Imagens que me chegam da Palestina ocupada

CONFISSÃO DE UM TERRORISTA por Mahmoud Darwish

Ocuparam minha pátria

Expulsaram meu povo

Anularam minha identidade

E me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade

Arrancaram meu pomar

Demoliram minha casa

E me chamaram de terrorista

 

Legislaram leis fascistas

Praticaram odiada apartheid

Destruíram, dividiram, humilharam

E me chamaram de terrorista

 

Assassinaram minhas alegrias,

Seqüestraram minhas esperanças,

Algemaram meus sonhos,

Quando recusei todas as barbáries

 

Eles… mataram um terrorista!

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139 respostas a Imagens que me chegam da Palestina ocupada

  1. Pingback: Em busca de um punctum @ semiose | - Imagem

  2. Armando Cerqueira diz:

    A foto parec e ser de um soldado da Wehrmacht. Ou será que Tsahal replica os métodos do exército nazi? Alguém poderá desfazer esta minha dúvida?

  3. José diz:

    🙂
    Um belo exercício de manipulação informativa.
    Ao título “Imagens que me chegam da Palestina ocupada” anexa uma foto de uma criança subjugada por uma bota de alguém uniformizado.
    No contexto do 5 dias e dos posts do Renato, parece claro que a criança é palestiniana e a bota israelita.
    O facto de esse alguém não ter nem o uniforme nem a arma das IDF não se encontra descrito. Evidentemente. 🙂
    E da Síria, nada.
    Credibilidade, zero.

    • Renato Teixeira diz:

      Se há aulas de credibilidade não são dadas por aqui e muito menos sobre a Síria: http://5dias.net/2011/06/13/i-have-only-tried-to-illuminate-the-events-for-a-western-audience/

      Sei que custa acreditar que isto é feito na sua terra dos sonhos, mas veja as coisas pelo lado certo, isto só acontece porque a terra é capaz de não ser deles.

      • José diz:

        As terra dos meus sonhos são noutras latitudes.
        E não, a bota não é israelita, como você bem sabe!
        Ainda assim, não esclarece…
        De novo, credibilidade: zero.
        Síria, nada.

        • Renato Teixeira diz:

          Israel até à ponta dos cabelos e acredite que a coisa é bem pior. http://www.causes.com/causes/181837

          • José diz:

            “invitation to agroup
            Posted by Shaheen on Jan 24

            I invite u to this blessed group About Quran miracles and invite all ur fiends to join
            The Quran Miracles challenge to all humans
            it contains:
            -Miracles of the Qur’an:
            1-The scientific Miracles of the Qur’an
            2- The Historical Miracles of the Qur’an
            3- The Mathematical Miracles of the Qur’an
            4- Predictions in the Qur’an
            5-the perfection of the Qur’an from the literary aspect
            6-food mentioned in the qur’an”

            A sério?!
            O Renato que mesmo convidar-me para um grupo acerca dos milagres científicos do Corão??

          • Renato Teixeira diz:

            Vejo que se um grupo católico denunciar o abuso policial e militar o José dirá que está a ser convidado para aderir aos mandamentos bíblicos.

          • José diz:

            A reacção seria a mesma.

          • José diz:

            O Renato gosta de não responder.
            Repito: – “Ao título “Imagens que me chegam da Palestina ocupada” anexa uma foto de uma criança subjugada por uma bota de alguém uniformizado.
            No contexto do 5 dias e dos posts do Renato, parece claro que a criança é palestiniana e a bota israelita.
            O facto de esse alguém não ter nem o uniforme nem a arma das IDF não se encontra descrito. Evidentemente.”
            A imagem não diz respeito a um militar israelita.
            O post é manipulativo.
            A credibilidade de alguém que escolhe as orientações políticas das vítimas de opressão por quem tem solidariedade e a manifesta é nula.
            E da Síria, nada.

          • Renato Teixeira diz:

            Começo a achar que nem lê as respostas aos comentários que saliva: http://5dias.net/2011/06/13/imagens-que-me-chegam-da-palestina-ocupada/comment-page-1/#comment-190917

            Pensava que vinha acusar a agenda ideológica do Diário da Liberdade.

          • José diz:

            Mantém-se sem responder.

          • serraleixo diz:

            Na verdade o Renato não diz que seja um soldado das IDF, embora confesso que me parece que sugira. Agora, já não percebo os links que o Renato põe como resposta ao comentário do José.
            Mas independentemente de na imagem se ver um soldado israelita ou não, a violência israelita sobre as populações palestinianas está muito bem descrita no poema.

          • Renato Teixeira diz:

            No poema e na imagem. É que o arquivo é grande e naturalmente a violência chega de vários tipos de soldados. Só o José, cujos olhos são esguios sobre o assunto, a única coisa que o move é ilibar as suas IDF.

          • José diz:

            “É que o arquivo é grande e naturalmente a violência chega de vários tipos de soldados.”

            Renato, para quem diz conhecer in loco a realidade paelstiniana, é curioso que continue a não esclarecer aquilo que já sabe: que nem a farda nem a arma pertencem à IDF.
            Ou talvez não seja curioso, apenas manipulativo.
            De facto, até agora, nunca você disse que a imagem pertencia a um soldado israelita.
            E agora fê-lo. Por ignorância ou má-fé.

    • Vasco diz:

      Tive a oportunidade de visitar a Palestina ocupada e, garanto-lhe, não há aqui qualquer invenção ou exagero. A política de expulsão ultrapassa tudo o que a história da humanidade já viu, assim como a segregação. Desta vez estou com o Renato.

      • Rxc diz:

        “A política de expulsão ultrapassa tudo o que a história da humanidade já viu, assim como a segregação”
        Um pouco de contenção e de perspectiva histórica fazia-lhe bem. Tenha juízo e respeito por povos inteiros que passaram por bem pior.
        E com isto não quero menosprezar a injustiça brutal que está a ser feita aos Palestinianos, mas apenas evidenciar o ridículo da sua afirmação.

  4. shift diz:

    Vivas Renato,

    Sei como você que estas situaçoes acontecem realmente e quotidianamente na Palestina ocupada. Uma vez que no mundo em que vivemos nao se pode acreditar sem ter visto com os proprios olhos, baseio-me para afirmar isto naquilo que eu propria assisti (ex° armas desbloqueadas viradas para bebés acabados de nascer em check points).
    No entanto, ao perguntar a uma pessoa que sofreu toda a sua vida esse tratamento brutal pela força israelita/colonialista, ele disse-me que a arma (AK47) do soldado da foto é em plàstico e que a situaçao deve ser um espectaculo de protesto. engano-me? Tem mais informaçoes?

    • Renato Teixeira diz:

      Shift, saberás bem que a origem da violência tem várias fardas e recorre a milícias armadas com diferente tipo de armamento. Tenho dúvidas que a coisa seja uma imagem de protesto, mas se for, ela está longe de superar a realidade.

      • Luis diz:

        Que giro. Encurralado, prefere tergiversar, em vez de assumir de vez: a fotografia é encenada e/ou falsa.
        Várias fardas e várias armas ? Please…

        • Renato Teixeira diz:

          Encurralado ficou o José, como ficará o Luís, quando perceber que a realidade é dez vezes pior do que a foto. A ideia da posta é precisamente jogar com o que achamos que se está a passar na Palestina. Entre quem sabe que é tudo bem pior do que se vê, especialmente ao nível do que faz o exército israelita, aos que insistem na crença que aquilo que está representado em cima é coisa que não acontece. Gostava de ver a mesma exigência na autenticidade quando o que nos mostram não reflecte e até contradiz a realidade. Mas isso já é conversa que imagino que o Luís não quer ouvir.

