Receita dos governos dos últimos 30 anos: vender barato aos amigos e nacionalizar os seus prejuízos.

A “venda” do BPN que hoje se anuncia é um roubo.
A coisa era gerida entre cavaquistas e conhecidos “socialistas” com vontade de se alambazar com o bloco central. Distribuíam-se grande casas e juros impossíveis de pagar. Assim que a bolha se tornou incomportável, PS/PSD/CDS decidiram que todos a devíamos assumir, mantendo a parte rentável do banco nas mãos dos seus amigos especuladores. Ainda não se sabe bem quanto é que terá sido o dinheiro que todos tivemos de pagar pela rambóia – o Público garante que já pagámos 2,4 mil milhões de euros (três vezes a receita prevista com o corte no 13º mês).
Hoje anuncia-se que o banco retornará às mãos de cavaquistas com 830 trabalhadores a menos – devidamente despedidos e indemnizados, que cobrirá os ridículos 40 milhões que pagarão por recuperar o banco limpinho de dívidas.
Se a gestão do banco foi criminosa, a nacionalização dos seus prejuízos, proposta e aprovada pelo bloco central dos interesses, também o foi.

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