A violência do colono é sempre maior do que a do colonizado

A propósito desde debate, nada como ler o que dizem os poucos soldados arrependidos das Forças de Defesa de Israel. Os abusos, também sexuais, a que as crianças palestinianas são sujeitas, chegam a ser relatados pelas insuspeitas Nações Unidas e pela CNN, mas não faltam relatórios sobre as condições que crianças e adultos enfrentam na Palestina ocupada. É lamentável que neste debate se esqueça frequentemente quem é o Estado ocupante, e que forças o movem na região, e quem são as vítimas que vivem sob ocupação e sem acesso a condições mínimas de dignidade humana.

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38 respostas a A violência do colono é sempre maior do que a do colonizado

  1. Vasco diz:

    Como já disse, estive na Palestina ocupada e verifiquei a violência da ocupação e a humilhação a que é votado todo um povo no seu próprio país. A mobilidade é dificultada, as terras cultas roubadas, as crianças impedidas de ir à escola (ou ao médico) por um muro, a arbitrariedade dos soldados israelitas (tantas vezes miúdos com 18 anos) que decidem o que os palestinianos podem ou não fazer, para onde podem ou não ir. O desemprego massivo, o lixo que se acumula nas zonas árabes sem que as autoridades nada façam, os 11 mil presos políticos que apodrecem, o mais das vezes sem qualquer julgamento, nas prisões israelitas. As casas demolidas ou ocupadas para serem habitadas por israelitas. Os colonatos construídos onde antes eram aldeias palestinianas.

    Em todo este quadro, alguém se explode com um cinto de bombas. Quem se admira?

    • helix diz:

      É………afinal o sr. andou por lá mas parece que só viu o que quiz ver…..bla..bla bla.mais bla…bla………e somos todos “hezbombalá”…..Porra mas afinal quem é que não aceitou formar um Estado?????Sabe porque ??????pense um pouco e já que é tão viajado porque nao perde um pouco de tempo e procura a verdade??Mas a verdade historica…nao aquela que o sr. acha que deve ser…………Tenha um bom dia.

  2. Vasco diz:

    E esta foto, também não é na Palestina, ó Sara?

  3. Sara diz:

    Eu, Sara, não neguei que esta fotografia fosse verídica.
    Leia com calma, Vasco.
    Assim mete o pé na poça sem necessidade alguma.

  4. Omega-3 diz:

    democracia/ditadura,qual é a diferença?Tenho esta questão politico filosófica.Alguém é capaz de me responder?

    • Renato Teixeira diz:

      Os votos e cada vez menos coisas. No entanto não confunda o regime em que vivemos com democracia. Isso foi sol de pouca dura.

      • Omega-3 diz:

        Democracia com,ora o ps,ora o psd + o cds?Aliás,todo com grandes curricula na área da gestão como o passos coelho…,isaltinos,migueis relvas,albertos joões,robalos,vara de porcos

    • Renato Teixeira diz:

      Isso é um comentário ao uso de crianças por parte dos colonos israelitas? Dado que ambos as usam a discussão passaria para outro nível. O que faria, que mal pergunte, se fosse palestiniana?

  5. José diz:

    “Os abusos, também sexuais, a que as crianças palestinianas são sujeitas, chegam a ser relatados pelas insuspeitas Nações Unidas e pela CNN,”

    A manipulação é viciante, não é, Renato?

    Nada no texto que aponta permite concluir como você faz que houve relatos pela CNN e, ainda menos, pelas Nações Unidas de abusos sexuais de crianças. “CNN report cites uncorroborated sexual abuse charges of Palestinian children detained by IDF.”
    O “uncorroborated” deveria querer dizer algo para um jornalista, mas não para o Renato.

    Quando se leram aqui tantos e tantos posts sobre abusos de poder israelita, sobre as revoluções tunisina, egípcia e iemenita, poderia crer-se que algo poderia ser dito sobre a repressão e os massacres na Síria.
    Singularmente, ou talvez não, nem uma linha de apoio à luta revolucionária do povo sírio, que se quer ver livre do seu regime opressor.

