Assunção Esteves

BE e PCP aplaudiram de pé a eleição de uma pessoa que apoia a troika, os cortes salariais, o FMI, o pagamento da dívida, a privatização da saúde, a desqualificação da educação. Todos nós trabalhadores, homens e mulheres, lamentamos. Eu, pessoa, confesso a minha indignação com este aplauso. Senti-me um bocadinho mais oprimida do que há uma semana atrás.

 

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56 respostas a Assunção Esteves

  1. João Pais diz:

    Pode-me dizer onde exactamente leu que essa era a posição de algum desses partidos? Obrigado.

    • António Figueira diz:

      Raquel,
      A Assunção Esteves foi eleita por 186 dos 230 deputados.
      Nada permite pensar que o Partido e o Bloco (16 + 8 ) votaram nela.
      Outra coisa é cumprimentá-la; mas não é por beber chá que um tipo se transforma em traidor de classe.
      Abraço, AF

      • Tomás Guevara diz:

        Perfeitamente de acordo

      • Raquel Varela diz:

        António,
        Há bons argumentos, mas eles não passam por meter nos outros palavras inventadas. Que como muitos aqui se escreva que era uma cerimónia, que era protocolo, que por ser mulher é progressista, isso são argumentos, com os quais eu não concordo. Outra coisa é dizer que eu disse que o PCP ou o BE votaram na Assunção Esteves. Eu disse, e mostrei, que aplaudiram de pé a mulher que apoiou a troika. E não gostei. É-me indiferente se quem nos lixa tem a voz doce e os cabelos loiros ou barriga e barba. São os nossos inimigos e como tal devem ser tratados. Pode haver várias maneiras de os destratar – mais ou menos tácticas – mas certamente que aplaudir de pé não é uma delas.
        Abç

  2. Abilio Rosa diz:

    Esta menina Raquel não sabe distinguir a politiquice duma cerimónia de boas vindas a quem vai ser Presidente do Parlamento onde se sentam os representantes do povo!…
    E a verdade é que Assunção Esteves é uma pedrada no charco do situacionismo vigente.

    • António Figueira diz:

      “Pedrada no charco do situacionismo vigente”?!
      O que é que o tio Abílio andou a beber??

      • Omega-3 diz:

        Ou a fumar….

        • Abilio Rosa diz:

          Sois esquerdistas e não vedes um boi à vossa frente!
          É melhor ver na Presidência da AR uma mulher ainda jovem, com ideias progressistas, ou ver um geronte mamão do sistema, seja ele do PSD ou do PS, como têm sidos todos os presidentes da AR?
          Com estes esquerdistas não passamos da cepa torta e do situacionismo!

          • António Figueira diz:

            “Uma mulher ainda jovem, com ideias progressistas”??!!
            Foi o loiro natural de Assunção Esteves que o deixou assim, de certeza…

  3. Caiano Silvestre diz:

    Esquerdismo . a doença infantil do comunismo ou como ser sectário numa só lição. Valha-nos alguma coisa…

  4. João Pais diz:

    De facto não sei onde leu do dito apoio… mau, a sério é o comunicado da UMAR!
    Seja como for, cá estaremos para ver quem combate (ou nao) a troika.

    • Youri Paiva diz:

      É a mesma coisa, a UMAR e estes discursos. É compreensível, sim!, mas e então? Vamos lá ser como os outros e dar os parabéns só porque sim?

  5. Filipe Martins diz:

    Só porque aplaudem, não quer dizer que apoiem a ideologia.

    Estou a ver que Raquel Varela, como comentadora, é uma mulher muito, mas muito sensível.

  6. Ilídio PG diz:

    Não creio que as bancadas do PCP, BE e PEV tenham votado nessa senhora. Acho que a Raquel Varela, que já por mais de uma vez disse que prezava a boa educação, está a confundir atitudes de cortesia com atitudes políticas. É por vezes muito difícil evitar um mínimo de urbanidade. Não é por aqui que se avalia da justeza e da firmeza de uma força política. Que a Raquel Varela lamente e se indigne com estas questões meramente formais (os aplausos), pouco mais que protocolares, é com ela. Mas por favor desabitue-se de falar em nome de todos os trabalhadores. A classe trabalhadora portuguesa não a mandatou para isso. Também sou trabalhador e não lhe passei nenhuma procuração. Encontra já em mim um contra-exemplo da generalização mais do que abusiva que faz dos seus estados de alma (“Todos nós trabalhadores, homens e mulheres, lamentamos”). Eu não lamento nada, já tenho idade e experiência mais do que suficiente para saber a que se deve ou não deve atribuir importância política. O resto é poeira, sensibilidade (artificialmente?) exacerbada e falta de maturidade política.

