Deve e haver

Com a posta anterior, esperava suscitar uma discussão sobre a ingerência dos Estados Unidos nos rumos de estados soberanos. Peguei no discurso do Nobel de Harold Pinter e parti-o pelos parágrafos sobre a tragédia da Nicarágua, sobre o apoio dos Estados Unidos a ditaduras militares que mudaram o mundo de depois da II Guerra Mundial. Constatar o apoio inequívoco dos Estados Unidos, antes, à ditadura de Somoza e, depois, à actividade terrorista dos que pretendiam derrubar o governo da Frente Sandinista de Libertação Nacional foi – pasmemo-nos – entendido como escamotear descarado dos horrores do comunismo, os que constam na tal bíblia negra editada pelo tal académico francês. De seis jesuítas com nome assassinados em El Salvador por um batalhão com nome treinado num forte com nome dos Estados Unidos, saltou-se para a soma de milhões de mortos sem nome de regimes comunistas com todos os nomes.

Para os contabilistas que acreditam que alguns crimes podem ser expiados, a lista de intervenções dos Estados Unidos no mundo, só desde o fim da II Guerra Mundial e só até ao fim do século passado: China (1945-1949); Filipinas (1945-1953); Coreia do Sul (1945-1953); Itália (1947-1948); Grécia (1947-1949); Albânia (1949-1953); Alemanha (década de 50); Vietname (1950-1973); Irão (1953); Guiana Britânica/Guiana (1953-1964); Guatemala (de 1953 à década de 90); Camboja (1955-1973); Médio Oriente (1956-1958); Indonésia (1957-1958); Cuba (a partir de 1959); Congo/Zaire (1960-1965); Brasil (1961-1964); República Dominicana (1963-1966); Chile (1964-1973); Grécia (1964-1974); Indonésia (1965); Timor-Leste (a partir de 1975); Nicarágua (1978-1979); Granada (1979-1984); Afeganistão (1979-1992); El Salvador (1980-1992); Líbia (1981-1989); Haiti (1987-1994); Panamá (1989); Iraque (década de 90), Jugoslávia (1999). Muito trabalho à vista.

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62 respostas a Deve e haver

  1. JMJ diz:

    é uma das tristes consequências de ser comunista:

    Quando um dia morrer, seja a atravessar a estrada daqui por 10 min., seja daqui por 70 anos por coma alcoolico, alguém há de dizer que fui uma vitima do comunismo e que foi Estaline que me matou.

    Passarão de 400 biliões de mortos pelos algozes do PC para 400 biliões e 1.

    • Gentleman diz:

      E viva o revisionismo histórico…

      • De diz:

        Viva?
        Era o que faltava
        De releituras da História estamos nós fartos
        O imperialismo ianque deve ser combatido de todas as formas
        Incluindo as suas tentativas de mistificar a História
        Ou de as reescrever

        • Gentleman diz:

          Você é um cómico. Se está farto de revisionismo histórico então como é que continua a frequentar este blogue?

          • De diz:

            Gentleman?
            O espírito censório a tentar controlar quem pode ou não “estar”?
            Gentleman?
            A fazer o trabalho de casa?

            Gentleman…lastimo…sinceramente lastimo
            sabe o quê,não?

  2. De diz:

    Helena:
    Mes hommages
    …e obrigado

    (espero que desta vez não seja passível de contaminação pelo ruído dos que mais não fazem que ruído)

  3. a anarca diz:

    Para contabilistas a lista não chega !
    Onde havia americanos havia soviéticos …
    deixemos a hipocrisia para os politicos.

    A América está de regresso a casa 🙂 entretanto onde destruiu reconstruiu deixando sementes de esperança por onde passou …
    a Defunta União soviética foi-se, e não deixou saudades! poderia apresentar uma lista mas não sou contabilista 🙂
    pode ser duro mas é a realidade.

    • Helena Borges diz:

      Onde havia americanos, havia soviéticos? Alguém usou o argumento para tentar fechar Pinochet e Allende no mesmo saco, mas não era anarca, creio.

      A linha sobre a América é irónica, não é? A América não regressou a casa, continua a investir no negócio da destruição e reconstrução, e no da produção de herbicidas contra a esperança.

