DEBATE E LANÇAMENTO DA CAMPANHA CONTRA O MURO QUE CERCA A PALESTINA

No dia 5 de Julho, pelas 21h30, vai realizar-se um debate sobre o Muro da Vergonha que separa a Palestina do resto do Mundo. Organizado pelo Grupo de Trabalho das Revoluções Árabes, formado nas Assembleias Populares do Rossio, esta iniciativa pretende ser o primeiro passo numa campanha que tem o objectivo de passar por várias cidades do país e agregar o máximo de pessoas e organizações na luta contra o muro e o bloqueio à Palestina. Divulga o cartaz pelas redes sociais, procura entre os teus contactos quem possa estar disponível para a campanha e vem contribuir efectivamente para acabar com os muros que ainda criam guetos em pleno século XXI. Juntos podemos fazer a diferença.

Publicado também na Rubra.

Descarrega o cartaz no site da Democracia Verdadeira Já.

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13 respostas a DEBATE E LANÇAMENTO DA CAMPANHA CONTRA O MURO QUE CERCA A PALESTINA

  1. josé diogo diz:

    Excelente iniciativa. E, já agora, uma sugestao: ler um poema do grande poeta da causa
    palestiniana que foi, que é Mahmoud Darwish .
    Aqui vai um cheirinho da sua poesia:
    (…)
    Assassinaram minhas alegrias,/ Sequestraram minhas esperancas,/ Algemaram
    meus sonhos,/ Quando recusei todas as barbáries/ Eles… mataram um terrorista
    Uma selecao de poemas deste poeta está editada em portugues na obra “O jardim Adorme-
    cido” editada pelo Campo das Letras.

  2. Sara diz:

    resistência internacional. modestos, sim senhor.
    DEBATE??
    convidam para o DEBATE pessoas com as mesmas opiniões.
    este debate não me parece muito INCLUSIVO.
    a VERDADEIRA DEMOCRACIA da resistência internacional: aliaram-se a uma opus dei militarizada e terrorista. gente progressista esta!!

    • Renato Teixeira diz:

      O Muro já tem fissuras fruto da resistência palestiniana e também da resistência internacional. Qual é a dúvida disso? Opus dei? Saberá ler?

  3. José diz:

    José, vá cantar loas a Israel ou apareça no debate. Para repetir o repetido, chega. – Renato T.

  4. Reginna Sampaio diz:

    Iniciativa brilhante , aqui do Brasil nos congregamos com a iniciativa de vocês . Um abraço irmão

    • Renato Teixeira diz:

      E porque não fazerem o mesmo por aí? Estou certo que em metade do tempo tinham mais do que o necessário para fazer chegar mais camiões e barcos às praias de Gaza. Abraço com cheiro de alecrim.

  5. Pingback: A PALESTINA AQUI AO LADO | cinco dias

  6. José Russell diz:

    É com grande pesar que constato que um movimento em que depositávamos grande
    esperança (a Acampada Lisboa), não passou de um breve fogo de palha…

    O nosso colectivo Infracções empenhou-se no debate “Muro da Vergonha”.
    O “grupo de trabalho das revoluções Árabes” representado por Renato Teixeira
    e Sérgio Vitorino, propôs o lançamento de uma campanha que , grande parte dos
    presentes, se disponibilizaram a apoiar depositando na mesa uma lista de contactos
    e-mail.
    Poder-se-ia ter dado início a uma rede para o efeito se os depositários da lista tivessem
    cuidado da sua inter conexão. Ao contrário, o único contacto de acesso (Acampada
    e movimento 19) , demonstraram ser, a partir de 5 de Julho, uma autêntica
    barreira intransponível.

    Desconhecendo nós a orgânica dos vários movimentos “M’s” associados à
    Acampada Lisboa, resta-nos perguntar aos Senhores Renato Teixeira
    e Sérgio Vitorino, onde está o vosso sentido activista, e também a vossa
    responsabilidade ética perante todos os presentes que se mostraram
    empenhados na causa?

    José Russell
    colectivo
    Infracções

    • Renato Teixeira diz:

      José Russell, tem toda a razão na crítica que faz mas não vejo onde é que o Sérgio ou eu temos mais direito à crítica do que cada uma das pessoas que demonstrou vontade em ajudar nas campanhas contra o bloqueio. Imagino que o colectivo infracções (que não me lembro de se ter apresentado como tal), tenha pelo menos feito como os outros, que mantiveram a sua actividade na luta pela libertação da Palestina. O resultado do debate produzido nesse grupo não foi consensual e não houve, ainda (espero), condições para grandes avanços face ao que foi falado. Cada colectivo continuou a fazer a sua rota, com destaque para o pessoal do norte, do grupo de acção palestina: http://5dias.net/2011/07/29/diario-de-uma-activista-na-palestina-vi-hebron-jerusalem-codigo-de-barras-apoio-urgente-ao-reconhecimento-de-um-estado-palestino/ Há que fazer com que o dia 15 de Outubro abra a porta a consensos mais consequentes.