  7. Leo diz:

    Parece que a Raquel ficou chateada com a dupla derrota do Pedro Passos Correia, do PSD e do Nobre.

    Não admira de quem defende que desde o 25 de Abril andamos a ser roubados.

    Pois eu fiquei bastante aliviado com a tal dupla derrota.

    • António Figueira diz:

      Parece? A mim não me parece nada disso. O que tem o que a Raquel diz (por disparatado que seja) a ver com a derrota do Nobre e do Passos Coelho? Ou também acha que o júbilo pela derrota destes dois deve levar-nos a pensar que a eleição da Assunção Esteves é uma “pedrada no charco do situacionismo vigente”? Que patetice de comentário o seu…

      • Leo diz:

        Que complacência, António, então a Raquel não se sabe defender? Não sabe responder?

        Ou será que também o António ficou chateado com a dupla derrota do Pedro Passos Correia, do PSD e do Nobre?

        Eu bem sei que o Nobre foi mandatário do BE há menos de dois anos. A fulana é do PSD, mas não foram outros antes? Pelo menos ela respeita os partidos. É um grande avançp em relação ao Nobre.

        Eu, repito, fiquei bastante aliviado com a dupla derrota.

        • António Figueira diz:

          Eu, repito, fico impressionado com tanta tolice.
          Yeah, man, fiquei bué de chateado com a dupla derrota – ainda bem que estava cá o Leo, para topar a coisa.
          Apesar de sportinguista, às vezes apetece-me chamar-lhe Juve Leo – V. tem um nível intelectual parecido com o da malta do topo Sul.

  8. Miguel Cunha diz:

    Que posta mais cretina. O que é que quer dizer com este arrazoado? Que o PCP apoia troika, os cortes salariais, o FMI, o pagamento da dívida, a privatização da saúde, a desqualificação da educação? Tem alguma dúvida sobre a posição do PCP em relação a qualquer um destes assuntos? E o que pretendeu demonstrar com as hiperligações que deixou lá em cima na resposta ao João Pais? Ainda para mais, o mais provável é os deputados do PCP terem votado em branco. Sinceramente. Um gajo esforça-se para não a catalogar de antiPCP primária, mas assim é difícil. Que cretinice!

    • Renato Teixeira diz:

      Acho que não. Quer dizer simplesmente que aplaudiram. Parece-lhe bem? Boas salvas e parabéns a você.

      • Rocha diz:

        A Raquel aqui caiu no ridículo.

        Que a UMAR faça um comunicado com 3 grandiloquentes razões… a dizer-se “feliz” pela eleição de Assunção Esteves, tratando este assunto como uma vitória das mulheres (sem olhar à classe e à ideologia), é uma coisa.
        Sim isto merece crítica porque isto é um assumido festejar de uma vitória de direita e isto ajuda a vender a ideia que foi feito algo positivo pelas mulheres (embora seja apenas pelas mulheres burguesas).

        Que membros do PCP (e noto que os do PCP não se parecem levantar todos) e do BE no parlamento se levantem a aplaudir é mero cumprimento e não festejo, é uma simples questão de boas maneiras e é uma ninharia para alguém extrair qualquer significado político. Quantas vezes numa sessão de poesia, eu não gosto de um poema, mas aplaudo porque é mera cortesia.

        Talvez se devesse… simplesmente não aplaudir Assunção Esteves que vai ter funções meramente arbitrais (uma função que nunca vi a serem cometidos quaisquer abusos relevantes). Talvez os partidos de esquerda não devessem sequer falar com o Presidente da República. Talvez devessem fazer uma figurinha de amuados, eu “contigo não falo e nem sequer te digo olá” com todas as instituições da República e da democracia burguesa.

        Mas isso seria cair no ridículo.

  9. Miguel Lopes diz:

    Creio que eram escusadas todas aquelas mesuras – do aplaudir de pé aos discursos bajuladores -, porque nada daquilo é sincero, é tudo uma cerimónia de hipocrisia que eu, como militante de um dos partidos envolvidos, dispensava.
    Pode parecer uma questão menor, mas eu acho que a Raquel fez bem em recordar quem é a personagem e o que representa. E destas pessoas convém marcar a distância política, com urbanidade e tal, mas colocar a senhora no seu lugar.