      • José diz:

        É curioso que se critique o espírito contabilista de alguns e depois apareçam estes posts.
        Não posso deixar de concordar com a Anarca: Até 1989, onde havia EUA, havia o seu contaponto, a URSS.
        As intervenções eram boas em função da cor de quem as fazia?
        Para além de que a lista deixa muito a desejar à fiabilidade:
        intervenção dos EUA nas Guiana…britânica?! Sério?…Na colónia britânica?…
        No Médio Oriente? Todo? E só em 1956-1958? Não será brincadeira?
        Ficámos a saber que os EUA intervieram em Timor-Leste em 1975…
        Uma coisa é achar que os ianques podiam e deviam ficar em casa. Outra é inventar. (não me refiro a si, mas à lista publicada pelo site cujo link expôs.)

        • De diz:

          José tem que concordar
          …com quem concorda com ele

          Claro
          No seu afã de procurar algo..eis que ele quer ser mais específico: Medio Oriente…todo? ,diz ele,nos seu jeito peculiar
          (poderia dizer…Cuba..toda?…ou até…Jugoslávia…toda?
          …e mais uns todos e todas para fazer numero
          Porquê?
          porque José precisa de mais exemplos para engrossar a sua fila de “casos”)

          Guiana,a tal colónia britânica:”Guayana Británica/Guyana, 1953-1964: Por once años, dos de las más viejas democracias en el mundo, Gran Bretaña y Estados Unidos, llegaron muy lejos para evitar que un líder electo democráticamente ocupara su puesto. Cheddi Jagan intentó permanecer neutral e independiente. Fue electo tres veces y, aun siendo de izquierda, sus políticas de gobierno no fueron revolucionarias. Era no obstante un hombre marcado por representar la mayor amenaza para Washington: la construcción de una sociedad que podría servir como alternativa al modelo capitalista. Usando las tácticas más variadas Estados Unidos e Inglaterra finalmente expulsaron a Jagan en 1964. John F. Kennedy dio directamente la orden.”
          “Documents brought to light in the 1990s, according to the New York Times, revealed that the Central Intelligence Agency (CIA) waged a campaign of unrest, sabotage, and disinformation after Jagan became premier. The United States also put pressure on Great Britain to hold off granting independence to the colony until its constitution was altered to limit Jagan’s ability to stay in power

          Quanto a Timor Leste aí a coisa fia mais fino
          “En diciembre de 1975 Indonesia invade Timor del Este, que se ubica en el extremo este del archipiélago, y cuya independencia de Portugal lo sacó de su control. La invasión se efectuó un día después de que el presidente Gerald Ford y el secretario de estado Henry Kissinger salieran de Indonesia, no sin conceder permiso a Suharto para usar el armamento estadounidense que, de acuerdo con la legislación de Estados Unidos, no puede ser usado para agresión. Indonesia era la herramienta de mayor valor para Estados Unidos en el Sudeste asiático.
          Amnistía Internacional estimó que en 1989, con el propósito de anexarse por la fuerza a Timor del Este, las tropas indonesias mataron a doscientas mil personas de una población de entre seiscientas y setecientas mil. Estados Unidos apoyó decididamente los reclamos de Indonesia a Timor del Este (contrariamente a las Naciones Unidas y la Unión Europea), minimizando una carnicería de dimensiones escandalosas y proveyendo al mismo tiempo a Indonesia de todo el equipo y entrenamiento que requería para realizar la operación.”
          (neste caso a coisa torna-se assim para o repelente)

          Quanto à questão das “contabilidades”…
          Este José ainda não percebeu a diferença entre contabilizar intervenções…ou mortos?
          Ainda não percebeu a diferença entre a história e os abutres da História?

          Ou já percebeu?
          E então…

          • Carlos Carapeto diz:

            José não se importa de abrir o seu livro de contabilidade sobre os mortos do comunismo?

            Já lhe disse de outra vez que não pretendo disputar matemáticas macabras. Mas face à sua simplória obstinação de replicar sempre o mesmo tipo de trapaças sem comprovar, agora sou eu que o desafio a despejar cá para fora aquilo que diz saber. Apresente esses numeros fantásticos que dispõe.

            Também já tive ocasião de lhe dizer, se se trata de vitimas inocentes , todos os crimes devem ser condenados da mesma forma. Ou considera umas vitimas mais importantes que outras? A lei da morte é sequêncial para todos os seres. Não faça destinções.

