De pé famélicos da terra… são gajas!

Hillary Clinton, Secretária de Estado dos EUA.

Marine Le Pen, putativa sucessora de Sarkozy.

Christine Lagarde, próxima Secretária-Geral do FMI.

Depois da UMAR ter saudado Assunção Esteves e depois do BE e do PCP a aplaudirem de pé na Assembleia da República, fica-se sem saber qual o limiar do entusiasmo de género, embora se perceba que para alguma esquerda e para algum feminismo há carrascos que até podem ser progressivos. Basta não terem pila. Se a coisa pega, do Barroso ao Sócrates, do Paulo Portas ao António José Seguro, vai haver uma corrida às clínicas de cirurgia plástica.

 

 

 

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47 respostas a De pé famélicos da terra… são gajas!

  1. Sara diz:

    As feministas tratam todos os que tem pila como agentes da opressão patriarcal.
    O Renato trata todas as lideres femininas do mundo ocidental como agentes da repressão do sistema capitalista.

    Ergo sum, Renato e feministas compartilham um atributo cognitivo (debilitante). Muito giro. As voltas que o mundo dá.

  2. pedro diz:

    Que disparate. Quem foi saudada foi a Assunção Esteves!

  3. Renato Teixeira diz:

    Ora, ora… haveria diferença se fosse a Cristas a assumir o segundo lugar na hierarquia?

  4. Sara diz:

    Mas, note-se: as feministas simpatizam com homens de pila pequena. Não suscitam invejas Freudianas.

  5. pedro diz:

    A Cristas não teria estauto para isso. E não disfarce o seu engano, prontamente corrigido

  6. alexandre diz:

    Eu fico confuso, mas também não sou muito esperto.Vejam lá que eu julgava que todos os lideres politicos ocidentais eram efectivamente agentes da repressão do sistema capitalista. Mas eu também não sei o que quer dizer ergo sum.

  7. Sara diz:

    Não há diferença alguma além de serem pessoas completamente diferentes. São todas iguais, ainda não reparou, Pedro!? lol Você é um verdadeiro “case study” de “ofuscação”, Renato.

  8. Sara diz:

    Não, não, engana-se. Sou feminista militante. Não gosto de feministas estúpidas e fanáticas. Só isso.

    • Rocha diz:

      A madame Sara parece ser uma feminista jugulenta, “ergo” uma feminista burguesa. Apesar disso, receio que tenho de concordar com a Sara a propósito da disparatada celeuma aqui levantada pela Raquel e continuada pelo Renato a propósito de uns aplausos de cortesia, eu provavelmente também não a aplaudiria… e daí?

      Já o comunicado da UMAR, bem, esse parece dar as boas vindas ao capitalismo feminista – esse desejo inconfesso que eu já imaginava do assim chamado feminismo radical.

      As mulheres proletárias ficam de fora desta história toda, porque quem não tem tacho não dá nas vistas.

      • Von diz:

        O que é uma feminista burguesa? O que é uma feminista proletária? A mesma mulher muda de etiqueta se a conta bancária aumentar ou diminuir?

        • Renato Teixeira diz:

          Von, tenta-se provar, apenas, que a nossa condição ideológica não é definida pela nossa condição de género.

          • Von diz:

            Eu gosto de pensar que a luta, mesmo se ou quando silenciosa, que a condição ideológica, pode existir independentemente se burguesa ou proletária. Claro que a condição ideológica não é definida pela nossa condição de género. Era só o que faltava. O problema é minorar algumas dessas condições e majorar outras.

        • Miguel Lopes diz:

          “A mesma mulher muda de etiqueta se a conta bancária aumentar ou diminuir?”

          Não é ‘a mulher’ que muda, é a ideia de feminismo que muda consoante o lado da luta de classes onde se coloca.

          • Von diz:

            Uma mulher, dita burguesa, não terá o mesmíssimo direito, mais que direito, o mesmo propósito e condição para lutar pelo seu feminismo?