    • José diz:

      “ele disse-me que a arma (AK47) do soldado da foto é em plàstico e que a situaçao deve ser um espectaculo de protesto.”

      Tem aspecto disso, mas enfim…

  5. Pedro Lérias diz:

    José, você acha que o autor tem sequer a certeza da origem desta foto? Sacou-a de um lado qualquer e colocou-a aqui. Tanto quanto sabemos a bota pode ser de um soldado da Fatah. Ou de um soldado Italiano. E a sua pergunta é bem pertinente. E a Síria? Alguma coisa a dizer sobre a Síria? E não aponte para o outro lado onde também se escudam em pseudo-explicações para fugir com o rabo à seringa.
    O que é que pensa sobre o que se passa na Síria e porque é que nunca falam nisso? Ordens do Comité Central?

    • Renato Teixeira diz:

      Não. Da Comissão Permanente do Comité Central. Veja lá se ao menos estuda a nomenclatura, pá.

      • Vasco diz:

        Quem não estudou foste tu, Renato. Não há nenhuma Comissão Permanente do CC. Numa coisa Pedro Lérias e Renato Teixeira concordam: marrar no PCP. Cuidado com o anticomunismo, um dia cai-vos em cima…

        • Renato Teixeira diz:

          Vasco, perceba a ironia. Eu não sou do PCP logo não respondo pela sua direcção. O que é que isso tem de anti-comunista?

  6. Sara diz:

    Afinal você é parecido com o Americano que se fez passar por uma lésbica Siria.
    O Americano pelo menos confessou. Você persiste na mentirada.
    O José tem razão. As forças israelitas usam M16 (versão curta) e não AK’s. O uniforme também não é o das IDF (calças largas). As botas também não. O Americano mentiu.
    Você também. Dois mentirosos.

    • Renato Teixeira diz:

      Não Sara. O soldado não está legendado, como bem refere o aleixo, pelo que não encontra nenhum homem casado a fingir que é uma lésbica na Síria. Quanto ao resto é como já disse ao Shift, desengane-se que tudo o que Israel faz é feito sobre o seu uniforme e as suas armas oficiais. Esteja atenta, que o baú dos horrores tem exemplos bem piores que este. Pode começar por esta: http://5dias.net/2010/06/13/philosemitisme-em-gaza/

  7. Sara diz:

    José,

    Os comunistas Portugueses apenas se preocupam com Israel. Quem ousar criticar os benevolentes regimes do Irão, Síria, Hizballah e Hamas será prontamente e inequivocamente chamado de Imperialista. Estes comunistas são coerentes e inteligentes.

  8. Sara diz:

    Renato,

    Quando publicar o meu segundo comentário, responder-lhe-ei ao seu último comentário.
    Sinto-me insultada pela falta de consideração que você tem pelos seus leitores. Mente descaradamente sem qualquer pudor.

  9. Sara diz:

    A minha indignação face a um acto de um individuo pouco inteligente é coisa trivial. O homem é parvo mas, tanto quanto sei, não passa os dias a oprimir seja quem for. A minha indignação face a um regime injusto que mata às centenas é muito maior e de um teor radicalmente diferente, como seria de esperar.

    O que é que você pretende? Estabelecer uma equivalência moral entre os actos de um Americano que viu Oprah a mais com as acções hediondas do regime Assad?? Ainda não percebi. É evidente que a minha indignação perante os dois casos não deve nem pode ser a mesma. Será assim tão díficil compreender isto???

  10. Renato Teixeira diz:

    Para quem dúvida das fardas e das armas importa esclarecer que os abusos da IDF vão bem além do retratado aqui. http://www.causes.com/causes/525842-idf-must-stop-sexual-abuse-of-palestinian-children/about

  11. Sara diz:

    O Renato é criterioso na escolha das suas fontes.

  12. Renato Teixeira diz:

    Os abusos até foram relatados em Israel:

    Israeli Soldiers Sexually Abuse Palestinian Children
    On September 10, Israel’s YnetNews.com headlined, “IDF sexually abused Palestinian children,” headlining:

    “Damning (September 9) CNN report cites uncorroborated sexual abuse charges of Palestinian children detained by IDF.” Military officials refused to “respond to abuse charges as no details (were) provided,” a spokesman saying “We cannot address general claims on the subject in the absence of a specific complaint.”

    CNN’s report “featured an unidentified Palestinian boy claiming that IDF forces attempted to insert an object into his rectum,” and that dozens of officers present stood around laughing while it happened.

    The network cited Defence of Children International (DCI) as its source, an independent NGO involved in promoting and protecting children’s rights globally for over 30 years, founded on the date the UN Convention on the Rights of the Child (CRC) passed 10 years later.

    In May 2010, it asked the UN Special Rapporteur on Torture to investigate 14 cases of sexual assault or threatened assault it uncovered – committed by Israeli soldiers, interrogators, and police from January 2009 – April 2010. The abused children were from 13 – 16 years old, detained for offenses like stone-throwing harming no one.

    DCI-Palestine expressed alarm about sworn affidavits children provided, explaining instances of sexual assault or threatened assault to obtain confessions. In 2009 alone, DCI reviewed 100 sworn affidavits attesting to the following:

    – 97% of children said their hands were tied during interrogations;
    – 92% said they were blindfolded or hooded;
    – 81% said forced confessions were made;
    – 69% said they were beaten or kicked;
    – 65% said they were arrested from midnight to 4AM;
    – 50% said they were verbally abused;
    – 49% cited threats or inducements;
    – 32% were forced to sign confessions in Hebrew they didn’t understand;
    – 26% cited painful position abuse;
    – 14% were in solitary confinement;
    – 12% were threatened with sexual assault; and
    – 4%, in fact, were sexually assaulted.

    It included grabbing boys by the testicles until they confessed, and threatening others as young as 13 with rape unless they admitted to “throwing stones at Israeli settler vehicles in the occupied West Bank.”

    DCI suspects these figures “may understate the extent of the problem,” a conclusion substantiated in an earlier article titled “Palestinian Children Under Occupation,” accessed through the following link:
    http://sjlendman.blogspot.com/2010/07/palestinian-children-under-occupation.html

    In its April 2008 report, the Palestinian Ministry of Detainees and Ex-Detainees Affairs said over 7,000 children had been arrested since September 2000, the start of the second Intifada. About 360 were still held, some as young as 10, treated as harshly as adults, in violation of international law requiring special treatment for children.

    Of these, 145 had been sentenced, 200 awaited trial, and 15 were being administratively held without charge for offenses as trivial as stone-throwing. The report also said about 500 youths arrested turned 18 in prison. About 75 were ill and not treated, and nearly all had been tortured or abused by beatings, hooding, painful shackling, and sleep deprivation for several days in the shabeh position.

    It involves binding their hands and feet to a small chair, at times from behind to a pipe affixed to the wall, painfully slanted forward, hooded with a filthy sack, and played loud music nonstop through loudspeakers.

    The article includes more on their treatment during detention and under occupation, clear evidence of state-sponsored brutality, flagrantly violating international law, Israel’s specialty.

  13. Sara diz:

    Sim, em Israel estes abusos são publicitados e punidos pela lei, como o próprio Renato demonstra aqui.
    Desloque-se ao Egipto e diga que é judeu. Faça a experiência. Já dei o suficiente para este peditório. Passe bem.

  14. Sara diz:

    Publique os comentários que são contrários à sua opinião, meu caro fanático. Estalinista como o seu confrére Vidal, já percebi.