            ««««« Não posso deixar de concordar com a Anarca: Até 1989, onde havia EUA, havia o seu contaponto, a URSS»»»».

            E o contrário não pode ser válido? Sabe quem chegou primeiro?

            Sabe o nome de uma(uma chega) multinacional Soviética que operava em qualquer parte do mundo, rapinando os recursos naturais de outro país. Ou explorando a mão de obra fora do seu próprio território.

            Agradeço que me diga, faço questão em saber.

        • Helena Borges diz:

          José, esta posta não é o menino Jesus, nasce do pecado original dos comentários à posta sobre a intervenção dos Estados Unidos na Nicarágua.

          Quanto à Guiana Britânica e a Timor-Leste, o De já disponibilizou os resumos do artigo da ligação, mas mais informação e documentada. Afinal, quem inventa?

          • José diz:

            C. Carapeto:
            Não se excite que treslê:
            leu-me a falar em mortos de um ou de outro lado?
            Leu-me a apoiar as intervenções seja de quem for?
            Aqui que poderia ter lido é a crítica a que se critique algumas intervenções e não outras, isso sim!
            As contabilidades não me parecem que sejam a forma de ilustrar a bondade de cada regime, mas decerto que o C. Carapeto não quererá ignorar os crimes do lado comunista e olhar apenas para os crimes ocidentais capitalistas. Ou quer?
            Não conheço qualquer multinacional soviética que tenha tido actividade. Contente? E então? O que quer provar com isso? Pode saber-se? Que as empresas soviéticas não desenvolviam comércio no estrangeiro e que faziam pela vida, como as restantes?
            De: nem lhe ligo. Já lhe disse. xô.

          • José diz:

            Helena, conheço a história da suposta intervenção dos EUA na Guiana britânica. A tese pode ser interessante, as demonstrações é que são fracas e concordará que seja difícil acreditar que os britânicos autorizassem uma tão descarada acção no seu quintal.
            Quanto a Timor, concordará que um nihil obstat não constituirá seguramente uma intervenção.
            Não tenho dúvidas de que os EUA se meteram e metem em sítios onde não devem.
            Há provas suficientes para intervenções suficientes.
            Não é preciso inventar, é só isso.

          • Helena Borges diz:

            José, tu conheces e não tens dúvidas de que não intervieram, eu conheço e não tenho dúvidas de que intervieram. A discussão não conseguirá levar-nos longe.

            Ficam as ligações (e os documentos) para quem conhece e tem dúvidas, e para quem não conhece.

          • De diz:

            José mais uma vez mostra o material de que é feito
            A pedantice institucionalizada?
            O hábito que lhe subiu à cabeça?

            Os pretensiosos “conheço a história da suposta intervenção dos EUA na Guiana Britânica”,a “tese é interessante”as “demonstrações é que são fracas”,”difícil acreditar que os ingleses autorizassem uma tão descarada intromissão no seu quintal”revelam duas coisas:
            -O estilo narcísico do presente José que mais parece armado de beca a dissertar os nauseabundos conhecimentos aprendidos na escola da pedantice institucionalizada
            -A ignorância deste José que nem sequer lê o que se escreve nem os documentos públicos
            (já o tinhamos comprovado que,como é infelizmente hábito entre alguns dos profissionais do ramo,José fala de cor e salteado…)

            Mas a José deve ser atribuído o inalienável direito de acreditar no que quer
            De resto a posição de pastor de galinhas que adopta (o jeito ficou-lhe e perdura nos seus tristes comentários) não lhe permite outra posição.A saber.A posição dele

            Mas é mais grave o que diz respeito a Timor Leste.
            Havia por cá um empresário(ora,ora),director do Tempo,que entre outras qualidades era um defensor acérrimo da Indonésia.Curiosamente tinha também uma posição parecida com esta pilática opinião “nihil obstat”da administração americana…tout court
            convinha-lhe,como convém a este José…
            Já percebemos

            Quanto à linguagem peculiar de José

            tchtchtch..que tristeza de educação essa que teve…
            ou só ficou assim quando olhou para a biqueira dos sapatos e viu a sua imagem aí espelhada?

