Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (I)

Cerco da Constituinte - 1975

Acampa-se melhor no Largo do Carmo ou em São Bento do que no Rossio.

[A 48 dias das ruas voltarem a ser nossas.]
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41 respostas a Lições do 12 de Março, a pensar nas aulas do 15 de Outubro (I)

  1. ezequiel diz:

    E será na praça que as massas demonstrarão que são justas e democráticas.
    Pois. Tal e qual.

    • Renato Teixeira diz:

      Não. É confiando na corte e nos palácios que o povo exprime com clareza a sua condição.

    • Luis Ferreira diz:

      Ainda gostava de saber em que situações é que as massas são justas e democráticas para estes “democratas” que desconfiam de manifestações públicas. Muito peculiar esta concepção de democracia.

      • pappy diz:

        É conforme.Se forem o lumpen,as ovelhas devidamente idiotadas e formatadas-é democracia.Se for o Povo a deixar de ser Objeto e passa a Sujeito,é ditadura!O gajo das rolhas,o q pediu emprestadado ao BPN e,logo,causador da falência do dito cujo com 1 600 milhões(foda-se,como é possível,oh Ezequiel?ah,pois.É uma demo cra cia) tb pensa do mesmo modo.
        É o modo de pensar do xico esperto portuga:’se eu fosse o da alta tecnologia das rolhas,tb faria o mesmo….’

  2. Gentleman diz:

    Ó Renato, e aquela revolução em curso em Inglaterra como vai?

  3. subcarvalho diz:

    “É necessária uma maioria de 2/3 para aprovação das propostas.”
    …e o que acontece ao 1/3 restante que, como os outros 2/3, procuram soluções colectivas para mudar as coisas?
    Mudar-se-á alguma coisa quando se utilizam as mesmas “regras” usadas naquilo que se quer mudar?

    abraço

    • Renato Teixeira diz:

      Sub, a ditadura do veto e o pensamento único não vingou por estas bandas. Dois terços de uma assembleia é o suficiente para se evitar o imobilismo e a sabotagem. Consenso é um método para um grupo de afinidade e muito poucas são as excepções em que tal funciona na política. Sei que no Porto têm bons exemplos disso. Eu próprio posso testemunhar outros nas Repúblicas de Coimbra. Mas quando se deixa de ser meia-dúzia não há como encontrar posições que agradem a cada uma das almas que se juntam à praça. Garantido o direito igual à palavra e ao voto, resta ir pelo caminho da esmagadora maioria. A alternativa a isso é pavorosa e o SIS e o Governo, claro, agradecem.

      • subcarvalho diz:

        Então não se podem criticar as democracias actuais. Elas sustentam-se precisamente nesse conceito do imobilismo. E decidem em conformidade com as percentagens de representatividade que o povo lhes conferiu.
        O consenso não é simplesmente um método para grupos de afinidade. Esses, já têm na sua origem uma facilidade enorme de chegar a uma decisão aceite por todos.
        A grande batalha é precisamente colocar a forma de consenso em grupos em que a afinidade se resume aos interesses comuns e não à forma de os encarar e resolver.
        A acampada de Madrid demonstrou que é possível trabalhar em consenso com centenas, e até milhares, de participantes em assembleias. No Porto há projectos a funcionar desta forma em assembleias com números de participação entre as 50 e 100 pessoas.
        O método do voto, que implica necessariamente com a marginalização da minoria, é efetivamente o método mais fácil para gerir “conflitos”, mas não é certamente o mais justo.
        Se acreditamos que os métodos democráticos não são o “fim da história” devemos ter a coragem de procurar funcionar de formas radicalmente opostas.

        • Renato Teixeira diz:

          Sub, não estou convencido. Acho que o consenso foi mais um problema do que uma mais-valia na Porta do Sol. Na Grécia, como noutros sítios do Estado Espanhol, privilegiou-se a mais que democrática maioria de dois terços, sempre que não havia unanimidade.