  15. Sara diz:

    Você não sabe ler, certamente. Os soldados Israelitas confessaram, admitiram abusos etc. ok. Não me incomoda nada. Fizeram muito bem. Os palestinianos há muito tempo que usam crianças bombistas. É um facto.

    http://www.youtube.com/watch?v=1b2QhQQpHck

    • Renato Teixeira diz:

      Não são os palestinianos os únicos a recorrer ao bombismo para se libertarem. Isso foi prática de Angola a Argel para acabar com o colonianismo. Estou certo que se acabar a ocupação acabam os bombistas, ou acha mesmo que isso acontece para atalhar caminho para o paraíso?

    • Renato Teixeira diz:

      Quanto ao uso de crianças, Israel e os seus colonos não têm qualquer moral: http://www.ziomania.com/holocaust/jew184.jpg

    • Vasco diz:

      Comparar agressor com agredido? Não é muito inteligente. Os palestinianos amam os seus filhos tanto como qualquer outro povo. Simplesmente a sua vida é, desde que nascem, espezinhada, roubada e humilhação é a coisa que conhecem desde a mais tenra idade. Mas os palestinianos não são fanáticos, são gente como qualquer um de nós, que anseia a uma vida melhor, livre, justa – que lhe é negada, NO SEU PRÓPRIO PAÍS, pelo invasor israelita.

    • Vasco diz:

      A mim incomoda-me, sabe?

  16. Armando Cerqueira diz:

    Sou solidário com o sofrimento dos Judeus às mãoes dos nazis. Porém, não posso aceitar e repugna-me imenso a opressão, o roubo e a exploração dos Palestinianos pelos Israelitas. Tenham um mínimo de vergonha e de humanidade!

    Condeno igualmente o terrorismo judeu e o terrorismo palestiniano.

    • Vasco diz:

      Eu não condeno «igualmente». Posso condenar um acto terrorista contra israelitas inocentes mas não o ponho no mesmo pé do terrorismo de Estado apoiado por uma incrível máquina de guerra. Também os vietnamitas recorreram a essas formas de ataque ao agressor, assim como os próprios judeus durante a II guerra. Comparar-se-ia um esbirro da Gestapo com um bombista judeu em Varsóvia? Então por que fazê-lo em relação a um esbirro israelita e um bombista palestiniano desesperado?…

      • Renato Teixeira diz:

        Evidente.

      • Joao diz:

        “Posso condenar um acto terrorista contra israelitas inocentes mas não o ponho no mesmo pé do terrorismo de Estado apoiado por uma incrível máquina de guerra.”

        Matar inocentes (israelitas ou não) tem escalas diferentes de condenação em função do meio utilizado?!!!

        Não tenho palavras para explicar o nojo que sinto ouvir alguém fazer uma afirmação desumana destas…

  17. Sara diz:

    É muito difícil argumentar com um mentiroso. O mentiroso inventa argumentos á velocidade da luz. Eu NÃO neguei nem confirmei os abusos da IDF. Pouco sei sobre o assunto. Não duvido que tais actos tenham sido praticados. E também não duvido que foram severamente punidos pela lei israelita. LEU e COMPREENDEU ou não? Você está a disparar contra uma persona imaginária.

    Eu contra-argumentei com um facto inegável: os Palestinianos usam crianças bombistas nas suas campanhas terroristas.

    • Renato Teixeira diz:

      E eu respondi-lhe com factos. Israel também usa crianças: http://www.ziomania.com/holocaust/jew184.jpg

    • Renato Teixeira diz:

      Sabe pouco sobre o assunto mas sabe que todos os abusos são julgados. Isso é fé ou fundamentalismo?

      • José diz:

        Não sei se “todos” os abusos serão julgados. Seguramente que muitos serão abafados pela hierarquia militar, em Israel como cá ou em qualquer país. Os militares apoiam-se mutuamente.
        Ainda assim, existem exemplos de abusos denunciados e levados a julgamento, por vezes por força da opinião pública e da comunicação social.
        Exemplos que não se vislumbram nos vizinhos de Israel.
        Como o Renato bem sabe.

    • Vasco diz:

      «E também não duvido que foram severamente punidos pela lei israelita.» Eu duvido.

  18. Sara diz:

    O Cerqueira condena o sofrimento dos judeus mas gostaria que eles tivessem ido para o Uruguay (ou que tivessem ficado na Europa!!!) estabelecer um estado que lhes protegesse.
    Lindo. Euro moralismo no seu mellhor: primeiro matamo-los, depois negamos o seu direito a existir na sua terra ancestral.

    • Renato Teixeira diz:

      Quem fez o holocausto foram os Palestinianos? Porque não lhes deram a Baviera? Terra ancestral? Porque não cedemos o território português aos espanhóis? Ou aos árabes?

    • Vasco diz:

      Terra ancestral? Direitos bíblicos sobre a terra de outrém? Se o Estado judeu foi criado para compensar os judeus do holocausto e acabar de vez com os pogroms então parecia-me lógico que esse estado fosse criado no território dos países responsáveis por esse holocausto. Aliás, nos próprios congressos sionistas no início do século XX a Argentina e o Uganda foram sugeridos como possibilidades.

  19. Sara diz:

    Muito bem, Renato. Agora demonstre com factos que crianças israelitas foram usadas em campanhas militares ou para-militares contra os Palestinianos.

    Aquelas sim, são armas israelitas: uzi, para ser mais precisa. Quando se vive rodeado por povos incultos que vivem sob a opressão de elites retrogadas e militaristas é isso que se faz: ensinam-se os putos a defenderem-se.

    VIVA ISRAEL. 🙂

    • Renato Teixeira diz:

      É nos gritos de guerra que se vê o humanismo. Mas basta citar o que escreve, com uma pequena adaptação, para chegarmos a acordo sobre isto: Quando se sob ocupação e sob a opressão de elites retrogadas e militaristas é isso que se faz: ensinam-se os putos a defenderem-se. É exactamente assim.

  20. Sara diz:

    Porque os Espanhois e os Árabes invadiram-nos. Nós não existiamos como entidade cultural-linguística distinta antes da ocupação Árabe e Espanhol? Aprenda história. Em nome de quem é que Afonso Henriques expulsou os Árabes de Portugal? O gajo não sabia quem era???

    Interessante: não são poucos os Árabes que defendem a reincorporação da Andaluzia (incl parte de Portugal) no omnipotente califato que pretendem criar.

    • Vasco diz:

      E Israel não invadiu a Palestina? Essa do povo iluminado perante monarquias terríveis é cómica. Hitler argumentava da mesma forma em relação à URSS. Aliás, os movimentos progressistas árabes – que os havia e há – foram esmagados pelos regimes monárquicos ou republicanos despóticos precisamente apoiados por Israel e EUA. Veja-se o caso do Hamas, por exemplo…

      • José diz:

        O Hamas foi esmagado por quem?
        Qual foi o regime árabe que recebeu ajuda de Israel para esmagar quem quer que seja?

        • Renato Teixeira diz:

          Assim de repente o Egipto de Mubarak e de Sadat, a Jordânia da Princesa e a Síria daquele que a SIC agora diz que dirige a revolta a partir de Paris.