        • Carlos Carapeto diz:

          Perdeste o pio, foi isso? Ainda no comentário anterior estavas a pôr em causa as intervenções e interferências Americana noutros países.
          Não faço a apologia de qualquer sistema, refuto sim, a negação que gente como tu tenta fazer dos crimes hediondos cometidos por um sistema politico que tem as mãos igualmente manchadas de sangue.

          Ainda tens dúvidas que a invasão de Timor Leste foi apadrinhada por os Americanos? Sabes qual foi o tempo que mediou entre a partida de Kissinger de Jacarta e o inicio da invasão? Ou que tinham conhecimento do genocidio que se praticou depois?

          Também não sabes que os Americanos e Ingleses (e mais alguém) estiveram envolvidos com Pol Pot desde 1975 ( desforra da derrota no Vietnam)? Reconheceram o regime dos Khmer vermelhos até 1985? Que as suas bases de apoio se situavam na Tailândia? Que financiaram a coligação formada por vários grupos armadas (Pol Pot, Ieng Sary, Khieu Samphan,Sihanuk….) que lutavam contra o governo de Hun Sen que com a ajuda dos Vietnamitas derrubaram Pol Pot?
          Foram 5 milhões de dolares numa unica vez, que não era pouco para a época.

          Estiveram tão envolvidos que George Shultz em Julho de 1985 visitou os santuários da coligação da guerrilha na fronteira da Tailândia.

          É este o retrato satânico da América uma potência imperialista arrogante na sua impunidade, friamente calculista nos seus crimes e designios.

          • José diz:

            Carapeto: tenha tento na língua e leia, não tresleia.
            Entre não se opor a uma invasão – que é evidente – e uma intervenção vai uma enorme diferença. Não a conhece? É pena.
            Não faz a apologia de qualquer sistema político?! Essa é nova!…
            Retrato “satânico”???? Anda a ler jornais iranianos ultra-conservadores?!?
            Repito, para ver se algo entra nessa cabecinha: Não tenho dúvidas de que os EUA se meteram e metem em sítios onde não devem.
            Não é preciso inventar: basta enunciar os exemplos evidentes.
            Quem nega alguma coisa, Carapeto, não sou eu. É você, relativamente a todos os crimes cometidos pelos regimes comunistas, designadamente pelo regime soviético que você agora diz não fazer a apologia, mas, anteriormente, acabou por dizer que conhece muitos podres, porém não os quer divulgar para não alimentar a crítica capitalista.

      • Carlos Carapeto diz:

        Faltou mencionar os crimes cometidos nas Honduras durante a década e 80 séc. XX supervisionados pela CIA. Uma campanha de terror e exações de uma magnitude tal que os maiores inimigos da América de hoje (incluindo Ben Laden) só por sonhos tinham capacidade para orquestrar.

        O tristemente célebre batalhão 316 comandado por o general Gustavo Alvarez Martinez deixou atrás de si um saldo superior a 12 000 mortos. A organização de extrema direita ELACH encarregava-se de prender torturar e fazer desaparecer dirigentes estudantis, sindicais e inteletuais considerados hostis ao regime Hondurenho. Usavam os métodos de tortura mais crueis e violentos que se possam imaginar. Como o manual KUBARK (ver na net) um «guia prático» das torturas da CIA . (Peter Scowen publicou um livro muito elucidativo sobre este assunto).

        Também aquele livro escrito por Vitória Donda narra com uma crueza horripilante os crimes praticados na Argentina às mãos dos esbirros locais ao serviço do imperialismo Americano.

        São crimes que os Gentlemans encontram sempre uma justificação.

        Não dizem é que foram crimes praticados por Estados terroristas implantados, mantidos e apoiados por o capitalismo monopolista explorador.
        Escondem que essas vitimas lutavam por melhores condições de vida das populações exploradas e reduzidas a condições extremas de miséria, na América Latina, África e na Ásia.

        Disto não falam os Gentlemans. Sim; porque a farelada que lhe servem tem outros ingredientes.

    • mamamia diz:

      És tão anarca como eu.Mas,eu não sou da cia….