    Enquanto milhares morrem debaixo das botas dos miliatres sírios, enquanto milhares fogem dos seus lares para salvarem a sua vida e refugiam-se na Turquia ou no Líbano, o Renato brinda-nos com uma foto de uma encenação, como se real fosse –
    Imagens que me chegam da Palestina ocupada – uma foto de extremistas judeus a ensinarem os filhos a manejarem armas e uma foto de um soldado das IDF, com a arma na posição regulamentar, dando a ideia que está a apontá-la a uma criança.

    Manipulação e diversão de atenção.

    Credibilidade que se esvai.

      • José diz:

        “Com os cumprimentos das Nações Unidas: http://www.dci-palestine.org/content/organisation-profile

        Só pode estar a brincar, não é? Que tem aquela ong com as Nações Unidas? Ou já nem lê?

        E nos restantes, que acrescenta aos não corroborados relatos da CNN?

        • Renato Teixeira diz:

          Conselheira. Basta ler: “As such, it is a member of the International General Assembly of DCI, which convenes every three years. Currently, DCI has 45 national sections and associated members throughout the world, an international secretariat in Geneva and consultative status with the United Nations Economic and Social Council, UNICEF, UNESCO, and the Council of Europe.”

          • José diz:

            Claro! Uma ong conselheira das Nações Unidas passa, nas suas palavras, a ser a voz destas: “Com os cumprimentos das Nações Unidas: http://www.dci-palestine.org/content/organisation-profile
            Ora, se uma ong conselheira das NU já pode ser a voz destas, muito mais o Irão, o Vanuatu, St. Kitts and Nevis ou a Islândia, que são membro de pleno direito das NU!
            Você hoje está cá com uma veia humorística…

    • Pedro diz:

      Não só na posição regulamentar, como o dedo gatilho “em segurança”, não é José?

      Está à vista de qualquer cego e mesmo de quem não quer ver…

      • José diz:

        Que quer você dizer? Que o soldado está a visar a criança com a arma pronta a disparar e com o dedo no gatilho?

        • Renato Teixeira diz:

          Nah… está só a brincar não é José?

        • Pedro diz:

          O que eu quero dizer é:
          Sejam quais forem as atenuantes, não existe desculpa, lógica possível, para aquela circunstância existir e poder ser fotografada, reveladora que é da desumanidade instrinseca e simbolo da global injustiça daquele conflito!

          • José diz:

            Bom, e então?

            Aquela foto mostra um soldado israelita e uma criança, supõe-se, palestiniana.

            Outras fotos poderiam mostrar um combatente palestiniano e uma criança, supõe-se, israelita.

            Outras, ainda, poderiam mostrar outros combatentes de outras nacionalidades e crianças de todo o mundo.

            A injustiça dos conflitos é global.

          • Pedro Lérias diz:

            “Sejam quais forem as atenuantes, não existe desculpa, lógica possível, para aquela circunstância existir e poder ser fotografada, reveladora que é da desumanidade instrinseca e simbolo da global injustiça daquele conflito!”.
            E no entanto, na vossa cabeça, existem atenuantes que justificam massacres à bomba dos mais pobres que andam em autocarros em Israel. Mulheres e crianças incluídos.
            E já o Vasco esteve na Palestina ocupada, mas nada fala da violência da fatah ou do hamas contra palestinianos. Conseguiu constatar tudo e mais alguma coisa, mas só do lado dos Israelitas.
            A obsessão com o conflito naquela parte do mundo transcende-me. Muito pior acontece em muitos lados do mundo e no entanto sempre que alguma coisa falha em atiçar as hostes saca-se deste conflito em específico – e só este. Se Israel usasse 10% dos métodos dos chineses em resolver problemas deste tipo já pouco havia de que falar. E no entanto, vocês insistem sempre no mesmo.
            É um conflito, tem problemas, sem dúvida. Mas há bem piores.

          • Pedro diz:

            Precisamente Pedro! E mantendo essa posição, não deixo de observar que perante tamanha injustiça (ocupação ilegal de território palestiniano, o pecado original), perante tamanha desproporção de forças, e prática impotência em aspirar a uma vida digna certos palestinianos não acabem por considerar o suícidio bombista num acto de desespero, lembre-se que aquelas crianças crescem entre os seus irmãos desmembrados e calcinados pelas bombas das ofensivas do IDF.

