Um tirão no pé ferido: uma declaração apalermada, errada e inútil – não sou apoiante do BE; mas não creio que o BE tenha perdido UM VOTO SEQUER (!) por não ter ido à troika (pelo contrário)

Francisco Louçã

O coordenador do Bloco de Esquerda reconheceu hoje que teria participado nas reuniões com a “troika” para a ajuda externa a Portugal. Francisco Louçã, em entrevista ao programa Gente que Conta, transmitido pela TSF, lamentou que o eleitorado não tivesse compreendido a posição de força que o seu partido assumiu ao recusar encontrar-se com as delegações internacionais que negociaram com PS, PSD, e CDS-PP o memorando que traça as principais linhas que garantirão o financiamento externo do país.

Faz mal Louçã, muito mal, ao querer estar de bem com o socialismo, a esquerda crítica e atenta e a entidade DOliveiresca – se o BE não tiver cuidado com as suas “ZITAS SEABRAS”…………….

Ou seja, se não correr com as suas “ZITAS”, a próxima derrocada será muito maior! (Passam a ter dois votantes: M Serras Pereira e o deputado R Tavares – e o problema não é meu.)

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50 respostas a Um tirão no pé ferido: uma declaração apalermada, errada e inútil – não sou apoiante do BE; mas não creio que o BE tenha perdido UM VOTO SEQUER (!) por não ter ido à troika (pelo contrário)

  1. andré diz:

    Pois eu votei no Bloco apesar de não ter ido à troika…e não gostei que não tivesse ido…outros como eu não gostaram e não votaram…

    • Carlos Vidal diz:

      Ai sim?
      Tão vago meu caro, tão vago.
      E quantos perderia se fosse à troika?
      Ir à troika e a essas reuniões fantoches passaria sempre por cumplicidade com alguém sem legitimidade.
      Quero ver se V. diz o mesmo quando as medidas (pré-formatadas, qual reunião, qual quê!) começarem a “doer”….

    • Bruno Carvalho diz:

      O André não gosta muito da democracia e prefere jogos democráticos. Eu, contudo, prefiro a realidade à ficção. Que legitimidade tinham os partidos que reuniram com a Troika para discutir com o BCE, UE e FMI? Nesse momento, a Assembleia da República encontrava-se dissolvida e, como tal, nenhum partido teria legitimidade para se encontrar com a Troika e para representar o que quer que fosse. Porque não o PNR, o MRPP ou o POUS? Afinal de contas, sem eleições, como é que se pode definir que são os seis partidos que anteriormente tinham assento parlamentar que vão representar o povo português nas negociações? Pelos vistos, há muita gente que não fica chocada com tal coisa. Devem ser os mesmos que passam a vida a encher a boca de democracia…

      • Carlos Vidal diz:

        Claro como água.

        • Justiniano diz:

          Ora, caro Bruno Carvalho, então se fosse (for) há 5 meses ou daqui a um mes, já a legitimidade estaria assegurada, não é!!?? Esse formalismo parece-me muito redondo para o caso!!

          • Tomás Guevara diz:

            Justiniano ainda não percebeu que após as eleições não haveria qualquer encontro entre a troika e o PC ou o BE?Parece-lhe redondo para o caso,eu sei,mas que quer,as coisas redondas são assim.

  2. Pedro Penilo diz:

    Estou de acordo. Não sei se perderam ou não votos. Sei é que acharam que era isso o justo, o imperativo. Ou então, a dar crédito às declarações de Louçã, não o fizeram por ser justo, mas por pensarem que o “eleitorado” entenderia – ou seja, fizeram-no por pensarem que isso lhes traria mais votos. Labirinto.

  3. Carlos António de Carvalho diz:

    Já tive oportunidade de comentar estas declarações de Francisco Louçã no facebook. Acho-as um disparate. Nada tendo a ver com o BE registei com agrado a posição, por este assumida, de recusar caucionar as medidas impostas a Portugal pela troika, não participando nas reuniões ao invés do PS, PSD e o CDS-PP. Agora tomo nota que foi uma atitude oportunista. Resta-nos a verticalidade dos Partidos que integram a CDU ( PCP e Verdes ).

  4. Rocha diz:

    Isto chama-se um suicídio reformista – de um partido que era suposto ser esquerdista.

    Dois votos de M Serras Pereira e o deputado R Tavares… hahahaha

    Alguns bloquistas ingénuos ainda acham que ir mais para a direita é que é o caminho. Pratos de lentilhas mesmo… tal como se costumava dizer a esquerda radical chic pequeno burguesa “já se vende por um prato de lentilhas”. Por aqui que se vê que quem estava a fazer de conta que pretendia uma aliança BE-PCP, era o Louçã…

    • Carlos Vidal diz:

      E o primeiro desses dois votos/nomes (Serras e Tavares), que é tarado, ficaria todo contente por ser um dos dois “únicos”.
      Esse problema é grave: o de atirar no pé ferido.