    • JMJ diz:

      deve ser por isso…
      …pela presença perfida, subversiva e imperialista dos soviéticos e dos comunistas no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão, na Líbia, no Haiti, no Panamá e/ou na Jugoslávia, que continua a politica de agressão e ingerência nos assuntos internos dos estados que Washington perpetua, 20 anos depois do fim da URSS…
      … só pode!

      • Antónimo diz:

        Oh, A Anarca, isso não faz sentido nenhum. Pois como lembra JMJ, a União Soviética acabou há 20 anos, ou seja, tempo suficiente para que se estabelecesse um novo padrão. O que se verifica é que os EUA continuam pelos sítios, agora sozinhos, como estiveram, aliás, entre 1898 e 1917 o que parece indicar que eles estão sempre mesmo que os outros desapareçam. Isso frustra qualquer hipótese de causa-efeito.

    • Carlos Carapeto diz:

      Anarquesa assarapantada, quais foram os livros dos grandes teóricos do narquismo que já leste?
      Sabes quem foi Kropotkin, ou António Gonçalves Correia?

  4. Gentleman diz:

    Os EUA têm uma antiga tradição de ingerência política em outros estados. É um facto. Houve casos em que essa ingerência foi benéfica para os países visados, houve outras é que foi prejudicial. A entrada dos EUA nas duas guerras mundiais foi benéfica por razões que penso ser desnecessário enunciar. Tal como foi benéfica a entrada na guerra da Coreia (por razões que deveriam ser óbvias para todos mas que, estou certo, não o são para a Helena).

    É importante, no entanto, não sermos tomados pelo anti-americanismo primário. Os EUA têm dado contributíveis notáveis à humanidade desde o séc. XVIII. A Helena, talvez sem o saber, deve muito aos americanos.

    Começa logo quando liga o seu computador, e depois se liga à Internet. A Internet deve a sua existência e a sua manutenção quase exclusivamente a tecnologia americana. Esse formidável veiculo de informação e liberdade foi criado e desenvolvido com o engenho e com o dinheiro do povo americano, e posteriormente oferecido a custo zero a todos os outros povos do mundo.
    Aposto também que quase todo o hardware e software que usa no seu computador seja de concepção originalmente americana.

    Quando quer fazer viagens internacionais, a Helena usa essa invenção americana chamada… avião.
    Ou talvez vá de barco, cuja navegação em alto mar depende do GPS — um sistema criado e actualmente mantido com o dinheiro do povo americano mas oferecido gratuitamente a todos os outros povos do mundo.

    Quando quer falar com os seus amigos, familiares, camaradas políticos, etc. a Helena usa essa criação americana chamada telefone — fixo ou móvel, ambos criações dos EUA.

    Para conservar os seus alimentos e bebidas, a Helena usa essa infame invenção americana presente em todos os lares chamada… frigorífico.

    É também devido a essa invenção americana chamada gravação de som que a Helena pode escutar a sua música de intervenção.

    E é ainda devido a essa invenção americana chamada lâmpada eléctrica que Helena pode, à noite, ler a sua literatura… anti-americana.

    Também quando vai à farmácia, a probabilidade que compre um medicamento de fabrico ou descoberto nos EUA é elevada. Quem sabe, um dia, os fármacos, os aparelhos ou as técnicas médicas de concepção americana salvem a vida à Helena…

    Mas não é só ciência e engenharia. A Revolução Americana foi a primeira grande revolução Iluminista. Uma revolução de tal forma marcante que influenciou o despoletar de dezenas de outras revoluções liberais por toda a Europa (a mais importante das quais, a Francesa) e Américas. Revoluções liberais que estiveram na génese de movimentos socialistas décadas mais tarde. A afirmação dos Direitos, Liberdades e Garantias como valores políticos primordiais começou, em grande medida, com a Revolução Americana.

    .

    • Tiago Vasconcelos diz:

      Parabéns pela injecção de bom-senso neste blogue, que tão carecido dele tem andado.

      • De diz:

        Mais um
        a concordar com quem concorda com ele

        mas este vai mais longe

        Tem o “bom-senso “incrustado”
        sob a forma de injecções

        Sintomático….

    • Leo diz:

      Porque inventaram computador, avião, GPS, telefone, frigorífico, medicamentos podem pilhar, ocupar, agredir, bombardear, assassinar, torturar, prender à toa, onde quiserem, quem quiserem, sempre que quiserem. Enfim têm licença para matar para toda a vida e mais seis meses. Rico negócio, não há dúvida.

