Se o PS não é um partido e uma organização fascista, então que….

1… então que permita, o PS ou quem o rodeia e o “apoia” (de várias formas), que permita o calmo e absolutamente seguro regresso a Portugal (vindo de paradeiro incerto, precisamente “exilado” pelo PS e temendo pela sua vida) de RUI MATEUS, autor do livro “Contos Proibidos: Memórias de um PS Desconhecido”.

É certo que se RUI MATEUS não temesse pela sua vida não se teria rapidamente posto em lugar seguro e até hoje de todos desconhecido, lugar onde teve de refazer a sua vida e ver de longe o seu livro “proibido”, com tudo o que isso tem de negativo (e trágico) para o homem e para a história do Portugal contemporâneo, história que, precisamente, não pode ser feita sem este livro (é uma das 3 ou 4 obras mais importantes para se historiar o pós-25 de Abril, ao lado de, por exemplo, “Alvorada em Abril”, entre vários outros – independentemente das nossas posições políticas; e não, não é um livro de um “traidor”, isso só mesmo na cabeça do habitual e inenarrável M Sousa Tavares!).

Sinteticamente, para quem não o saiba (mas há quem não o saiba???), o livro trata da forma como Mário Soares construiu um mundo empresarial – a célebre Emaudio, andanças onde vamos encontrar espécimes como Murdoch, esse mesmo!, Berlusconi, esse mesmo!… – com as sobras financeiras da sua vitoriosa campanha eleitoral para a presidência da República em 1986 (ver aqui, textos que levaram à expulsão de Joaquim Vieira da “Grande Reportagem”, depois compulsivamente encerrada aqui, aqui, do corajoso “Aventar” aqui, de Ferrão, o divulgador pioneiro – entre infinitos sites e lugares).

2. Se o PS não é… então que permita que a editora Publicações Dom Quixote reedite a obra, uma vez que num dia esgotou milhares de exemplares (30 000 exemplares vendidos no lançamento no dia 27 de Janeiro de 1996!!!). Perante estes números esmagadores não há editora que não queira, no fundo (mais do que obviamente), reeditar a obra: por razões comerciais e historiográficas (com as suas 5 dezenas de preciosos anexos, não é possível fazer nenhuma história de Portugal na segunda metade do século XX sem esta ferramenta!).

3. E este é o meu post de boas vindas ao novo secretário-geral (ou lá como se chama a coisa) do PS. (Um post muitíssimo VERMELHO.)

(Porque é claro que não quero eu, nem quero que ninguém ande oculta e obscuramente, com medo e segredando de alfarrabista em alfarrabista procurando este “bendito/maldito/utilíssimo” objecto.)

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