os tomates da (in)tranquilidade

Esta imagem parece publicitar uma exposição a abrir no “espaço tranquilidade”.

Na realidade representa o último dos exemplos de homofobia institucional em Portugal:

Incompatibilidade com os valores tradicionais da empresa. Segundo o artista plástico João Pedro Vale foi esta a justificação dada pela direcção de marketing da Tranquilidade para cancelar a exposição que o artista estava a preparar para o Espaço Arte Tranquilidade, em Lisboa, e que ia ser inaugurada a 2 de Setembro. “O conteúdo das peças que são mais polémicas falam de homofobia”, o que terá chocado os responsáveis da companhia de seguros.

Provincetown, uma das “cidades fetishe” da população LGBT norte-americana, mas também um espaço mítico para a emigração portuguesa nos Estados Unidos, merecia pois a apresentação da referida exposição agora censurada.

(também aqui)

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7 respostas a os tomates da (in)tranquilidade

  1. subcarvalho diz:

    E que tal entrarem pelo dito espaço e ocuparem as paredes com a suposta exposição?…mereceria, pelo menos, um ajuntamento à porta para o dia 2 de setembro, suposto dia de inauguração da expo.
    Isto já só vai pela desobediência civil.
    Aqui, http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1961785&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina crónica de Manuel António Pina.

  2. Rafael Ortega diz:

    Vamos supor que eu tenho rios de dinheiro (que não tenho).
    Vamos supor que quero patrocinar uma exposição, espectáculo, etc.
    Vamos supor que o(s) artista(s) decide(m) fazer uma exposição ou espectáculo que, por algum motivo, me é ofensiva.
    Devo pagar e calar?

    Posto isto, porque raio tem a companhia do companhia do grupo BES que pagar algo que não quer?

    Se os caros autores do 5 dias se juntassem para organizar uma exposição sobre, digamos, os motins de Londres, e à última hora vissem que o artista os tinha retratado não como heróicos revolucionários, mas como um bando de vândalos, iam pagar na mesma? Pois…

  3. De diz:

    Este é o que se chama um comentário “pulha”.
    Já não se debate apenas a “questão” do cancelamento da exposição ou os “motivos” invocados para o efeito.Parece que os mecenas têm direitos sobre a actividade criativa e podem assegurar os moldes em que esta se deve processar ( vão por um bom caminho,vão).
    O motivo pelo qual se qualifica desta forma desaabrida tal comentário é o último parágrafo desta “criatura” quando fala na dicotomia “retrato de heróis revolucionários” versus “bando de vândalos”.
    A última expressão tenho-a ouvido bastas vezes,.
    A qualificação de “heróis revolucionários” para a descrição de quem participou nos acontecimentos em Inglaterra não me lembro de ter sido utilizada aqui nos posts do 5 Dias.
    A tentativa de manipulação tem destas coisas.
    Vem em pezinhos de lã

    • A.Silva diz:

      Realmente é uma pulhice querer dar a idéia que alguém aqui no 5 dias considerou os participantes dos motins de londres como “herois revolucionários”.
      Uma pulhice em pezinhos de lã.

    • Rafael Ortega diz:

      Os mecenas têm que pagar coisas que não gostam? Pensava que extorquir ainda era só nos impostos…

      • De diz:

        Como se compreende não estou interessado em discutir mecenato com Rafael

        Estou interessado em desmontar os comentários sórdidos

        como o de Rafael

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