      Voltámos à lei da selva. Às inevitabilidades. Mas a coisa está tremida. E eles estão irremediavelmente arruinados e já foram. É só uma questão de tempo para esta percepção se generalizar. Estão tramados. Até a Guiné-Bissau já não tem medo deles…

    • Leo diz:

      E esqueceu-se do micro-ondas e do ar condicionado. Isso deve dar-lhes o direito de matarem mais uns milhões, certo?

    • rato zinger diz:

      E isso,é razão para se apoiar um politica de pilhagem e de crimes,como os q estão a correr<?

    • Carlos Carapeto diz:

      Esqueceste do mais importante. Essa revolução começou com o genocidio dos Indios. Tomaram-lhe o gosto de tal forma que até aos dias de hoje nunca mais pararam.

      A afirmação dos Direitos Liberdades e Garantias, eram tão primordiais na tua América que a segregação racial perdurou até finais da década de 60 do séc. XX. Foi abolida à custa de revoltas, greves e porrada. Vê que havia tanta liberdade que até era permitida a existência de uma organização que dava pelo nome de KKK que enfiavam um capuz na cabeça para lincharem “pretos” na via publica em rituais da Idade Média.

      Vai ali ao alfarrabista do lado e compra outro livro sobre invenções , vais ver que é diferente desse que o vôvô te ofereceu.

    • Helena Borges diz:

      Gentleman, alicerças-te na ideia de uma dívida de gratidão que obriga os povos a submeterem-se aos desígnios dos Estados Unidos. O absurdo basta-se, mas importa notar: os Estados Unidos não inventaram a lâmpada, inventou-a Edison; as beneméritas invenções são transaccionáveis, vendem-se e compram-se; a indústria farmacêutica não cabe numa frase.

      Os Estados Unidos são os Estados Unidos, a Cochinchina é a Cochinchina e a ingerência é a ingerência, a política externa norte-americana que determinou e determina o rumo de estados soberanos. A ideia de que os Estados Unidos não podem fazer do resto do mundo o seu quintal é limpa, diz o que quer dizer e dispensa ressalvas. Interpretá-la como escamoteamento ou elogio do que parece convir-te é desonesto.

      • De diz:

        Uma límpida resposta

      • Carlos Vidal diz:

        Não estou para o linguajar histérico do Cavalheiro (nem da bloga).

        Mas, se aplicarmos o método do Cavalheiro, então porque devemos tudo à racionalidade grega (o conceito de democracia, o conceito de verdade, o individualismo de Aristóteles contra o comunitarismo de Platão), porque, em suma, devemos tudo à Grécia (e não aos EUA, pois que merda de raciocínio é esse?), então, nesse caso deveria haver um governo grego planetário!!
        Seja: a Grécia não devaria estar como está e deveria ser o único governo planetário!!

        É isso Gentleman?
        (Foda-se, há cada um!…)

  5. De diz:

    Há algo de folhetim tele-novelesco neste comentário programado como um exemplo afirmativo do marketing propagandístico

    Tanta poeira para nada

    Apenas para tentar justificar o apoio servil,grato ao império?

    Apenas para tentar esconder as diferenças registadas no discurso em tribunas diferentes?

    Mas Gentleman vem aqui falar das conquistas da ciência,da tecnologia, como se fossem propriedade de um país?
    Mas Gentleman ainda não percebeu que tudo isto são conquistas da humanidade,em que muitos e muitos deram o seu contributo essencial e vital,entre os quais de certeza muitos e muitos norte-americanos?

    Mas que provincianismo bacoco este?
    Mas ainda não sabe que os avanços do Homem não se compaginam com esta visão acanhada,um pouco oleosa,sobretudo um pouco ridícula descrita no comentário acima?

    Que vontade de citar Bertold Brecht

    Que visão mais Tea Party dos prodígios americanos…apenas desmentida pelo último parágrafo em que há coisas que são de realçar
    Embora a questão das ideias iluministas que estiveram na base da revolução dita americana tenham surgido da Europa,constituindo a França o seu centro,com os enciclopedistas na primeira linha e que irão influenciar decisivamente Benjamin Franklin e Thomas Jefferson.

