A morte de Salvador Allende

«Allende não era apenas médico e homem da política: conhecia a obra de Marx e aplicava-a. Eis o terror dos burgueses chilenos, que nunca tinham lido nem meia letra de quem tanto temiam sem saber porquê» (Raul Iturra)

Tinha apenas 2 anos quando se deu o 11 de Setembro de 1973, que deu origem a uma das mais cruéis ditaduras do séc. XX na América Latina, a de Augusto Pinochet. Por todas as razões, mas sobretudo porque temos entre nós um chileno que viveu de perto os acontecimentos, decidi pedir ao professor Raul Iturra, catedrático de Etnopsicologia no ISCTE, um texto sobre o triste dia que hoje se comemora. Aqui vai ele com um grande bem-haja ao decano professor. 

«Era uma grande surpresa para os meus professores da minha Universidade Britânica de Cambridge, que um médico político, socialista e marxista, tivesse sido eleito Presidente do Chile. Os meus chefes tinham lutado pela República da Espanha: George Orwell e Maurice Dobb sempre referiam esses dias e como o povo lutou para salvar a liberdade conquistada em 1931, dia em que o Rei Afonso XIII se demitiu, a República foi proclamada e Manuel Azaña a presidiu.
Jack Goody, meu chefe directo, não lutou pela República Espanhola, por ter estado em Auschwitz como prisioneiro de guerra. Curioso por saber como um marxista e fundador do Partido Socialista era Presidente do conservador Chile, enviou-me a mim e à família para indagar como era esse facto possível. Solicitei ao meu amigo e Reitor, Fernando Castillo Velasco, ser enviado a uno dos campus da Pontifícia Universidade do Chile, aceitou e fui enviado à sucursal de Talca, 350 quilómetros ao Sul de Santiago, área denominada o rim da aristocracia chilena: todos tinham milhares de hectares de terra preta, vinhas, casas imensas e um número impossível de contar de jornaleiros para trabalhar para eles.
A nossa família possuía bens, mas nunca fui a casa deles. O meu pequeno grupo doméstico habitou na nossa casa da cidade e eu, interessado, fui morar na casa de jornaleiros, fundámos uma Universidade para camponeses, aulas à noite e fim-de-semana, trabalho e aulas de dia nos sítios de trabalho. Escrevi três livros sobre a experiência, todos eles queimados quando fui feito prisioneiro pelas Forças Armadas e levado a um campo de concentração para ser fuzilado.

Allende habitava na sua casa pessoal, daí La Moneda, construída no século XVII, ser apenas um lugar de trabalho. Vivíamos felizes esse ano e meio do começo do Governo, até que o Senhor Presidente começou a correr para cumprir o prometido: confiscar terras, indústrias, fábricas e entregá-las aos seus legítimos proprietários, os jornaleiros, que de produção nada sabiam. Daí, também, as nossas escolas para camponeses, o CEAC- Centro de Estúdios Agrários e Campesinos, para homens e mulheres. O cobre do Chile foi confiscado e passou para as mãos dos chilenos, sem nenhuma compensação, como aos antigos proprietários de indústria de lucro: Já ganharam muito ao longo destes mais de trezentos anos, era bem ao contrário, os usurpadores deviam devolver o lucro da mais-valia retirada aos operários, costumava dizer o Companheiro Presidente. Acabaram os tratamentos protocolares, éramos todos iguais, como Babeuff escrevia no seu jornal, La Gazette du Peuple especialmente o de 1785: O Manifesto dos plebeus.

A justiça de Allende, foi a porta aberta para a sua morte. Estávamos cercados: nada havia para comer, circular em carros, nem tabaco nem artigos de consumo. O mercado negro começou a funcionar. Todos nós, os marxistas de Allende, sentíamos arrepios, mas a nossa frase vulgar era: não, no Chile isto não acontece….para tirar o medo real que nos habitava alma e corpo. Como Presidente de um dos Partidos da Coligação que apoiava ao Presidente, a Unidade Popular, mandei realizar dois factos destemidos: um, preparar membros da UP para lutar com armas, caso fosse necessário e conveniente. Outro, organizar guerrilhas, com o modelo francês, tão bem sucedido durante a Segunda Grande Guerra da Europa. Mandei chamar um dos meus vice-presidentes, expliquei-lhe o plano e passou a ser o único que me conhecia.

