“Outubro, Novembro e Dezembro”

Já estava tudo escrito! É ler, amigos. É ler. É correr às livrarias e comprar. À atenção das corporações que por estes dias têm ensaiado uma espécie de revanche. Quando acabarem avisem e já voltamos a conversar.

Off-topic: Se o auto-de-fé “não é sobre as 40 pessoas que, com maior, menor ou nenhuma regularidade, escrevem no 5 dias”, se afirma que não aceita o “insulto como forma de debate” e se sepercebe sem margem para dúvidas a quem se dirige o post”, porque raio se cobra a coerência a este com base na posição política de outrem? É sempre difícil dar um passo atrás quando já se está encostado à parede. À figura restaria retirar a posta mas o ego é muito maior do que o ar que o insufla.

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24 respostas a “Outubro, Novembro e Dezembro”

  1. henrique pereira dos santos diz:

    Nesta história toda o que me espanta é dar-se por adquirido que quem trabalha profissionalmente num gabinete de um governante, em comunicação, tem como única missão fazer spin. Estranho não ouvir falar do facto da comunicação ter dois sentidos, e que é bom que os governantes não ouçam só os seus fiéis, mas ouçam também os outros (lembro-me de um politico supinamente detestado neste blog que explicava bem explicadinho que procurava, e contratou, um assessor político exactamente que não estivesse viciado nas organizações políticas, porque o que essas pessoas pensavam já o político sabia sem precisar de adjunto nenhum). E estranho não ouvir falar do facto de que é útil que a comunicação, nos dois sentidos, entre governantes e governados, seja boa e feita com bom nível profissional porque não há vantagem na comunicação com ruído ou na comunicação que não atinge os receptores.
    É estranho para mim todo o consenso sobre o papel da comunicação política se reduzir ao spin.
    henrique pereira dos santos

    • Dédé diz:

      Em boa parte de acordo com o que diz HPS, o bom spin ganha de facto com o input da “visão do outro lado”. Provavelmente vai ser esse um dos contributos do António Figueira na equipa de spin do Relvas. Agora o que não vejo é no que isso altera o facto de ele ir colaborar na “venda” duma política com que estou frontalmente contra, e parece-me que muito do pessoal do 5 Dias também está.
      Dito isto acho que AF não deve satisfações a ninguém e que são complementarmente ridículos estes afãs acusadores e desculpabilizadores a que estamos a assistir.

      • Dédé diz:

        Correcção: “completamente”, e não “complementarmente” É o que dá estar, ao mesmo tempo, a andar e a mascar pastilha elástica.

      • henrique pereira dos santos diz:

        Devo ter-me explicado mal. Havendo componentes de “venda” de uma determinada política, mal seria se a comunicação fosse confundida com as vendas.
        É aliás curioso como aparentemente toda a gente acha que os governos devem ser transparentes e comunicar de forma clara com os cidadãos e ficar tudo arrepiado se se contratar alguém que saiba meia dúzia de questões técnicas para tornar isso uma prática e que defenda outras políticas (que nem sei se é o caso, nunca tinha ouvido falar deste senhor e raramente tenho paciência para vir a este blog).
        henrique pereira dos santos

  2. RM diz:

    Desta vez, e apenas desta vez, acho que D. Oliveira tem razão. Quer dizer, não é fácil compreender como um dos autores do 5dias seja assessor de um militante aparelhista PSD e que por acaso é “super” Ministro.

