É hoje!

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8 respostas a É hoje!

  1. Francisco diz:

    Interessante. Uma pergunta apenas: o Paulo considera que as mui repulsivas práticas vaginais Moçambicanas podem ser entendidas apenas no contexto do género e da sexualidade?? Eis um caso em que o dogma PC dos queer studies inspira uma ofuscação perniciosa. Seria mais interessante assim: Aspectos Politico Culturais das Práticas Vaginais Moçambicanas. O género é em grande parte constituido culturalmente. Não pode nem deve ser constituido como aspecto cultural autonomo. Mas a porra do PC Queer et al dá nisto!! Transforma as pessoas em IMBECIS, perdoe-me.

    • paulogranjo diz:

      1) Que o género é construído é construído culturalmente (e não apenas em grande parte, até porque isso é a base da diferenciação entre “género” e “sexo”) é um ponto de partida básico assumido por quem trabalha estas áreas, e não uma grande descoberta que você lhes possa trazer. Digo “lhes”, porque nem sequer é a minha área de estudo; limito-me a saber exactamente o básico (tirando naquilo que estudei especificamente) e a interessar-me por ouvir aquilo que quem percebe do assunto tem para dizer.

      2) Há aspectos de facto políticos, que aliás foram bastante abordados pela palestrante: a insistência da OMS em que o título da pesquisa antecedesse “práticas vaginais” do qualificativo “harmful”; a necessidade de retirar as práticas referidas na palestra (não lhe vou dizer quais, tivesse ido, caso se interessasse em saber quais são, ou em em saber de que é que fala quando critica) da 4ª categoria de “mutiliações sexuais” da douta instituição, onde absurdamente são incluídas (reproduzindo, aliás, o seu pressuposto pseudo-moral de que serão “repulsivas”); a absurdidade de tentar regulamentar as noções de erotismo, fruição sexual e prazer sem se saber patavina daquilo que essas coisas constituem para as pessoas em causa. O debate continuou aliás depois, muito em torno daquilo que é levantado nas últimas páginas do artigo disponibilizado em http://www.buala.org/pt/a-ler/julgamentos-de-feiticaria-hegemonias-locais-e-relativismos. Também não lhe vou dizer do que é que se discutiu a partir disso; se quiser, dê-se ao trabalho de ler e ao supremo esforço de imaginar o que pessoas inteligentes e conhecedoras das realidades em causa poderão ter discutido. Se se der a esse trabalho e quiser debater o que imagina que daí decorre, dar-me-ei ao trabalho de lhe voltar a responder. Entretanto, é capaz de ser melhor não ir dar esse tipo de lições e correcções de títulos de livros e pesquisas às minhas caras colegas Brigitte Bagnol e Esmeralda Mariano; elas seriam provavelmente menos educadas na resposta do que eu.

      3) A noção de PC Queer é muito curiosa, tendo em conta que o PCP foi (inclusivamente de forma explícita, durante algumas épocas) assumidamente homofóbico. Sobretudo após ter sido apeado (por razões politico-ideológicas) um secretário-geral homossexual que desapareceu enquanto tal da história oficial do partido, embora tivesse sido eleito, isto numa golpe fraccionista conduzido (em boa hora, creio) por Álvaro Cunhal. Uma homofobia que, confesso, é desconfortável para a minha sensibilidade de cidadão heterossexual.

      Creio, por esta pequena amostra, que o meu caro comentador não precisa de ninguém para o “transformar em IMBECIL”. Dá bem conta do recado sozinho.

      • Imbecilidades diz:

        “A noção de PC Queer é muito curiosa…”. Daahh!

        • paulogranjo diz:

          Peço desculpa pelo grau de seriedade do meu comentário anterior.
          Não me havia apercebido que respondia à transplantação de uma adolescente serôdia oriunda de uma série norte-americana infanto-juvenil.
          Mea culpa.

  2. o da boa-fé diz:

    Se o André Levy
    o António Figueira
    o António Mira
    o António Paço
    o bicyclemark
    o Bruno Carvalho
    o Bruno Peixe
    o Carlos Guedes
    o Carlos Vidal
    o Cláudia Silva
    a Diana Dionísio
    o Eugénio Rosa
    o engenheiro
    o Francisco Furtado
    a Helena Borges
    o João Labrincha
    o Jorge Mateus
    o José Borges Reis (mas quem é ‘José Borges Reis’?)
    o João Torgal
    o João Valente de Aguiar
    a Joana Manuel
    o Manuel Gusmão
    a Margarida Santos
    a Mariana Canotilho
    o Miguel Carranca
    a (ou será o?) Morgada de V.
    o Nuno Ramos de Almeida
    o Paulo Jorge Vieira
    o Pedro Ferreira
    o Pedro Penilo
    o Rafael Fortes
    a Raquel Freire
    a Raquel Varela
    o grande Renato Teixeira
    o Ricardo Santos Pinto
    o Sérgio Vitorino
    o Tiago Mota Saraiva
    o Youri Paiva
    e o zenuno
    usassem este blog como plataforma de auto-promoção, isto ficava uma seca descomunal! Ainda bem que ainda não se lembraram disso.

    (ps: aproveito só para anunciar que vou organizar uma conferência na paragem de autocarro do 256 em Carnaxide amanhã às 11:30 se estiver sol, em frente à padaria do Sr. Mendes, sobre ‘a verdade, a ética e o infinito na transferência de Fábio Coentrão para o Real de Madrid’; vai ser espectacular e as bolas de Berlim do sr. Mendes têm creme como se fazia antigamente)

    • paulogranjo diz:

      Se eu precisasse do árduo trabalho dos outros (neste caso, das outras) para me auto-promover, estaria bem desgraçado.

      Se eu achasse que divulgar alguma coisa que organizo, para que possamos (incluído eu) aprender e debater informadamente com outros (neste caso, outras) assuntos relevantes e raramente estudados, seria uma forma de me promover a mim, e não a esses assuntos e, marginalmente, a quem os estudou, estaria ao seu confrangedor nível de pequenez de carácter.

      Se a sua tentativa de censura em casa alheia me atingisse apenas a mim, eu sugerir-lhe-ia que fizesse qualquer coisa na vidinha e que, se aparecer nos blogs lhe é assim tão importante, fizesse o seu.

      Como o seu comentário atinge realmente, afinal, as minhas colegas que estudaram o assunto e em particular a palestrante, que se dispôs a partilhá-lo connosco no dia de uma viagem de 10 horas, não tenho outra opção senão sugerir-lhe delicadamente que empreenda uma visita de regresso e reconhecimento à matriz da excelsa senhora que em boa hora o deu à luz.

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