    • António Figueira diz:

      Entre o esquerdismo hiperbólico da Raquel (“Nós, os trabalhadores, condenamos a miserável traição de PCP e BE!”) e o clamoroso desvio de direita do tio Abílio (“Assunção, uma jovem progressista!”) e do Leo (“Saudemos na eleição de Assunção a dupla derrota de Nobre e Passos Coelho!”), parece-me que o amigo encontrou o “juste milieu”. Bem-haja.
      AF

      • Leo diz:

        Era escusado contrabandear eu nunca disse “Saudemos na eleição de Assunção a dupla derrota de Nobre e Passos Coelho!”, limitei-me lembrar o óbvio, a dupla derrota de Nobre e Passos Coelho e a confessar o alívio que me causou essa dupla derrota.

  10. A.Silva diz:

    Eu cá gostei da eleição da Assunção Esteves… prontos gostei! sempre é daquelas coisas que nos fazem pensar no segundo orgão de soberania portuguesa de uma forma diferente, mais fresca,sei lá,… aqueles óculos tipo Andy Wahrol ficam-lhe tão bem.
    Tirando isso, é mais uma representante do capitalismo! E contra o capitalismo, a luta continua 🙂

  11. Manuel Monteiro diz:

    Aquela merda da Assembleia da República é mesmo um ninho de lacraus e a Esteves não passa de uma arrependida esquerdista do MRPP
    Tenho dito (que é como se diz lá no ninho de vespas…)

    Manuel Monteiro

  12. NR diz:

    Se eu, por mero acaso, discordasse uma vírgula de um qualquer ponto da profunda linha de argumentação da brilhante Raquel Varela, seria imediatamente uma pessoa a abater. Os aplausos e elogios por parte da bancada do BE e do PCP relativamente a Assunção Esteves, uma pessoa que ao que parece apoia “a troika, os cortes salariais, o FMI, o pagamento da dívida, a privatização da saúde, a desqualificação da educação”, torna imediatamente as bancadas do BE e do PCP em bancadas que apoiam “a troika, os cortes salariais, o FMI, o pagamento da dívida, a privatização da saúde, a desqualificação da educação.” Não há menor dúvida relativamente a isso.

  13. scriabin diz:

    O trabalhadores, homens e mulheres, incluem os pequenos empresários com potência energética até 5 kva e agricultores com terras até dois hectares e cinco cabeças de gado? Eu, pessoa, com interesse na coisa que não interessa agora, acho que era bom ser-se preciso na taxonomia, para se saber até que ponto uma pessoa se deve sentir mais ou menos oprimida do que há uma semana atrás. Até agora, assinalo o facto assinalável e suspeito de termos a primeira presidente de AR do mundo inteiro que é esteticamente uma simbiose do Warhol com o Luis Fazenda.

  14. Luís Filipe diz:

    Já agora, Renato Teixeira, se me pode esclarecer, uma dúvida…

    A que horas e onde é que é a revolução permanente?

  15. Leo diz:

    “Senti-me um bocadinho mais oprimida do que há uma semana atrás.” choraminga a Raquel.

    Claro, como eu a compreendo, sentia-se muito melhor se tivesse vingado a candidatura do colega do populismo anti-partidos. Mas esse, felizmente foi derrotado e logo duas vezes seguidas.

    Uff! Que alívio senti!

  16. Dos 230 deputados, um teria que ser presidente do parlamento, e este necessitava da maioria absoluta dos deputados presentes. Como o BE e o PCP valem 24, o “chefe” seria sempre de direita. A partir daí, independentemente do nome eleito os deputados só teriam de aplaudir: um gesto de cortesia, apenas.