    • Renato Teixeira diz:

      Veja RM, mesmo segundo o seu ponto de vista, quanto muito, DO teria razão face ao António Figueira. O 5dias, como bem explica o Carlos, não é um partido e os seus autores são individualmente responsáveis pelo que escrevem, quanto mais pelo que fazem. Note que DO exige uma conduta ao AF com base na política de sabe-se lá quem. O seu objectivo, mais do que atacar o AF é condicionar a política de quem com ele partilha o blogue. Abjecto portanto. Bem para lá da discussão política.

      http://5dias.net/2011/08/24/hadem-ver-hadem/

      http://5dias.net/2011/08/25/chamo-me-pedro-penilo-e-nao-gosto-de-fazer-cocktails-desses/

      • RM diz:

        Não me parece que não se possa falar do 5dias como uma plataforma de ideias ou ideais comuns. Lendo o Carlos Vidal, o 5 dias entre outras coisas, é também a “soma das individualidades” e o que sobra delas. Logo, a meu ver não é totalmente injusta a crítica colectiva.

        Se o DO aproveitou para condicionar a vossa política… é provável. Mas já vi no mundo dos Blogues coisas bem piores.

        • Renato Teixeira diz:

          Veja, é o Daniel que o procura fazer, pasme-se. Não o Relvas ou a opção do Figueira. Há sempre pior, mas não vejo que isso seja razão para que se fique contente.

          Quanto ao que escreveu o Carlos deveria ler melhor o que ele disse. O 5dias é um blogue colectivo, polissémico e com elevado indíce de radicalidade, combatividade e independência. Encontra outras razões para que se lance uma campanha contra ele, dos jornais de grande tiragem à rede socialista suave da blogosfera?

          • Carlos Vidal diz:

            Eu disse claramente que o todo não é a soma das partes.
            É, e é mais. Muito mais.

          • RM diz:

            É verdade que vocês têm dado constantes sinais de independência. Neste ponto diga-se a verdade. Se ainda assim o Daniel Oliveira tenta condicionar a vossa política, isso é que é irrelevante pelo que disse atrás.

            Mas creio que entendi a mensagem. No 5dias cada um é responsável pelo que escreve. Este ponto está assente.
            Agora, todos assumimos que no 5dias existe uma mensagem política comum e vincada. Para usar as palavras do Renato, este é um blogue “com elevado indíce de radicalidade, combatividade e independência”.

            Muitas vezes se analisou neste espaço aquilo que se diz, contrapondo-o com aquio que faz. Seja no caso do apoio à candidatura do Manuel Alegre ou na carta aberta ao Sérgio Godinho e outros.

            Façam-no de novo.

          • RM diz:

            Já agora Carlos Vidal,

            é verdade que são isso tudo. Senão porque perderia eu o tempo aqui? 🙂

  3. Manuel diz:

    Henrique Pereira dos Santos:
    Você foi ao fundo da questão, que pode ser discutível e discutida, pois devemos essencialmente discutir ideias e factos.
    Discutir ética e moralidade também é possível, como é evidente, mas se for das baratas, das que são «vendidas» ao desbarato em muitos blogues, a discussão torna-se um bocado pestilenta.

  4. Dédé diz:

    Eu também gostava de viver num mundo fofinho em que “que os governos devem ser transparentes e comunicar de forma clara com os cidadãos”.

    Mas como HPS e o pessoal do 5 Dias sabem, não é bem esse o caso nos tempos que correm, onde a “venda da política” é parte integrante e fundamental da “política” de qualquer Governo que se preze, e onde o argumento que uma coisa é a “definição da política” e outra coisa completamente separada é a “venda da política” apenas contribui para obfuscar a realidade que estamos com ela.

  5. adsdasd diz:

    Your comment is awaiting moderation.

    why?

  6. RM diz:

    Escrevi há pouco um comentário que não deve ser do vosso agrado. Fui educado mas foi censurado.

  7. Ibn Erriq diz:

    Haja santa paciência……

    Erguei a merda de uma estátua ao Figueira e pronto! Ah, de preferência em frente da sede da Soeiro Pereira Gomes.

    Como dizia o Galileu Eppur si muove

  8. António Figueira diz:

    “A merda de uma estátua ao Figueira”?
    Respeitinho, pá!

  9. Pingback: António Figueira traído pelo António Figueira | cinco dias

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