A 11 de Setembro, numa altura em que o Companheiro Presidente queria organizar um plebiscito e perguntar ao povo se queriam que ele continuasse como Presidente da República, as Forças do Mar começaram a navegar para o Norte do Chile, com armamento e marinheiros treinados para uma guerra, apesar de não saberem qual guerra seria. A maior parte da esquadra apoiava Allende como Supremo Chefe das Forças Armadas do Chile. O Companheiro sabia que qualquer coisa podia acontecer, confidenciou-se com o Geral em Chefe das Forças de Terra, em quem confiava por cobarde e sabia que nada diria a ninguém. Mas o nosso primo, Almirante Toribio Merino e o seu segundo, primo da minha mulher, Franklin González, convenceram Merino e o General em Chefe da Força Aérea, Gustavo Leigh o hostilizou, argumentando que devia ser o General em Chefe das Forças de Terra quem liderara o alçamento.

Cobarde e arrogante como era, e Edecan do Presidente, mal soube a data, seria a 10 de Setembro, correu aos colegas, revelou o segredo e por vários dias não visitou o Presidente, tão grande era o seu temor de ser soberbo, arrogante e traidor. O Companheiro andava na Universidade de Guadalajara, no México, foi a casa de Tomás Moro e o grupo de amigos do Presidente estava já ai, para avisar o Presidente do alçamento. De imediato foi a La Moneda com os seus apoiantes pessoais, preparou um certo tipo de defesa, mandou chamar a sua guarda que o louvava e honrava, foi intimado pelas Forças Armadas para se render. Cobardia do General de terra foi toda gravada, o CD está comigo, mandou, como Presidente da República, que os Generais dos quatro ramos viessem de imediato ao Salão Toesca, o mais luxuoso de La Moneda.

Vestiu-se a rigor, era um homem elegante e gostava da boa roupa. Ninguém apareceu. Às 10 da manhã, um grupo sublevado, com o coronel Palácios, hoje falecido, tentaram entrar com tanques e um pelotão de fuzileiros. Rejeitados pela Guarda de Palácio, a luta continuou, os Hawkers-Hunters começaram a voar por cima de La Moneda e a bombardear. O Companheiro mandou todos vestir cascos de guerra, disparar desde o balcão que discursava, e conseguiram rebentar três tanques e fazer retroceder as tropas assaltantes. O Companheiro, desde sempre, temia este assalto e esta perda. Tencha tinha chegado na noite do 10 a 11 do México e ao saber o que acontecia, não confiou em ninguém, procurou ter ajuda em casa dos Embaixadores mexicanos, que não estavam, e passou a noite toda a vagabundear só pelas ruas. Beatriz e Laura estavam com o pai, quem, sem direito a reclamo, foram enviadas a Embaixada do México, onde Tencha e a Senadora Laura Allende de Pascal, irmã do companheiro, se encontravam. O Governo mexicano tinha enviado um avião para asilar a família no seu país. Mas, era-lhe impossível, ao Companheiro Presidente, sair do Palácio sem ser feito refém, julgado, assassinado e sabe-se lá que mais.

Falou duas vezes pelas antenas da Rádio Magalhães, até ao discurso final das 14 horas. No seu desespero, o Jornalista Augusto Olivares matou-se. O Companheiro mandou a sua guarda aos seus, porque temiam serem punidos, retirou-se ao Salão Toesca, discretamente fechou a porta, vestiu a banda presidencial e disparou um tiro, apenas um, da caçadeira que Fidel Castro lhe oferecera na sua visita em 1972, e para ele tudo acabou. O exército amotinado entrou no Paço em procura do Presidente Constitucional e encontraram apenas um corpo sem cabeça. Estava por perto o médico pessoal, o Dr. Danilo Bartulín, que foi obrigado a confessar que ele o tinha matado. A raiva de Palácios e dos outros era tanta que cravejaram o que restava do corpo do Companheiro, com tiros de pistola.

Os seus planos tinham fracassado: ser julgado como réu de delitos duros, exilá-lo e lançar o seu corpo vivo ao Pacífico. O exemplo de coragem pela Presidência e por não abandonar o cargo em que o povo o tinha sentado foi a pior vergonha para os militares, especialmente para uma Ditadura que começava a governar com um crime de lesa-majestade nas suas mãos…pela vergonha que sentia desse exemplo de coragem, de nunca abandonar o barco enquanto este se está a afundar. Por saber escolher a melhor opção: matar-se antes de abandonar o cargo que o povo lhe tinha oferecido, e que crescia e crescia enquanto melhor era o cumprimento das promessas de candidato.

