Europe has left the building.

Há um aforismo filosófico que diz que toda a tragédia se repete eventualmente como farsa. Quem tiver presente a História Universal e particularmente a História recente da Europa, não pode deixar de olhar para esta entrada na segunda década do século XXI como a concretização desse mesmo aforismo. Os direitos laborais a tanto custo conseguidos na sequência da brutalidade da Revolução Industrial —as 8 horas de trabalho, o direito à segurança laboral, às férias, à saúde, à educação, à cultura—, a morte de todas essas conquistas é-nos imposta hoje como inevitável, assim como o seu estabelecimento foi dado como inevitavelmente impossível há cem anos atrás.

Hoje, quando a chanceler alemã Angela Merkel agita a perda de soberania como o castigo a aplicar aos “não-cumpridores” (quando se trata de cumprir compromissos obscuros, não democráticos e urdidos em teia por uma Europa de burocratas que se nomeiam uns aos outros e não são escrutinados), sabemos que a Europa solidária, a Europa de unidade na diversidade, a Europa do humanismo, a Europa da democracia, a Europa das pessoas, essa Europa assemelha-se cada vez mais a uma lenda – qual Elvis Presley político-institucional – em que a fé na sua vitalidade nos impede de ver o óbvio: “essa Europa” jaz algures entre o eixo Mastricht-Nice-Lisboa. Isto já depois da classificação de PIIGS trazer em si toda a essência da discriminação, do ódio e do preconceito contra povos inteiros, por oposição ao trabalho em conjunto, à construção, à justiça social e à democracia; isto quando na semana que passou uma deputada do partido de governo em Portugal, numa crónica num jornal diário, escreve sobre as vantagens do Reich “deitar a mão ao que é preciso” (e não era uma afirmação irónica); isto quando a comunicação social dominante continua a favorecer um pensamento único que é já óbvio para todos na sua inépcia, na sua incompetência, na sua falta de visão e honestidade. Quando tudo isto se junta, podemos estar certos de que estamos a assistir ao reviver da tragédia que levou à II Guerra Mundial. Isso dá-nos duas escolhas: tremer de medo e ficar muito quietos esperando que não dêem por nós (e já sabemos qual é o resultado que podemos esperar dessa inacção), ou fazer a nossa parte para que o aforismo se concretize em farsa:

— Cara senhora Merkel, não espere o nosso “Heil!”. A grande diferença, desta vez, é que nós não nos vamos render.

Joana Manuel e Alexandre de Sousa Carvalho

Sobre Sassmine

evil fingering.
Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , . Bookmark the permalink.

28 respostas a Europe has left the building.

  1. De diz:

    Parabéns pelo post!!!

  2. Vitor Ribeiro diz:

    ‘Nós’? Sem qualquer ironia, desejo-vos boa sorte. É que, olhando à minha volta, ficou com a ideia que está toda a gente feliz e contente (claro que toda a gente se queixa ‘dos políticos’ – seja lá o que isso for, que eu sempre pensei que éramos todos políticos, no sentido em que todos habitamos, de alguma forma, a ‘polis’… – mas isso, nos portugueses já é habitual: queixam-se sempre de alguém de alguma coisa mas deixam sempre para os outros fazerem).

  3. Mário Abrantes diz:

    A menos de algum exagero ‘revolucionário’ do post, este deixa no ar questões que nunca consegui perceber, e que traduzo assim: (1) Como é que os países visados deixaram passar, à laia de bons carneiros, o nojento acrónimo PIIGS? (2) Por que é que ninguém responde á cabra da senhora Merkel quando ela é insultuosa?

    Ser cidadão de um país pobre é mau. Mas ser cidadão de uma europa de carneiros é pior, é degradante.

  4. l'outre diz:

    Gostei do texto. Simples, acessível e provoca o pensamento. Um mind teaser.

    Discordo no entanto da referência às causas da segunda guerra mundial. Na 2ª GM não estava em jogo a perda de direitos laborais, ou a competitividade económica das nações, mas sim duas formas inconciliáveis de governação (3 se incluirmos o modelo soviético). Duas definições antagónicas do que é o estado, do que é o cidadão e do papel de ambos na sociedade.

