
Imagem retirada daqui
Regressou o punho esquerdo e o vermelho. Só os mais incautos, gente jovem de gabinete, ameaçam a dissidência com o braço direito.
As pessoas, agora, estão primeiro. O PS, agora, gosta das pessoas. O PS, agora, não gosta de privatizações, dos bancos ou dos ricos. O PS, agora, fala sobre as gerações mais jovens, sobre a precariedade. O PS, agora, chora o desemprego e a emigração das gerações que diz ser as mais qualificadas. O PS não tem nada a ver com a Europa, com o Euro ou com o Tratado de Lisboa. O PS está contra os partidos de direita que não gostam das pessoas como o PASOK.
Há “novos dirigentes”, há “renovação”, no fundo, há Almeida Santos, há Soares, há Alegre, há Vitalino, há Lello. Na realidade, os dirigentes perpetuam-se, até com as suas inimizades.
Pedro Marques Lopes na TSF, diz esperar que o PS consiga absorver o protesto. E, na verdade, esta é a batalha fundamental para a esquerda. Deixar que o PS se confunda com a esquerda, fará com que a esquerda tenha de responder por políticas que não decidiu e não apoiou. Facilitar este caminho implica alinhar no discurso da inevitabilidade das decisões e abdicar de fazer política.
O PS pode ser um partido de poder e pode voltar a ganhar eleições. Mas não é um partido de confiança.




“Absorver o protesto” significa aniquilar o protesto.
António José esperou muitos anos na fila do fundo do PS para que chegasse o seu momento.
Para o exterior começou já a demagogia dos acenos, da mal pensada e pior executada visita aos “stands” das televisões.
Pena terá sentido por não haver nenhuma criança à mão de semear e que pudesse com os lábios besuntar para câmara de tv filmar. (Sem conotações com Casa Pia.)
A demagogia já anda no ar, mas a procissão ainda nem sequer saiu do adro.
O “sumo” deste congresso do PS não chega para matar a sede.
Cumprimentos.
Compreendo, a concorrência é chata para quem se advoga dono dos ideais de esquerda.
“Deixar que o PS se confunda com a esquerda, fará com que a esquerda tenha de responder por políticas que não decidiu e não apoiou. Facilitar este caminho implica alinhar no discurso da inevitabilidade das decisões e abdicar de fazer política.”
Isso mesmo.
Na mouche
Se o post terminasse com «mas não é um partido de esquerda» aí sim eu batia palmas!
João Vilela, só quem não leu o texto todo pode pensar que alguma vez se confunde o PS com um partido de esquerda.
«Deixar que o PS se confunda com a esquerda, fará com que a esquerda tenha de responder por políticas que não decidiu e não apoiou.»
Esta frase é o quê meu caro Vilela? Deste um tiro ao lado neste caso. O texto é até bem explícito nesta questão.
O PS parece-me um caso patológico de esquizofrenia aguda. Sempre que passa para a oposição regressa a velha retórica de esquerda: as pessoas primeiro, a defesa do estado social, etc.
Ei-los no poder e mandam tudo às malvas. Mais: aplicam medida que nem a própria direita se atreve. Abrem-lhe o caminho.
Estive a ver um bocado do congresso na televisão por simples curiosidade. Até ao momento em que apareceu (roliço e anafado, como sempre) o inenarrável Valter Lemos. O mesmo que disse que os professorecos iriam ser postos na ordem. Um homem inteligente e com profundas ideias de esquerda. Desliguei a televisão.
«Deixar que o PS se confunda com a esquerda, fará com que a esquerda tenha de responder por políticas que não decidiu e não apoiou.»
Que despesa pública a Esquerda à esquerda do PS não apoiou?
O PCP, por exemplo, mostrou-se alguma vez contra a proliferação de autoestradas?
Mostrou-se alguma vez contra o TGV?
Mostrou-se alguma vez contra a aquisição dos submarinos?
Mostrou-se alguma vez contra o Euro 2004?
Gentleman… só mesmo quem pretende desinformar é que pode colocar as questões que coloca.
Eu acho que sendo o Tiago militante do PCP deveria, ou teria a obrigação, de responder ás perguntas do dito Gentleman.
Afinal ser de esquerda é não ter medo de pegar o touro pelos cornos.
Eu acho que sendo o Augusto um militante do BE devia responder pelas tomadas de posição do Rui Tavares e do Gil Garcia. Aliás, o Augusto não devia fazer outra coisa que não debitar os documentos da Mesa Nacional do BE. Acho ainda que o Augusto, sendo militante do BE, devia aprender a tocar cavaquinho e a traulitar uma música do Emanuel. Eu acho que…
“Desinformar” é novilíngua para perguntas incómodas?
Parece-me que o Tiago quer escamotear o facto de o PCP ter estado ao lado dos governos PS e PSD em quase tudo o que implicou grande despesa pública. Esta é a verdade inconveniente.
muito bem!
depois deste congresso acho que o PS está a precisar de um outro de ideias. ( sem cinismo: o PS faz falta).
O PS sempre faltou quando era necessário à esquerda.
por outro lado, sempre que o psd precisou, o pcp não faltou
Um “sonhador”?
Não
Uma outra coisa
Uma “viúva” a tentar esconder uma coisa
PS governou com,para e com a direita
O resto são palavras sem nexo de “viúvas” fora do tempo
O PS sempre que passa para a oposição vem com as ideias de esquerda, mas quando vai para o Governos lá voltam os velhos tiques da responsabilidade e da política económica à direita.
Veremos quando as coisas aquecerem onde estará o PS? Na alteração do mapa autárquico, nas privatizações agora anunciadas, no código de trabalho (onde chumbaram as próprias propostas de quando eram oposição) só as mais recentes. O PS de Esquerda tem de provar ao País que é de esquerda, não basta dizer!