Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (XII) [actualizado]

Espanha, Grécia, Irlanda e Portugal, a nossa luta é internacional!

Da Grécia chegam boas ideias para a Assembleia Popular que se vai realizar no próximo dia 15 de Outubro, em frente ao Parlamento, e que tem tudo para ser a maior desde os necessários tempos do PREC. Trabalhadores de vários ministérios, com destaque para as finanças, ocuparam os respectivos centros de poder, procurando, com toda a justiça e cobertos de legitimidade democrática, sabotar a realização das reuniões de trabalho da troika e do governo grego. A mensagem é clara: “Peguem no vosso dinheiro e vão-se embora!” O saque da quadrilha do sistema financeiro tem os dias contados. O povo sabe bem que em casa roubada, trancas à porta, e como a Gui bem lembrou hoje nas redes sociais, “o nosso problema é a obediência civil, não a desobediência”.

De quem é o capital? É nosso!

[a 17 dias das ruas voltarem a ser nossas]

Entretanto um grupo de professores desempregados ainda está no Ministério da Educação…

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20 respostas a Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (XII) [actualizado]

  1. Rui F diz:

    Renato

    Estive em Madrid há coisa de 3 semanas e aquilo pelas Portas do Sol tá murcho.
    Não fossem alguns familiares de pessoas “desaparecidas” durante o Franquismo, a dar vida à coisa e não se passava nada…

    • Renato Teixeira diz:

      Sempre achei Atenas com mais dinâmica de Madrid, em todos os aspectos.

      • De diz:

        A Grécia dá-nos lições

      • filipa gonçalves diz:

        mesmo a forma de funcionamento das assembleias era um pouco diferente em Madrid e em Atenas. Em Atenas as coisas eram decididas por voto, quando havia uma maioria explicita ok, quando era muito renhido a discussão era tida mais tarde. Em Madrid ,por consenso, o que acaba por ser muito mais desgastante em assembleias com muita gente

  2. rato zinger diz:

    É um movimento espúrio e acritico,numa palavra-uma merda.

  3. vítor dias diz:

    Não quero hostilizar ninguém nem nenhuma coisa, mas a dois dias das grandes manifestações de Lisboa e Porto a 1 de Outubro, vir escrever que estamos «a 17 dias de as ruas voltarem a ser nossas» e falar que uma Assembleia dia 15 «tem tudo para ser a maior desde os necessários tempos do PREC» só pode querer dizer que a gasosa ou a sangria estavam estragadas.

    • Renato Teixeira diz:

      Não tem que medir as palavras, Vítor Dias. Faça favor. Não tem lido outra coisa no 5dias além do que o chamado unitário aos dois momentos de luta. No primeiro, tenho a certeza que estaremos todos juntos, no segundo, espero que seja desta que passamos a estar.

      Quanto às ruas serem nossas entenda isso como uma metáfora da Assembleia Popular. É que manifestações há muitas mas nem todas devolvem a palavra aos presentes da mesma maneira.

      Saudações outobristas.

      • diz:

        Vamos ser muitos milhares amanhã, em Lisboa e no Porto!!!!

        Quanto ao entendimento dos momentos de luta, referidos pelo renato como sendo dois, só se pode compreender por vir de quem passa demasiado tempo “distraído”. O dia 1 de Outubro resulta de muitas lutas (de que o 5dias não dá assim tantas notas quanto isso… e o renato então zero notas) e vai continuar.

        Resulta de milhares de plenários e encontros com trabalhadores (quantos locais de trabalho visitou renato, quando estaremos juntos nessas acções) e do combate contra a inevitabilidade, o medo, o desespero com os portugueses estão confrontados.

        Visão redutora da luta, desintegração da luta, perpetuação da exploração e promoção do sistema capitalista … assim se apela ao 15 de Outubro, em vésperas do 1º!

        Indisfarçável, não é?

  4. orlando diz:

    Oh Renato desculpe a franqueza, mas desde que a manif do dia 1 de Outubro foi convocada, você só fala do dia 15. Vai no dia 1 fazer distribuição de documentos informativos??? Se cahar um pouco de decoro não lhe faia nada mal, não acha?? Dia 1 é já agora porra.

    • Renato Teixeira diz:

      Oh orlando, isto é um blogue colectivo. Uns remam mais pelo 15, outros pelo 1, o que quer que lhe diga. Desconfio que boa parte estará nos dois. Já parou para pensar que a única coisa que não está garantida é saber se o grosso do movimento sindical vem para a rua no dia da manifestação internacional? Ficarei muito contente se ouvir o Carvalho da Silva (será ele, certo?) a anunciar a adesão da CGTP ao chamado. O contrário, deve saber, irá acontecer com os panfletos informativos que cada um entenda distribuir, no âmbito do chamado que foi feito pela central.

      Pode ser não pode?

  5. Frederico diz:

    1 e 15 não têm nada a ver um com o outro mas há sempre o risco do 15 se transformar em 1, já que o 1 muito dificilmente se transformará em 15. Mas bem, parece que o tempo é de unidade seja lá sob que programa for…

  6. Não nos podemos perder em diálogos fratricidas.
    A que dar as mãos e apoiar mutuamente todas as causas que sirvam a nossa/todos lutar.
    Contra o capitalismo desenfreado, contra a exploração dos mais desfavorecidos, só a uma voz nos podemos diferenciar.
    1 abraço a todos
    A LUTA CONTINUA…

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  8. Rascunho diz:

    quando a fome
    te bater à porta
    lembra-te da CGTP

    (dá um bom cartaz para os que se sujeitarem aos sofás)

  9. xatoo diz:

    o movimento operário está atado de pés e mão pelo reformismo da Intersindical – só não está atado de boca – e às palavras levam-nas o silêncio das tvs e as leis de austeridade

  10. The Time Has Come diz:

    NESTA LUTA DE CLASSES NÃO PODE HAVER ESPECTADORES.

    Não tem sentido cada um remar para o seu lado. Aliás até acho que se promovendo várias iniciativas separadas, só irá enfreaquecer cada uma das mesmas. Dia 1 já cá canta, venha o 15, e outros seguintes.

    Até goastaria de lançar um repto:
    “Vem á luta no dia 15 e trás um amigo!”

    Se chegar aos 150.000, seráo 300.000 e ai já começa a cantar de outra maneira…

    Fight the beast

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