    • Sassmine diz:

      l’outre, compreendo a diferenciação, mas não concordo. se fosse realmente esse o problema não teriam existido os diversos pactos com os nazis, os explícitos e os implícitos.

  5. Frank diz:

    Gosto do post, claro está, fora a demagogia associada ao mesmo, mais uma vez assiste-se a alguma desinformação no dito post. Ora seria expectavél que cada estado fosse soberano na tomada de decisões, mas uma vez que alguem nos está a dar dinheiro fácil, e isso é algo que não existe, compreende-se que a senhora Merkel, afirme na perda de soberania, isto é que alguem venha cá controlar politica e economicamente o uso desse dinheiro. Algo que aliás é o que está a contecer agora. Não nos iludamos mais, com demagogias poéticas, se não conseguimos arrumar a casa alguem o fará por nós, bem haja…

    Afinal, custa-me a perceber uma coisa, será que estamos todos certos e que os únicos que estão errados são os Alemães…Ou será que estavamos todos iludidos com a cultura do dinheiro fácil e que não nos iám pedir sacrificios por tal…
    Fico com a impressão que se os alemães estão certos então não nos fazia nada mal fazer um pouco como eles….trabalhar, trabalhar, trabalhar, estudar, estudar, estudar…

    • Sassmine diz:

      demagogia e desinformação. está bem. ainda bem que há quem nos venha arrumar a casa e os alemães (os alemães? mas este post não fala dos alemães, fala da Merkel que os alemães têm consecutivamente penalizado nas urnas recentemente), mas seja, viva a casa arrumada pelos alemães. que não têm dívidas (not), que tiveram a dívida perdoada PELA GRÉCIA nos pós-guerra e, pronto, porque são alemães, e lá em cima pensam bem melhor que nós.

      dinheiro fácil, Frank? fale por si. o pouco que tenho sempre me custou a ganhar. bom, tirando aquela vez em que ganhei o quem quer ser milionário, claro. acho que está na altura de apostar freneticamente no euromilhões. os alemães, não porra, a Merkel (que é apenas uma alemã), há-de aprovar, com certeza.

    • De diz:

      Mas chamemos mais uma vez as coisas pelo nome.
      Ouçamos Pedro Carvalho,um economista que não vai no rebanho neo-liberal :
      “…os ganhos evidentes do grande capital alemão, sobretudo o financeiro,
      com o Euro. Com Alemanha a assumir excedentes comerciais por conta dos défices e o endividamento de outros países, como Portugal.O excedente comercial intra-comunitário alemão aumentou 172,3%, entre 2000 e 2007, e mesmo em 2009,
      apesar da recessão, o excedente comercial ascendeu a 70,5 mil milhões de euros, representando quase 42% do PIB português desse ano. Por seu lado, em simetria, países como Portugal viram o seu défice comercial intra-comunitário agravar-se no mesmo período 23%, a Grécia 34,2%, a Espanha 105,9% e, até França, teve
      um agravamento do seu défice de 208,2%. Talvez também aqui se explique que, apesar das aparências, o eixo franco-alemão que conduziu o processo de integração capitalista europeia, seja já só alemão.
      Estes números também são demonstrativos da desindustrialização dos países ditos da «Coesão» e do papel a que estes foram votados no interior da UE. Por um lado, de consumidores, para escoamento da produção excedentária – quer bens transaccionáveis, quer bens de produção, quando não mesmo armamento, do centro da UE. Por outro lado, fornecedores de mão-de-obra barata para servir os interesses de divisão da cadeia de valor do capital multinacional, numa enorme rede de subcontratação. Por isso os fundos estruturais e de coesão foram essenciais, servindo os interesses do capital alemão e associados, da mesma forma que o Plano
      Marshall serviu o capital norte-americano.”

      Há mais,muito mais a dizer.Mas tenho que tomar ar porque há coisas que são obscenas.Como esta defesa da capitulação face à Alemanha e ao grande capital da dita.

