“Democracia Verdadeira Já” e “Homens da Luta” na tomada de posse do XIX Governo “Constitucional” (actualizado)

Eles tomaram posse mas fomos nós a fazer a festa. E ainda houve tempo para barricar o ministro das finanças, não fosse ele ficar com dúvidas face à natureza do imbróglio em que se decidiu enfiar.

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4 respostas a “Democracia Verdadeira Já” e “Homens da Luta” na tomada de posse do XIX Governo “Constitucional” (actualizado)

  1. Joao diz:

    Barricar o ministro das finanças… Oubelá, que totil… Muito cool… E a seguir foram fumar umas charradas?
    O que vale é que durante o verão, vocês estarão entretidinhos com os festivais de musica… A gastar o dinheiro dos pais. Em cerveja. E charros.
    Por vocês, fazia-se tudo para sair do euro e depois com a desvalorização da moeda, quem tem empréstimos bancários vai-se lixar à grande mas vocês querem lá saber, os pais sustentam-vos na boa vida… Mesmo que para isso eles tenham de fazer sacrifícios que vocês se recusam a fazer.
    Se se juntassem para criar uma empresa, isso sim era lutar!!!

  2. E que grande barricada, hein?

    Sinceramente, achei tanto a pseudo-barricada como a pseudo-manifestação festiva de recepção ao novo Governo um tanto RIDÍCULAS.
    A ideia da barricada é boa, obviamente, mas com 4 pessoas não se faz grande coisa (fica a questão: porque é que estavam apenas 4 pessoas? com assembleias com dezenas de pessoas, com uma manif com quase 500 pessoas nem tinha feito dois dias, porque é que não se mobilizou mais gente?). Já a forma como foi feita a recepção ao governo… enfim, mais valia estar quieto. Andar a gritar “viva o desemprego”, “viva os cortes” até pode ser engraçado mas, convenhamos, não faz lá grande sentido. Até pode ajudar a luta, e é altamente fazer manifestações grandes e tudo mais, mas é preciso começarmos a clarificar os nossos objectivos.
    Se é só para passar uns tempos porreiros, andar aí a fazer manifs porque sim, com centenas ou milhares de pessoas, e para aparecer na televisão, pá, então não, obrigado. O que é preciso é, realmente, lutar para que se mude alguma coisa. E não é atrás dos Homens da Luta, a repetir as barbariedades que eles dizem, que se vai conseguir algo.

    E não estou a dizer para ir já receber os palhaços que nos andam a foder a vida com pedras e molotovs, mas é preciso um mínimo de seriedade. Simplesmente, peço que aprendamos algo com os nossos irmãos espanhóis, que receberam os governos eleitos de forma pacífica mas convicta, determinada. Nós não, parece que estamos a festejar a eleição daqueles palhaços que não representam ninguém para além dos políticos e dos grandes empresários e banqueiros. Parece que, para nós, é só uma brincadeira.
    O que é, sem dúvida, ridículo. Quanto mais não seja por uma coisa muito simples: há pessoas neste país a passar fome. E ainda há o descaramento de gritar “Viva o Desemprego”.

    Puta que pariu.

  3. Luis Santos diz:

    Incrível como conseguem deitar abaixo qualquer aspecto sério de uma manifestação. Já tenho dúvidas se eles são mesmo ‘homens da luta’ a favor do povo, ou se serão agora uns tipos pagos para descredibilizar qualquer ideia de manifestação e de protesto.
    Porque estas acções ridículas e de perfeita palhaçada é que levam a retirar a ilação de que quem se manifesta é uma cambada de gente que só gosta de vinho e cerveja, dos charrinhos, dos ajuntamentos na praça do Rossio, das noitadas fora a dormir na rua, porque até tem piada, afinal podem sempre regressar à cama fofa e quente quando quiserem, ao contrário daqueles que, infelizmente, vivem mesmo na rua.
    Porque não vão trabalhar? Muitos dos vossos pais e avós sacrificaram-se, sujeitaram-se a trabalhos sem qualificação, mas trabalharam. São finos demais para aceitar qualquer coisa? É porque não necessitam, têm quem lhes coloque comida na mesa.

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