  17. Casimiro diz:

    Este Post fez-me lembrar um acontecimento com alguns anos e que, confesso, já estava um bocadinho esquecido. Era uma vez um partido com dois jovens e brilhantes deputados (os quais faziam, na altura, parte da “vanguarda” e lhes auguravam um grande futuro) a saber Maria Santos (lembram-se?) e Herculano Pombo. Pois um belo dia um senhor chamado Jonas Savimbi veio a Portugal e foi visitar o Parlamento. Reunião de imediato para ser decidido se o partido iria ou não receber a Personalidade. Prós, contras e o Deputado diz mais ou menos o seguinte: “Vamos sim senhor, já apertei a mão a tanto filho da puta e este é só mais um…”. E foi. O final da história é conhecido. Uns tempos depois ele era vereador em Sintra (por quem, por quem?) pelo PS e ela era deputada (de quem, de quem?) do PS. O que andam a fazer agora não faço ideia. Por isso, saudo o Post da Raquel… não havia necessidade de aplaudir de pé a eleição da senhora.

    • Leo diz:

      “não havia necessidade de aplaudir de pé a eleição da senhora.” ???

      Não foi aplaudida de pé a eleição do Jaime Gama? Estou apenas a perguntar, não me lembro mesmo.

      Mas se partirmos do princípio que foi, porque é que então a Raquel não levantou a questão? É que não me lembro de alguém ter levantado então tal questão.

      Não estará agora a Raquel a embarcar em ódios velhos? Não sei porquê mas é a isso que me cheira toda esta tolice.

      • Casimiro diz:

        Não, não havia! E, não, não é uma tolice. É mais do que hora de dizermos a esses meninos que nos (des) governam que são nossos inimigos de classe e que estamos contra tudo aquilo que eles defendem e que vamos fazer valer isto em todos os lugares onde eles e nós estivermos!!!! E que de certeza não batemos palmas a quem (emocionadamente) agradece em particular ao “PSD que me deu tudo o que tenho e me fez chegar onde cheguei”. Basta de hipocrisia.

  18. Pingback: De pé famélicos da terra… são gajas! | cinco dias

  19. Sara diz:

    António Figueira

    “Outra coisa é cumprimentá-la; mas não é por beber chá que um tipo se transforma em traidor de classe.”


    Evite os chás e os comunistas pacóvios e reacionários (fascistas). Assim não traí ninguém.

    • Leo diz:

      “Evite os chás e os comunistas pacóvios e reacionários (fascistas). Assim não traí ninguém.” ????

      Presumo que acha isto engraçadinho, certo? pois eu não acho.

  20. Sara diz:

    A Assunção, além de competente e brilhante, tem um carisma inconfundível. Suave. A Lady, in other words. Excelente escolha de PPC. Meteu o pé na poça com aquele insipido do Nobre mas acertou em cheio à segunda. Espero que lhe sirva de lição. Erro de casting, de menor importância.

  21. Tiago B. diz:

    Não percebo tanta discussão. Se a Raquel Varela disse é porque está correcto, entretanto voltemos para a acampada do Rossio, fazer a luta sentadinhos a discutir de como se faz a limpeza e decoração do espaço. Mas espera… está muito calor. Se calhar é melhor fazer a luta em casa a mandar posts para a “blogosfera”. Os traidores comunistas que se levantem de manhãzinha para ir para as portas das fábricas distribuir documentos aos trabalhadores a apelar à luta, que a Raquel Varela e todos os outros grandes construtores da mudança ficarão a apelar ao “tudo ou nada” e a construir teorias sobre a grande revolução necessária – à sombra claro, que o sol agora não está para aventuras.

  22. Estebes diz:

    Que mal vos fez a troika?

    Sem ela, não haveria mais euritos para os pópós, quiçá, para os cafezitos da auto-dita classe trabalhadora…

    …que quando os patrões lhe propõem horas extraordinárias, como quem dorme menos horas por noite porque trabalha, às vezes, 18 horas por dia de trabalho, sem sábados, domingos, feriados ou dias de folga adicionais, para se asssegurar que os seus dependentes têm com que pagar o curso de inglês dos meninos…

    …dizem não, muito obrigado que amanhã tenho que ir trabalhar para o bronze e hoje vou p’ra naite!

    Tenham vergonha, chamem classe trabalhadora a quem trabalha e produz riqueza, não aos pseudo revolucionários ou tach(x)istas do costume que só conseguem sobreviver à pala do subsidiozito que lá vai caindo das mãos de quem contribui, quem trabalha mesmo, contribuintes…

    nós classe trabalhadora… tenham juízo! LOL 😀

    (Enxerguem-se! Ide ao oculista mas não para os Ray-Ban que viram no pequeno – muito pequeno mesmo – écran da tolice 🙂

  23. Estebes diz:

    PS que serve (apenas) de Errata: Meu nome é Estebes Verdades e referia-me aos último modelo Ray-Ban.