  5. Tomás Guevara diz:

    Não sou do BE.Mas gostei da posição deste em relação ao beija-mão à troika.A atitude tomada quer pelo PC quer pelo BE era de longe a correcta: não ser cúmplice de uma encenação com foros de ilegalidade nem caução para tal manobra foi a atitude correcta.Vir agora dizer que foi um erro tal atitude porque o eleitorado não a compreendeu é colocar-se a reboque dessa entidade mítica chamada eleitorado.A razão não se perde por uma questão de votos.E isso é grave vindo de quem vem

    • Carlos Vidal diz:

      BE, tentativa de recolocação ao centro.
      Anuncia-se perda gigantesca de votos à esquerda.
      BE, Beco sem saída.

  6. Pedro Lérias diz:

    A vida real atrapalha maneiras formatadas de viver a mesma. É chato.
    Se a nossa soberania foi entregue a uma tal Troika cabia ao BE ir lá defender a nossa soberania. Não ir foi um disparate, mesmo se na basicidade dos princípios isso assim possa não parecer.
    “Ir à troika e a essas reuniões fantoches passaria sempre por cumplicidade com alguém sem legitimidade.” Então para quê ir falar com o Cavaco depois das eleições?
    A Troika existe. Fingir que não existe é infantil e o BE foi infantil.

    • Carlos Vidal diz:

      “Se a nossa soberania foi entregue a uma tal Troika cabia ao BE ir lá defender a nossa soberania.”

      CONCORDO, mas já não há PADEIRAS.

    • Tomás Guevara diz:

      Se o Pedro Lérias não percebe a enorme diferença de ser recebido por Cavaco após as eleições ou participar nas reuniões com a troika,ele que leia o post do Bruno Carvalho das 18 e 49.E se já o leu,ele que o leia de novo.Não custa nada

      • Pedro Lérias diz:

        Tomás, percebo a diferença formal, que é enorme. O que queria salientar é que em termos de resultados é a mesma coisa: Cavaco Silva vai dar posse a um Governo que se entregou à Troika. Não está o BE a ser cúmplice ao aceitar sentar-se no Parlamento?
        Não, claro que não, nem seria cúmplice de coisa nenhuma se tivesse ido sentar-se à mesa da Troika e tivesse chamado à atenção sobre o que aconteceu à Alemanha quando outras Troikas lhes impuseram pagamentos deste género, nos idos anos 20 do século passado. Coisas assim. Foi uma oportunidade perdida.

        • Tomás Guevara diz:

          Oportunidade perdida?Ou oportunismo a sobrar?A diferença é abissal.E mais uma vez faz falta reler o post do Bruno.Lá diz tudo,de uma forma mais elegante que eu o diria. Também o Mike dá uma ajuda preciosa.Agora essa de “sonhar” sequer que a troika fosse sensível a qualquer argumento decente trazido para a reunião ou é de uma ingenuidade surpreendente ou é outras “coisas assim”.

    • Mike diz:

      O presidente da NOSSA república, único eleito por sufrágio directo equivale aos delegados da troika??? Ir ajoelhar aos pés dos delegados é equivalente à auscultação obrigatória constitucionalmente após as eleições???

      É por estas e por outras que para alguns a NOSSA soberania e independência valem um tostão furado…

  7. Jorge diz:

    tanta novidade, o louçã e o be no geral estão mesmo nas covas. foi-se a lucidez por completo, isto se alguma vez a houve. daqui a nada já nem pés têm para dar tiros.

  8. Durante a campanha eleitoral, eu estava a distribuir panfletos juntos à praça de Portimão e alguém (que eu sei que costuma votar BE) recusou-o dizendo “não quero saber de vocês porque não me foram defender! Não foram falar com o FMI!”) – não me lembro se ele disse FMI ou troika, mas era uma coisa assim.

    Ou seja, já temos pelo menos um voto perdido.

    • Carlos Vidal diz:

      Pronto, lá vou eu ter que mudar o título do post.

      Tem mesmo de ser, meu caro?? (Depois, o homem caiu nele e votou BE, vai ver.)

  9. closer diz:

    Há uma espécie de triunfalismo saloio nestes comentários e no próprio autor do post. Sei grandes motivos eleitorais para festejar (afinal o que é ganhar um deputado quando se perdem 40 mil votos e não se capitaliza em nada o desastre eleitoral de um partido «adjacente»?). Esta gente está cega por um sectarismo estreito, rochas e outros. O que eles gostariam era que o BE desaparecesse de vez, para deixar de fazer sombra ao partido da classe operária. Em vez de tentarem alargar as forças de esquerda, preferem manter-se no seu espírito mesquinho e de pequena política.