    • subcarvalho diz:

      Minha cara, aprenda você história!!
      Os árabes já por cá andavam desde o séc. VIII…ainda faltavam 4 séculos para que o Afonso por cá aparecesse!
      Quanto aos espanhóis, o condado portucalense era pertença do reino da Galiza e posteriormente incorporado no Reino de Leão antes de se tornar independente em 1143…ora, pelos vistos “nós” tugas é que lhes “roubamos” a terra…
      Aos leitores do 5 dias: esta argumentação deve ser lida no contexto desviante dos comentários da Sara. Pessoalmente, estou como Kant, “o direito da posse comunitária da superfície terrestre pertence a todos aqueles que gozam da condição humana, existindo uma tolerância de todos a fim de que se alcance uma convivência plena.”

      • Mike diz:

        “Quando da invasão muçulmana da península Ibérica, Portucale era já, desde a segunda metade do século VI, a sede da diocese Portucalense, situada na província da Galécia, e tendo por metropolita o bispo de Braga. Após a invasão, a diocese não sobreviveu, tendo sido apenas restaurada após a reconquista do Porto, em 868.” – Isto só para provar que eramos nação antes de sermos “pertença” do reinado da galiza.

        Mas tal como não foram os amaricanos que fizeram a América, onde existe civilização humana há mais de 10 mil anos, também os povos que habitavam a península onde geograficamente hoje é portugal já existiam há cerca de 5/6 mil anos…

        A História não pode ser só a que os vencedores cantam… Tal como a história recente da Palestina não pode ser só apreendida por nós com base naquilo que os vencedores (Israel) nos conta, não é verdade?

    • Vasco diz:

      Os árabes invadiram-NOS? A quem? Portugal não existia – é anacrónico falar dessa forma. Agora a Palestina existia, assim como o compromisso da chamada «comunidade internacional» de criar o seu estado próprio… Mas promessas leva-as o vento…

      • Mike diz:

        Portugal não existia???? Tal como o conhecemos não, mas existia sim senhor, formado por outras entidades. Se calhar foram os mouros que descobriram esta terra onde não havia ninguém? Ou terão sido os romanos? Ou antes deles os fenícios? Não, decerto foram os cartagineses!!

      • José diz:

        “Portugal não existia – é anacrónico falar dessa forma. Agora a Palestina existia”

        Factualmente tem razão no caso e, pelas mesmas razões, não tem no segundo caso. A Palestina não existia enquanto nação e ainda menos enquanto estado.

    • Pedro diz:

      Qualquer fonte serve, Sara:

      google this (1st link)
      “jewish population 1967” (sem aspas, escolhi o ano praticamente ao calhas)

      Israeli-Palestinian Conflict – Population Statistics

      e pode constatar: (porcentagem de judeus em território Israelita + Palestiniano à data, já que esse também varia!)

      1914 – 7.6%
      1922 – 11.1%
      1931 – 16.9%
      1941 – 29.9%
      1950 – 50.7%
      1960 – 58.8%
      1970 – 71.2%
      1980 – 61%
      1995 – 56.2%
      2005 – 50.7%

      Outros estudos demonstram outros valores, o essencial é o crescimento desproporcional (induzido artificialmente – imigração), mesmo tidas em conta taxas de natalidade diversas entre ambas as culturas.

      E atenção, não confundir os Judeus (invasores aliciados monetariamente) que para lá foram (territórios palestinianos), com os Sionistas que inventaram o próprio conceito de “O Estado Judeu” – “Der Judenstaat” – de Theodor Herzl, a génese do conflito, que permitiu avançar-se artificialmente pelo sec. passado com a tendencia populacional que se verifica. Tudo com a complacência (+primeiro empurrão) do RU e demais apoios cruciais dos EU e (Ilhas Marshal!? LOL).

      Limpeza étnica? Genocídio? Sim? Não? Talvez? É mais Complicado? Em que ficamos Sara? Olha… nestes tempos de crise (aqui em Portugal), até são capazes de te arranjar um colonatozito por lá… direito a casinha e tudo.

      É esta hirarquia de valores que lhe parmance alheia segundo os seus comentários!

    • Vasco diz:

      O Afonso era um tipo cómico. Aliava-se a nobres cristãos contra os mouros e em seguida aos mouros contra nobres cristãos. Tudo em nome da pátria portuguesa, claro…

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  23. Sara diz:

    Pedro,

    First link, ao calhas. Seja mais rigoroso. Consulte os dados das NU. Eram uma minoria, sem dúvida. Não seria necessária uma maioria para legitimar um direito de pertença histórico.

    Meus Senhores,

    Leram mal o que eu escrevi. Eu escrevi entidade culural-linguistica. Não falei em Nação. Não falei em estado. Não falei de uma entidade explicitamente política. Disse e repito: em nome de quem é que Afonso Henriques expulsou os INVASORES do território que viria a ser reconhecido como Portugal? uufa.

    Será assim tão difícil reconhecer o direito de pertença dos judeus aquele território. Eu reconheço o direito de pertença a judeus e palestinianos apesar de reconhecer que Palestina foi uma invenção colonial Britânica. Nem sequer existia. Não tinha qualquer precedente histórico. Israel também não, tal como se formou em 1948.

    Mike,

    Ninguém nos EUA, hoje, sonharia negar o direito de pertença dos Indios Americanos. São os verdadeiros Americanos. Concordo consigo.

    • Pedro diz:

      “Outros estudos demonstram outros valores, o essencial é o crescimento desproporcional (induzido artificialmente – imigração), mesmo tidas em conta taxas de natalidade diversas entre ambas as culturas.”

  24. Sara diz:

    Leia “verdadeiros Americanos” ironicamente, s.f.f.

  25. Sara diz:

    Pedro,

    O teu “ao calhas” não é nada ao calhas.
    Boa sorte para o PS. Eu já tenho o meu kibutz pessoal. 🙂

  26. Sara diz:

    Vasco,

    Os Árabes invadiram uma entidade cultural não existente. Aliás, pensando bem, eles nem sequer nos invadiram. Vieram cá passear. E não encontraram cá ninguém. A malta tinha que pagar imposto. Viviamos numa condição de jahilyia. Ligeiramente abaixo de cachorro. (por favor, não inventem tretas sobre a benevolência extrema dos invasores…..) sentir-me-ei tentada a mandar-Vos a todos para…a Palestina!!

    Fiquem bem, fofinhos.

    Gente tontinha.

    Beijins
    Sara

    • Renato Teixeira diz:

      Veja lá se não acaba em Israel, de preferência acabada de fazer 18 anos.

      • José diz:

        Vê-se que não fez o serviço militar…
        A generalidade dos miúdos israelitas não vê como algo tão negro esse período, mesmo aqueles que se recusam a servir na Cisjordânia.

  27. Sara diz:

    O Renato assegurou-me que não censuraria os meus comentários.
    Espero que pelo menos honre a sua pertença académica à Universidade de Coimbra.
    Pelos menos isso.

    Boa Noite, Senhores.
    Um Shalomzin para todos Vós.

  28. Sara diz:

    Para que o Sr Renato não se deleite com uma vitória imaginária da Flotilha da Liberdade.

    http://www.ynet.co.il/english/Ext/Comp/ArticleLayout/CdaArticlePrintPreview/1,2506,L-4081829,00.html

    Do mesmo jornal de onde citou as confissões dos soldados Israelitas que serão certamente punidos pela lei.

    PS: Não deveria ter mencionado Portugal. Mas fui bastante precisa quando falei de comunidade cultural-linguística distinta. Fi-lo porque sabia que Portugal ainda não existia (aquando das Invasões Árabes) Na frase a seguir, mencionei simplesmente Portugal. Deveria ter sido mais precisa e repetido a qualificação. Mea culpa.

    Quanto ao resto, nem uma palavra lhe retiro.

