Nem-Nem

Não verto uma lágrima por Khadafi e respectivo regime. Contudo também não partilho do entusiasmo do Sérgio Lavos que não tem dúvidas em classificar a coligação entre rebeldes, NATO e outros facínoras como uma força libertadora que coloca a revolução no bom caminho.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

40 Responses to Nem-Nem

  1. Sassmine says:

    a ver vamos…

  2. Manolev says:

    Pois, tudo o que não seja a instauração de uma república socialista, não serve, não presta. Curiosamente, a CPPC – Conselho Português para a Paz e Cooperação (conhecida organização satélite do PCP), tem uma opinião um pouco diversa da sua quanto ao terrorista Khadafi.

    “Na sequência do reconhecimento por parte do Governo Português do auto-proclamado Conselho Nacional de Transição da Líbia (CNT) como “autoridade governativa legítima da Líbia”.

    O Conselho Português para a Paz e Cooperação expressa a sua veemente condenação por esta decisão e sublinha que:

    - É ao Povo líbio, unicamente, que compete escolher o seu futuro e a sua representação

    - O CNT não foi escolhido democraticamente e só se sustenta devido ao apoio militar, financeiro e logístico de governos estrangeiros.

    - A decisão do Governo Português contraria frontalmente a Constituição da República Portuguesa, o Direito Internacional e a própria Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU (…) O CPPC contesta esta decisão e apela aos democratas e às suas organizações, aos que defendem os ideais de Abril, a fazerem ouvir a sua voz a favor da solidariedade e pelo respeito pelos outros povos, tal como o exigimos com o 25 de Abril de 1974. 2 de Agosto de 2011″.

    Quanto aos facínoras a que o Tiago se refere, reavívo-lhe a memória: já ouviu falar da Tchechenia? Já ouviu falar das FARC? Já ou viu falar do que se passava no Afeganistão nos anos 80? E Ucrânia anos 30 e 40? E dos manos Castro, já ouviu falar? Quer mais facínoras? Olhe que a lista é longa!!

  3. Manolev says:

    Estes gajos (CPPC) ainda existem?

    “Na sequência do reconhecimento por parte do Governo Português do auto-proclamado Conselho Nacional de Transição da Líbia (CNT) como “autoridade governativa legítima da Líbia”.

    O Conselho Português para a Paz e Cooperação expressa a sua veemente condenação por esta decisão e sublinha que:

    - É ao Povo líbio, unicamente, que compete escolher o seu futuro e a sua representação

    - O CNT não foi escolhido democraticamente e só se sustenta devido ao apoio militar, financeiro e logístico de governos estrangeiros.

    - A decisão do Governo Português contraria frontalmente a Constituição da República Portuguesa, o Direito Internacional e a própria Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU (…) O CPPC contesta esta decisão e apela aos democratas e às suas organizações, aos que defendem os ideais de Abril, a fazerem ouvir a sua voz a favor da solidariedade e pelo respeito pelos outros povos, tal como o exigimos com o 25 de Abril de 1974. 2 de Agosto de 2011″.

    LOL

    • De says:

      Este comentário é o exemplo típico de alguém que posta alg,o querendo ridicularizar o conteúdo
      e que o conteúdo se volta contra ele próprio

      Saberá ler?

  4. pappy says:

    Manolev ,o que é qA NDASTE A FUMAR?

  5. Dédé says:

    Uma “força libertadora” onde o mais provável é continuarem a libertar-se uns dos outros:

    PORTUGAL RECONHECE REBELDES LÍBIOS Entretanto os ditos libertadores começaram já a libertar-se uns dos outros.

  6. Leo says:

    Alguém de bom senso pode negar a verdade destas 3 constatações?

    “1 – É ao Povo líbio, unicamente, que compete escolher o seu futuro e a sua representação

    2 – O CNT não foi escolhido democraticamente e só se sustenta devido ao apoio militar, financeiro e logístico de governos estrangeiros.