      • Luis Ferreira diz:

        Na praça do sol deviam ser menos de meia dúzia porque lá utilizavam o consenso como método colectivo de decisão.
        De qualquer forma, o que mais importa não é se há votação ou se se procura o consenso, mas a forma como o processo se desenrola. É preciso discussão séria e atenção aos interesses das minorias.

        • Renato Teixeira diz:

          “o que mais importa não é se há votação ou se se procura o consenso, mas a forma como o processo se desenrola.”

          Ora bem. O consenso, a ser possível numa dada discussão, óptimo. Se não for que o voto popular valha mais do que as vitórias das luminárias ou que aqueles que optam por vencer pelo cansaço.

  4. ezequiel diz:

    Em ebulição, sem dúvida.

    http://www.youtube.com/watch?v=8nRYsmIp_Vw

    Espere sentado, Renato.

    • Renato Teixeira diz:

      O que seria da revolta sem um pezinho de dança? Espero pois. Mas de preferência aos pulos de alegria.

  5. ezequiel diz:

    PS: O facto das massas serem…uhmm….massas… não confere qq legitimidade às cortes e aos palácios. Duvido tanto das massas como das cortes. E ainda mais de revolucionários.

    • Renato Teixeira diz:

      Resta-lhe confiar em quem?

    • pappy diz:

      Xim,revolucionários como o amorim,ece empresário da alta tecnologia,de rolhas….
      Amorim 1 600 milhões de euro,o erário -1 560 milhões!
      Além disso democracias também podem ser ditaduras e agirem como elas e,exemplos há muitos,palerma!

      • durruti diz:

        Se tens saber para fazer uma empresa com tecnologia mais avançada do que a do Amorim porque é que não a fazes?

        • De diz:

          Como?
          A tecnologia do Amorim a que se junta o saber?

          Ah,se o saber fosse poder
          O raio do capitalismo tem coisas tramadas
          E os meios de produção ( e não só,e não só) ali na esquina,sob o comando do “saber” amorinesco

  6. A. C. da Silveira diz:

    A fotografia que ilustra este post, é de uma das paginas mais vergonhosas de democracia portuguesa pós 25/4. Foi aqui que começou o declinio do PCP. Depois disto veio o 25/11, e foi sempre a descer.

  7. ezequiel diz:

    Em quem é de confiança, evidentemente.

    Confio no Marx mas não no Lenin. No Marcuse mas não no Ulrike (meinhof). No John Stuart Mill mas não no Portas. Percebes, Renato?

    • Renato Teixeira diz:

      Percebo Ezequiel, mas veja que aqui não se trata de confiar neste ou naquele. Trata-se de criar os espaços onde cada um possa tomar a política nas suas mãos e garantir que a confiança é dada ou retirada ao colectivo. E nisso o Ezequiel não explicou porque não confia.

  8. Elypse diz:

    Nessa vou estar – até porque estou cansado de fazer a diferença com indiferença.

  9. moi nom plus diz:

    Porque será que isto dito por aqui, derivado ao facto, se transformou em música de elevador?

  10. Elypse diz:

    Essa questão não se coloca, porque vou lá estar.

    De uma coisa tenho a certeza: não é com indiferença, que faremos a diferença.

  11. Elypse diz:

    Olha… pode ser que ajuda numa eventual intervenção do “15 de Outubro” – escrevi o manifesto que se segue em 1997 – e tive oportunidade de o partilhar no T.A. de Gil Vicente, em Coimbra, a 12 de Fevereiro de 1998.

    … Movimento de 69 ao Contrário …
    (vai dar no mesmo)

    Não há nenhuma imposição para quem queira aderir a este movimento. Porque este é um movimento do nada.
    Todos os movimentos que surgiram tinham uma ideologia, canalizavam ou congregavam esforços, se preferirem, para um objectivo comum. Visavam a obtenção de um todo, de algo que os fizesse ser perante os que ainda não seriam, ou sendo, pecavam por escassez enquanto ser.
    Houve sempre uma preocupação em atribuir nomes às coisas, com um objectivo primário de assim as controlarmos. Rotulamos toda a novidade com o intuito de sermos detentores de toda a verdade inerente a essa nova ideologia. Sempre se procurou controlar o que se nos deparava incontrolável. Receávamos todo um desconhecido anterior a nós. É um mito que subsiste e subsistirá sempre, por mais que se manifeste actualmente camuflado, através dos falsos nomes que lhes atribuímos, não deixará de nos atormentar.
    Pergunto: O que existe com nome não existiria sem? É evidente que sim. As coisas existem mesmo sem nome, aliás, é sem nome que existem mais intrinsecamente. Porém, para as concebermos como tal, temos necessidade de as identificar…

