TGV, aeroporto ou Euro2004 são casos menores quando comparados com o programa de requalificação de escolas. A Parque Escolar EPE, constituída em 2007, já é a quinta empresa pública mais endividada, a par das Estradas de Portugal.
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PS: E já agora, ontem, também no i: Bem-vindos à guerra social




Ora aqui está um artigo que poderia, tirando o P.S., ter sido publicado ipsis verbis n’O Insurgente…
Desenvolva…
Tiago,
Não é estranho …
são os pupilos dos sr(a)s Heitor ´s *…
estranho caso pruquê…qualquer obra custa 6 a 20 milhões
e foram e continuam a ser dúzias de obras e a roubalheira é tanta qu’inté os romenos aproveitam
15 sacas de cimento foram-se ontem de uma escola que tem obras de 13 milhões há meses
mais umas tijoleiras que alguém aproveita para fazer um anexo na casa de férias
e são mais uns 5 ou 6 mil a somar ao custo da obra…
migalhas só na construção dos edifícios dos politécnicos e das universidades em zonas de subsidência foi muito mais
ou nos buracos do metro de Lisboa
isto há cada um
o estranho caso de mister Sócrates e do Doutor Cavaco
O estranho caso das gentes que tudo comeram e viram comer, mas que estranhamente não conseguem perceber os processos digestivos nacionais.
É estranho, muito estranho na irrealidade!
Miguel Sousa Tavares (Expresso 07/01/2006)
«Todos vimos nas faustosas cerimónias de apresentação dos projectos [Ota e TGV], [...] os empresários de obras públicas e os banqueiros que irão cobrar um terço dos custos em juros dos empréstimos. Vai chegar para todos e vai custar caro, muito caro, aos restantes portugueses. O grande dinheiro agradece e aproveita.»
«Lá dentro, no «inner circle» do poder – político, económico, financeiro, há grandes jogadas feitas na sombra, como nas salas reservadas dos casinos. Se olharmos com atenção, veremos que são mais ou menos os mesmos de sempre.»
money for the boys
os contratos dos projectos para as escolas da 3.ªfase, foram lançados concursos urgentes, c reduzido prazo p resposta e em q os “amigos” projectistas seleccionados eram avisados previamente. Aliás, muitos foram os casos em q as próprias propostas dos projectistas eram elaboradas p técnicos da própria Parque Escolar. Depois, basta alguma atenção às listas de concorrentes desses concursos para rapidamente se perceber que foram sempre os mesmos a concorrer, apenas variando os “amigos” projectistas vencedores”.
Todas as intervenções nas escolas sempre pautaram por uma cega orientação de satisfazer os caprichos e vontades das direcções escolares, mesmo quando estas vontades representavam um excessivo despesismo e desproporcionado investimento face ao benefício esperado. Daí as derrapagens orçamentais que se verificam em todas as intervenções que ascendem a várias centenas de milhões de euros, apesar da engenharia financeira para dissimular essas derrapagens. Aqui, o sentido da boa gestão do erário público nunca se aplicou e nunca foram recusados os pedidos das direcções das escolas, pois o importante era evitar qualquer possível contestação das escolas, pelo que o silêncio e colaboração das escolas era “comprado” com a satisfação dessas vontadas das direcções escolares.
São alguns exemplos, as alterações feitas aos projectos das escolas, a maioria já na fase final da sua elaboração ou mesmo já durante a construção, com as consequentes derrapagens orçamentais e indemnizações aos empreiteiros, para a inclusão desses pedidos das direcções escolares, contrariando as linhas orientadoras preconizadas para as intervenções nas escolas ou ainda, no reequipamento das escolas. A excepção sempre foi a regra.
Sobre este último, só numa escola em Lisboa, o valor gasto no reequipamento dessa escola, dava para reequipar cerca de dez escolas, mas sendo uma escola altamente politizada e contestária, era necessário silenciar e evitar a contestação, apesar do enorme despesimo que se verificou com esse reequipamento e no reduzido benefício esperado face ao investimento realizado, salienta-se ainda que esta escola deveria ter ficado concluida no final do ano de 2010, no entanto as obras ainda continuam.
jobs for the boys
Desde a sua criação, em que contava com pouco mais de 1 dezena de colaboradores, hoje estes ascendem já a mais de 2 centenas, fora os colaboradores contratados através de empresas de trabalho temporário, ou as empresas de prestação de serviços, que na sua globalidade ultrapassam o meio milhar de colaboradores.
A contratação de novos colaboradores sempre pautou pela admissão de “amigos” dos administradores e dos principais directores, não se coibindo a administração de contratar e promover esses “amigos” para cargos de elevada exigência profissional e conhecimento técnico, mesmo quando estes “amigos” não possuiam e não possuem a formação académica ou experiência necessária para o desempenho desses cargos.
São alguns exemplos a existência de directores coordenadores que não possuem qualquer habilitação superior e já a poucos anos da reforma mas que no entanto são responsáveis por extensas equipas de técnicos altamente qualificados, ou a promoção a directores de “amigos” com formação desadequada em detrimento da despromoção e mesmo cessação dos contratos de trabalho com quadros jovens e altamente qualificados, indo precisamente no sentido contrário aquelas que são as orientações da contratação pública de funcionários, visando unicamente a satisfação da clientela, leia-se, desses “amigos”.