    3 – A decisão do Governo Português contraria frontalmente a Constituição da República Portuguesa, o Direito Internacional e a própria Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU (…) O CPPC contesta esta decisão e apela aos democratas e às suas organizações, aos que defendem os ideais de Abril, a fazerem ouvir a sua voz a favor da solidariedade e pelo respeito pelos outros povos, tal como o exigimos com o 25 de Abril de 1974. 2 de Agosto de 2011″.

    De facto é mesmo ao ao Povo líbio, unicamente, que compete escolher o seu futuro e a sua representação. De verdade, o CNT não foi escolhido democraticamente e só se sustenta devido ao apoio militar, financeiro e logístico de governos estrangeiros. E é claríssimo que a decisão do Governo Português contraria frontalmente a Constituição da República Portuguesa, o Direito Internacional e a própria Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU.

    • Manolev says:

      De facto é mesmo ao ao Povo Colombiano, unicamente, que compete escolher o seu futuro e a sua representação. De verdade, as FARC não foRAM escolhidas democraticamente e só se sustenta devido ao apoio militar, financeiro e logístico do governo de Hugo Chavez

    • José says:

      É mesmo ao povo líbio que compete escolher o seu futuro, Leo.
      E é verdade que o CNT não foi escolhido democraticamente, tal como o Kadahfi, diga-se em abono da verdade.
      Também é verdade que ninguém põe em causa o 25 de Abril, mas, seguindo o exemplo do CPPC, deveria ter-se retirado o apoio, pois o MFA e as instituições seguintes não foram escolhidas democraticamente: simplesmente derrubaram o governo ditatorial anterior e assumiram o poder. Só houve eleições constituintes um ano depois, e legislativas dois anos depois. Não foi?
      Há diferenças para com a Líbia actual? Sem dúvida. Não quanto à legitimidade democrática das instituições rebeldes/revolucionárias.

      • Ivan Boldino says:

        E o Iraque; e o Iraque também tem sido assim? No tocante à Líbia a farsa repete-se. Aqui é só atirar os tubos para o fundo do mar, a coisa está logo ali à mão.

      • Vasco says:

        Em Portugal o MFA não andou a reboque das bombas da NATO. Aliás, esta apoiava o fascismo português (foi um dos fundadores) e tudo fez para condicionar a evolução da revolução portuguesa. É esta a diferença fundamental.

      • A.Silva says:

        José explico-lhe uma pequena grande diferença entre o que se passou em 25 de Abril em Portugal e o que se passa na Líbia: Em 1974 foi o povo português com as suas forças armadas que libertaram o pais de uma ditadura, na LÍBIA É A NATO que está a impor uma solução de acordo com os seus (únicos) interesses!
        Percebe a diferença?

  7. Os planos pós-Khadafi estão em curso. Temos trabalhado numa série de cenários no que toca ao nosso apoio na era pós-Khadafi”, afirmou porta-voz da chefe da diplomacia da UE. Isto é bonito: a UE planeia os destinos de um país em destroços – os líbios agradecerão em petróleo.

    • Manolev says:

      E é mau? Ou é melhor areia do deserto para assorear as praias de calhau?

      • Ivan Boldino says:

        E antes dos bombardeamentos barbaros como era a Líbia?

        Já tinha calhaus e praias. Mas tinha o melhor nível de vida de África e melhor também que este retangulo à beira mar plantado onde alguns indolentes sistemáticamente bocejam disparates fectais.

  8. Mau Mau says:

    Os Nem-Nens são isso mesmo: nem uma coisa, nem outra.
    Os «Nem Uma Coisa Nem Outra» também são, na maior parte dos casos, pessoas cobardes, traidoras, falsas e até bufos que no momento em que são encostados à parede, confessam tudo.
    Tiago Mota Saraiva e Sérgio Lavos pertencem aos «Nem-Nem»
    Muito cuidado com esta gente.