          • Rocha diz:

            A exploração do trabalho não é um direito, nem tem ponta de legitimidade enquanto reivindicação feminista pois nada tem a ver com igualdade, absolutamente nada. Mas eu podia falar na guerra, podia falar na censura, na repressão, na poluição e em muito mais. Liberdade não é impunidade.

            As mulheres não estão ilibadas dos crimes que possam cometer por serem mulheres. As mulheres não podem arvorar-se numa condição de vítimas quando lhes convém e invocar a liberdade de fazer o que lhes dá na gana – e oprimir – por outro. O Capitalismo é incompatível com a igualdade – no sentido amplo entre seres humanos – e a igualdade transcende e guia o feminismo, a igualdade é a única coisa que legítima o feminismo.

        • Rocha diz:

          As classes só dividem os homens? Que eu saiba as classes dividem tanto mulheres como homens.
          E sim obviamente que a conta bancária assim como a relação social com os meios de produção definem a classe da mulher, tal como a do homem. Há sempre quem acumule capital à custa de quem acumula trabalho explorado.

  9. Dédé diz:

    Então e Merkel? Tem pila? Nada que eu não desconfiasse já. Ou então é uma dominatrix:
    Cena do beija mão à chefe do Reich UMA FOTO QUE VALE MAIS DE MIL PALAVRAS.

    • Renato Teixeira diz:

      Por isso foi excluída. O mesmo se passou com a Dilma. Verdadeiras dominatrixs dos seus blocos continentais.

  10. Sara diz:

    Alexandre

    Ergo Sum é uma planta carnifora que devora a ignorância. Estava a pompar. Não se preocupe com isto. A inteligência não se mede com palavreado latim. Aliás, para ser franca, o uso do ergo sum naquele contexto é um non sequitur(ilógico). Saiu assim.

  11. Dédé diz:

    Sara, sim, são todas diferentes, mas muito iguais quando se trata de lixar a malta.

  12. Sara diz:

    Coitadinho do Dédé. Anda a ser lixado pelas gajas. Foi isto que aconteceu: fomos lixados. Somos uns coitaditos. Vão berdamerda, meus senhores.

    Aconselho-Vos este pequeno exercicio, à falta de melhor:

    http://www.mensa.org/workout/ques/1

  13. Sara diz:

    A Merkel só tem pila quando negoceia com aqueles Gregos incompetentes e corruptos que andaram a enganar a UE durante pelo menos uma década. OS Gregos elegeram uns mafiosos para lhes governar.

    Agora vão apanhar com a bunda do Bundesbank.

  14. Leo diz:

    Não foi aplaudida de pé a eleição do Jaime Gama? Estou apenas a perguntar, não me lembro mesmo.

    Mas se partirmos do princípio que foi, porque é que então o Renato não levantou a questão? É que não me lembro de alguém ter levantado então tal questão.

    Não acha que toda esta discussão é de uma tolice infantil, Renato?

  15. Tiago B. diz:

    De facto o PCP cumpriu o protocolo… traidores! Resta-nos os “esquerdistas” para promover a desconfiança em relação a tudo o que seja de esquerda. Assim nós os rubras e rupturas podemos fazer a nossa luta duríssima a fazer panos e folhetos para as grandes manifestações, porque sabemos que os comunistas farão o trabalho de tentar mobilizar os trabalhadores. Cada um no seu galho, revolução é revolução.

  16. subcarvalho diz:

    Tudo isto faz-me lembrar um “aviso” que me fizeram sobre a “vida” da assembleia da república…dentro do hemiciclo é batatada da grossa para o povão ver, cá fora vão todos tomar café juntos.
    Ou como diz a recente anedota, que considero a melhor do ano, digam lá que não, segundo a qual a ASAE fechou a cantina da assembleia da república porque quando lá chegaram os fiscais estavam todos a comer do mesmo tacho!!
    A última vez que aplaudi de pé foi no concerto de José Mário Branco no teatro Rivoli, no Porto…e não foi por uma questão de cortesia 🙂

  17. Zellig diz:

    Infelizmente tenho de concordar com o Renato.

