Juntar forças para consolidar e debater para saber porque não devemos pagar

Ver programa aqui.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

5 Respostas a Juntar forças para consolidar e debater para saber porque não devemos pagar

  1. António Parente diz:

    Se não paga a dívida, como financia depois o défice do Estado? Se não pagar, mais ninguém lhe empresta dinheiro. Não acredite nos que lhe dizem o contrário. A nossa dívida pública pode ser um enorme fardo para nós mas para os outros não é assim tão importante. O que faz a seguir? Aumenta os impostos? Nacionaliza empresas sem indemnização? Diminui os salários dos funcionários públicos? Extingue o Estado Social? Vende o ouro? Estou curioso sobre as soluções. Repare que só em 2011 a diferença entre receitas e despesas é de 10 mil milhões de euros.

    • O acampamento referido no artigo vai precisamente dedicar dois dias ao debate do assunto.
      No entanto informo desde já que todas as suas perguntas estão mal colocadas, limitando-se a fazer eco da perspectiva única que nos tem sido servida pelos meios de comunicação social nos últimos meses.
      Devolvendo algumas perguntas e recolocando-as:
      Onde estão as provas de que o défice do Estado resulta de interesses colectivos e não de interesses privados? Porque haveremos de pagar dívidas alheias?
      Deve o colectivo responsabilizar-se pelas dívidas da banca privada? E pelos prejuízos das PPP?
      Será justo o colectivo endividar-se e pagar juros estratosféricos, quando o Banco Central Europeu empresta aos mutuadores privados a um juro fixo de 1,25%?
      Para que serviu, exactamente, todo o dinheiro emprestado? Em que página de Internet está exposta a discriminação detalhada dessas verbas e sua aplicação, como manda a Carta das Nações Unidas e a lei nacional?
      Deverei pagar as contas dos estádios construídos por aí? E se a resposta for sim: posso mandar-lhe a si, já agora, a conta da minha renda de casa, apesar de não morarmos juntos?
      Onde está a prova de que, a prazo, os descontos directos para o Estado social não são suficientes, desde que as verbas dessa taxação sejam deixadas em paz, postas a render e não sejam deslocadas para outros itens do orçamento geral dotados de taxação própria?
      Quem disse que o repúdio da parte ou do todo da dívida implica desgraças políticas e sociais e o corte do crédito? Onde leu isso? Por acaso não terá lido também sobre os 169 casos de repúdio unilateral da dívida, ocorridos nos últimos 100 anos, a seguir aos quais nenhuma desgraça aconteceu, não houve pânico, nem bloqueio, nem guerra civil, nem cortes de crédito, nem bombas da NATO?
      Porque será que em toda a parte onde se declara unilateralmente o repúdio da parte ilegítima da dívida, a economia cresce, o desemprego desce, e tudo começa a correr melhor?
      Porque será que grande parte dos casos de repúdio da dívida foram praticados pelos EUA, a começar na ocupação de Cuba no século XIX e a acabar no Iraque, passando pela Finlândia, Alemanha pós-guerra, etc.?
      Para quê aumentar os impostos da população em geral se bastariam 2% de imposto sobre o rendimento líquido dos bilionários (eu disse bilionários, já nem sequer me refiro aos milionários) para sustentar as necessidades mínimas da humanidade inteira durante 10 anos?
      Não reparou que o Estado social já está a ser extinto faz tempo, por razões políticas e não por razões económicas? Ou não estaremos a falar do mesmo Estado social?
      Não lhe parece que fazer um rol de perguntas baseando-se numa afirmação prévia incorrecta («Se não pagar, mais ninguém lhe empresta dinheiro») e desmentida pela realidade histórica, não é maneira de encontrar soluções eficazes e honestas?

  2. Leonor diz:

    Se a dívida for ilegítima, não nos cabe a nós pagar essa parte. Para isso é que precisamos de uma auditoria. Depois de feita, saberemos se é lícito pagar, por exemplo, o buraco do BPN… Quanto é que já pagamos para esses caloteiros? Gostava de saber os números. Não gostávamos todos? A corrupção está por todo o lado, por que havemos de pagá-la nós, os contribuintes com o nosso trabalho?

  3. Vasco diz:

    Vai estar lá muita gente. De certeza. Fim de Julho na Costa da Caparica é sucesso garantido. Milhares. Aposto que até filas na ponte…

    • hmmm…
      Sr. Vasco,
      acho que existe aqui um enorme erro de comunicação; a redacção do 5dias tem de melhorar o texto para não dar origem a mais equívocos destes.
      O que vai acontecer não é um jogo de futebol tipo Benfica-Porto, nem um piquenique na avenida patrocinado pelo Belmiro de Azevedo, nem uma audição para o “Preço Certo”. É um debate político entre pessoas interessadas no assunto, com base nalguns esclarecimentos técnicos não acessíveis na comunicação social.

Os comentários estão fechados