      • Sassmine diz:

        obsceno. por isso insisto tanto nesta história do aforismo tragédia/farsa. dá-me esperança. e vontade de rir. 😉

    • Pedro Pinto diz:

      dinheiro fácil???

      a mim, pessoalmente custou-me 17% do ordenado mais o aumento dos impostos.
      dinheiro fácil com juros a 5,tal% mais um programa de governo que não foi escrutinado e que nos vai empobrecer a todos?

      se este é o dinheiro fácil dêem-me o difícil!

      • Pedro Pinto diz:

        isto já tinha sido dito.
        com o frenesi desatei a escrever sem reparar.
        agradeço que apaguem o meu comentário sem ser publicado.

        • Sassmine diz:

          Pedro Pinto, se fizer questão, apago-lhe os comentários. Mas repetir o que foi dito não tem mal nenhum, até porque foi dito de outra forma. E nos tempos que correm parece que nunca é demais sublinhar uma evidência. A decisão final é sua, mas eu preferia manter aqui os seus coments. Até porque gosto de me sentir acompanhada.

          aguardo instruções. 😉

  6. L’outre, por muito culpa que o Hitler tenha no despoletar da 2ª Guerra Mundial, pensar que o único motivo da guerra tem a ver com modelos de governação inconciliáveis é não olhares para a ‘big picture’. Esse foi o discurso usado no pós-guerra, o que não impediu na altura de se assinar um pacto de não-agressão entre a Alemanha nazi e a URSS. E a compreensão do porquê da guerra não se deve dissociar nunca de políticas micro e macro-económicas da época (http://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_Nazi_Germany#Pre-war_economy:_1933.E2.80.931939).

    O próprio contexto europeu em que a dona Merkel vem por aí fora falar em castigos de perdas de soberania se a malta não se comporta como ela quer é assustadoramente análogo à época em que a Sociedade das Nações existia como um projecto que fracassou na manutenção da paz, na cooperação solidária entre os povos e nações. E fracassou em larga parte pela introdução de “castigos” (alguns membros foram expulsos) às nações que se portavam mal. Na altura era a Alemanha o rebelde contra o diktat que tinha nascido em Versalhes e se tinha perpetuado com a SdN. Agora a Alemanha vê-se na situação oposta.

    In the end, foi-se para a guerra porque o capitalismo não se pode expandir sem recorrer à corrida ao armamento e à guerra, seja no espaço e / ou no tempo.

  7. goldman sachs rules the world diz:

    “i’m a trader and i want to help people. i want to help them make money with a downward market.” !!!!!!!!!!!!!!

    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2021637&page=1

  8. De diz:

    Não
    Há coisas que são demais
    Um germanófilo a vir defender o capital alemão e o desejo expansionista de Merkel?
    Um germanófilo a apoiar Merkel que procura pela via económica aquilo que não conseguiu por via do nazismo?
    Um germanófilo ou um servo fiel e desvertebrado da “economia de mercado”?
    E do direito do mais forte à liberdade?

    “Arrumar a casa”?
    Mas onde é que já ouvi uma coisa destas?
    Ah já sei
    Foi a propósito da convocação da manifestação de 1 de Outubro
    Tocam o sino a rebate,para não desarrumarem …a casa deles

    O protótipo neo-liberal a defender o cerco.A defender o cerco alemão mas não só.A defender o cerco do capital
    Acho que foi o Bruno Carvalho que responde à altura destes “arrumadores de casa”.
    Basta lá ir e ler.Tudo dito

  9. De diz:

    Este comentário azedo é dirigido a um fulano de nick “Frank”.De triste memoria

    • Sassmine diz:

      a casa deles. nem mais. é por isso que o mais patético (e doentio) é o auto-ódio de certas escolhas. eu ando um bocado neste registo: quando me vêm defender o pensamento único, o fmi, a teoria de que a crise é culpa do plasma a prestações que o filho da porteira comprou na worten, pergunto imediatamente se a pessoa que me interpela é banqueiro ou outro tipo de manda-chuva gordo da cadeia alimentar; se a resposta for negativa, a única conclusão a tirar é que é estúpido. nestes casos parece-me que se aplica a pura lógica aristotélica.