    Que vontade de citar Lenine:”Todas as maravilhas da ciência e as conquistas da cultura pertencem-nos como um todo.”

    ou ainda esta mais “provocadora” para alguns:”Você se torna um comunista quando enriquece sua mente com todos os tesouros criados pela humanidade.”

    É isso aí
    É preciso mesmo uma nova sociedade.
    Em que as riquezas da Humanidade,todas as suas riquezas, sejam património da Humanidade

    • Helena Borges diz:

      E assino.

    • José diz:

      lol
      Sabedoria wikipedia no seu zénite…

      • De diz:

        Não vale a pena ranger os dentes

        Vá lá comporte-se como um homenzinho
        …se conseguir

        Sei que para o José é mais fácil observar o zénite,já que tem aquela propensão um pouco peralvilha de olhar de cima os demais…o estilo típico de “quem engoliu um garfo”.

        Mas José quando observa narcisticamente o seu reflexo no brilho dos seus sapatos…

        terá consciência do significado de nadir?
        Do seu nadir?
        Hmmm…
        Vai uma aposta?

  6. ezequiel diz:

    eu acho q faltam ali algumas intervenções. LOL

    se bem me lembro, falamos de contabilizar mortes e não de contar intervenções. em todos os países que mencionou, provavelmente todas as grandes potências europeias e outras intervieram. umas mais do que outros. evdt. conforme as capacidades de cada uma.
    conte, mas conte a dobrar, a triplicar, etc. capinusci?? não é coisa difícil de perceber.

    a Helena precisa de um inimigo, pelos vistos.

    PS: proponho uma interrogação que me será mais favorável : mortos, reprimidos e desconsolados per sistema ideológico???????

    que tal?

    boa noite. 🙂

  7. ezequiel diz:

    Helena

    quase todos os estados interferem nos affairs de outros estados. (com interesse)

    os Sovietes intervieram na Nicarágua; china e urss na Coreia (do Norte, que exemplo fantástico); etc, quer que eu continue???

    De,

    Argumente e deixe-se de boquinhas infantis semi condescendentes. quem deveria ser condescendente aqui sou eu porque V Exas, cegos por este vosso anti-americanismo primário e bovinoíde, ainda não perceberam ou fingem não perceber que a ingerência é coisa comum e banal num mundo (quase anárquico) de nações-estado interdependentes. todos tentam. alguns conseguem. quando começarem a perceber o bé-á-bá das relações internacionais, contactem-me para ver se aprendo alguma coisa convosco. é que passar tempo de mais no elementar faz mal à cuca de qq um…

    complimentis,

  8. De diz:

    Quanto às relações internacionais…
    “à interdependência”
    ao “todos tentam”

    Sabe…não cola
    …eufemismos

  9. ezequiel diz:

    Um regime grego planetário? LOL

    Com um regime Grego planetário, até a China se endivida (com as dívidas dos Outros…LOL).
    Vida(luvsky),

    o subscrevo sem comentários não é coisa de V Eminência!! LOL (desculpe lá, mas hoje estou bem disposto, mt bem disposto)
    provocação que censura a reacção. bué feio. assim é q dá pica. assim é q eu percebo que eu n tenho nada q ver com V Exas. hmmm. a abdicação do reconhecimento comunitário, aquele bem público em que V Exa se delicia. um acto de auto-repressão. trés catolique! sinceramente, pensava que seria capaz de muito melhor. sei lá, um pouco de mais verve e imaginação no agit prop dept. a cena de impedir os outros de bla bla…é…per si, totalitária. quer dizer? WHY WHY???? este why já está intrinsecamente implantado na psique colectiva do povo…tá a ver?? do povo!! (do povo liberal, que detesta autoritariozecos e repressões de opinião…) o sr é um esquerdoite com piada mas ainda n percebeu que é um revolucionário alienado da consciência (elementar) do people…o people vai a raves, convive com a pluralidade…capinusqui con vodka ou não??? nada. na ta captando nadinha. irra, que sensibilidade. sr prof, é só uma festinha por ano?? a do avante? porra. o marx acreditava que as massas poderiam capitular à alienação. enganou-se. é a vanguarda. lenin foi a genese do totalitarismo comunista. sans doute. hoje os lenins, os salazares, os estalines, são DETESTADOS pelo people. get with it. you are ALIENATED

    o tal do aristotles disse que a sensibilidade deve ser cultivada. vita activa.

    com o sr prof vidal, no vita activa aqui pos criticos. é no comments.
    thanks.
    haverá prova mais inequívoca do autoritarismo?
    este blog é fantástico.
    é como visitar um museu.