    • Renato Teixeira diz:

      Vê, nem toda a gente é terrorista. A flotilha quer fazer entrar o material e por quanto o consiga acho bem que dialogue com os judeus contra o bloqueio.

  29. Reginna Sampaio diz:

    Sara como brasileira lhe digo : Quando Portugal descobriu o meu país habitavam aqui milhões de índios com seus costumes, língua e cultura . 90% desses índios foram aniquilados . O tempo passou e hoje existe o Estado brasileiro a oitava maior economia do mundo . Pela sua lógica Sara começo a ter medo de que os indígenas brasileiros decidam se apossar da minha casa afinal essa terra era deles 500 anos atrás ! Essa justificativa Sara é a mais irracional possível ( não me engano , a mais irracional é a justificativa que diz que Israel tem direito as terras palestinas porque é ” a terra prometida por Deus ” ) , ou seja é a segunda mais irracional justificativa . A Palestina não foi uma invenção dos ingleses, ao contrário se tornou um protetorado Inglês devido a expansão do colonialismo europeu no Sec.XIX . A Palestina ao contrário do que você pensa Sara não era uma terra desabitada . Assim como não era desabitado o Brasil quando foi “descoberto” . Os palestinos não apareceram lá do nada pra incomodar os israelenses,eles habitam aquelas terras há séculos . Pra você Sara e pra todos os que tentam justificar o injustificavel eu repito o que disse NELSON MANDELA sobre a questão Palestina : ” O apartheid é um crime contra a humanidade. Israel privou milhões de palestinianos da sua liberdade e da sua propriedade. Ele perpetura um sistema de discriminação racial e de desigualdade. Encarcerou e torturou sistematicamente milhares de palestininaos, em violação do direito internacional. Desencadeou uma guerra contra a população civil e em especial contra as crianças ” Disse ainda Nelson Mandela : ” Se você quer a paz e a democracia, apoiá-lo-ei. Se quer formalizar o apartheid israelense , não o apoiarei. Se quer apoiar a discriminação racial e a limpeza étnica feita por Israel , conte com a nossa oposição ” . Ponto e basta .

    • Pedro diz:

      É por essas e por outras que o Nelson Mandela, e qualquer outro membro do ANC, constavam até há bem pouco tempo (2008) na lista de terroristas (desde os anos 80).

      Foi quando o Nobel Paz Mandela celebrou o seu 90º aniversário que lhe foi removido o título, para embaraço da nossa “amiga” Condoleeza Rice.

    • José diz:

      O Kosovo é para os sérvios o que Guimarães é para os portugueses ou Israel para os judeus.
      O facto de movimentações humanas terem alterado a demografia e as consequentes maiorias eleitorais não retira a legitimidade aos sérvios, o direito do povo sérvio à sua terra histórica, tal como isso não acontece com os portugueses ou com os israelitas.
      A Palestina britânica não resulta de qualquer expansão colonialista inglesa do séc. XIX. Informe-se melhor antes de dizer disparates.
      O território ora conhecido por Palestina foi assim crismado pelos Romanos após a última guerra com os judeus, com a ocupação árabe e depois turca deixou de ter esse nome, para voltar a ganhá-lo após a I Guerra Mundial graças aos orientalistas britânicos.
      Como vê, a Palestina é um criação ocidental recente, fruto da divisão entre potências vencedoras – Reino Unido e França – do espólio otomano.
      Os árabes habitam aquela terra há séculos? É evidente, tal como os judeus que ali habitam há milénios.

      • Renato Teixeira diz:

        Logo, Portugal é dos fenícios.

        • José diz:

          Nessa lógica de raciocínio, Renato, teria de ser dos celtiberos.
          Os fenícios apenas instalaram entrepostos.
          Agora, diga-me que já concorda com a independência do Kosovo…

          • Renato Teixeira diz:

            Então estamos de acordo. Não se reconheça nenhuma legitimidade a nenhum dos entrepostos. Militares ou aduaneiros, pouco importa. Se é entreposto é entreposto, nação é outra coisa. E veja, cabem lá todos os que sempre lá viveram, respeitando essa coisa democrática de todos serem iguais perante os outros, no voto e no acesso à terra e ao trabalho. Negócio fechado?

          • José diz:

            Evidentemente.

      • Pedro diz:

        “O Kosovo [território] é para os sérvios [identidade] o que Guimarães [território] é para os portugueses [identidade] ou Israel [território] para os judeus [traço de identidade].”

        Consegue ver a diferença? Nos primeiros dois exemplos menciona a relação entre a porção de um território [região, cidade] com uma identidade, que não só o engloba como o transcende (Sérvia/Portugal).

        No último exemplo a relação é bem diferente:

        Israel – é todo um território (ao invés de uma porção do mesmo, não me vou deter sobre a sua criação e expansão por agora)
        Judeus – é apenas um traço de identidade dos seus habitantes (comprovadamente nem todos os que habitam o espaço dito Israel são Judeus, também os há Árabes, Católicos, etc. em suma traço religioso)

        Portanto, para essa sua comparação me ser aceitável teria que a levar até ao fim:

        “Guimarães é para os portugueses”, (suponhamos entretanto que) desde a sua independência (no interior de Portugal e assumindo as suas actuais fronteiras) os vimaranenses, os seus traços de identidade, resolviam projectar o seu poder e identidade específica sobre o resto da população portuguesa. Construir colonatos nas zonas mais férteis de Portugal para detrimento dos locais, explorar os aquíferos excluindo as necessidades locais, etc etc…

        Mas a questão é mesmo mais grave, já que se trata de um traço de identidade religioso, poderiamos da mesma maneira estar a falar de um traço gastronómico… sei lá… Toucinho do Céu. Agora imagine-se o que seria com o intuito de impôr essa hegemonia, os vimaranenses criavam leis discriminatórias entre quem gosta de Toucinho do Céu e todas as outras iguarias específicas do restante território.

        Em suma, tu tens todo o direito de gostar de Toucinho do Céu, e eu tenho todo o direito de me deliciar com Pastéis de Nata, não vais ser tu concerteza que me vais obrigar a comer outra coisa que seja!

        Infelizmente o assunto não é meramente gastronómico.

        Outra coisa é, lá pelo facto de, historicamente, terem ocorrido injustiças na definição das actuais fronteiras territoriais no mundo, não quer dizer devemos aceitar esse mesmo tipo de injustiças no presente.

        • José diz:

          Como exercício de brincadeira não está lá grande coisa.
          Um judeu não o é por ser religioso. Muitos judeus não são religiosos e não acreditam em Deus.

          • Pedro diz:

            Utilizei a expressão “judeu” na assepção mais corrente daquele que está/foi convertido ao judaísmo.

            É totalmente livre de divergir na interpretação e acreditar lá no seu Tocinho do Céu que bem quizer, mas depois não se admire de concluir como brincadeira os argumentos que fiz por serem sérios, mesmo que humildes.

            O Pastel de Nata é Grande!

          • José diz:

            Eu sei que utilizou a expressão “judeu” na acepção de pessoa convertida a uma religião.
            Por saber isso é que lhe digo que um judeu não o é por ser religioso, por crer em Deus.
            Muitos israelitas não são crentes, e nem por isso se deixa de identificar como judeus.

            Não, não entro em competições gastronómicas e não desço o nível.

          • Pedro diz:

            Óptimo, agora estamos esclarecidos.

          • José diz:

            Curiosamente, quem cria legislação absoluta sobre questões alimentares no território do Mandato Britânico não é Israel.
            Aí, qualquer pessoa pode comer carne de porco, marisco, coelho ou beber qualquer bebida alcoólica.
            Em Gaza não.

