Quanto mais calado, mais roubado.

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8 respostas a Quanto mais calado, mais roubado.

  1. De diz:

    “Segundo o INE, a taxa de risco de pobreza é de 17,9% em Portugal. Isto significa que 1,9 milhões de portugueses já vivem na pobreza. Mas para além daqueles 1,9 milhões de portugueses que já vivem na pobreza ainda existem mais 2,7 milhões de portugueses que só não estão na mesma situação de pobreza porque recebem “transferências sociais” do Estado (em espécie e em dinheiro). E são precisamente estas transferências sociais que o governo está a eliminar ou a reduzir significativamente lançando muitos milhares de portugueses numa situação de pobreza.»
    Eugénio Rosa
    http://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2011/40-2011-Trabalhadores-AP-Servi%C3%A7os-Publicos.pdf

    Mias um motivo!
    …e há tantos

    • Bolota diz:

      Nem mais. Mais sacrificios o caralho.

      Já agora por Eugénio Rosa, por tudo o que é canto, há sempre um economista manhoso do tipo: Camilo Lourenço, a dar palpites a tudo e a nada, porque será que um Eugénio Rosa não é mais solicitado???

      Abraços

      • Vitor Ribeiro diz:

        A resposta dá-se com outra pergunta: quem domina a comunicação social em Portugal? (‘follow the money man’…)
        E quando se elevam uma Manuela Moura Guedes e um Mário Crespo à condição de heróis nacionais da liberdade de imprensa (?) está-se à espera de quê, exactamente?

  2. A. diz:

    É isso aí. Que vão roubar o salário da avozinha deles.

    Os filhos da puta continuam a atacar o trabalho e a favorecer o capital num dos países com um dos salários mínimos mais baixo da União Europeia (o nosso salário mínimo chega a ser inferior ao do grego). Chega! Isto não é a piolheira! Puta que os pariu!

    Todos à manifestação.

  3. José Quintas diz:

    Ao Sr. Carvalho da Silva e seus pares (esquecendo os totós da UGT, que apenas se lembram da sua condição de sindicalistas quando o PS não está no poder):

    Enquanto os pulhas da alta finança internacional, não sendo propriamente unidos, mas sabendo, talvez por instinto predatório, remar na mesma direcção e funcionar perfeitamente a nível global, é quase deprimente verificar que os sindicatos se limitam a organizar manifes e greves gerais apenas no próprio país.

    Os anos 60 e 70 e 80 foram-se há muito, evidência que os riquinhos descobriram há quase duas décadas. Já vai sendo mais do que tempo de os sindicatos europeus concertarem esforços no sentido de potenciar o parco poder que ainda detêm. Antes que seja demasiado tarde, impõe-se a necessidade de organizar manifes e greves gerais no maior número possível de países europeus EM SIMULTÂNEO.

    Só deste modo, creio, o ruído, real e mediático, que se pretende audível, ultrapassaria os telejornais de um par de dias, e talvez, quem sabe?, assustasse os predadores. Enfim, é uma sugestão, talvez difícil de concretizar, mas não impossível, e, sobretudo, mais premente do que nunca. Se não for pedir muito, pensem nisso, srs. activistas e sindicalistas e gente descontente com o presente caminho das coisas.

    • AMCD diz:

      Greves e lutas assim, como o Sr. José Quintas propõe, seriam não só greves gerais, seriam geniais e globais. Concordo plenamente com ele. É mais do que claro que desde a ascensão do tatcherismo (ou do neoliberalismo) no início da década de 80 e da queda dos regimes da Europa do Leste (ou seja da ausência de uma alternativa socialista, materializada do outro lado da cortina de ferro, que caiu no início da década de 90), os sindicatos têm vindo a perder poder e capacidade mobilizadora e transformadora da sociedade. Os capitalistas perderam o respeito ao trabalho, porque deixaram de temer a ameaça de uma conversão às políticas alternativas socialistas. Face à globalização neoliberal que favorece a circulação sem freio do capital, a única resposta sindical eficaz é, realmente, uma resposta global e a articulação de forças e vontades, para além das fronteiras nacionais. Na Era global como aquela que estamos a viver, as manifestações puramente nacionais perdem a sua eficácia.

      Está na hora de uma resposta e luta global contra a globalização neoliberal.

      Mais do que nunca, é hoje pertinente o grito marxista: “Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”.

    • Vasco diz:

      Ai é, o inteligente? Então e as DUAS greves gerais promovidas pela CGTP que ocorreram precisamente durante os anos do Governo do PS/Sócrates? E as imensas manifestações nacionais, com 300 mil pessoas, realizadas nos mesmos anos?

  4. Vasco diz:

    A ideia das lutas realizadas EM SIMULTÂNEO (assim, em maiúsculas, parece melhor) é bonita e atractiva, mas padece de um problema: poria, em cada país, os movimentos sindicais e sociais a reboque da criação de condições noutros países – sim, isto da luta não é só estalar os dedos. Tal como as greves gerais não se decretam, constróem-se e só quem não está no terreno, junto com os trabalhadores, é que pode pensar que não se faz porque não se quer. às vezes há que começar com lutas parciais, nas empresas e nos sectores, para depois crescerem e generalizarem-se. SE é assim à escala de um país como será à escala do mundo?

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