A nova biblioteca de Babel – IV

“O personagem facultativo” (Germano Schwarz, 1912) – Obra pioneira do modernismo sul-americano, introduz na literatura em língua portuguesa a temática da psicanálise, que era cara a Germano Schwarz. Rico negociante de café, de ascendência alemã e intimamente relacionado com os círculos literários do Velho Continente, que visitava amiúde, Germano Schwarz é um caso singular na cultura do Brasil, onde só tardiamente a sua importância foi compreendida. Algo fora do espaço e do tempo a que pertencia, “O personagem facultativo” é com efeito uma obra ímpar, que obteve uma recepção entusiástica no período de entre-guerras, atribuível à sua primeira tradução francesa, de 1923, mas que apenas cerca de meio século mais tarde obteve o merecido reconhecimento no país que a viu nascer.

PS Agora vou ver se chove, a Biblioteca regressa daqui a dias.

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SEXTA | António Figueira
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5 respostas a A nova biblioteca de Babel – IV

  1. joão viegas diz:

    Interessante. Vou procurar ler. Esta série tem interesse e espero que a chuva não o retenha cativo. E’ o que eu dizia no outro dia, a nossa tendência natural para o divertimento faz com que comentemos muitas vezes as baboseiras, mas lemos estes na mesma, com gosto e, penso, com proveito.

    Onde é que pode estar a chover num dia como o de hoje ?

  2. |y| diz:

    Estou a adorar estas crónicas literárias do António F.
    🙂

  3. ---- diz:

    talvez já conheças.
    abr
    z

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