Faço questão de não partilhar o meu espaço com senhores da guerra. Nem dos mal encarados, nem dos apóstolos da democracia das bombas. Adeus que já vai tarde!

(Não entregaremos nem uma vírgula aos senhores da guerra)

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , , . Bookmark the permalink.

68 Respostas a Faço questão de não partilhar o meu espaço com senhores da guerra. Nem dos mal encarados, nem dos apóstolos da democracia das bombas. Adeus que já vai tarde!

  1. José diz:

    “Faço questão de não partilhar o meu espaço com senhores da guerra. Nem dos mal encarados, nem dos apóstolos da democracia das bombas. Adeus que já vai tarde! (Não entregaremos nem uma vírgula aos senhores da guerra)”

    Certo. Daí, Kadahfi forever!
    Ele há mesmo quem goste de declarações grandiloquentes, mas vazias de substância, e incoerentes na primeira esquina.
    Líbia 2011 não, Afeganistão em 1979 sim?

    • Karl diz:

      Ó Dr. José! Mas não sabe que essa intervenção foi a pedido do legítimo (e nada fantoche) governo afegão? Anda distraído…

    • Pedro diz:

      Ehhlá!! Foi necessário recuar 32 anos para encontrar a primeira esquina?

      Umas vezes prestidigitiza-se no espaço, outras no tempo, por vezes nas duas!

      • José diz:

        Pedro, o meu ilusionismo, consigo, é mesmo na sua cidade natal de Volvogrado.

      • JDC diz:

        Há uma bastante mais recente: Rússia, Georgia e Ossétia. Não me lembro de ver este blog a criticar a intervenção armada de uma potência estrangeira num estado soberano. Mas isto sou eu que, provavelmente, andei distraído na altura…

        • Pedro diz:

          Georgia fired first shot, say UK monitors

          HOW FIGHTING BROKE OUT

          August 7, 3pm: OSCE monitors see build-up of Georgian artillery on roads to South Ossetia.

          6.10pm: Russian peacekeepers inform OSCE of suspected Georgian artillery fire on Khetagurovo, a South Ossetian village.

          7pm: Georgia declares a unilateral ceasefire.

          11pm: Georgia announces that its villages are being shelled and launches attack in South Ossetia.

          11.30pm: Georgian forces bombard Tskhinvali.

          11.45pm: OSCE monitors report shells falling on Tskhinvali every 15-20 seconds.

          August 8, 12.15am: Commander of Russian peacekeepers reports that his unit has taken casualties. Russia later announces that it has invaded Georgia to protect civilians and Russian peacekeepers.

          • JDC diz:

            o que aqui se tem discutido não é quem disparou primeiro. O que se tem discutido é se potências estrangeiras têm o direito de intervir militarmente num país soberano. A ossetia do sul era, para todos os efeitos, território georgiano. A georgia não atacou território russo. Desta forma como se justifica a intervenção russa? Proteção dos civis contra o exército? Onde já ouvi isto?

          • Pedro diz:

            Quis apenas chamar a atenção que manter um paralelo entre a Libia 2011 com Georgia 2008 é como confundir a estrada da Beira com a beira da estrada.
            Na pequena cronologia:
            Presença de observadores externos ao conflito (OSCE). Presença de uma força de interposição. Presenças que puderam validar a substância dos acontecimentos, e adicionalmente, pôr em causa a versão corrente nos meios de comunicação que deram inicialmente como os elementos destabilizadores as tropas Russas.

            Nada disto ocorreu na Líbia, no ínicio das hostilidades, os meios de comunicação amplificaram, sem contraditório, informação divulgada via twitter e outras redes sociais, muitas das quais não se tendo verificado por fontes minimamente fiáveis.

            Está por demonstrar que o caso da Georgia tratou-se de uma ingerência externa, havendo inclusivamente dados em contrário.

            Enquanto o caso da Líbia a ingerência externa está em todas as esquinas.

            Libya’s opposition to get more than $US1bn

            Libyan rebel group sells first oil to U.S.

          • José diz:

            “Está por demonstrar que o caso da Georgia tratou-se de uma ingerência externa, havendo inclusivamente dados em contrário.”

            Tem razão. Foram os georgianos que se vestiram de soldados russos, pediram-lhes emprestados uns tanques e uns aviões e desataram a invadir o seu próprio território, matando civis seus compatriotas, violando as suas irmãs e destruindo as suas próprias casas.

            Divertidos, alguns argumentos deste Pedro.

          • Pedro diz:

            O José e a teoria da conspiração!