  10. Frank diz:

    Aí se não fosse a história para nos ensinar umas coisas!
    Bora lá a atacar a economia de mercado, essa deve ser a melhor defesa para quem defende que quanto mais estado melhor, estamos habituados a ter os bolsos fundos, por isso toca a contribuir e a embarcar na demagogia usual!

    Com todo o respeito que se pode ter pelo sr. Pedro Carvalho, mestre inestimado de alguns participantes, convinha contar o resto da história, para que não possa ser acusado de desinformador oficial! Ora está muito bem dito que a Alemanha obteve importantes excedentes comerciais. E e os restantes países? Só receberam os fundos comunitários, o tal dinheiro fácil, para fazer o quê, se eu lhe emprestar 10% daquilo que produz, será expectavél que cresça qualquer coisinha. Mas, não, toca a meter ao bolso que depois logo se vê…pede-se outro cheque a bom pretexto do desenvolvimento e depois acusa-se os alemães de serem os culpados de darem a massa para defenderem os seus interesses. Espertos?

    Para quem ainda se lembra, das altas taxas de juro que eram praticadas em Portugal, face às que são hoje praticadas isso não conta para nada, ou, do verso daquela canção “De Lisboa a Bragança são 9 horas de distancia”, agora faço isso em auto-estrada em metade do tempo! E da ausencia de custos cambiais, para as nossas empresas que vendem lá para fora…bora lá ler qq coisa de economia para além do, dito mestre, arruaceiro…

    Neo-liberal, o que é isso? Vai doer vai, ninguém gosta que lhe mexam no quintal, mas às vezes têm que ser, caso contrário só crescem ervas daninhas!
    Então e o que se passou com a integração da RDA, de esses o Sr. Pedro Carvalho não fala, podia ser util, de vez em quando apresentar as contas da alemanha antes e depois da integração e o respectivo trabalho que conseguiu fazer para por as contas em ordem, ou melhor, arrumar a casa.

    Miseraveis Alemães que agora poem anuncios em Portugal para contratar engenheiros portugueses, parece que precisam de 3000 para os proximos anos, deviam era vir cá buscar mão de obra barata, assim apanhavamos logo os gajos à saída do aeroporto…lol

    Coitada da Merkel, eu até tenho pena dela, ter que convencer a malta a emprestar, mais uma vez dinheiro aos outros, sem garantias efectivas e, há custa dos seus impostos, aumento de idade de reforma e congelamento dos salários. Não admira que depois não votem nela!

    • De diz:

      O Frank continua a defender a capanga mor,a dita Merkel?
      (O Frank será uma coisa que por aí pululava de nick Frank Einstein?
      É que a mediocridade sobra a um e a outro.
      E ambos eram neo-liberais até à medula,papando o breviário do deus mercado até ao tutano)

      Coisas que defendem a subordinação à Alemanha são lixo.Repito: lixo e assumo o que digo.
      Frank,na sua ânsia de justificar os lucros pornográficos daquele protótipo de capo dos novos tempos chamada Merkel, vem a correr falar nos fundos comunitários.
      Frank nem sequer percebe o que lê.Nem sequer sabe que estes empréstimos se destinavam a arruinar as produções nacionais para cumprir as dependências sonhadas por todos os que sonham com o esmifrar dos mais pobres.Os lucros fáceis eram a contrapartida e o objectivo por parte da canalha governamental nacional.Os lucros estruturados em dependências a longo prazo o objectivo dos que manipulavam de fora,exactamente a Alemanha e comparsas

