Maria José Nogueira Pinto

Seria pouco expectável que aqui no 5dias alguém escrevesse alguma coisa sobre Maria José Nogueira Pinto, mas a sua morte impressionou-me.
Politicamente, sempre defendi exactamente o oposto do que defendeu, contudo, ao longo dos tempos, cruzei-me diversas vezes com Nogueira Pinto. Umas quando foi Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e organizámos em tempo recorde um prémio de arquitectura sobre mobilidade e, mais recentemente, quando participei num movimento de pais que descobriu uma ponta de um novelo da estranha história da Fundação D. Pedro IV, organização de malfeitores que havia enfrentado e da qual tinha tido diversas ameaças.
Na sequência das simpáticas e justas palavras que o Bernardino Soares lhe reservou, julgo que não cometo nenhuma inconfidência, se revelar que no final de uma reunião sobre as questões da Fundação, a então vereadora do CDS-PP na CML, nos aconselhou a ir falar com… pasme-se… o grupo parlamentar do PCP. Citando-a de memória, dizia que “eles” eram mais imunes às pressões e interesses dos que se movimentam nestas alturas.
Esta é também uma oportunidade para escrever que se se investisse um décimo do dinheiro do que se gasta em guerras, em investigação médica para transplantar, substituir ou refazer pâncreas, estaríamos a dar um enorme passo civilizacional.

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