    • Pedro Penilo diz:

      Não me conhece de lado nenhum, José! Não sabe de mim nada para inventar o que quer que seja. Mas já que meteu a sua colherada, diga o senhor: para si é Líbia, sim; Afeganistão, sim? ou Líbia, sim; Afeganistão, não?

      Não é uma declaração grandiloquente: é genuína repulsa.

    • Leo diz:

      “Certo. Daí, Kadahfi forever!” ???

      Se for essa a vontade dos líbios, porque não? O conflito é inter-líbio compete a eles e só a eles resolverem-no. Seja de que modo for.

      E o que é que tem em comum o Afeganistão em 1979 e a Líbia em 2011? Rigorosamente nada, como sabe.

      Num caso tratou-se de um pedido normalissimo de ajuda entre dois países soberanos no âmbito de um acordo bi-lateral. No segundo caso trata-se duma agressão nua, descarada, ilegal, ilegítima dos USA, França e Grã-Bretanha e da NATO sobre um país soberano e independente e que não por acaso ocupava o 1º lugar do Índice de Desenvolvimento Humano do PNUD em África e Médio Oriente.

      • José diz:

        “Num caso tratou-se de um pedido normalissimo de ajuda entre dois países soberanos no âmbito de um acordo bi-lateral.”

        Outra pessoa diria que brincava. Consigo bem sei que não. como também sei que o governo afegão em 79 era tudo menos legítimo, ou o como o assassínio do presidente afegão da altura foi obra soviética.
        Ou que também sei que, ao contrário do que diz, a intervenção na Líbia é uma acção das Nações Unidas.
        Claro que o facto de a Líbia ficar atrás de Israel, EAU, Qatar, Bahrein e Kuwait no índice de desenvolvimento humano em “África e Médio Oriente” não acrescenta qualquer argumento, como tal aconteceria acaso tivesse ficado no tal 1º lugar.

        • Leo diz:

          Confirma pois que a Líbia está em termos de índice de desenvolvimento humano da ONU à frente de 53 países países independentes africanos e de 13 países do Médio Oriente. Isto é num total de 75 países a Líbia está à frente de 66.

          E embora não goste do governo de Afeganistão de 1979 (por isso lhe chama ilegítimo) ele era o governo legítimo de um país soberano e independente e exerceu um direito legítimo e correcto ao pedir auxílio ao abrigo de um acordo bi-lateral.

          Quanto a quem está a agredir a Líbia é agora a NATO depois de USA, Grã-Bretanha e França a terem bombardeado.

          E bem pode tentar esconder-se por detrás da Resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU quando a denúncia destes abusos é feita por outros Estados-membros desse Conselho de Segurança – Rússia, China, Índia, Brasil e África do Sul, nomeadamente – e em parte alguma dessa Resolução sequer encontra referência à NATO.

          • José diz:

            “ocupava o 1º lugar do Índice de Desenvolvimento Humano do PNUD em África e Médio Oriente.”
            “Confirma pois que a Líbia está em termos de índice de desenvolvimento humano da ONU à frente de 53 países países independentes africanos e de 13 países do Médio Oriente. Isto é num total de 75 países a Líbia está à frente de 66.”
            Primeiro diz uma coisa, depois, sem se corrigir, diz outra.
            Para mim tudo bem, mas de credibilidade estamos falados.
            O governo legítimo afegão foi derrubado por um golpe de estado levado a efeito pelos soviéticos, assassinando o presidente. Os próprios russos já o admitem. O Leo não.
            Não me escondo. Apenas afirmo que concordo consigo: Líbia nada tem a ver com Afeganistão de 79.
            A intervenção da primeira é uma intervenção legal das Nações Unidas.
            A segunda foi uma invasão e uma intromissão da URSS na política interna de um partido irmão e de um país soberano e independente.

          • Pedro Penilo diz:

            Já se percebeu: é um apoiante do bombardeamento da Líbia pela NATO. Mas, sem argumentos, refugia-se no Afeganistão, há 32 anos atrás. Não havia esconderijo mais pertinho? Todos os países fora da NATO, como a Organização de Estados Africanos, já exigiram o fim dos bombardeamentos. O Conselho de Segurança da ONU não é a ONU. Esta guerra nunca passaria na Assembleia Geral. O Conselho de Segurança é um directório de potências neocoloniais. E procedem a um novo avanço na rapina.

          • . diz:

            ahahah…há pouco estava em 1º lugar, agora em 75 está à frente de 66 :))
            ó leo não estás a misturar o festival da eurovisão nisto?