    Ainda há poucos meses esteve em Portugal uma Feminista brasileira a falar do seguinte “o género nos une, a classe nos divide!”, aconselho vivamente que vão ler o que esta senhora diz sobre o assunto.

    Gostava de saber onde esteve o feminismo da Tatcher sobre os Mineiros ingleses, ou onde andará o feminismo da nova Presidenta da Assembleia da República nas medidas que defende para a vida das outras mulheres e no aumento da precariedade para a vida das portuguesas.

    Sempre pensei que ser Feminista e o Feminismo não era só uma questão nem uma condição de género.

  18. Zellig diz:

    Adenda:
    O nome da Feminista brasileira é Cecília Toledo.

  19. fernando andré rosa diz:

    Em 100 anos de República, pela primeira vez uma mulher ocupa este cargo. Claro que é um momento simbólico – o qual resulta como um símbolo na história da igualdade de género no Estado Português. Claro que essa opressão de género tem contornos específicos consoante a classe social, a etnia, o território de origem, a orientação sexual e a identidade de género. Quanto a este assunto Assunção Esteves, eu congratulo-me com o facto de a assembleia ter dado a uma mulher a oportunidade de desempenhar estas funções, e com todas as pessoas que não deixaram de votar nela em função do género. São essas pessoas que estão de parabéns. E não a senhora que defende um capitalismo idêntico ao que essas senhoras das fotos em cima defendem, e muitos, mas muitos homens também.
    O problema nestes elogios, é obviamente a visibilidade que lhe é dada e que parece dar a entender uma coisa que ela não é, ou camuflar o que ela é, uma ideóloga do capitalismo selvagem.
    No entanto só pelo facto de ela ter sido elogiada e aplaudida, também não me parece que seja motivo para, que a senhora não possa trabalhar com a mesma tranquilidade que todos os antecessores trabalharam, sendo-lhe exigida a mesma ética e as mesmas responsabilidades. Ou já agora mais ética, mais responsabilidade e mais democracia, porque foi nisso que os outros falharam.

  20. Abilio Rosa diz:

    O rEnato que me explique por que é que a Marine Le Pen, tem grande aceitação junto do eleitorado operário das cintiras industriais das principais cidades francesas?

    E meter aquelas «gajas» todas no mesmo saco, seria o mesmo que meter o Lula, o Obama, o Putin ou Sarkozy no mesmo saco!

    Discernimento, procura-se.

    • Renato Teixeira diz:

      O Abílio é que deve respostas. Afinal a sua visão encara a Assunção com melhores olhos do que qualquer esquerdista, género a, o ou x. Diga-me lá porque é que a FN cresce sobretudo onde o PCF era mais forte?

      • Abilio Rosa diz:

        A FN cresce porque o PCF aburguesou-se, social-democratizou-se e aderiu às tolas teses fracturantes. Tão só.

  21. armenio diz:

    ena, o renato a criticar o seu partido: o pcp (q ele votou nas eleições, por serem menos institucionais)

  22. Manuel Monteiro diz:

    Ora vamos cá a saber:
    Todas as mulheres-chefes que tive nas fábricas eram tão ou mais fodidas a mandar do que qualquer homem. Qual sensibilidade feminina, qual quê? O que elas exigiam aos operários, tal como os homens-chefes, era mais produção, mais bola baixa, mais submissão às leis repressivas do capital.
    Portanto, não me fodam, não venham cantar loas ao género, quando o que determina tudo é o lado da barricada em que as mulheres se situam.
    Depois esta Esteves que admiração nos pode suscitar? Passar de militante activa do MRPP, com o seu marido José Lamego, para alto quadro político do capitalismo, nas fileiras do PSD, é curriculum a saudar por alguém que tenha o mínimo de sentido de classe (Ó Abílio, vai-te catar…És um catavento pequeno-burguês…)

    Manuel Monteiro

  23. Manuel Monteiro diz:

    Susana
    É possível que seja ex. Não estou a par da vida da senhora, apesar de eu ter sido amigo do José Lamego, nos seus tempos revolucionários, quando abandonou o MR e aderiu à UDP, onde esteve pouco tempo…

    Manuel Monteiro

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