    Um não ao saber institucionalizado

    Cansa-te da métrica do Camões, do sentir e raciocinar do Fernando e dos inúmeros Saramagos. Farta-te dos falsos políticos, bem como das editoras actuais, cujos critérios selectivos assentam em lavadeiras e em falsos proxenetas literários.
    Temos um ensino de merda, um estado de merda, em síntese, uma cultura de merda que se acha no direito de refutar os nossos ideais.
    Não é pedagógico nem realista rotular-se este século de: “Século do Povo” – não foi o povo que assim o entendeu.
    Não é inteligente colocar uma instituição como a “Universidade de Coimbra”, às cabeçadas por causa de propinol. Tudo não passa de um processo de manipulação com o objectivo de encobrir as questões prioritárias através de um falso alarido – falo do latir ao osso. São atitudes dignas de circo, e tu não és palhaço!
    Não é coerente, e muito menos sensato, permitir que a tecnologia se promova para além do sentimento e do gesto. Não permitamos que tal celeridade nos remeta para mais um momento de esquecimento.

    Vamos p’rá rua!…

    Temos ali aquele espaço destituído do que é instituído. Há que aproveitá-lo, tornando-o num local realmente simbólico. Proponho-vos que nos organizemos por uma Arte de Rua, e que de hoje em diante fique estabelecido reunirmo-nos e manifestarmo-nos sobre o que nos apetecer, expondo a nossa literatura, a nossa pintura, a nossa música, a nossa escultura, bem como as restantes formas de arte. Criemos a nossa galeria de arte, o nosso oásis de sonhos. Abaixo com o sistema. À arte pela arte.

    Estou farto de observar “artistas” a lamber o cu do que está instituído. Cansado dos serviços nada sociais, dos locais privativos, só coniventes com as cunhas; agoniza-me o ridículo dos agradecimentos e a baixeza dos anúncios nas capas e nos interiores dos livros, indicando locais e pessoas como uma referência salutar. Um pirete para esses: A arte não tem cor nem língua e muito menos coleira, não deve ser regional, pela Universalidade.

    Vamos deixar as galerias vazias
    Vamos retribuir a exploração dos “playboys”
    com o desprezo pelo consumismo
    Vamos ocupar o nosso espaço merecido
    Vamos sensibilizar todos
    e não uma elite pseudo-intelectual
    Está em nós o poder da mudança
    Está em nós a vontade de um futuro
    Não deixemos que nos isolem, que nos alienem
    Com a merda da tecnologia, com a treta da “internet”
    Não te vires para a máquina vira-te para o Homem

    Não utilizemos a falsa liberdade que nos foi concedida, que apenas serviu e serve para meia dúzia de lobbys de filhos da puta da opus dei e de maçons, e demais irmandades e seitas.
    Neguemos o primitivismo progressista das multinacionais exploradoras. Desliguem-se da televisão, da rádio e dos jornais – desliguem-se de toda a desinformação. Dêem um colapso à economia de mercado.
    Não percam tempo por causa da propina, que não tem sequer um carácter entendível de reivindicativo. Têm que exigir o contrário do serviço militar obrigatório – por um ensino superior remunerado – para saldar a escravidão de um saber impregnado de vícios que só serve a quem lá está.
    Não te submetas a toda uma estupidificação que te reduz à imbecilidade de mais um mero consumidor. A partir de hoje admitamos ser logrados, mas com uma remuneração. A perda da nossa liberdade, da nossa naturalidade, tem que ser recuperada…

    Trabalhar
    Ter de ir trabalhar,
    Enfim,
    Tens que ir trabalhar
    Suportar o contacto indesejado
    Conviver com toda aquela mediocridade
    E por vezes esboçar um sorriso
    E da hierarquia cosmopolita admitir as condições
    E pensar nestas coisas, e a todas sabê-las comuns
    E por fim reflectir
    E não encontrar espontaneidade nenhuma
    Nos reflexos do dia-a-dia
    Nem na possível admiração de alguns
    Naquele mesmo dia em que se interrogam e supõem:

    “Isto é sobre mim?!” (que ideia!)