      • José Russell diz:

        Está bem então retiro o Sérgio (que é do M12M) como alvo da minha crítica, mas não o retiro a si. E vou explicar melhor:
        Na mesa do debate “Muro da Vergonha”, o único representante notoriamente ligado à Acampada Lisboa (ou M19M), era o Renato. É verdade que o cartaz o nomeia como representante da Rubra, mas é público o seu envolvimento com a Acampada.
        Foi o Renato que expôs a única proposta do encontro, por sinal, proposta bastante objectiva.

        Uma parte significativa dos presentes, que seriam cerca de 50, aderiram à proposta. A prova de que aderiram, foi o facto de se ter passado um papel de mão em mão, onde os aderentes inscreveram os seus contactos. Essa lista ficou na mesa e foram informados
        os presentes de que o contacto charneira seria o da Acampada Lisboa, contacto que é público. Deveria assim ser a Acampada a fazer correr a informação de modo a conectar os vários aderentes em rede. E só a Acampada (aparentemente) guardou essa lista.

        Dito isto, digo ainda que agora sou eu que não percebo as suas palavras: «O resultado do debate produzido nesse grupo não foi consensual». Não foi consensual entre quem? Os constantes na lista não estavam todos de acordo em levar avante a proposta?
        Ou a falta de consenso foi decidida em assembleia da Acampada
        e à revelia dos “listados”?

        Como já disse desconheço a orgânica da Acampada, como tal só
        o vejo a si como alvo da minha crítica. Não era o Renato que representava a Acampada?
        Quanto a não se lembrar da nossa apresentação, pode pedir à Acampada que lhe encaminhe o correio que se destinava
        a ser-lhe entregue. A nossa apresentação está bem detalhada
        e foi enviada para os dois endereços, no dia 20 de Julho 2011
        ( a primeira).

        Quanto ao trabalho dos colectivos, estamos de acordo que « o pessoal do norte» (a GAP) tem uma acção de destaque.
        Estamos de acordo em que cada colectivo determine a sua rota. Não estamos de acordo quanto à obrigação dos colectivos
        relatarem aos outros colectivos as suas actividades. O colectivo Infracções fez seguramente menos que a GAP, mas temo
        que tenha feito mais do que a Acampada…

        Não pense o Renato que lhe fazemos um ataque pessoal. Nós reconhecemos o mérito do seu trabalho, na Rubra, no 5Dias,
        e até na participação e divulgação do movimento Acampada.
        O seu trabalho como activista poderá não se ficar pelo que conhecemos, mas esse é suficiente para nos merecer
        todo o respeito.

        Contudo achamos que a “falha” de terem desperdiçado o potencial de uma rede em apetência, é demasiado grave. E ainda por cima, parece-me que, por incúria. Dá ideia que o pessoal anda muito preocupado em reunir os consensos lá na assembleia do Rossio
        e não deixa ninguém a atender os telefones….
        neste caso os computadores…

        • Renato Teixeira diz:

          Insisto que tem razão na crítica, não no alvo. Todos os que fizeram parte do grupo de trabalho das revoluções árabes, e nesse sentido eu também, merecem a crítica. A falta de consenso diz respeito à vontade efectiva de se realizar uma campanha unitária contra o muro a Gaza. Uns preferem a campanha do boicote, outros ainda a luta institucional. A verdade é que não surgiram braços suficientes nesse grupo para, pelo menos nesta fase, dar passos mais significativos. Quanto a representantes, a acampada não os elegeu. Tomou a palavra quem quis, assim como a execução de tarefas. Não é verdade por isso que fulano seja mais ou menos responsável que cicrano.

          • José Russell diz:

            Está bem, então ninguém tem culpa….
            Mas eu também insisto:
            A Acampada, que é um conjunto de beltranos não fulanizados, não cumpriu o papel de interlocutor no fluxo comunicativo.
            Assim desperdiçou um momento raro
            (fruto da sua iniciativa, é certo):
            momento de reunião de agentes de opinião confluente, que sendo exteriores à orgânica
            “ grupo de trabalho Acampada”, se viram excluídos de uma potencial acção colectiva,
            com ou sem elementos da Acampada.
            Conclusão : o grupo de trabalho da Acampada deliberou sem tomar em linha de conta, os elementos exteriores à sua organização.
            Moral da história: não dá vontade de repetir
            a presença nas iniciativas da Acampada,
            para quem não se desloque a esse tipo de encontros para se informar (porque já sabe) ou vá ponderar (porque já decidiu).
            Mais produtivo seria que a Acampada promovesse cessões de esclarecimento para indecisos,
            que são muitos…

            Até amanhã , no Saldanha

          • Renato Teixeira diz:

            Vale sempre a pena. Amanhã no Saldanha e no dia 15 em São Bento.

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