  9. chama-me Tarzan says:

    falei à pouco com o Khadafi, que ficou triste de não chorares por ele.
    quanto ao Manolev há cocó de camelos oito dias ao sol mais lúcidos. pudera, como diria La Palisse não lêem nada, mas conservam a genuinidade.

    beijinhos

  10. De says:

    As imagens que o Tiago Mota Saraiva mostra são um pequeno horror

    Há quem queira reescrever a história
    Um dos motivos é precisamente este
    Terem as mãos livres para fazerem os horrores que quiserem
    Se possível com o silêncio cúmplice dos media

    Manolev é apenas o o exemplo acabado de um satélite voando baixo dos adoradores do sangue e da morte

    • José says:

      Exemplo típico do humor do De: comentário ofensivo para quem ele não concorda, vacuidade e indefinição no que diz.

    • Ivan Boldino says:

      A história repete-se de formas diferentes. Foi publicado recentemente um livrinho por um historiador Francês P-M Gorce com um titulo bastante sugestivo “Nos Passos de Hitler”. Desta vez com passadas a nível global.

      O fascismo apresentou-se sempre com carateristas diferentes onde se impôs, mas com o mesmo objetivo, “democratizar, defender os valores da vida, a liberdade contra tirania”. No entanto a prática mostrou sempre o inverso, obscurecer, reprimir, excluir, explorar, em beneficio do patronato.

      Se aquilo a que estamos a assitir não é outra das facetas do fascismo então o que é?

      Como nunca faltou quem oferece-se resistência, também nunca faltaram colabaradores entre as suas próprias vitimas.

      Deve ser o caso desse tal Manolev.

  11. Leo says:

    É a NATO que faz todo o trabalho militar, não os rebeldes
    por Thierry Meyssan
    Entrevistado por Silvia Cattori

    Silvia Cattori: Aqui tem-se o sentimento de que Tripoli está em vias de colapso. Qual é a vossa opinião?

    Thierry Meyssan: Estamos encerrados no Hotel Rixos. Não se pode dizer se tudo vai afundar ou não. Mas a situação é muito tensa. Ontem à noite, no momento da oração, várias mesquitas foram trancadas. De repente, alto-falantes lançaram o apelo à insurreição. Neste momento grupos armados começaram a percorrer a cidade e a atirar para todo lado. Soubemos que a NATO trouxe um barco até as proximidades de Tripoli, do qual foram desembarcadas armas e forças especiais. Desde então as coisas vão cada vez pior.

    Silvia Cattori: Trata-se de “forças especiais” estrangeiras?

    Thierry Meyssan: Pode-se supor, mas não estou em condições de verificar. Mesmo que estas “forças especiais” sejam formadas por líbios todo o seu enquadramento é estrangeiro.

    Silvia Cattori: Qual é a nacionalidade destas “forças especiais”?

    Thierry Meyssan: São franceses e britânicos! Desde o princípio, são eles que fazem tudo.

    Silvia Cattori: Como é que tudo ruiu subitamente?

    Thierry Meyssan: Em 21 de Agosto, no fim do dia, um comboio de viaturas com oficiais foi atacado subitamente. Para se porem ao abrigo dos bombardeamentos os membros deste cortejo refugiaram-se no hotel Rixos, onde reside a imprensa internacional e onde por acaso me encontro eu.

    No Hotel Rixos. A partir deste momento o hotel Rixos está cercado. Toda a gente veste colete anti-balas e capacetes. Ouve-se atirar em todos os sentido em torno do hotel.

    As forças entradas em Tripoli desde ontem não tomaram nenhum edifício em particular; elas atacaram alvos em certos lugares ao deslocarem-se. Neste momento não há nenhum edifício ocupado. A NATO bombardeia de maneira aleatória para aterrorizar sempre mais. É difícil dizer se o perigo é tão importante quanto parece. As ruas da cidade estão vazias. Toda a gente permanece encerrada na sua casa.