            E, como pelos vistos não entendeu, não, judeu não é um traço de identidade religiosa.

          • Pedro diz:

            Logo vamos bombardeá-los com fósforo branco até aprenderem a ser livres de comer o que quizerem como nós, não é?

            Caso ainda não tenha percebido, o meu comentário original tinha a intenção de expôr o absurdo da sua equação:

            “O Kosovo é para os sérvios o que Guimarães é para os portugueses ou Israel para os judeus.”

            Entende porque é que tentei, desde logo mas infrutiferamente diga-se, travá-lo na deriva de interpretação que fez das minhas palavras.

            “E, como pelos vistos não entendeu, não, judeu não é um traço de identidade religiosa.”

            Quando finalmente vem ao encontro do que chamava a atenção, continua a deter-se já não com semantica, agora com sintática. Aquilo que me estou a esforçar por lhe fazer perceber é que:

            É ilegítimo um sub-grupo, ainda por cima minoritário, da identidade observada num dado espaço territorial impôr as suas destinções na lei, costumes, cultura, etc., sobre os restantes habitantes. Isto é Ó-B-V-I-O!

            Não contentes com facto de serem minoria, o Estado de Israel, a sua representação institucional, à margem de evoluções migratórias naturais, sintetiza/implementa políticas de engenharia demográfica extremamente perigosas (falhando diga-se de passagem).

            Ou vai dizer que é outra vez um disparate digno de Ahmadinejad?
            Israel offers incentives to expand Jewish settlements

            Também é óbvio que essa imposição com traços assumidamente coloniais [sec. XXI!!] é veiculada pela força das armas, e consequentes custos humanos incalculaveis.
            Isto é I-N-A-D-M-Í-S-S-I-V-E-L pós carta das Nações Unidas, num mundo que se alega civilizado.

            É esta I-N-J-U-S-T-I-Ç-A que o seu comentário perpetua, sempre atenuando as evidências, e que eu tentei desmistificar. Fico por aqui.

          • José diz:

            Pedro, continua a não perceber.
            Judeu não é uma identidade religiosa.
            Os israelitas, na sua esmagadora maioria, consideram-se judeus, sem que isso tenha necessariamente a ver com religião.
            Não sei como lhe explicar isto de outra forma.
            Por isso não venha com subgrupos.
            Os não-árabes, se quiser assim, são a maioria em Israel, cerca de 80%.
            Você tem mesmo que ler um pouquinho mais para não vir aqui com argumentos destes!
            É que se é suposto ter humor, vê-se que falhou a sua vocação.

  30. Sara diz:

    Oi Regina,

    Eu não disse que os Indíos Brasileiros tem o direito de ocupar a sua casa. O que eu disse é que a senhora ou qualquer outro-a Brasileiro-a não tem o direito de lhes negar o direito de existir no Brasil. Quem foi que negou aos judeus o direito de viveram ali? Esta negação foi o primeiro passo de uma guerra que ainda não terminou.

    Eu nunca disse que a Palestina não era habitada. A Palestina (britânica) era habitada por árabes e judeus antes do inicío das vagas de emigração zionista.

    Quanto ao apartheid: a Regina por acaso sabe o que aconteceu às centenas de milhar de judeus que viviam no norte de áfrica durante os anos 30 e 40????

    “The British mandate over Iraq came to an end in June 1930, and in October 1932 the country became independent. The Iraqi government response to the demand of Assyrian authonomy (a Semitic tribe, affiliated to Nestorian church), turned into a bloody massacre by Iraqi army in August 1933. This event was the first sign to the Jewish community that minority rights were meaningless under Iraqi monarchy. King Faisal, known for his liberal policies, died in September 1933, and was succeeded by Ghazi, his nationalistic anti-British son. Ghazi began promoting Arab nationalist organizations, headed by Syrian and Palestinian exiles. With 1936-1939 Arab revolt in Palestine, they were joined by rebels, such as the Mufti of Jerusalem. The exiles preached pan-Arab ideology and fostered anti-Zionist propaganda.[13]

    Under Iraqi nationalists, the Nazi propaganda began to infiltrate the country as Nazi Germany was anxious to expand its influence in the Arab world. Dr. Fritz Grobba, who resided in Iraq since 1932, began vigiously and systematically to disseminate hatred of Jews. Among other things, Arabic translation of Mein Kampf was published and Radio Berlin had begun boadcasting in Arabic language. Anti-Jewish policies had been implemented since 1934, and the confidence of Jews was further shaked by the growing crisis in Palestine in 1936. Between 1936 and 1939 ten Jews were murdered and on eight occasions bombs were thrown on Jewish locations.[14]

    In June 1941 a pro-Nazi regime was formed in Iraq, headed by Rashid Ali al-Galyani. Following a widespread incite and propaganda, an anti-Jewish pogrom erupted in the final days of the regime in Baghdad, leading to deaths of 180 Jews. The Farhud progrom has become a shocking event to Iraqi Jewish community, with much of Jewish property seized and as many as 50,000 Iraqi Jews affected. Many displaced Iraqi Jews began fleeing for Israel reaching a rate of 1,000 per year by 1949.[15] Some 10,000 Jews left Iraq in 1941-1949, following the Farhud.

    During the Second World War Morocco, Algeria, Tunisia and Libya came under Nazi or Vichy French occupation and these Jews were subject to various persecutions. In 1942, German troops fighting the Allies in North Africa occupied the Jewish quarter of Benghazi, plundering shops and deporting more than 2,000 Jews across the desert. Sent to work in labor camps, more than one-fifth of this group of Jews perished. At a time, most of the Jews were living in cities of Tripoli and Benghazi and there were smaller numbers in Al Bayda and Misurata.[16]

    In other areas Nazi propaganda targeted Arab populations, in order to incite them against British or French rule.[17] National Socialist propaganda contributed to the transfer of racial antisemitism to the Arab world and is likely to have unsettled Jewish communities.[18]

    Following the liberation of North Africa by allied forces, antisemitic incitements were still on the high. The most severe racial violence erupted in Tripoli (Libya) in November 1945. Over a period of several days more than 130 Jews (including 36 children) were killed, hundreds were injured, 4,000 were left homeless (displaced) and 2,400 were reduced to poverty. Five synagogues in Tripoli and four in provincial towns were destroyed, and over 1,000 Jewish residences and commercial buildings were plundered in Tripoli alone.[19] The same year, violent anti-Jewish pogroms occurred in other cities across the Arab World, including Cairo (Egypt), which resulted in 10 Jewish victims.”

    http://en.wikipedia.org/wiki/Jewish_exodus_from_Arab_and_Muslim_countries#Rise_of_modern_antisemitism_in_the_Middle_East

    Regina,
    Não leia no que eu escrevi o que gostaria que eu tivesse escrito. Leia simplesmente o que eu escrevi e não se atire de cabeça para conclusões precipitadas. Apenas uma sugestão.
    O argumento que eu pretendia defender é este: os judeus tem o direito de existir ali.

  31. Sara diz:

    Leu o texto, Regina?

    Leia isto sobre o Mufti:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Mohammad_Amin_al-Husayni

  32. Sara diz:

    Vasco,

    Visitou a “Palestina ocupada”? E esteve onde? Numa reunião do Hamas? O que é que me diz do Hamas? Gostou da forma como patrulham as ruas? Assistiu às campanhas de intimidação? Estava lá quando milhares de doláres e euros são desviados para os muitos gangs que trabalham para o Hamas? E, diga-me, identifica-se com a Constituição e ideologia do regime vigente em Gaza? Sentiu na pele o fascismo da rua árabe?? Gostou?

