É impressão minha ou…

o Rui Tavares está a exigir que o Francisco Louçã se retrate por ter dito que ele é um mentiroso depois do Francisco Louçã o ter perdoado por ter sido um dos carrascos do povo líbio?

o Francisco Louçã está arrependido de não ter ido à reunião com a troika do FMI quando os eleitores o castigaram por ter feito parte da troika do Alegre?

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6 respostas a É impressão minha ou…

  1. António Paço diz:

    Na caixa de comentários do Público encontrei este sobre o Rui Tavares que me parece merecido: «(…) como penitência deverá sair do BE e começar a colaborar com um partido democrático de esquerda, que em Portugal só o é o PS. Aliás, já noutras ocasiões estranhei que um intelectual honesto e de espírito democrático (admirador confesso, tal como eu, de Obama!) como RT ande a perder-se e a desperdiçar talento e prestígio por esse ninho de cucos chamado BE!»
    Descontando o facto de o Rui Tavares nunca ter sido do BE, mas um «anarco-social-democrata», como o crismou penso que o Daniel Oliveira (cada vez menos anarco e cada vez mais social-democrata), que a direcção do BE incluiu nas suas listas de candidatos certamente para «acrescentar esquerda à esquerda», há muito que me parece que ele pôs a luzinha a piscar indicando que está maduro para mais ‘altos’ voos. O voto na resolução que ‘legitima’ o ataque da NATO e da UE à Líbia, esse, não é uma luzinha, é um farol.
    Curioso que o comentador tenha usado a expressão «ninho de cucos» para se referir ao BE. Ora o que me parece é que o BE tem sido não um ninho de cucos, mas um «ninho para cucos»: os cucos, como se diz na wikipedia, depositam o seu ovo num ninho de outra espécie, que o trata como qualquer outro dos seus ovos. A mãe de ‘acolhimento’ não dá pela diferença. Como o cuco tem pouco tempo de gestação nasce antes dos outros ovos e, para ganhar espaço, expulsa-os do ninho. Os pais continuam a alimentar o cuco sem darem pela diferença. Quando o cuco atinge a maturidade, sai do aconchego do ninho.
    Outros ‘cucos’ conhecidos: Joana Amaral Dias, Miguel Vale de Almeida, Inês de Medeiros…

  2. Ido à reunião com a Troika não significava abdicar dos seus princípios. Era e tinha sido uma posição mais lógica e clara de maniefstar uma posição. Carvalho da Silva fê-lo em nome sindical e não perdeu credibilidade por isso.

    Quanto à questão do Alegre, foi outro erro que fica por assumir.

    • Renato Teixeira diz:

      Torgal as pessoas mal sabiam o que era a troika, quanto mais se faziam reuniões. Os que o sabiam estavam carecas de saber que nada estava a ser negociado, apenas e só legitimado, o que já é merda bastante.

      Alegre foi estratégico, nuclear, o resultado de toda uma política no BE, e esse sim a verdadeira razão do divorcio com um eleitorado que o BE sempre achou estar na esquerda do PS, mas que pelos vistos está em outro lado. Curiosamente, ao invés de andar a comer a esquerda do PS anda a esquerda do PS a comer o BE. O preço é demasiado elevado para que a análise seja leviana.

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