          • José diz:

            A ONU solicitou a intervenção.
            Há países que votaram a favor e outros contra.
            Se não sabe como funciona a ONU é verificar os seus estatutos.
            Se não concorda com a existência da Onu está no seu direito, eppur si muove.
            “Todos os países fora da NATO, (…) já exigiram o fim dos bombardeamentos.”
            Isso é falso, você sabe-o.
            “Mas, sem argumentos, refugia-se no Afeganistão, há 32 anos atrás. Não havia esconderijo mais pertinho?”
            Quem não tem argumentos é o Pedro, quem não respondeu à minha questão foi você.

      • “governo legítimo” e “pedido de ajuda” origina bombardeamento. Que bela linha de argumentação, Leo. Confesso que tinha saudades…

        • Daqui deduzo que se o “governo legítimo” português efectuasse, por qualquer motivo, um “pedido de ajuda” para uma acção armada americana lhe iria parecer muuito bem. Ouve-se cada uma…

          • Leo diz:

            Deve estar a referir-se às atrocidades cometidas pelos mujahideen financiados, treinados e municiados pelos USA e ISI paquistanesa de acordo com o plano de Brzezinski que Carter aprovou. Mas esses eram o equivalente de então aos contra-revolucionários líbios actuais.

            Parece-me congelado no tempo. A guerra fria já lá vai há duas décadas. E parece esquecido que o legítimo governo da República Democrática do Afeganistão até sobreviveu em três anos a própria URSS.

            Se se debruçar com olhos de ver sobre a história descobrirá que é como lhe estou a dizer.

          • José diz:

            “Parece-me congelado no tempo.”
            :)
            Para quem defende a URSS, ter uma afirmação dessas é de grande lata!
            A diferença é que não tenho tacticismos como existem aqui no 5 dias, ou, pelo menos, nalguns dos autores do 5 dias: apoiei a intervenção do Vietname no Cambodja – ilegal à luz do direito internacional, mas legítima face aos direitos humanos – e apoio a intervenção da ONU na Líbia.
            Repudiei a intervenção norte-americana ilegal em Grenada, tal como a intervenção ilegal soviética no Afeganistão.
            Você, provavelmente, apoia apenas as intervenções do Vietname e da URSS, repudiando as outras. Tacticismos levam à incoerência e ao descrédito.

      • fernando vasques diz:

        “Se for essa a vontade dos líbios, porque não? O conflito é inter-líbio compete a eles e só a eles resolverem-no. Seja de que modo for.”

        Entre o preto e o branco há toda uma tonalidade de cinzentos que os preconceitos das cartilhas ideológicas não contemplam. Embora me cause bastante incómodo a intervenção da NATO na Líbia, porque motivada pela defesa dos interesses económicos do Ocidente e não por razões humanitárias, logo hipócrita, não me deixam de vir à memória os conflitos no Ruanda e na Bósnia. Em ambos os casos a comunidade internacional, ciente do genocídios que estavam a ser perpetuados sobre os tutsis e sobre os bósnios muçulmanos, decidiu ignorá-los e não intervir (género,”o conflito é inter-“eles “compete a eles e só a eles resolverem-no. Seja de que maneira for”). Considerando que é um exercício extremamente saudável tentarmos colocar-nos nos sapatos dos outros, a questão que se me coloca é a de que se eu fosse tutsi ou bósnio muçulmano sentiria repulsa se os imperialistas ou quaisquer outros istas intervissem no meu país para pôr cobro às acções dos hutus ou dos sérvios deste Mundo. Acho que não, para ser honesto.
        A vida é fodida e em cada uma das suas putas esquinas há armadilhas que colocam em causa as nossas convicções. Eu também não gosto da Polícia mas se for ameaçado de morte ou assaltarem-me a casa recorro a ela, como qualquer um de nós aliás.

    • A.Silva diz:

      josé tire as palas, há mais cores que branco e preto!

      • José diz:

        Hmmm… queria dizer as lentes?
        E a cor das intervenções soviéticas é diferente da cor das intervenções ocidentais?

  2. zé neves diz:

    pedro, não achas que este teu post transpira demasiado ódio?