Tinha por alcunha el pije, palavra castelhano-Chilena, que em português seria betinho. Sabia ser elegante no vestir, nas formas de falar, o seu falar era cadenciado e firme, sem ofender, nunca falava com um decibel a mais, mas quando tinha que falar das traições do Governo Norte-Americano, de forma calma levantava a voz e julgava, com provas, sempre com provas, sem inventar estorias. Confiávamos nele e ele tomava conta de nós.

Nunca esqueço quando lhe foi proibido entrar em propriedade privada. O senhor meu pai mandou a Guarda fechar as grandes portas ou portões e aí ficou o Senhor Senador. Vestido de fato azul, perfumado: o povo tem que aprender costumes…Mal soube, corri, entrei na casota da Guarda, o Companheiro observava em silêncio a minha enérgica voz de mando, sem me atropelar nem insultar. Tinha eu 15 anos mas sabia definir. Pedi desculpas ao Senador, subi a uma cadeira improvisada, mandei a vários juntar ralé, expliquei que nunca um representante da nossa Soberania podia ficar do outro lado: ele tinha poder, sabia usá-lo como Deputado primeiro, Ministro da saúde nos anos dos governos radicais, e como Senador Socialista, partido fundado por ele em 1930. A burguesia apenas sabia esconder-se atrás das trancas da propriedade. Finalmente, acrescentei, estamos perante um Soberano que respeita marxistas, ateus e cristãos, por saber que eles sabem essas ideias. Acabei. Estendeu-me a mão, disse para quem falo eu se o companheiro já disse tudo! Não larguei o seu braço e o apresentei aos duzentos que arrecadei dos 350 confiscados para trabalhar pelo ordenado pago pelo Senhor Engenheiro, o Senhor Pai. Nunca mais se falou do assunto em casa, mandei a Guarda esconder-se na sua casota e acrescentei: ninguém viu nada…

Esse 11 foi cumprido. Às 23 horas, uma caixa de pau e as iniciais NN foram entregues a Tencha e Laura Allende. Foram numa furgoneta, proibidas de ver o corpo, a caixa foi lançada a uma fossa no cemitério de Santa Inês em Vinha del Mar. A Primeira-dama e a Senadora não se cansavam de gritar pelas ruas: saibam que nesse caixote, repousa o corpo do Presidente Constitucional do Chile, o Dr. -porque médico era, não como em Portugal onde todos são Drs. Os Doutores, não nos interessamos…Famosos soldados, com essa cortesia que mata a quem for, sem cortesia encerraram às Senhoras na furgoneta e as lançaram a rua, no dia pior de toque de recolher obrigatório. Não tiveram medo. Esgotadas, foram a Tomás Moro, pouca roupa, e, dai, ao avião que as levara a México. Em desespero, a Senadora, sem nada saber do seu filho membro do Movimento de Esquerda Revolucionária, Andrés Pascal Allende, não suportou tanta dor e matou-se. Beatriz Allende Bussi, asilada desde esse dia em Cuba, suicidou-se.

Foi um dia para não esquecer. A nossa ideia de organizar uma guerrilha e a de termos uma secreta resistência acabou com todos na nossa casa de Talca, a esperar notícia do Companheiro. Às 16 horas pararam os desfiles e apareceu no ecrã o médico pessoa de Salvador Allende, com a cara ferida, ar cansado, mãos agrilhoadas por baixo da mesa, quase sem voz, a dizer: sim, matei o Senhor Presidente para ele não sofrer mais, tinha o corpo cheio de feridas e solicitou-me acabar com ele. Os que conhecíamos o Presidente do Chile, sabíamos que não era verdade. Outra versão apareceu também dentro dos três dias, privados como estávamos de sair de casa, de noite eram as razias e os corpos já não estavam e parte nenhuma no dia a seguir. Foram os dias em que houve mais mortes no Chile.