    Pode até ter estado na Palestina ocupada. Mas não percebeu patavina.

  33. Reginna Sampaio diz:

    Primeiro respondendo a pergunta se já estive em Gaza : sim e lá estarei novamente em setembro após fazer uma visita a Jordânia. Não nego a Israel o direito a existir e sim a ser violento e cruel contra os palestino. Israel não tem esse direito . Quanto ao que aconteceu respeito e sento muito ( até porque eu sou de origem judaica portuguesa conhecida como cristãos novos ) mas não posso mudar, o podemos tentar mudar é o que está acontecendo agora . E o que está acontecendo agora é uma limpeza racial promovida por Israel e o extermínio lento do povo palestino . Quanto ao Hamas é a autoridade palestina eleita , é um partido político e se formos falar do Hamas vamos ter que falar do Likud também … O que os israelenses não conseguem entender é que agindo como age perde toda a razão, desperta ódio em todas as partes do mundo e vai acabar entrando pra História como uma nação cruel e bárbara . Será que é difícil entender que enquanto os palestinos despertam nas pessoas sentimentos de amor e de piedade ,Israel com suas atitudes tem despertados em todas as partes do mundo sentimentos de ódio ? Eu tenho origem judaica e como tal digo : não quero entrar pra história da humanidade como sendo vilão e parece que é esse o papel que nos restará se Israel não se redimir . Não quero entrar pra História como entraram Inquisidores e Nazistas. Acho que Israel deveria entender logo que o papel de vilão não nos cai bem . Apesar de minha origem judaica hoje digo do fundo do meu coração : Minha alma é palestina e penso que os milhões de judeus que morreram durante o nazismo e durante a Inquisição aonde quer que estejam estão olhando pra cá e sofrendo ao ver nosso povo sempre tão perseguido se tornar um cruel perseguidor .

  34. Sara diz:

    Regina

    A sua alma é palestina, de fato.
    Os palestinos de gaza votaram maioritariamente num partido-movimento islamita, o hamas. Este partido-movimento é fascista, autoritário, xenofobo, chauvinista e defende a aniquilação do estado de israel. É apoiado por um país teocrático e fascista que também defende o exterminio de israel. Nada disso importa para si. Já sucumbiu aos simplismos idiotas da esquerda chic: perseguidor vs perseguido. Se as coisas fossem assim tão simples o mundo seria muito melhor. Leia a constituição do hamas, veja e ouça o que eles dizem na tv palestina eobserve atentamente o que eles fazem nas ruas, mercados etc. Comparar likud com hamas é um absurdo.

    http://www.terrorism-info.org.il/malam_multimedia/English/eng_n/pdf/ipc_e169.pdf

    A verdade, cara Regina, é que os seus pobres perseguidos são ignorantes que tem sido manipulados por lideres fanáticos e corruptos com quem é impossível negociar. Resta apenas uma saída: guerra, à norte e a sul, para eliminar os inimigos de israel. Digo isto com tristeza mas a verdade é que não há outra “saída.”

  35. José diz:

    “Quanto ao Hamas é a autoridade palestina eleita , é um partido político e se formos falar do Hamas vamos ter que falar do Likud também …”

    O Likud pode ter um líder que é uma besta, mas está enquadrado dentro de um regime democrático, conhecido por não haver golpes de estado e em que os conflitos se resolvem nas urnas, com as minorias, como a árabe, por exemplo, representadas no parlamento.

    O Hamas, após ser eleito, expulsou manu militari a oposição, tornando-se senhor absoluto de Gaza, sem qualquer oposição, sem qualquer sistema de controlo do poder pela oposição, sem qualquer sistema de freios e contrapesos que caracteriza uma democracia parlamentar.
    Comparar o governo do Hamas com o governo israelita é má-fé.

    “E o que está acontecendo agora é uma limpeza racial promovida por Israel e o extermínio lento do povo palestino.”

    Não concordando com a ocupação da Cisjordânia – já que de Gaza Israel se retirou – não vejo de onde a Reginna conclui pela limpeza racial e o extermíno lento do povo palestino.

    Qualquer dado estatístico sobre a matéria elucida-a que a população árabe tem crescido num ritmo muito maior do que qualquer outra etnia.

    Em contrapartida, o número de judeus no Médio-Oriente fora de Israel tem descido até à extinção nalguns países.

    Como pode dizer que a limpeza racial se encontra do lado de Israel?!

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  37. Pedro diz:

    “Em contrapartida, o número de judeus no Médio-Oriente fora de Israel tem descido até à extinção nalguns países.”

    O seu viés é realmente vincado… e diga-me:

    Os judeus nesses países têm descido “até à extinção” por serem bombardeados? Por se sentirem mal integrados na sociedade que os segrega nos bancos traseiros dos autocarros, e resolverem emigrar? Pelas mulheres se verem mães na borda dos entrepostos de segurança à ponta de M16? Por agricultores verem as as suas explorações arrasadas ou pela construção do Muro ou de Colonatos? Por verem diminuído o seu acesso à água? Etc, etc, etc?

    Ou porque naturalmente experimentam uma natural baixa na taxa de natalidade típica de condições e níveis de desenvolvimento humano elevados? Inferior a taxas de emigração agravadas por incentivos artificiais para se deslocarem para Israel?

    Portanto “até à extinção” por causa dos genocidas que praticam tais políticas no Irão, Egipto, Síria (se não eram estes países que tinha em mente, avance com exemplos sff)… Também quer deixar com os Muçulmanos a responsabilidade por isso é?

    Sr. José, está constantemente a tropeçar nos factos ou na interpretação dos mesmos!

    PS: Já agora, dispensando a aculturação e a descaracterização da identidade da nossa democracia que o Sr. trás pela mão da expressão “freios e contrapesos” (importação directa do Inglês “checks and balances”), e para seu enriquecimento, a expressão corrente em bom português, tanto no antigo como no do “desacordo” ortográfico, é “separação de poderes”.

    • José diz:

      O ignorante mais irritante é o que julga que sabe.

      Se ler um pouco – não muito, basta passear pela internet – verá que os judeus do Médio-Oriente estão quase ou mesmo na extinção porque foram sujeitos a perseguições, progroms e assassinatos em todos – repito, todos – os estados do Médio-Oriente.
      As comunidades fortes existentes em Marrocos, Argélia, Iraque, Iémen, Síria, etç, ficaram muito reduzidas ou chegaram mesmo à extinção. Isto ainda nas décadas de 40 a 70 do séc. XX.
      Fugiram para poderem sobreviver, fugiram para não serem mortos às mãos da populaça, em progroms que faziam inveja aos cossacos novecentistas ou aos SA da década de trinta.
      Leia, que lhe fará bem e dispensa-nos de ler os seus disparates.

      Não, separação de poderes não tem nada a ver com o conceito de checks and balances, correntemente traduzido com as expressões “pesos e contrapesos” ou “freios e contrapesos”.

      Uma vez mais: leia que lhe faz bem e verá as diferenças entre conceitos que não domina e julga que sabe.

    • Pedro diz:

      Lá isso de ignorância não me falta efectivamente, especialmente esta do tipo que o irrita! E congratulo-me por isso, depois do que deixou transparecer.