    • Pedro Penilo diz:

      Chama-se indignação. E repulsa. Todos a ela temos direito. Ou as tuas tendências libertárias estão assim tão amestradas? (Fazes favor, não te ponhas tu também a defender o bombardeamento da Líbia…! Um abraço)

      • zé neves diz:

        Pedro, tendências libertárias e agressividade não são a mesma coisa. E não é preciso concordar ou discordar das posições do Jorge Palinhos ou do Rui Tavares sobre a Líbia para criticar o tom do teu post.
        abraço

        • Pedro Penilo diz:

          Ora, leste-me mal, pois eu também não disse isso. Qual é o problema do ódio, indignação, repulsa? Estás a fazer um esforço para não pensar, Zé Neves: “…tendências libertárias e agressividade não são a mesma coisa.” – Mas que raio de confusão é esta? O que me espanta é que tu, ainda por cima um libertário, apareças agora a dizer “sejam amigos”, e a exprimir espanto e incompreensão por esta coisa das pessoas terem emoções fortes. As emoções fortes são ilegítimas? Mesmo quando o tema é “a guerra” (bombardear e ser bompardeado).

          • zé neves diz:

            Pedro, nem o Rui Tavares nem o Jorge Palinhos são senhores da guerra. Dizê-lo é preferir insultar a discutir. Seria o mesmo que achar que quem é contra a intervenção é a favor do Khadaffi.
            abç

          • Pedro Penilo diz:

            Pois era… Mas o problema é que Rui Tavares foi mesmo a favor da intervenção, nos termos e com os protagonistas das “intervenções” que nos enchem os telejornais, pelo menos desde que eu nasci. O Iraque também tinha uma zona de exclusão aérea…. (E já agora, tem o Rui Tavares tão pouca imaginação, que não lhe ocorram dezenas de outros lugares para começar aí a bombardear à fartazana???!!! Não é um homem de princípios, de fé na justiça do Ocidente? Onde estão as fantásticas propostas dele a uns bombardeamentos a Israel, por exemplo? É complicado? Não aprovavam? Mas então Rui Tavares só quer bombardear o que a NATO lhe parece?). ”

            Senhores da Guerra” não é um insulto. Se eu quisesse insultar tinha outros recursos. Senhores da Guerra são os que seguindo a lógica da cruzada ocidental, TOMAM DECISÕES, ORDENAM, MANDATAM. Foi isso que Rui Tavares fez. Jorge Palinhos, não ordenou, não mandatou. É um cúmplice moral, vá. Mas quis exprimir a minha indignação, chamando os senhores pelos nomes. (Estamos a falar de GUERRA, recorda-te! Bombardear e ser bombardeado.)

          • João Valente Aguiar diz:

            Zé, mas a escolha do termo de “carrasco” é, no mínimo, muito muito infeliz. E nestas coisas as palavras contam muito.

        • o anarquista verde diz:

          o Palinhos, provavelmente motivado pelo Villas Boas e pelo Tavares, decidiu sair dum blogue onde ninguém sabia que ele estava…

          eu acho que o Neves, Zé (figura incontornável da blogosfera nacional e muito amigo pessoal de muita gente que conta) devia desde já dar a mão ao Palinhos e convidá-lo para o Vias de Facto…

          parece-me claro que o Palinhos no seu primeiro e último texto no 5Dias dá provas da sua elegibilidade para figurar ao lado de figuras da dimensão de um Tunes, João ou de um Serras Pereira, Miguel.

    • Carlos Vidal diz:

      Este tipo é mesmo o zé neves que eu conheço, que responde “sim/não” a tudo?
      A ser assim, ó camarada do Mexia, porque é que o Pedro não pode escrever este justíssimo post?
      (diga sim/não outra vez.)

      • zé neves diz:

        Carlos Vidal,
        Já disse que na próxima exposição da EDP em que eu participe, a haver, sugiro que, em vez de pedir ao PCP uns quadros do Álvaro Cunhal para mostrar ao público, se peça à Fundação Serralves que empreste uns bonecos teus. Não sei é se vão ser tão camaradas para o Mexia como o PCP teve a gentileza de ser ao emprestar os seus quadros. Isso e pedirmos um texto para catálogo a ti, em lugar de pedirmos ao José Barata-Moura, como desta vez.

        • Carlos Vidal diz:

          Então, vamos lá ver:
          “Se,…………………….., então sim.
          Se, …………………….., então não. O que não significa que quer a primeira quer a segunda resposta não tenham ambas um fundo de veracidade ou pertinência. Uma vez que afirmar X também é um pouco a X retirar a benevolência de que se reveste. E se de tal se reveste, é porque a resposta “Não” me parece a mais interessante e correcta, apesar de inaceitável.”

