Oh pá… histo é a glosar ó u assentu està mesmu p’ra tràz?

imagem retirada do psd-madeira.come

P.S. : Afinal sempre é prà, como alguns comentadores notaram (acordo ortográfico de 1990). Desculpem, ainda sou do tempo do Freitas do Amaral e dos chapéus de palhinha. De qualquer forma, o cartaz tem outras coisas curiosas, o domínio da página não é .pt e o laranja é substituído pelas cores da bandeira da madeira.

P.S.2: Então vamos lá ver se, desta vez, acerto. Afinal é pra (acordo ortográfico de 1990). Prà seria antes de 1990 e não prá. Obrigado jjleiria.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

12 respostas a Oh pá… histo é a glosar ó u assentu està mesmu p’ra tràz?

  1. H. diz:

    Caro Tiago,
    Com as disposições do Acordo (com as quais não estou de acordo…), não sei como será, mas, em tempos, as contracções como esta escreviam-se assim mesmo. «Pra» (=para), prà (para a) e prò (para o). A não ser que o Tiago estivesse a g(l)osar…
    Saudações cordiais,
    H.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Caríssimo, ‘inda sou do tempo do “P’rá Frente Portugal, com Freitas do Amaral”. Este Prà c’anda p’ráqui, não conheço. Mas quem sabe é o AO.

  2. H. diz:

    g(l)oz(s)ar, i.e.

  3. Mário Abrantes diz:

    É a deslocação do ar que inclina o acento, tal a velocidade com que o marmelo se move.

  4. H. diz:

    Precisamente, caro Tiago: já no tempo de Freitas (infelizmente, tenho ideia pra me lembrar disso) deveria ter sido prà. A questão do Acordo, referi-a eu a brincar. Creio que com o A.O. pelo menos isso não muda. O resto é o que se sabe…
    Saudações cordiais,
    H.

  5. Tiago, “prà” é a contração de “para a”, tal como “à” é a contração de “a a”. É perfeitamente aceitável escrever-se com acento grave.

  6. jjleiria diz:

    Meu caro, é ao contrário… No antigamente escrevia-se «ir prà frente», «ir prò maneta», se bem que a maioria das pessoas normais os transformassem em prá e em pró.

    Com o acordo ortográfico de 1990, passar-se-á a escrever «ir pra frente», «ir pro maneta», sem acento nenhum. As pessoas, obviamente, continuarão a escrever prá e pró.

  7. jjleiria diz:

    De resto, o cartaz do Freitas em 86 era tão pouco bem escrito, que lhe faltava a vírgula (obrigatória) em «Para a frente, Portugal!»

    O que sempre me levou a desconfiar da falta de vírgula num cartaz do PNR. O que eles queriam escrever, obviamente, era: «Portugal, envelhece e morre!»

  8. jjleiria diz:

    Aliás (nova e autocorrecção), as opiniões dividem-se.

    Segundo o Priberam, a nova grafia passa a ser pra/pro, porque o AO limitaria o uso das contracções às preposições à, às, àquela, etc., impedindo-nos de pensar pela nossa própria cabecinha e de estabelecer paralelos com outras contracções (prà, prò, ò = ao, olhò = olha o).

    Segundo a Infopédia, dicionário da Porto Editora, mantém-se o prà e o prò, nada muda.

    Segundo o (oficial?) Vocabulário da Língua Portugesa do portal da dita língua (na Europa) do ILTEC, deverá ser prá e pró.

    Segundo o Vocabulário da Academia Brasileira de Ciências, uma vez que não se regista nem prà nem prá, nem prò nem pró, imagino que deva ser pra e pro…

    Digamos que para uniformização não está nada mal.

  9. André diz:

    Este carroceiro também já deveria estar na cadeia há muito tempo.

Os comentários estão fechados.