  24. susana diz:

    Eu sou trabalhadora e não lamento. Fiquei muito satisfeita, por isso fale por si!

  25. susana diz:

    É de uma ignorância EXTREMA não perceber que um presidente da Assembleia, enquanto assume as suas funções enquanto tal, deve ser imparcial. Por isso não me venham com tretas de direitas e esquerdas!!! Muitos aqui estão é a ficar lolés da cabeça… Tudo serve para atirar biscaites….
    Olhem para os vossos partidos e como se estão a desmoronar mas é!!! E se se estão a desmoronar é porque estão repletos de pessoal como vocês armados em “eu é que sei e os outros são burros”! Saiam de Lisboa e vão para o interior falar com as pessoas, pode ser que fiquem um pouco mais humildes.

  26. Catarina diz:

    Enfim, por este tipo de mentalidade cretina é que o PCP + BE tiveram os resultados minorcas que tiveram…
    Ah e gostava de saber o que é um “trabalhador”?
    A partir de que ordenado é que se deixa de ser um “trabalhador”?

    Se tiverem um amigo a lançar um negócio, deixam de lhe falar por o considerarem traidor?

    Emigrem para Cuba, pode ser que sejam lá mais felizes e que se integrem mais facilmente do que cá…

    (Mas o post soa-me também a ressabiamento de gaja com dor de cotovelo… Dizem que é natural entre as mulheres… Eu acho lamentável.)

  27. Adelaide diz:

    Fiquei muito feliz. Depois de 100 anos de República já era mais do que tempo de termos uma mulher como Presidente da Assembleia. E, apesar de ser de um partido situado nas antípodas, reconheço na Assunção Esteves capacidade e inteligência. Bem como na Assunção Cristas. Precisamos de mulheres (e homens) com garra e inteligência, e em todos os quadrantes políticos.
    Essa de que as mulheres só são feministas quando são de esquerda é de bradar aos céus. O feminismo bom e o mau…Que ideia tão provinciana!

  28. João diz:

    Tenho lido assiduamente este blog e, de entre muitas coisas que não concordo, esta foi um cúmulo. Ainda que comentadores políticos como o autxr deste post, tentem consecutivamente trazer para o debate político críticas, opiniões, constatações, indignações (etc.) que têm sempre como fundamento a cor partidária de determinado acto ou posição de um partido político (sobretudo o Bloco de Esquerda e o PCP), penso que antes de qualquer comentário é necessário, como diz o ditado popular, “pensar duas vezes”.

    Assim, indo directamente ao assunto, com o comentário que faz: “apoia a troika, os cortes salariais, o FMI, o pagamento da dívida, a privatização da saúde, a desqualificação da educação”, revela além de tudo uma extrema ignorância constitucional e da função da Presidente da Assembleia da República (o termo ignorância não tem qualquer intenção de insultar o autxr do post) e, por isso mesmo, aconselhava-x a realizar uma pesquisa para se elucidar relativamente ao assunto.

    Contudo, penso que o trunfo que poderia utilizar para refutar (facilmente) o meu comentário, era dizer que o Presidente da Assembleia da República, em casa de necessidade e sendo o 2º “rosto” institucional da República Portuguesa, iria, por direito, ocupar o cargo do Presidente da República através de substituição interina. Ainda assim, como deve saber, o PR deve, no nosso sistema de governo, desempenhar um papel de moderador e de árbitro das divergências institucionais entre os diversos órgãos, não devendo entrar em conflitos institucionais ou de cariz político.

    Assim, e para terminar, gostaria de salientar que o gesto de tanto dos deputados do BE como do PCP revelaram um fair-play político notável e, mais positivo que isso, aplaudiram (se aplaudiram) uma pessoa que, tendo estudado direito, apresenta conhecimento jurídicos que lhe possibilitam exercer um cargo digno da posição do Presidente da Assembleia da República, ao contrário do que acontece com o ex-candidato Fernando Nobre.

    (Apenas um conselho: vejo neste blog diversos comentadores fazerem referência à necessidade da esquerda se unificar, nesta luta que, a cada dia que passa, se torna mais necessária. Assim, aconselho que aqueles que defendem essa necessidade, comecem por trabalhar nesse sentido, parando de realizar apenas comentários destrutivos, baseados em falsas premissas e, mais grave que isso, erradas.)

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