      Mas há mais.Quem ficou com os fundos?
      Os amigos de Frank.Os neo-liberais que nos governam e que nos governaram.Os seus amigos.Os amigos dos amigos.E sobretudo o grande capital.
      Com o apoio inestimável de Cavaco Silva o tal que andou a engordar as empresas de construção civil e os patos bravos com as sobras do dinheiro dado aos patrões.Alemães ou não
      Frank é um neo-liberal amante da Alemanha e quer-nos a cantar o Deutschland Uber Alles
      Não gosto nem de hinos da horda,nem do breviário de Merkel,nem da papa que este Frank nos quer impingir.
      A ignorância tem destas coisas.E Frank sabe-la toda.Ei-lo a choramingar pela Merkel e pela sua coragem de subir a idade da reforma e de congelar os salários
      Eis o neo-liberalismo no seu melhor,entoado por um coro de uma voz só, que nos tenta fazer engolir a farsa
      Ficou provado que a Alemanha foi a grande ganhadora da ruína dos países periféricos.Ficou provado que o grande capital alemão ( e não só) foi o principal alvo do desvio da “massa” que paulatinamente nos têm roubado
      Mas há mais outras coisas
      Voltemos a Pedro Carvalho,alvo da fúria do neo-liberal de serviço chamado Frank:
      “Fica muitas vezes por dizer que o dito ganho competitivo da Alemanha deveu-se sobretudo à estagnação do crescimento dos salários reais dos trabalhadores alemães durante a última década.Aqui, o Euro não falhou, cumpriu o papel para o qual foi criado. O Euro foi e é um instrumento fundamental, ao serviço da exploração do trabalho e da restauração das condições de rentabilidade do capital. Em termos médios anuais, na Alemanha, os lucros líquidos cresceram 81 vezes mais que os salários reais. Em Portugal cresceram 4 vezes mais e na Zona Euro 7 vezes
      mais. Paralelamente, os custos unitários do trabalho reais, em termos médios anuais, tiveram uma redução de 0,5% na Alemanha e 0,1%, quer em Portugal, quer na Zona Euro. Isto tendo já em conta a recessão mundial de 2009, onde a Zona Euro teve um recuo no produto de 4,1%, afectando por isso a produtividade
      do trabalho (produto por pessoa empregada).Mas é talvez mais significativo ter em conta os valores acumulados da década do Euro. Entre 2001 e 2010,
      os lucros do capital alemão aumentaram 41,7%, enquanto os custos unitários do trabalho reais tiveram uma redução 4,6%. O mesmo se passou na Zona Euro, onde os lucros aumentaram 35,8%, enquanto os custos unitários do trabalho reais tiveram uma redução de 1,1%. Também em Portugal, onde os lucros cresceram na
      última década 25,6%, por conta de uma redução dos custos unitários do trabalho reais de 1,3%.”
      Ou seja.O capital a ganhar cada vez mais à custa da exploração de quem trabalha, que vê minguar o produto do seu labor

      Frank mente e manipula.Os dados estão aí e não permitem aldrabices.O grande capital alemão ( e não só) foi quem ganhou.À custa dos países periféricos e da sua mão de obra de trabalho.À custa da exploração da sua própria mão-de-obra.A farsa da redução das férias,da idade da reforma são objectivos com que Merkel e quejandos pretendem apertar ainda mais o cerco a quem trabalha.Para manterem e ampliarem os tais lucros fabulosos de que há pouco falava
      É que se vê quão insuportável é o choradinho deste Frank pela pena que tem de Merkel por não votarem nela.É que tais factos não resultam de qualquer acto benemérito do capo a sonhar com a Grande Alemanha.Resulta isso sim dos próprios alemães já se aperceberem que quem se governa são os grandes interesses, é o “mercado” e os seus especuladores,é a escumalha que se aproveita da exploração de quem trabalha,enquanto a imensa maioria se afunda explorada até ao tutano
      E toda esta história se passa com o coro odiento de quem mais não vê que o lucro,apenas o lucro e nada mais do que o lucro.Os neo-liberais que nos governam e que nos estão a levar ao fundo do abismo
      O breviário neo-liberal é uma traição.Não só às soberanias nacionais.Mas à própria Humanidade

      Lixo.

  11. Frank diz:

    Sasmine, se tiver por cá uns diamantes ou ouro negro está como pato na água, melhor só o euromilhoes, caso contrário só mesmo a economia de mercado! Valha-nos qq coisa.

    • Sassmine diz:

      ai, Frank, a sério, para lhe responder era preciso ou que o seu discurso fizesse sentido ou um grande esforço da minha parte para agarrar esses tiros em todas as direcções que só servem para tentar baralhar os papalvos. não estou para isso. passei o dia todo a arrumar a casa à Merkel e agora mereço descanso. com licença.

Os comentários estão fechados.