          Vives disto há anos, pá, topo-te à légua.
          Chama-se a isto vazio pomposo e enfatuado. Circularidade cabotina. Poderia ir buscar dezenas de exemplos se estivesse para aí virado. Limito-me a ler e a rir.
          Nem uma ideia, antes pelo contrário.

          • zé neves diz:

            isso vidal, “nem uma ideia, antes pelo contrário”, com as vírgulas no sítio certo e tudo. mas vê o teu caso: por um lado comunista, por outro estalinista. como queres que a malta abdique de cultivar uma sensibilidade ambivalente? anda, filho, até tu tens salvação. passa melhor.

          • Carlos Vidal diz:

            Estamos no seguinte ponto: o “vazio pomposo” com que caracterizo o teu costumeiro “sim/não”, onde não há uma única ideia, já passou a ser usado na blogosfera, e nos teus comentários poucos são eles onde esta caracterização não surge: foi em cheio, pá. A partir de agora, tendo eu acertado na caracterização, vais ler muito isso nos teus posts. Estou quase certo.

            Não és capaz de fazer veicular/expressar uma ideia que passe por linhas de marcação/expressão/demarcação/complexificação, apenas te resta a “ambivalência” no seu registo mais débil e elementar.

            Não faço bonecos, Serralves não tem bonecos meus, faço fotos de gajas, de grande formato, e com acertos de casting impressionantes!

            Por fim, terminemos pelo lado das ambivalências; por exemplo, acima, em resposta ao António Fugueira (e sobre Miguel Portas e a troika):

            “e em relação à troika tira uma conclusão de sentido político ambivalente: diz que foram penalizados tanto por falta de “reformismo” (deviam ter ido negociar) como por excesso de “reformismo” (deviam lá ter ido partir a louça).” [Esta é a prosa-tipo de Zé Neves : falta de reformismo e excesso de reformismo, justificando a injustificabilidade de uma coisa e de outra ao mesmo tempo: esta é a tua papa há anos. AMORFA! É ilegível? Não, é sentido de oportunidade; e livra-te de eu mergulhar em dezenas de exemplos - a blogosfera vai rir, e o Mexia não te vai salvar, porque mal sabe ler e não sabe o que é uma "ambivalência"!]

            Ah, e esqueci-me do Lenine-comunismo-Estaline.
            Onde está a ambivalência? Estaline era comunista.
            O meu estudo do assunto ainda não vai a meio.
            Não sou “estalinista”, como não sou “badiano”, nem “parmenidiano”….

          • zé neves diz:

            vidal, meu, vou-te fazer um favor: vamos ficar por aqui. um dia encontramo-nos por aí e retomamos a conversa, se te apetecer. poderei explicar-te, com toda a paciência, que não é preciso escrever em maiúsculas para afirmar o que quer que seja. e que não é preciso criar um gulague em cada discussão para fazer demarcações. toma o comprimido e descansa.

          • Carlos Vidal diz:

            Bom, as maiúsculas servem para retirar texto significativo da mancha gráfica do que não é assim tanto. Finito neste ponto.

            Uma demarcação é uma demarcação.
            Vou ser simpático. Num documentário sobre/com Derrida, Kirby Dick, a autora, passeava pela sua biblioteca e perguntou-lhe (parvamente): leu isto tudo? O senhor, com paciência infinita, respondeu-lhe: só apenas três ou quatro destes livros, mas estes três ou quatro li-os mais de quarenta vezes. Isto é uma demarcação, entendido?
            Aprende, se quiseres. Uma demarcação é uma permanência.

            A cena do comprimido.
            Pobre, meu.
            É a piadinha mais usada na bloga. O DOliveira disse-me isso dezenas de vezes, eu nunca usei tal coisa. Não tem piada, e já toda a gente disse isso, DOLiveira, AspirinaB, Câncio, tuda a malta gosta disso. Tu também? OK. Já tomei o comprimido.
            Cresce um bocado mais.

          • zé neves diz:

            olha, por acaso, tens razão, não gosto de recorrer a argumentos de autoridade médica em discussão política (ou outra, até). ainda assim é importante que o tomes. por exemplo, daqui uns minutos vais perceber que a resposta do derrida é idiota. mesmo que fosse verdade.

          • Carlos Vidal diz:

            Muito fraco, cada vez mais fracote:
            a resposta do Derrida foi pelo ZNeves levada à letra e ao número…..
            Um idiota, aquele Jacques.
            Leu quase todos, a maioria quiçá, mas criou um ou dois conceitos. Evidentemente.
            Mas, enfim, és mais linha M. Sousa Tavares. No problem.