    Estamos prisioneiros no hotel. Dito isto, há electricidade e água, não nos estamos a queixar. Os líbios sim. Agora há tiros em redor, uma batalha intensa; já há numerosos mortos e feridos em algumas horas. Mas nós somos preservados. Estamos todos reagrupados na mesquita do hotel. Você ouve tiros neste momento.

    Silvia Cattori: Quantos assaltantes cercam vosso hotel neste momento?

    Thierry Meyssan: Sou incapaz de dizer. É um perímetro bastante grande porque há um parque em torno do hotel. Penso que se não houvesse senão os assaltantes não seria tão simples tomar Tripoli. Mas se há outras tropas da NATO com eles sim, isso muda tudo, o perigo torna-se grande.

    Silvia Cattori: Nas imagens difundidas pelas televisões daqui vê-se que ao longo destes seis meses são excitados que atiram para o ar e que não parecem profissionais…

    Thierry Meyssan: Viu-se com efeito bandos que se agitam e que não são formados militarmente. É pura encenação, não é realidade. A realidade é que todos os combates são travados pela NATO; e quando seu objectivo é atingido as tropas da NATO retiram-se. Então chegam pequenos grupos – vê-se de cada vez uma vintena de pessoas – mas na realidade nunca são vistos em acção. A acção são as forças da NATO.

    Foi assim que se passou sempre nas cidades que foram tomadas, perdias, retomadas, reperdidas, etc… E cada ocasião são as forças da NATO que chegam em helicópteros Apaches e metralham todo o mundo. Ninguém pode resistir, no terreno, face a helicópteros Apaches que bombardeiam; é impossível. Portanto não são os rebeldes que fazem o trabalho militar, isso é anedota! É a NATO que faz tudo. Depois de eles se retirarem, então vêm “os rebeldes” fazer a figuração. É isso que você vê difundido nas cadeias de TV.

    Silvia Cattori: Sabe-se quantos “rebeldes” em armas entraram em Tripoli esta noite? E se células dormentes já estavam lá?

    Thierry Meyssan: Sim, com certeza, há células dormentes em Tripoli; é uma cidade com um milhão e meio de habitantes. Que haja células combatentes no interior e perfeitamente provável. Quanto aos assaltantes, mais uma vez, não sei qual é a proporção do enquadramento pelas forças da NATO. A verdadeira questão é saber quantas forças especiais já foram colocadas.

    Há agora forças militares do coronel Kadafi na cidade. Elas chegaram bastante tardiamente do exterior. Os assaltantes cercam o hotel. Penso que é impossível esta noite tentarem um assalto contra o hotel.

    Silvia Cattori: Houve pânico entre as pessoas que residem no hotel?

    Thierry Meyssan: Sim, jornalistas residentes aqui no hotel Rixos entraram completamente em pânico. É um pânico geral.

    Silvia Cattori: E você como se sente?

    Thierry Meyssan: Eu tento permanecer zen nestas situações!

    Silvia Cattori: Quantos jornalistas estrangeiros estão entrincheirados no hotel?

    Thierry Meyssan: Eu diria entre 40 e 50.

    Silvia Cattori: As pessoas ignoram que onde há jornalistas que cobrem a guerra há sempre um bom número deles que faz informação, que são agentes duplos, espiões…

    Thierry Meyssan: Há espiões por toda a parte; mas penso que eles não sabem tudo.

    Silvia Cattori: Diz-se aqui que o plano para evacuar os estrangeiros está pronto. Eles vão poder sair…

    Thierry Meyssan: A Organização de Emigração Internacional tem um barco que está prestes a atracar no porto de Tripoli para evacuar os estrangeiros, nomeadamente a imprensa, prioritárias neste caso.

    Silvia Cattori: E você o que pensa fazer?

    Thierry Meyssan: Por enquanto o barco está ao largo; ele não entrou no porto. É a NATO que o impede de atracar. Quando a NATO o autorizar será feita a evacuação.