    Obedeces servilmente ao poder instituído
    E adoras as vedetas do cinema, da música e do teatro
    Não possuis as sedutoras mamas de Vénus
    Nem és, tão-pouco, portador do grande falo de Príapo

    Cobiças porque não podes comprar
    Invejas porque não podes comprar
    Matas e matas-te porque não podes comprar

    Já só estudas para poder comprar
    Já só trabalhas para poder comprar
    É, só realmente vives se puderes comprar

    Em prol de uma sociedade de merda
    Aniquilam-te a infância
    Pilham-te a adolescência
    Enfim, já adultos, resta-nos saber
    Porque nos fazem parecer e ser uma merda!

    Antes a repressão era fechada, hoje é aberta. É simples ver em qual delas o efeito é mais nocivo. Não temos direcção, tiraram-na; não temos sentido, camuflaram-no; não temos objectivos, minaram-nos! Prosseguimos sem vontade, prosseguimos por prosseguir, e o pior é que voltados para nós mesmos. Daí o crescente acréscimo do consumo de drogas. Mas, há que acreditar, não somos uma geração rasca, e é fácil de o perceber através dos que levantam tal bandeira; porque esses querem ser imolados por nós, pelos feitos passados – sim, esses que nos caluniam como geração do nada são os que se masturbam em casa, em delírio, por os entendermos como protagonistas de uma revolução.
    Não se apercebem?! Chamam-nos rascas, mas adoram ser mimados por nós. Gostam de ver o trabalho reconhecido pelos que depreciam.
    Para ti pseudo-intelectual fica a pergunta: para além do que sabes, que foi o que aprendeste, o que é que sabes?
    Consegues sentir, consegues emocionar-te? Então, doninha, descobre-te da carapaça, da falsa pele de cordeiro que partilha toda esta actualidade corrupta. Abaixo os protegidos do sistema – Puta que os pariu!
    É o momento de saberem que nos encontramos num ambiente bem mais constrangedor que o antecedido 25 de Abril; é o momento de saberem que nos deparamos com uma liberdade artificial, inerte de valores, que nos dispersou e desuniu com o objectivo de nos manipular. Por haver um sistema que determinou, através de um conjunto de normas e regras, o normal, ou o comportamento dito normal, não quer dizer que seja normal com o que pressupõe, através da suposta normalidade. Quem elaborou estas regras, apercebeu-se que poderia estabelecer um padrão comportamental de obediência perante os submissos – de modo mais mundano, perante o povo.
    Artilharam-se de códigos e regras, nas quais se sentem à vontade para nos contornar, fragilizam-nos para nos dominar.

    Os jornais e a televisão – a política
    Veio-nos tornar todo um imaginário comum
    Facultou-nos um diálogo cada vez mais comum
    Que poderá ter isso de criativo
    Quando continua a faltar-nos duas
    Realidades primordiais
    A noção de nascimento e a recordação da morte?

    É neste modo qualquer
    Consoante o que há e o que há-de vir,
    Para além do que houve,
    Que pensamos atingir
    Ou ter atingido
    A realidade do que é ser

    Uns com os outros falamos, cedemos
    Numa sub-noção sabemo-nos presos
    Desejamo-nos nessa mesma igualdade
    Por estranho que possa parecer, será isso?

    Que culpa temos nós da incapacidade dos outros?