    • Carlos Vidal diz:

      Zeque ou Zeke, tens duas hipóteses para te salvares:

      1 – A mais pomposa: abres o Parménides, abres a sua porta e acompanha-lo à deusa verdade (que é a de Platão, não a do Estagirita – este era mole; do Platão chegas a Lenine, depois ao prof.).
      2 – A mais simples e eficaz: segues a via Alprazolam 6 ou 9 mg no mínimo.

      De resto, meu amigo, perdido estás (nem o prof te salva).

    • José diz:

      “este blog é fantástico.
      é como visitar um museu.”
      Não com todos os autores, é certo, mas é a vertente museológica que fascina na visita a este blog.
      Boa caracterização, Ezequiel.

      • De diz:

        Eu sei que é um bom blog

        Os comentários é que por vezes deixam algo a desejar

        Há até quem ande por ai a apascentar galináceos…estão confundidos … pensam que replicam os seus hábitos de vida em todos os locais por onde passam

        Sem desprimor para quem ganha a vida(ou não ) com este tipo de animais

        • José diz:

          De: o palhaço do museu.
          Ainda bem que se reconhece como galináceo. Agora vá, vá lá bicar para outro lado e deixe os adultos em paz.

          • De diz:

            Galináceo?
            Mas não percebeu José?

            Cada vez melhor
            Agora ainda por cima é desprovido de compreensão

            Paciência José
            Vá lá então apascentar os pobres animais com que se entretém.
            Parece que são um pedacinho mais nobres do que José

            Valeu José?

  10. ezequiel diz:

    ó DE,

    cola n cola, tou-me a cagar. acha que eu tou aqui pa lhe colar alguma coisa. io conosco v exas.
    tentar colar alguma coisa seria empresa futil.

    eufemismos? o facto elementar das relações internacionales ser um fuck all war of all against all…??? será isto. o gajo não leu Carr. nem Marx, pelos vistos.

    bem, o De deve ser dotado de uma perspicácia atroz.

    olhe, o proverbial fique na sua que eu fico na minha é muito koool.
    enjoy.

    Buu buu 🙂
    LOL

  11. De diz:

    Cagar?

    Tchtchtch…
    isso são modos?

    Na sua…?
    mas claro

  12. ezequiel diz:

    n captou nadinha ainda.
    disse-lhe que estava alienado.
    ele fala em platão.

    say no more.
    eu vou começar a recorrer a platão para compreender a “situação actual.”
    é isso que as pessoas inteligentes fazem. LOL

    passe bem prof.

    • Carlos Vidal diz:

      Bem, caro, o pior é que não a compreende nem com platão nem sem platão (que, de facto e justamente, era muito exigente com os governantes: não gosta da ideia, é Zeque/Zeke??).

      Passe bem, “discípulo”.
      CV

    • Carlos Carapeto diz:

      Ezequiel não tentes explicar mais. Está tudo compreendido, levaste muito tempo a ler Maurras e agora levas o tempo a marrar com os outros.

  13. ezequiel diz:

    Discípulo???? lol lol

    CV e o seu EGO colossal. Que petulância!! Só me dar para rir. Simplesmente patético.

    O seu ego é deveras platónico: puro, absolutizado, removido das sensações e do real. Um ego loonie tune, por outras palavras.

    Maurras? Nem sequer conhecia o bicho. Obrigadito.

  14. ezequiel diz:

    Zeque/Zeke,
    tens duas hipóteses para te SALVARES (o tema da salvação, trés catolique!!)

    CV, apresenta uma situação de no-exit liminar: é isto ou aquilo e rien plus.

    DUAS, apenas DUAS, hipóteses!!! ó Prof, você anda a ver muito filme do Scorcesse.

    its my way, or the highway!!!

    O CV é muito divertido. És o Prof mais divertido do burgo. A malta passa aqui para se rir um pouco.

    Ciao
    z

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