(pub de protesto) não ao maciço despedimento de profs…

Sem professores não há escola pública de qualidade. Dezenas de milhares de docentes vão ser afastados em Setembro devido aos cortes irresponsáveis impostos às escolas. As consequências serão turmas maiores e menos apoios educativos.

A redução radical do crédito de horas destinadas a projectos escolares e os cortes orçamentais ameaçam a qualidade da escola pública. Os professores que ficarem terão ainda mais trabalho e menos salário. Muitos de nós, contratados, que toda uma vida profissional saltámos de escola em escola, sempre deixados de fora da carreira, seremos empurrados da precariedade para o desemprego. Este mega-despedimento ataca os nossos direitos mas também a escola pública como parte da democracia.

Dizem-nos que a culpa é da dívida. Mas não fomos nós – professores precários que se sacrificaram anos a fio – que fizemos essa dívida. Cabe a quem brincou com a economia do país e engordou com a crise assumir as suas responsabilidades. Nem os professores, nem a escola, nem os alunos devem pagar essa conta. Em vez de nos lançar na crise, é preciso investir na Escola para o país superar a crise.

Somos professores, somos precários. Em nome dos alunos e do seu sucesso, não baixamos os braços. Em Setembro, varridos das escolas, iremos para a rua. Aqui, solidários com cada escola amputada, estaremos em protesto.

RECUSAMOS O DESEMPREGO
SOMOS INDISPENSÁVEIS
VAMOS SALVAR A ESCOLA PÚBLICA

Professores indignados
Sábado, 10 de Setembro • 15:00 – 18:00, Praça D.Pedro IV (Rossio), Lisboa

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10 respostas a (pub de protesto) não ao maciço despedimento de profs…

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  2. Marco Túlio diz:

    Alguns vieram das DRs, vieram trabalhar (faziam cera); os sindicatos cada um seis ou sete…
    as turmas maiores (Prof. Crato quantos colegas tinha na primária ou na secundária?);
    os professores degradaram o ensino, basta analizar como muitos vão para o trabalho; sabemos quando chegam à faculdade que os alunos andaram a brincar ou não aprenderam: os alunos não sabem dialogar, não interpretam, não sabem regras básicas de Matemática ou de arquitectura de pensamento.

    Meus caros, sendo licenciados, irão trabalhar nas empresas, para os tais ricos…que ainda há uma dezena ou ver mundo, como muitos fizeram há 30 anos, há 50 anos…

  3. De diz:

    Vamos lá então “analizar” quem degradou o ensino…

  4. Meu caro, isto é todo um projecto ideológico em movimento. Trata-se de tornar a precariedade transgeracional. Primeiro os jovens, depois o segmento 30-40 e posteriormente com a diminuição das indemnizações por despedimento a geração + de 40.
    A ideia é “dog eat dog”, isto é verem-nos lutar entre gerações por um trabalho mal remunerado. Desvalorizar o factor trabalho. Cumpre-nos dar-lhes o troco. Até que se gerem convulsões sociais graves, este será o caminho seguindo. Ou citando Maria Antonieta “O povo não tem pão? Que coma brioches!”

  5. Chico da Tasca diz:

    E porque é que os professores hão-de ser diferentes dos outros portugueses e terem um emprego por decreto ?

    Há centenas de milhar de portugueses que perderam o emprego, por falta de liquidez e/iu por falência das respectivas empresas e ninguém se preocupa muito com isso.

    Vamo lá a ver: a manutençao destes 37 empregos, custaria aos nossos bolsos 60 milhões de euros. Ou seja, para que os professores, que se consideram uma classe de pessoas acima das restantes, terem o emprego garantido, façam falta ou não, os restantes portugueses teriam mais uma canga em cima.

    Sugiro aos professores que não foram colocados que façam como os restantes portugueses, os do privado óbviamente: virem-se !

    • De diz:

      Chico da tasca:
      O exemplar típico de um comentário rasca.
      A demonstrar a cartilha pela qual se guia um exemplar neo-liberal

      Sugiro aos professores que não foram colocados que façam como os restantes portugueses: virem-se !
      Mas sobretudo que virem este poder que nos governa,enquanto se governa e governa para a cartilha

      E que vá junto exemplarmente o exemplar

      • Chico da Tasca diz:

        O meu amigo deve ser professor, logo é um daquels ratos com a pança gorda de privilégios e garantismos pagos por mim e por muitos outros.

        Habituaram-se a viver na redoma do estado, com salarios muito acima do trabalhador comum, do que aquilo que o país pode pagar e do que realmente valem.

        Vão ter de se habituar aos novos tempos. Eu já perdi o emprego duas vezes por fecho das empresas e tive de me virar. Há até quem emigre por causa disso. Eu não posso é ser obrigado a sustentar empregos artificiais de professores quando nunca ninguém sustentou o meu emprego ao longo da minha vida de trabalho.

        E quanto ao governo, não são vocês que determinam se cai ou deixa de cair por muita barulheira que façam nas palhaçadas a que chamam de manifs e que mais não são que manobras de chatangem e de chulice sobre os restantes portugueses.

  6. De diz:

    Dobre a língua da Tasca
    Não sou professor.
    Perdão.Não sou Professor.Com letra maiúscula,já que se trata de uma actividade nobre e digna
    Dobre a língua da Tasca
    Detesto estas coisas “pançudas” que não fazem mais nada do que falar nos outros com a raiva e a inveja feitas ao sabor da defesa do grande poder económico e dos seus cães de fila
    Dobre a língua da Tasca
    Não me habituei a viver numa redoma do estado
    Dobre a língua da tasca.Detesto os que andam de lanterna na mão a falar naquilo que o “país pode pagar”
    enquanto se vê que o país afinal paga e muito a uns tantos lá do clube.Com o sorriso servil de Passos Coelho atrás do fato de saia e casaco de Merkel
    Dobre a língua da Tasca
    A sociedade nem começa nem acaba no seu umbigo
    Dobre a língua da Tasca. Quanto ao governo, pode vir defendê-lo com muita barulheira,juntando-se aos boys que por aí pululam com mais ou menos palhaçadas a tentarem convencer que os chulos continuam a ter um lugar na governação de Portugal
    Dobre a língua da Tasca

    É por causa também de coisas assim que se torna imperioso resistir aos vândalos neo-liberais

  7. Gentleman diz:

    Vai ser duro para muitos desses desempregados. Mas a crise toca a todos. E o sector estatal não poderia ficar totalmente imune a ela, e esperar que os contribuintes continuassem a pagar a professores que não são indispensáveis.

    Só tenho pena que nos despedidos haja óptimos profissionais e que no activo continuem professores que deviam ser, pura e simplesmente, postos no olho da rua. Um caso particular que eu conheço é o de uma que mete atestados médicos em série, passando anos lectivos inteiro sem praticamente aparecer na escola. Fundamento para os atestados não há. A doença de que ela padece é apenas preguicite.

  8. De diz:

    “Mas a crise toca a todos”

    Será isso que se chama humor negro?

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