    Não sei se o BE fez bem em não falar com a troika, ou se fez bem em auto-criticar-se de não ter falado. Mas registo com agrado que são capazes de reconhecer publicamente erros, ou supostos erros.

    Há outros que em tempos representaram mais de 20% do eleitorado e dirigiram mais de 50 câmaras. Já sofreram derrotas eleitorais pesadas, mas nunca vi publicamente o reconhecimento de um único erro. Será que são dotados de infalibilidade?

    PS: O remoque ao Miguel Serras Pereira (que não conheço de lado nenhum e de quem não tenho nenhuma procuração) revela a baixeza a que caiu este blogue no debate político.

    • Carlos Vidal diz:

      (closer é o MSP em pessoa – já suspeitava disso.)

    • Leo diz:

      “afinal o que é ganhar um deputado quando se perdem 40 mil votos” ???

      Quem ganhou um deputado perdeu apenas 5.144 votos. Quem perdeu 8 deputados perdeu também 269.089 votos.

      Não adianta tapar o sol com uma peneira. Foi uma perda enorme.

    • Mike diz:

      Sobre o BE, sobre o BE… o post.

      E os outros é que são sectários… olha foda-se… pareces aquele ingenheiro da treta a quem os portugueses espetaram um biqueiro no cú, a falar…

  10. Renato Teixeira diz:

    Já o Alegre foi correcto, correcto, correcto. Correcto na vida e na morte. Eternamente correcto. Correcto até que o correcto os separe.

    • closer diz:

      Alguma vez me viu defender aqui o Manuel Alegre? É habitual em certas pessoas caricaturarem os argumentos dos outros, para melhor os poderem atacar.

      Nada disso me surpreende vindo de quem é o campeão da democracia verdadeira em manifestações e acampadas mas que neste blog se comporta como um mesquinho censor.

      É evidente que esta troca de opiniões na blogosfera, vale o que vale, ou seja, muito pouco. Mas é nas coisas mais insignificantes que se vê a natureza das pessoas e a «seriedade» das suas intenções e projectos políticos. Renato Teixeira só gosta do debate nas regras por si impostas. Quando essas regras são ultrapassadas (mesmo que não haja insultos, ou considerações pessoais – aliás não o conheço de lado nenhum -) vai de censurar os outros. Mas depois vai para o Rossio defender a democracia verdadeira e para os blogues defender a liberdade de circulação de ideias entre as pessoas de esquerda.

      • Renato Teixeira diz:

        Não se enerve Closer. A não ser que seja da direcção do BE era dela que estava a falar, naturalmente. Quanto ao resto começo a desconfiar que a fixação com o Rossio é capaz de ser tesão. Resolva lá isso com o democrático que aqui é ladainha que não colhe.

        • closer diz:

          Adoro a sua perspicácia, Renato Teixeira: acertou em tudo. Sabe, os meus problemas da vida são respectivamente que me enervo com as suas palavras ( aliás, passo a vida a pensar em si, como calcula) ser um alto dirigente do BE disfarçado e ter um grande problema sexual ( tesão, como diz, por resolver).

          Mas, sabe, não me respondeu à questão principal: como compagina os seus apelos de rua à democracia verdadeira, com os actos censórios que pratica neste blog? É que pode desconversar e ser mal-educado da forma que quiser, mas a questão principal não a pode iludir. É que a sua democracia acaba quando alguém está contra si. Por isso, os seus apelos na rua valem zero. Faz-me lembrar aquela canção do José Mário Branco (Aqui Dentro de Casa) em que se falava de alguém que era muito revolucionário fora de casa e um machista em casa. Assim, meu «caro» Renato Teixeira, você não passa de um bluff, de uma história mal contada.

          Aproveito para agradecer ao Carlos Vidal por me deixar publicar este comentário, porque o aspirante a censor não mo permitiria

          • Carlos Vidal diz:

            Nem o Renato nem eu aqui praticamos actos censórios, nunca.
            Simplesmente, democraticamente, escolhemos interlocutores, contendores.
            Não publicamos comentários de tarados, e do tarado-mor em particular, apesar dele se matar por connosco querer “comunicar”, “debater”, “discutir”. Visite o “Vias de Facto”, sff.
            Sobre mim e sobre o Renato, o tarado “democrático” escreve 3 ou 5 posts por dia.
            Nestas caixas, nem 1 comentário dele aparecerá.
            Garanto. Garantimos.

          • Renato Teixeira diz:

            Este Closer, comigo, também já não faz farinha. Nada diz ou acrescenta e insulta como o democrático. Vias com ele.

          • closer diz:

            Carlos Vidal

            O que escreve é falso e a prova da falsidade do que escreve é o post do seu colega de blog que, refirma que nada publica do que eu escrevo. Se isto não é censura, será que tenho que ler um manual de André Jdanov para saber o que é a censura.

