Hoje acordei no século XIX

Em Portugal, o Governo anuncia a intenção de avançar com alterações na legislação laboral para possibilitar o despedimento sem justa causa.

Em França, duas mulheres foram condenadas por usarem, na rua, o véu islâmico.

Nos EUA, Obama anuncia a decisão de continuar a não permitir o reconhecimento, pela ONU, do Estado Palestiniano.

Ainda nos EUA, um cidadão é executado.

E assim vamos continuar. Até que, um dia, sejamos capazes de perceber que está nas nossas mãos fazer o necessário para dar a volta a isto!

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22 Responses to Hoje acordei no século XIX

  1. Tiago Vasconcelos says:

    Acho muito bem que o Estado francês proíba indumentárias medievais.
    E que muitos que se dizem de Esquerda sejam contra isso só demonstra o grau de decadência a que chegou a Esquerda.

    • Carlos Guedes says:

      Os seus argumentos a favor da coisa são, igualmente, reveladores do estado decadente em que se encontra a sua capacidade argumentativa.

      • Tiago Vasconcelos says:

        O que dizer então da sua capacidade argumentativa que se limita a catalogar um acontecimento como sendo do séc.XIX? Isso é o grau zero da argumentação.

        Um dos males profundos da Esquerda Radical é a simpatia tácita que nutre pelo Terceiro Fascismo (o Islamismo), a forma complacente como timidamente aborda os costumes bárbaros dessa doutrina/cultura, e o divórcio claro dos valores Iluministas que tradicionalmente pautaram a Esquerda.
        Marx e Simone de Beauvoir devem estar a dar voltas no túmulo ao saberem que a Esquerda Radical está agora entregue a estes totós…

        • Carlos Guedes says:

          Além de limitações ao nível do argumento, vejo que também tem dificuldades em interpretar o que lê. É pena. De resto, generaliza como um profissional da treta.

          • Tiago Vasconcelos says:

            Não fuja, homem. Qual interpretação, qual carapuça. O conteúdo da sua prosa é de tal forma simplório que admite lá outras interpretações!

            Título = «Hoje acordei no século XIX»
            Parágrafo = «Em França, duas mulheres foram condenadas por usarem, na rua, o véu islâmico.»

            Você tem estaleca intelectual para sustentar com argumentos a insinuação que está à vista de todos, ou prefere refugiar-se boquita fácil e snob?

          • Carlos Guedes says:

            Tem toda a razão. Nesse caso devia ter escrito que estamos mais perto da Idade Média do que do século XIX. Já percebi que tem dificuldade em entender o que é óbvio.
            A si ainda não li qualquer argumento que sustente o que defende. E como não lhe devo explicações e não gosto da forma como se tem dirigido a quem aqui escreve aproveito para lhe dizer que não lhe aprovo mais comentários por aqui. Passe bem.

          • José says:

            Curioso que seja tão rigoroso com quem está longe de si e vire a cara para ao lado aos insultos que escreve quem concordará consigo,

          • Carlos Guedes says:

            Acha mesmo?

          • José says:

            Basta ler.

    • De says:

      Vão-me dizer que isto não é uma resposta a um comentário,mas um comentário a um que posta.
      Podem dizer o que quiserem
      Vasconcelos,no pequeníssimo intervalo de tempo de vida que era ainda concedido a um barbaramente assassinado pelas garras de um estado terrorista,perorava sobre “contabilidade” e sobre turbantes.
      (http://5dias.net/2011/09/21/what-do-we-want-justice/#comments)

      Agora passámos às “indumentárias medievais”

      Não quero dizer mais nada

      • Tiago Vasconcelos says:

        «barbaramente assassinado pelas garras de um estado terrorista»

        Está a referir-se a algum dos 60 norte-coreanos executados em 2010? Ou a algum dos 252 iranianos executados no mesmo ano? Ou a algum dos 2000 chineses executados?
        Se os EUA são um “estado terrorista”, que classificação lhe merecem a Coreia do Norte, o Irão e a China?

        • De says:

          Ainda não percebeu pois não?