A outra versão é mais mentirosa que a anterior, sabe-se até pelos nomes inexistentes no Chile: O palácio de La Moneda ardia por todos os lados depois do intenso bombardeio golpista, e os militares rebeldes já mostravam seus fuzis pelas esquinas da rua Morandé, convencidos de que nesse dia, 11 de Setembro de 1973, deteriam o “comunista vendedor da pátria” entrincheirado no edifício sob ataque. Em um dos salões, o presidente constitucional do Chile, Salvador Allende, disparando com a metralhadora presenteada por Fidel Castro, pediu um último favor a Danilo Bartulín: “Você foi meu melhor e mais leal amigo. Se eu for ferido, me dê um tiro”. “O senhor é o último que deve morrer aqui. Antes morreremos nós”, respondeu Bartulín.

Hoje em dia sabemos a verdade, narrada como está ao longo do texto. O Ditador queria ver-se livre da acusação e mandou realizar uma autópsia: Allende tinha morto só, sem assistência, por causa da Pátria; uma segunda e terceira autópsia, comprovaram o acerto: entrou só, calmo, ao Salão Toesca, cruzou a Banda Presidencial, usou o rifle oferecido por Fidel Castro. Em silêncio e sereno, disparou e faleceu: o tiro tinha sido na cabeça.

Após 17 anos de ditadura e de matar pessoas por meio do grupo de ditadores de América Latina, com Augusto Pinochet e Patrício Aylwin à cabeça, o Companheiro Presidente teve exéquias com soberanos de todo o mundo. E uma estátua no Jardim dos Presidentes do Chile, construído no Palácio de La Moneda.

O povo levou a urna a pé entre Viña del Mar e Santiago; os soberanos de outros países não puderam assistir ao funeral, porque o povo apoderou-se mais uma vez da urna, construída com cedros do Líbano. Nasceu em Valparaíso a 28 de Junho de 1908. Foi orientado ao suicídio calmo e racional, pelas forças armadas do Chile, orientadas pelos assassinos da América do Norte, a 11 de Setembro de 1973.»

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13 respostas a A morte de Salvador Allende

  1. Gentleman diz:

    «Tinha apenas 2 anos quando se deu o 11 de Setembro de 1973, que deu origem a uma das mais cruéis ditaduras do séc. XX na América Latina, a de Augusto Pinochet.»

    Foi uma cruel ditadura, sem dúvida.
    Mas, segundo diversos historiadores, a ditadura Castrista já matou mais do que os 3200 mortos atribuídos ao regime de Pinochet.

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Não sei o que tem a ditadura de Cuba a ver com este texto. Para que fique claro, condeno todo o tipo de ditaduras, sejam de Direita ou de Esquerda.

  2. De diz:

    A contabilidade peculiar de uma personagem peculiar que dá peculiarmente pelo nick de “gentleman”

    Os números são dele
    Da comissão governamental do Chile…
    Os números metidos aqui à pressa…Cuba metida aqui a martelo
    Interessa-lhe esconder as mão sujas dos fascistas

    “Quatro meses depois do golpe de Pinochet seu balanço já era atroz: quase 20 000 pessoas assassinadas, 30 000 prisioneiros políticos submetidos a torturas selvagens, 25 000 estudantes expulsos de escolas e 200 000 operários demitidos. A etapa mais dura, sem dúvida; ainda não havia terminado.”

    “Calcula-se que o número real de mortos e desaparecidos do governo de Pinochet esteja próximo das 50.000 pessoas..”
    isto pode ler-se na Wikipedia

    Os números já não são os de gentleman
    Os números já não cumprem a acrobacia tenebrosa de gentleman

    Gentleman cumpre outras acrobacias

    • Gentleman diz:

      50 mil? LOL
      Não é que o “De” se vai socorrer da Wikipédia (cuidado porque pode descer na consideração do Carapeto) e vai logo escolher a versão portuguesa, notória pelas suas lacunas, falta de rigor e ausência de peer review!
      Ainda por cima pega numas citações de Gabriel Garcia Marquez que, só por isto, revela o seu talento de ficcionista.

      Ó homem, se você quer consultar a Wikipédia, pelo menos confronte a versão inglesa. Concretamente, leia esta página. Não encontrará nenhuma fonte credível e séria que vá muito além dos 3200 mortos.

