é a natural disposição dos acontecimentos.
    Pelo contrário não é normal um abutre caçar.
    Não faz parte da sua natureza, da sua “função”.

    Seguindo o mesmo raciocínio quanto à espectabilidade de um determinado ser, não é normal, por não fazer parte da sua natureza ou função, os jornalistas fabricarem notícias.
    Não falo de inventarem notícias, porque isso, segundo a minha avó que vive há mais tempo do que eu e por isso lá saberá, já aconteceu várias vezes.
    Estou a falar mesmo em fabricação. Em moldar a realidade de modo a que tome forma que se deseja.
    Estou referir-me à catadupa de pseudo-notícias sobre os gravíssimos tumultos que irão assolar Portugal.

    O que parece, à minha avó e a mim, é que os media desejam ardentemente que essas alterações à ordem pública aconteçam.
    O que parece é que já antecipam o frenesim da chacina da presa e como tal não se cansam de picar e atiçar as bestas.
    Querem directos e palermas de serviço.
    Querem os possíveis excessos dos manifestantes e sangue.
    Querem os eventuais excessos das autoridades e sangue.
    Querem os certos excessos de audiências e receitas do sangue derramado.

    Os responsáveis pelos media não se esqueçam que também vivem no país que não se importam de ver esventrado para ganhar uns cobres.

    Isto preocupa-me. E à minha avó mais, porque não consegue correr como eu. É a ciática…

    – Oh filho, então eles são burros e não pensam? Querem que o país se refoda todo?

    Não avó. São espertos. E essas coisas não se dizem…

    Hoje veio à baila um suposto relatório da PSP sobre tumultos que já indignou o PCP, cujos responsáveis já apelidaram de inconstitucional e ilegal.

    A força do PC aqui não se vê muito bem, porque o relatório, para além de perfeitamente normal porque se trata de considerar hipotéticos cenários com vista à preparação da PSP para actuar em caso de necessidade, TEM DATA DE FEVEREIRO. O que talvez, apenas talvez, signifique que não tem absolutamente nada a ver com as manifs que os comunistas têm apoiado.

    Em todo o caso e admitindo que tanto eu como a minha avó podemos estar equivocados, parece-me claro que só duas possibilidades se colocam como motivo para esta onda de notícias sobre o tsunami social sem precedentes:

    Ou os media estão na salivação da expectativa dos tumultos pelo seu benefício;

    ou os media estão a servir de instrumento da agenda do benefício de alguém.

    A minha avó acha que os jornalistas querem vender.

    A minha avó acha que há governantes que têm interesse em assustar a população com o objectivo de evitar contestação ao caminho que está traçado para o curto prazo do país.

    A minha avó disse-me,
    – Oh filho, que se fodam todos mais as mães deles!! Anda mas é jantar.

    Oh avozinha, cuidado, isso não se diz…

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