            (Depois, apresentas-me um historiador ou pensador “especialista” em tudo, desde a Grécia a Robespierre. Mas não vou esperar por isso. O teu raciocínio está um bocado pior do que eu pensava.)

          • Pedro Lérias diz:

            Infelizmente, não se limita a ler e a rir…

  3. José diz:

    Não, não sei nada de si, para além do que escreve.

    Não, não invento. Pergunto. E você não responde.

    Líbia 2011, sim. Afeganistão 1979, evidentemente que não. Cambodja 1978, claro que sim. Não tem a ver com os autores, antes com as situações e o sofrimento dos povos.

    Descanse. Se não quer que meta a minha “colherada”, basta que o diga, e deixarei de comentar textos seus. Não imponho a minha presença na casa de quem quer que seja.

    • Pedro Penilo diz:

      Não se faça de vítima. A colherada é argumentar com suposições e fantasias acerca dos outros. O comentário foi aprovado, ou não foi? Teve resposta, ou não? Que queria mais? Que eu entrasse na sua falta de argumentação? Disse: Líbia, sim! Concorda com a democracia das bombas, portanto.

      Mas, para mim, não é como Rui Tavares, que pôs a sua assinatura na declaração de guerra. Há nisso um enorme diferença.

      • José diz:

        Não me faço de vítima, nem coloquei em causa se o comentário foi ou não aprovado. Limitei a dizer-lhe que se entender que não quer “colheradas” minhas, basta dizê-lo.
        E não, Rui Tavares não pôs assinatura em qualquer declaração de guerra, que inexiste, como bem sabe.

        • Pedro Penilo diz:

          Não estamos de acordo. Rui Tavares não é sonso. Conhece bem a linguagem cobarde da guerra moderna.

  4. josué diz:

    Não acham que a Assunção Esteves é óptima? Gira nas horas.

  5. Pedro Penilo diz:

    Jorge Palinhos, “rapaz” é a tua tia! (Não te tinhas ido embora…?)

  6. JMJ diz:

    Para quem quiser saber sobre o sofrimento do povo líbio às mãos dos seus “libertadores”, aconselho, amanhã:

    http://aurora1917.wordpress.com/2011/06/17/debate-sobre-a-agressao-imperialista-a-libia/

  7. Jorge Palinhos diz:

    Pedro Penilo:

    Fica muito bem e é muito inteligente responder a comentários que ainda não foram (não serão?) aprovados.

    E, sim, fui-me embora. Se não tivesse ido tinha respondido com um post e não com um comentário.

    • Pedro Penilo diz:

      Jorge Palinhos:

      O respeito normal que revela neste comentário já justifica a sua publicação. Como pode verificar, censuro sempre comentários ofensivos, e aviso que censurei, para quem comenta o saber e poder, ou não, reformular. A si respondi-lhe pois o comentário me era dirigido. E agora lhe digo, como a todos: se quiser reformular o se comentário, terei todo o prazer em publicá-lo.

  8. Oscar diz:

    Dois erros do Fernando Nobre e um do Blasfémias

  9. Helena Borges diz:

    O post do Jorge Palinhos está para uma sinopse de um Rambo como o Rui Tavares está para o Sylvester Stallone.

  10. Leo diz:

    “Daqui deduzo que se o “governo legítimo” português efectuasse, por qualquer motivo, um “pedido de ajuda” para uma acção armada americana lhe iria parecer muuito bem. Ouve-se cada uma…”

    E já agora quais são os inimigos que Portugal tem para que o governo legítimo português precisasse de pedir ajuda para uma acção armada americana?

    De facto ouve-se cada uma que nem dá para acreditar! Que tal discutir realidades em vez de se andar a inventar fantasias, João Torgal?

    Goste ou não de ouvir, nunca houve qualquer razão para esta brutalidade ocidental em curso contra a Líbia. Bem sei que o país tem um enorme fundo soberano, enormes reservas de petróleo da melhor qualidade, das maiores reservas de água e uma situação geo-estratégica ímpar, mas tudo isso é do seu povo e de rigorosamente mais ninguém. E apenas aos líbios compete resolverem os seus problemas.

  11. Carlos diz:

    A ausência de lisura, a arrogância, o pedantismo, o índice superlativo de adjectivos bombásticos. Sim senhor, ou melhor sim senhores camaradas, gosto realmente de vir por aqui, e votos de que continuem, firmes, convictos, intransigentes; este é, sem margem de erro, o melhor blogue de humor que conheço xD

Os comentários estão fechados