            Isto por oposição a manobras calculadas friamente nos gabinetes de genocídas polítcos e militares.

            Enquanto uma criança palestiniana não tiver opção de evitar crescer daquela forma…

            e por oposição…

            Uma criança israelita fôr incentivada deliberadamente no manejo de armas…

            Não tenho qualquer dificuldade em reconhecer o lado da injustiça.

    • Pedro diz:

      Como se atreve aquela criança em fazer aquele olhar ameaçador?!?!?!?

      • Renato Teixeira diz:

        Olhou para cima e para o agente ao mesmo tempo. Em qualquer ditadura isso é motivo de rifle apontado à cabeça e Israel não é excepção.

      • susana diz:

        “ar ameaçador”?! precisa de cultivar a aferição de expressões faciais. o miúdo, que deve ter uns três anos (conhece crianças de três anos, para interpretar o que um ‘ar ameaçador’, mesmo que presente, poderia significar?) aparenta apenas perplexidade e apreensão. se uma criança sua conhecida da mesma idade tivesse que andar na rua, sujeitando-se a ver armas apontadas ao seu rosto, das duas uma: ou seria algo comum, pelo que o significado terrível seria o da normalidade de se saber assim ameaçado (porque alguém já lhe teria explicado do perigo, na medida escassa dos instrumentos cognitivos rudimentares relativos à apreensão de tal conceito numa idade tão precoce); ou seria incomum, pelo que qualquer criança lhe dedicaria apenas curiosidade e reagiria em consonância com a atitude do seu portador. convém percebermos de quem estamos a falar quando emitimos pareceres. ou crê-se que as crianças palestinianas, já que nascem terroristas, vêm com instrumentos cognitivos parecidos com os dos adultos?

        • Pedro diz:

          Tem toda a razão Susana! E subscrevo o que disse. O comentário era para ter ficado no meu comentário anterior, mas precipitei-me em fazer post e perdeu o seu contexto.

          Para clarificar, estava a explorar duas eventuais leituras e expôr o absurdo da circuntância.

          “Como se atreve aquela criança em fazer aquele olhar ameaçador?!?!?!?” (diria o soldado da IDF presente na foto)

          e

          Criança? Qual criança? O soldado (que é lançado naquela posição sendo-lhe coartado qualquer espécie de objecção de consciência, enquanto sinal de maturidade da compreensão do conflito, a não ser quando já é tarde demais) ou a criança que visivelmente ainda não teme sequer o objecto arma.

          Peço desculpa pelo mal entendido.

          • Pedro diz:

            Mais clarificação
            “… (diria o soldado da IDF presente na foto, num esforço auto-justificativo) …”

    • A.Silva diz:

      Mas oh josé quer comparar um conflito entre os sirios com uma agressão criminosa (nazi) dos israelitas aos palestinianos? Agressão essa sustentada por potências com EUA (principalmente) e Inglaterra, entre muitos outros.

  6. Sara diz:

    Oi Renato,

    Pediu-me para comentar a foto. Muito bem.
    Eu diria apenas isto: nesta foto, uns senhores judeus extremistas, colonos provavelmente, ensinam os seus filhos e filhas a manejarem armas. Não pode citar um único caso em que
    as forças israelitas tenham recorrido a crianças bombistas.

    Do outro lado, as crianças são sistematicamente usadas pelas brigadas terroristas Palestinianas.

    Não é necessário comentar mais coisa alguma.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Child_suicide_bombers_in_the_Israeli%E2%80%93Palestinian_conflict

  7. Zegna diz:

    A Palestina é uma prisão a céu aberto , será que isto é novidade para alguém?! Israel é um estado dos USA , isto também toda a gente sabe…….. a comunidade internacional não intervem porque os USA é que lá mandam e rejeitam qualquer tipo de ajuda ao povo palestiano , a ONU e a NATO não tomam medidas porquê?

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