    Já não me interessa que me reconheçam pela dor
    Já não me apetece dar um golpe na mão
    Ter um motivo,
    Alguém, para desabafar durante o tempo da sutura

    Diz-me! Fala-me!
    É suposto que algo semelhante a ti se expresse!

    Esta consciência foi o que me corrompeu
    Foi contra ela que me revoltei
    Contra um saber impregnado de vícios,
    De axiomas, sem conteúdo
    O saber, ou o que é suposto sê-lo, esvaziou-me!

    Não tenho noção, mas sei que estou ao contrário.

    🙂
    Para quando um “50 de Abril” ?

  12. Hans diz:

    Para depois de amanhã, à noitinha, entre as 25 e as 26 horas. Pode ser?

  13. Elypse diz:

    Lamento “Hans”… Para depois de amanhã, a essa hora já, já tenho compromissos…

  14. Hans diz:

    Ah, boa…
    Preferia ouvi-la do que ter que ler este avental de lamurias…

  15. Elypse diz:

    não percebes o que lês, quanto mais o que ouves

  16. brigantino diz:

    Cuidado pá , há escutas, há a segurança nacional…

    Ora bem, bámos dar bosta e poio de burro pacificamente , amontoar bosta…

    já tenho um camiãozinho para lá ir…e levo mais malta…

    …nesta a coisa vai ser “cheirosa”…

  17. ezequiel diz:

    De uma coisa tenho a certeza: não é com indiferença, que faremos a diferença.

    Elypse,
    está a ser injusta com o hans.
    por toutatis e pela macacada…. o que faz ali aquela virgulazinha!?!?
    acho que teria percebido o texto
    se o tivesse lido
    é troppo longo. poderemos dizer que é uma projeção-substituição da insuficiência fálica do
    Príapo???? 🙂

    depois de ler/ouvir um texto sublime como o seu, quem é que vai para as ruas protestar??????

  18. Elypse diz:

    Foste pegar numa virgulazita que adveio de uma distracção ao fazer “copy” – a frase estava num determinado contexto. Também podes pegar no já, já, mais acima, etc. Não me queiras é pegar nos cornos que não tenho. No que me diz respeito não terei tanta sorte.

  19. isto não é Outubro diz:

    No público de Sábado: tailandeses trabalham melhor que portugueses na apanha da fruta.

    Enrascados, ponde-vos a pau…quando chegar a hora…nem 500 euros vos querem dar…

    Leiam, sede educados, pontuais, verdadeiros…caso contrário…nem o Modelo vos quer para caixas…

    ——Está quase…mesmo quase…

    • De diz:

      “Leiam, sede educados, pontuais, verdadeiros…”
      Senão

      uma ameaça ao velho estilo do patronato trauliteiro?
      Mais um bom motivo para nos levantarmos contra tal gentalha

      e organizados

  20. ezequiel diz:

    Elypse,

    Vai lá, man. A malta está na brincadeira. Gostei do texto. A sério. Não teria conseguido escrever o que escreveste. Está super mega kool. És um real mccoy. Eu mando-te uma boca acerca da virgula e tu reages. Nunca se deve reagir a provocações rasca. Poker face. Focus.

    Codiacho, pegar-te nos cornos?! Nunca presumi que os tivesses. Nem os terás, certamente.
    Vai para a rua. Protesta. Exige o fim do sistema. Valeria a pena defender o sistema se ele não permitisse os teus e os meus protestos?? Acho que não.

    Fica bem, escritor.
    Escreve.
    Porque escreves bem.

    Salut
    ezequiel

  21. Elypse diz:

    Ezequiel,

    o que mais admiro num palhaço é ele não ser palhaço

    ou se preferires:

    o problema de alguns palhaços
    é não perceberem
    que quando retiram os dedos dos lábios
    não soltam palavras de silêncio
    que tanto querem dizer

    obs: reajo, porque não sou dado à indiferença

  22. ezequiel diz:

    Simpatia em pessoa, este Elypse.
    És um escritor fantástico, fenomenal.

  23. Justiniano diz:

    Renato, desculpa a pergunta, estive fora na altura, mas o que é que aconteceu a 12 de Março!!??

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