Imagem roubada à Gui
No grupo Jerónimo Martins detectou-se um número elevado de roubos de funcionários nos supermercados. Perceberam que essa gente o faz porque tem fome e resolveram fazer um plano social para ajudar na alimentação de 1100 trabalhadores. Fantástico! Posso dizer uma coisa? Porque raio não lhes pagam salários decentes? Se o fizessem, essas pessoas não precisavam de roubar.




Ora, ora…!
Dizer pode mas você pensa que um problema complexo se resolve dizendo coisas simples?
Aquilo envolve muita cabecinha e muito risco e muita coragem para projectar Portugal ‘lá fora’ e muita firmeza para conseguir importar o que já cá tivemos e etcetc
e vem você com a ladaínha dos salários… ora ora…! não é fácil…
POBRES ARE US Nova campanha do ministro Álvaro para turistas virem ver como gostamos dos pobrezinhos em Portugal.
Ora bem!
Penso, aliás, que foi o próprio Soares dos Santos, numa entrevista à Judite de Sousa, que se mostrou muito escandalizado porque havia funcionários do Grupo Jerónimo Martins a roubarem para comer.
A ressurreição das politicas económicas e sociais salazarentas é no que dá. Quanto à tal “reponsabilidade social” caracterizada pela esmola, como dizia Orwel que deve andar às voltas na sepultura a resmungar, “lembrem-se dos segundos sentidos, lembrem-se dos segundos sentidos”.
Bastava, digo eu, que dos 124,7 milhões (só!!!) que o parasita recebeu (só!!!) dos lucros da Jerónimo Martins, distribuisse metade pelos mais de 20.000 trabalhadores. Como dizia o outro: é só fazer contas…
Pois é, Nuno, não lhes sobem os salários, porque disso poderiam os interessados gostar, sem ficarem “obrigados” a Suas Excelências, e, um destes dias, talvez reclamassem mais, sentindo-se no seu direito. Assim, ficam “obrigados”, o que venham a receber não lhes reconhecerá quaisquer direitos, mas reforçará os da entidade patronal. A caridade faz parte da racionalidade económica da oligarquia neoliberal.
msp
ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão.
Com fome e ignorância, dominam-se melhor as pessoas.