      • De diz:

        Eu sabia que Gentleman não abdicaria de uma guerrazinha de números.
        Eu sabia que Gentleman não gosta de Gabriel Garcia Marques
        Eu sabia que Gentleman iria mexer,porque mexe sempre quando se fala contra o império e o imperialismo
        Eu sabia tudo isso e coloquei aqui o que coloquei
        É que as fontes oficiais de vítimas tem muito que se lhe diga
        É que até há bem pouco tempo as vítimas de Pinochet correspondiam apenas a quase metade do que hoje é admtido oficialmente
        É que a contabilidade dos mortos ainda está por fazer,ou seja a procissão ainda vai no adro

        Ainda por cima confesso uma coisa
        Publiquei de propósito um comentário retirado da Wikipedia
        A versão dita portuguesa

        É que esperava que Gentleman se apressasse a recorrer à da língua inglesa

        em termos de fontes,nada melhor do que a versão “his masters voice”,não?Lol

        As “fontes credíveis” têm destas coisas
        E os contabilizadores de mortos metem-me aquilo quie já lhe disse mais de uma vez.
        Lembra-se?
        Gentleman,lastimo,mas as coisas são o que são
        E v. é o que é

        • Gentleman diz:

          Tenha dó, ó “De”…
          A Wikipédia portuguesa tem tão pouco peer review e os artigos tão pouca vigilância que eu posso, em 30 segundos, editar um artigo existente, colocar lá um completo disparate, e essa versão ficar meses online sem ser corrigida. Lamento, mas se a sua única fonte é essa, então não vale um chavo.

          A versão inglesa da Wikipédia é a versão mais internacional, lida por mais pessoas, com mais contribuições, com mais vigilância. Não é imune a erros, claro. Mas normalmente os erros são menores e, quando existem, perduram pouco tempo.

          E quanto ao assunto vertente, repito: todos os estudos sérios apontam um número de mortos da ditadura chilena não superior a 3200.

          • De diz:

            Tenho dó?
            De si?
            Desculpe…dó só tenho das vítimas inocentes?

            O resto leia o que escrevi
            Nem mais nem menos.Vírgulas ou palavras…tanto faz

    • Tiago Vasconcelos diz:

      50 mil mortos?? Bolas…
      Nem o departamento de propaganda do KGB se atreveu a tanto!

  3. JgMenos diz:

    ‘confiscar terras, indústrias, fábricas e entregá-las aos seus legítimos proprietários, os jornaleiros, que de produção nada sabiam.’ – Brilhante!
    ‘A burguesia apenas sabia esconder-se atrás das trancas da propriedade.’- Novidade!
    ‘nada havia para comer, circular em carros, nem tabaco nem artigos de consumo.’
    Só podia correr mal!!!

  4. bia diz:

    Boa noite.
    Só um palhaço, e pouco engraçado…, pode dizer que se atribuem 3200 mortos à ditadura e ao regime de Pinonchet!!! Mais do que esse numero confessou ele. Aliás, confessou perseguições políticas e assassinatos sistemáticos. Justificou-se como pode, ou mesmo pelo que acreditava…a luta contra o comunismo. Enfim….
    Mas vir hoje uma besta destas dizer que em Cuba pelo Fidel já morreram mais….Vai mas é vomitar e liga o vómito ao cérebro…Ficarás, ainda assim melhor!!!

  5. bia diz:

    Boa noite.
    Relativamente á morte de Allende, embora julgue saber quem a causou ou provocou, não tenho certezas relativamente á forma como se consumou.
    Em relação à exumação do cadáver, e à investigação sob a causa real da sua morte, não deixa de ser paradigmático, e se calhar alarmante, que a pessoa que ajudou a família nesse feito, e que se empenhou pessoalmente na causa, foi o Juiz Espanhol, entretanto…suspenso, BALTAZAR GARZÓN….
    BALTAZAR GARZÓN, defende agora, em luta pela liberdade e pela verdade, JULIAN ASSANGE.
    A propósito,…o que ouviram a respeito de Pinonchet dos EUA e da Inglaterra??? Nada….Afinal foram eles que o lá colocaram e lhe deram instruções de como proceder contra o “comunismo”.
    Allende foi democraticamente eleito, mas estes paladinos da liberdade derrubaram o seu governo e enfiaram lá o sanguinário Pinonchet!!!!
    Mas continuam de igual forma na luta pelas liberdades, nomeadamente de expressão, e o caso ASSANGE é lapidar!!! E os não alinhados é que são terroristas!
    Por favor abram os olhos! As coisas não se passam bem como nos contam!
    Cumprimentos para todos, mentes despertas….

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