    Silvia Cattori: Esta evolução vos surpreende?

    Thierry Meyssan: As coisas aceleraram-se quando chegou o barco da NATO. São combatentes pertencentes às forças especiais da NATO que estão aqui no terreno e é evidente que tudo pode cair rapidamente…

    Silvia Cattori: Os citadinos estão todos munidos de fuzis se diz?

    Thierry Meyssan: O governo distribuiu quase dois milhões de kalachnikovs no país para assegurar a defesa frente a uma invasão estrangeira. Em Tripoli, todos os cidadãos adultos receberam uma arma e munições. Houve um treino nestes últimos meses.

    Silvia Cattori: Os líbios que quisessem não estão em condições de sair para manifestarem-se contra as forças da NATO?

    Thierry Meyssan: As pessoas estão paralisadas pelo medo; atira-se de toda a parte; e além disso bombardeia-se.

    Silvia Cattori: Vossa posição não é fácil. Entre os jornalistas você deve ter inimigos que querem a vossa pelo por ter contraditado suas versões dos factos!

    Thierry Meyssan: Sim. Já fui ameaçado por jornalistas estado-unidenses que disserem que querem matar-me. Mas a seguir apresentaram as suas desculpas… Não tenho dúvida nenhuma sobre suas intenções.

    Silvia Cattori: Eles proferiram esta ameaça diante de testemunha?

    Thierry Meyssan: Sim, na presença de (…)
    Entrevista realizada a partir de Tripoli em 21/Agosto/2011/23h00.

    Ver também: TRIPOLI – Témoignage : les journalistes “non alignés” sont menacés de mort (Russia Today)

    O original encontra-se em http://www.silviacattori.net/article1829.html

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

    • LGF Lizard says:

      Leo, também acreditas no Pai Natal?

      Tropas especiais? Helicópteros Apache? Espiões? Barcos da NATO?

      Qual a base onde estão esses helicópteros? De quem são?

      Esta malta acredita em todas as bostas que lhe impingem…..

  12. Leo says:

    Tripoli : le Réseau Voltaire s’inquiète des menaces de mort qui pèsent sur Mahdi Darius Nazemroaya et Thierry Meyssan

    Réseau Voltaire, lundi 22 août 2011, 13h20 GMT – Le Réseau Voltaire s’inquiète des menaces qui pèsent sur deux de ses collaborateurs à Tripoli. Mahdi Darius Nazemroaya, chercheur associé du Centre for Research on Globalization, et Thierry Meyssan, président-fondateur du Réseau Voltaire et de la conférence Axis for Peace, sont retranchés dans l’hôtel Rixos autour duquel d’importants combats ont lieu. L’ordre aurait été donné de les abattre.

    Thierry Meyssan est à Tripoli depuis le 23 juin dernier. Il y a d’abord dirigé une équipe d’enquêteurs du Réseau Voltaire. Il mène depuis deux mois un travail d’information journalistique sur le conflit. Ses positions se distinguent de celles de ses confrères : il décrit la rébellion comme étant minoritaire et permettant de justifier aux yeux de l’opinion publique internationale une classique opération militaire.

    Quelles que soient les positions défendues par Mahdi Darius Nazemroaya et Thierry Meyssan, leur assassinat serait inacceptable. Mahdi Darius Nazemroaya et Thierry Meyssan ne sont pas des combattants, mais des journalistes. Les personnes qui soutiennent cette guerre en pensant qu’elle est menée pour la démocratie et la liberté ne peuvent accepter qu’on assassine des journalistes.

    À l’heure actuelle, cinq États leur ont offert leur protection diplomatique. Mais les combats autour de l’hôtel les empêchent de sortir et plusieurs de ces ambassades ont été encerclées afin de rendre tout accès impossible.

    Sachant les menaces qui pèsent sur eux, Mahdi Darius Nazemroaya et Thierry Meyssan ne s’exposent pas à des « balles perdues ».