            Quanto a Renato Teixeira, você, parece-me um parafuso: quanto mais voltas dá mais se enterra. Prove-me onde e quando é que o insultei. Você é que se arma em virgem ofendida, porque acha que pode criticar o BE à sua vontade (bem mais do que à direita, por sinal) e não pode ser contraditado. Aliás releia o seu comentário em que fala de tesão e outras pérolas literárias afins e responda-me quem é que ofende quem.

            Denoto com muito agrado a aliança (será espúria?) entre si e o Vidal. Estalinistas e trotsquistas muito cosidinhos. Olhe, já que você me parece (no mínimo) politicamente um imaturo, dê um conselho ao seu amigo Gil Garcia. Já que está mais próximo do PCP do que do BE, convença o seu amigo (mentor?) Gil Garcia, larguem o BE de vez e entrem para o PCP e façam lá uma tendência. Vai ver que lhe fazem a cama em 3 tempos

          • Carlos Vidal diz:

            closer, o seu comentário não tem nada que se aproveite.
            Registe isso.
            Já lhe disse (e é a última vez) que a não publicação de comentários não é censura.
            Não é, nem a vejo como tal. Sou até favorável a uma limpeza destas caixas.

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  12. Bernardo Sequeira diz:

    O BE foi derrotado nas eleições porque não soube dizer não à TROIKA!!! O único partido que disse perentoriamente “NÃO PAGAMOS uma dívida criada para tapar buracos da banca” foi o MRPP. A população começa a aperceber-se que o BE está vazio de príncipios, move-se pela popularidade e esgota-se nele mesmo…
    Uma demonstração desse vazio é o facto do Louçã apagar os comentários mais incómodos do seu mural no facebook. Aconteceu comigo quando lhe perguntei porque não dizia nada publicamente sobre os debates discriminatórios só com 5 partidos… Sendo ele um esquerdista democrata, defensor dos desfavorecidos, porque não dizia nada neste caso em que ele era um dos favorecidos… Apagou o meu comentário e bloqueou-me no perfil dele. Entretanto já soube que aconteceu com mais gente…
    Esta é a democracia do Bloco?!
    O BE apoia o pagamento da dívida!!! Ora vejam o ponto dois do seu memorando: “O Bloco propõe uma renegociação que estabeleça novos prazos, novas taxas de juro e
    condições de cumprimento razoáveis, que acompanhem a recuperação económica, e que anule
    a dívida inexistente.” Ou seja, desde que tenha os prazos e juros com que o BE concorde, defende que se pague a dívida criada para injectar dinheiro na Banca…
    Os portugueses começam a aperceber-se que o MRPP tinham razão quando (muito antes de se falar em BE) em 1985 dizia: “Não é Portugal a entrar na CEE, é a CEE a entrar em Portugal”.

    por isto e muito mais é que o MRPP subiu nas urnas e o BE desceu tanto… tenho é pena que a máquina na comunicação social não dê oportunidade ao MRPP para divulgar as suas ideias para o desenvolvimento do país!!!!

    • Carlos Vidal diz:

      Qual é, qual foi desde sempre, concreta e honestamente, a ligação entre o MRPP e o PS ??
      (Estou farto da não-radicalidade do MRPP)

  13. António Paço diz:

    Estou completamente de acordo com o Vidal: o BE não perdeu votos por não ter ido falar com a troika. Essa ideia peregrina, a meu ver, só pode vir de duas coisas: algumas pessoas do Bloco andam com muito más companhias (e dão-lhes ouvidos); ou então é uma ‘inventona’ interesseira de quem quer empurrar o Bloco mais para a direita.
    Das pessoas com quem falo (é claro que falo com umas pessoas e não falo com outras, como diria La Palisse), conheço (por ordem de importância numérica) quem tenha deixado de votar no BE para se abster, quem tenha ido votar na CDU e até (três, pelo menos, que votaram no MRPP (por dizerem que não se deve pagar esta dívida). Conheço gente ex-PS que voltou a votar no BE, embora com menos convicção que da primeira vez, e não conheço ninguém (mas admito que deve haver) que tenha deixado o Bloco para votar no PS. E nunca, antes de isso ter passado na ‘comunicação social’, tinha ouvido alguém queixar-se de o Bloco não ter falado com a troika. Nem tal me tinha passado pela cabeça.

  14. Acho que também perdeu votos na questão da Troika, pela definição de uma estratégia errada e que não permitiu apresentar a sua posição de forma clara, mostrando as suas ideias e dando o fora, se necessário, quando fosse óbvio (e era) que não havia espaço de manobra negocial.

    Mas naturalmente que considero que perdeu muito mais votos pelo apoio ao Alegre e a colagem a Sócrates.

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