Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (IX)

Não há centralismo que vença a melhor das fantasias, mas há fantasias que lembram o pior do centralismo. A frente que se consolidar a partir do dia 15 de Outubro, ou seja, o que se for capaz de pensar, decidir e fazer a partir da maior Assembleia Popular desde que se desistiu do PREC, será o salvo conduto para fazer de Portugal a Grécia, precipitando a todo o custo uma solução com outro horizonte do que aquele que os pajens da Merkel demonstram.  Aos sindicalistas do 1 de Outubro, cabe-lhes a responsabilidade de comparecer, responder ao chamado traduzindo experiência em actos concretos, não continuar de costas voltadas para o desconhecido e vencer o sectarismo. O mesmo vale em sentido contrário. Uns e outros devem pensar se basta continuar a descer avenidas, tão ordeiros como insensatos, sem ter a capacidade de parar o saque no dia seguinte. Para que se evite o inevitável precisamos que as armas de Abril não se voltem a calar em Novembro.

O cartaz, esse sim, é da inevitável Gui, e aposto que tem deixado o lado negro roído de inveja ou vá, com um bocadinho de medo do blackout não ser suficiente…

[a 27 dias das ruas voltarem a ser nossas]
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6 respostas a Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (IX)

  1. anti-virus diz:

    Quem quer mudar realmente uma sociedade não passa à vida num blog…à espera que outros façam a mudança (lição de 60 anos de contrução da Europa). Com a dívida escondida da Madeira, a prova ficou que ninguem governa o país, andam 10 milhões de portugueses à mercê de um punhado de vigaristas provincianos, disfarçados em moralistas e licenciados das “melhores” universidades de Portugal. Até quando vão esconder o lixo português e acusar o capital ‘estrangeiro’ em nome de uma doutrina do século 19? A culpa é da Merkel se o Tribunal de Contas e o Banco de Portugal não servem para nada, estúpidos.

  2. De diz:

    Merkel é apenas o nome alemão do nosso primeiro-ministro em exercício(presente ou passado).Serve para o mesmo e serve o mesmo.A diferença está no poder que detém.E nuns pequenos pormenores um pouco pícaros

  3. Rascunho diz:

    Aceitando a rasteira do “anti-virus”, que tem tudo para ser um “virus”.

    Sempre é melhor despir metade do fato da covardia e hipocrisia, que mantê-lo. Por aqui, para além de não se silenciar, apela-se e mostra-se quando, onde e de que maneira.

    Claro que só no dia 15 se verá quantos é que estão, realmente, dispostos a despir-se.

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