      O José confunde a presunção de conhecimento com a cultura de um espírito crítico. Aquele que se questiona e que questiona tanto as verdades como os mitos. Reconhecerá, no meu comentário, três afirmações entre oito interrogações. No seu comentário apenas são visíveis certezas, pelos vistos inquestionáveis tal foi o ódio que debitou:

      Então, como as comunidades de judeus foram mal tratadas nesse países citados obrigando-os a fugir, coisa que não vou questionar, passou a ser legítimo vingarem-se nos palestinianos. Bem podia também ter falado no holocausto imposto aos judeus pela Almanha Nazi, para boa medida!

      Constato que já leu tudo o que precisa para sugerir tamanha grandeza impregnada de ódio.

      “Não concordando com a ocupação da Cisjordânia – já que de Gaza Israel se retirou – não vejo de onde a Reginna conclui pela limpeza racial e o extermíno lento do povo palestino.

      Qualquer dado estatístico sobre a matéria elucida-a que a população árabe tem crescido num ritmo muito maior do que qualquer outra etnia.

      Em contrapartida, o número de judeus no Médio-Oriente fora de Israel tem descido até à extinção nalguns países.

      Como pode dizer que a limpeza racial se encontra do lado de Israel?!”

      Uma no cravo e outra na ferradura… Essa sua argumentação leva freio nos dentes e só dominada por ideologia sionista!
      Essa “limpeza” étnica (“racial”?! Pois, pois!) das políticas sionistas toma por assalto os olhos de qualquer ser humano!

      Quanto ao seu equívoco linguístico, fruto de tradução do inglês, ou de importação de português do Brasil, em Portugal não se usa:


      Constituição da República Portuguesa
      Artigo 2.º
      Estado de Direito Democrático

      A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.”

      É na palavra “interdependência” que se condensa a noção de “poids et contrepoids”, ou seja os seus “freios e contrapesos”/”checks and balances”. E sim, têm tudo a ver. E sim, tive que reavivar a memória, agradecido pela oportunidade.

      Portanto, preciso a minha anterior afirmação: “separação e interdependência de poderes” que contudo já não é tão corrente.

      Fazendo, esta questão, oportunidade de lhe lembrar que o Estado de Israel não aprovou sequer uma constituição por sufrágio universal (ao contrário da portuguesa) regindo-se por um conjunto de leis aprovadas pelo Knesset sem necessidade de maioria qualificada, por relevância para o calibre da democracia, duas das quais denominadas “Liberdade de Ocupação” (1992/1994).

      Onde se define no artigo 2º:

      “The purpose of this Basic Law if to protect freedom of occupation, in order to establish in a Basic Law the values of the State of Israel as a Jewish and democratic state.”

      Para não incorrer em desonestidade intelectual, saliento que, “occupation” não quererá significar o que se poderá esperar para o leitor incauto, artigo 3º:

      “Every Israel national or resident has the right to engage in any occupation, profession or trade.”

      Não deixa de ser curiosa a designação…

  38. Fernando diz:

    He he he O Renato continua o mesmo brincalhão dos tempos de faculdade. Ele sabe bem que essa AK não é usada por quem ele diz, e que a foto não se reporta ao que descreve. A verdade nunca foi o seu ponto mais forte. Mas vai dando para rir, como sempre deu. Obrigado.

    • Renato Teixeira diz:

      Ando muito mais divertido. Não subestimes. E o que se passa na Palestina tem muito menos piada.

      • José diz:

        Hmmm… pelos visto há quem o conheça bem, Renato.
        E não, o que se passa na Palestina não tem piada, nem merece manipulações como a deste post.

        • Renato Teixeira diz:

          Não há nenhuma manipulação José tirando as que confabulou. Na Palestina é quase tudo pior do que está representado na imagem.

          • José diz:

            Renato, será pior.
            E a imagem não é de um soldado israelita. E você sabe-o. E, ainda assim, colocou a imagem com o título que escolheu e com o teor do post, numa intenção de fazer crer que a imagem se referia a uma criança espezinhada pela bota de um soldado israelita.
            Que chama você a isto?

          • Renato Teixeira diz:

            Nunca disse que o soldado é israelita. Nem na posta, nem no debate. A insinuação é portanto bem mais grave do que a julga e a realidade bem pior do que qualquer representação que se possa fazer dela.

  39. José diz:

    “Mas independentemente de na imagem se ver um soldado israelita ou não, a violência israelita sobre as populações palestinianas está muito bem descrita no poema.
    Renato Teixeira says:
    14 de Junho de 2011 at 12:28

    No poema e na imagem. É que o arquivo é grande e naturalmente a violência chega de vários tipos de soldados. Só o José, cujos olhos são esguios sobre o assunto, a única coisa que o move é ilibar as suas IDF.”

    Não disse?

  40. Sara diz:

    O Pedro, julgo eu, levantou uma questão interessante:

    “passou a ser legítimo vingarem-se nos palestinianos. ”

    Não é disso que se trata. Mas talvez ajude-lhe a compreender porque é que os judeus não tiveram que criar um estado que lhes protegesse. E, claro, este estado só poderia ser na sua terra ancestral. Além disso, ajuda-lhe a compreender outra particularidade: desde muito cedo (1948 ou até antes) que os judeus perceberam que não seria possível negociar com personas como o Mufti e outros que lhe seguiram as pegadas. A pan-nacionalismo árabe que (re) surgiu com a segunda grande guerra tornou qualquer aproximação com os árabes simplesmente impossível. Os senhores da Fatah dizem que aceitam a existência de israel mas o rapprochement recente com o hamas (que nunca aceitou a existência de israel) revela um consenso profundo que tem sido camuflado pelos supostos moderados durante anos. Arafat negociou com israel mas nunca aceitou a sua existência. (foi ele que abandonou Oslo, não se esqueçam!!) E não se esqueçam de um outro detalhe: Israel já devolveu território a troco de paz. Por duas vezes.

  41. Sara diz:

    errata:

    Mas talvez ajude-lhe a compreender porque é que os judeus não tiveram outra opção senão criar um estado que lhes protegesse.

    O Renato subestima a influência imensa do Mufti. Para o Renato, o facto do Mufit ter sido um nazi pouco importa. O facto das elites árabes de então serem fervorosamente pró-nazis é um facto irrelevante. A cultura política árabe é, apesar da dita Primavera Árabe, profundamente anti-democrática, personalista e corrupta. Os árabes são, grosso modo, uns fascistas teocráticos. A esquerda europeia não compreende ou não quer compreender ou aceitar este facto elementar. Já visitaram Marseille???? Vou dar-vos um exemplo. Um bom amigo meu é de Marseille. Surfer, liberal, apolítico, ecologista etc. Sabem em quem é que ele vai votar? Na Marine Le Pen. Sabem porquê? Porque está farto de Magrebinos que atacam e provocam miudas Francesas na rua. As Francesas são putas para eles. (e isto é um fenomeno mais ou menos generalizado). Quando lá estive, fiquei chocada com a postura do meu amigo de Marseille e decidi investigar o assunto. Descobri que incidentes entre Magrebinos e as femmes Francaises eram coisa comum. Este é apenas um aspecto. Um outro é o possível aparecimento de tribunais Sharia (com jurisdição semi-autonoma) na Europa. O meu amigo está farto desta merda. Eu não gosto da Marine Le Pen mas compreendo a frustração e indignação do meu amigo. Muito bem. Deixem-se de merdas e tenham coragem de encarar os factos tal como eles são.

  42. Pingback: Os videos que não nos chegam da Palestina ocupada | cinco dias

  43. Tiago diz:

    Com calma… Esta imagem é uma imagem de protesto. Aquela arma não é verdadeira.
    Compreende-se a intenção mas é preciso ter cuidado com as imagens! Muito cuidado…

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