    Le Réseau Voltaire appelle les citoyens des pays impliqués dans la guerre à faire pression sur leurs gouvernements afin d’assurer la sécurité de ces journalistes. Il demande à chacun de jouer son rôle de citoyen et de faire circuler cette information.

  13. Leo says:

    Carnage de l’OTAN à Tripoli

    par Thierry Meyssan

    De Tripoli, Thierry Meyssan relate le carnage dont il est le témoin. Article posté lundi à 0h35.
    21 août 2011

    Samedi 20 août 2011, à 20h, c’est-à-dire lors de l’Iftar, la rupture du jeûne de Ramadan, l’Alliance atlantique a lancé « l’Opération Sirène ».

    Les Sirènes sont des hauts-parleurs de mosquées qui ont été utilisées pour lancer un appel d’Al Qaeda à la révolte. Immédiatement des cellules dormantes de rebelles sont entrées en action. Il s’agissait de petits groupes très mobiles, qui ont multiplié les attaques. Les combats de la nuit ont fait 350 morts et 3000 blessés.

    La situation s’est stabilisée dans la journée de dimanche.

    Un bateau de l’OTAN a accosté à côté de Tripoli, livrant des armes lourdes et débarquant des jihadistes d’Al Qaeda, encadrés par des officiers de l’Alliance.

    Les combats ont repris dans la nuit. Ils ont atteint une rare violence. Les drones et les avions de l’OTAN bombardent tous azimuts. Les hélicoptères mitraillent les gens dans les rues pour ouvrir la voie aux jihadistes.

    Dans la soirée, un convoi de voitures officielles transportant des personnalités de premier plan a été attaqué. Il s’est réfugié à l’hôtel Rixos où séjourne la presse étrangère. L’OTAN n’a pas osé bombarder pour ne pas tuer ses journalistes. L’hôtel, dans lequel je me trouve, est assailli sous un tir nourri.

    A 23h30, le ministère de la Santé ne pouvait que constater que les hôpitaux sont saturés. On comptait pour ce début de soirée 1300 morts supplémentaires et 5000 blessés.

    L’OTAN avait reçu mission du Conseil de sécurité de protéger les civils. En réalité, la France et le Royaume-Uni viennent de renouer avec les massacres coloniaux

    1h00 Khamis Kadhafi vient personnellement d’apporter des armes pour défendre l’hôtel. Il est reparti. Les combats sont très durs alentour.

    • Mike says:

      Não postes isso… Eles só lhes interessa o que a CNN diz… Eles sabem lá o que é jornalismo… Eles querem é propaganda amaricana…

  14. Ivan Boldino says:

    Comentários?

  15. De says:

    Uma pena que não tenham levado a votos a queda da monarquia em França
    Ou a revolução bolchevique
    Ou o 25 de Abril de 1974
    Há sempre quem não goste de revoluções
    Quem prefira o status quo
    Sobretudo este,em Portugal,com carantonha neo-liberal e sedento de vingança,fome e miséria

    Quanto à questão Líbia
    Só um néscio é que não vê a intervenção activa da Nato e dos pulhas franceses e ingleses,com o alto patrocínio de Obama.
    O petróleo,a água.as riquezas do subsolo líbio são demasiado fortes para eles não tentarem meter a mão no pote
    A legitimidade democrática das instituições “rebeldes” é a legitimidade anti-democrática dos 7000 bombardeamentos aéreos da NATO

    Chegou a altura de darmos nomes aos chacais

  16. |Y| says:

    Até tens alguma razão. O que virá depois da “revolução”??? Democratas que garantem as liberdades individuais??? uhmm. Não me parece. O Egipto já pode ser citado como exemplo. O que virá a seguir será uma dor de cabeça tão má ou pior do que anterior…

  17. Mau Mau says:

    Os “Nem Nem” permanecem no seu canto cobarde, admitindo e aceitando a bandeira monárquica líbia.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>