          Vá aí procurar qual a sua classificação num dicionário um pouco mais completo,que inclua a linguagem vernácula

          E ponha mais água de colónia para disfarçar um pouco mais

  2. Gentleman says:

    Cá para mim a sua mentalidade é que ficou parada no séc. XIX.

  3. dr says:

    Lamentável este tipo de comentários.De certeza que este assunto referente ao uso do véu islâmico merecia um maior esclarecimento,até para podermos compreender a posição do estado e do povo francês.

  4. Se o estado é laico e permite que religiosas e padres se passeiem devidamente equipados pelas nossas ruas qual é o escândalo das mulheres islâmicas passearem com o véu islâmico?
    Ou então proíbe-se toda e qualquer indumentária que possa identificar uma religião (judeus ortodoxos p.ex.)
    Isto de proibir só uma parte da equação não me parece muito lógico. E o contra argumento da identificação mais fácil também é merdoso. É que a mim as freiras parecem-me todas iguais, pinguins, não as distingo uma das outras.
    E o respeito pela diversidade cultural, que é uma marca das sociedades modernas onde é que fica?

    • Carlos Guedes says:

      Touché!

    • José says:

      O argumento principal passa pela defesa dos direitos das mulheres, que serão oprimidas culturalmente para se taparem.
      Por princípio sou contra este tipo de invasão do Estado no código de vestuário dos cidadãos. Mas compreendo os argumentos das organizações femininas a favor desta regra.

      • José,
        Só o defendo o que quer ser defendido. Já lhe passou pela cabeça que embora fruto de constrangimentos culturais (somos todos “produto do meio em que fomos criados”), estas mulheres se possam sentir “confortáveis” assim?
        Seria o mesmo que proibir a mini-saia que a tantos conservadores ainda hoje aflige. Não sou farol nem censor. Desde que a opção seja livre e consciente é-me indiferente.
        As feministas queimaram soutiens nos anos 60. A minha mulher acha-o confortável. Devo ser eu a decidir se ela o usa? Nunca.

        Abraço

  5. Rascunho says:

    Mas que tentativa de comparação estapafúrdia, essa de tentar minimizar/desculpabilizar os EUA por “só”terem assassinado legalmente “x” indivíduos em 2010, em relação à Coreia do Norte, China, etc.
    Estes últimos, que eu saiba, nunca se colocaram externamente em bicos de pés com adulterados moralismos, nem com ideais de falsa liberdade. Nem se preocuparam em vender, como vendem os EUA, uma imagem de justiceiros, vanguarda, civilização, imparcialidade, etc. Nem impor, pela força bruta, os seus ideais a outros povos – a evangelização há muito que devia ter sido banida. É que se o TERRORISMO vingasse, a esta altura o mundo seria uma colónia dos EUA. Portanto, não é a China – nem a Coreia do Norte, nem o Irão, etc.-, que tem que estar em causa (não deixando de o estar), mas precisamente uma nação que, apesar de se revelar constantemente na sua prepotência, se quer mostrar exemplar com todo o seu contraditório e imaculada com todas as suas nódoas.
    Essa nação, que embeiça “cultos” e incultos, consegue limar, com sub-reptícia e vileza desumana, os pontos-chave para avançar no xadrez global… que grande cabala, ó “Illuminated”
    Sintetizando: no Irão, China, Coreia do Norte, etc., mandarem assassinar 1000 (não deixando de ser obviamente execrável), infelizmente “não” admira. Mas num país que se assume como libertador, exemplar, moderno, civilizado, etc., permitir que se mande assassinar legalmente 1, é que se torna repugnante…
    Infelizmente observo que para alguns até é uma vantagem termos presentemente o ku klux klan de cara destapada.

    Nota: acabo de receber uma informação que o meu blogue foi suspenso/censurado… viva a liberdade de expressão dos EUA!

  6. Rascunho says:

    Bem – suspenso foi, mas a questão parece não se prender com a liberdade de expressão. Vou ter que esperar para saber o que realmente se passou (o tempo de resposta pode demorar 96 horas)… A ver se resolvo esta situação caricata…

  7. Nuno says:

    Depois de ler alguns destes comentários vejo que Stephen Hawking tem razão: “O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, é a ilusão do conhecimento.” Oh! Tiago vai dar uma volta!

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