
Depois de ilegalizar a Juventude Comunista Checa e lançar uma campanha política tendente a fazer o mesmo ao Partido Comunista, o governo checo proíbe a realização de uma greve geral do sector de transportes, marcada para hoje.
Os sindicatos reagem e convocam a greve para a próxima quinta-feira, mais prolongada, mais dura, com maior adesão e acompanhada de cortes de estradas que não serão anunciados previamente.
O governo de direita apresentou queixa no tribunal contra a greve, acusando-a de “política”. O tribunal, em tempo recorde, proibiu a greve com base num aspecto formal, o prazo mínimo autorizado para se convocar uma greve. A decisão do tribunal foi entregue imediatamente antes da reunião das centrais sindicais com o governo.
A greve é efectivamente política:
- Exige o cancelamento de todos os projectos legais que pretendem transformar o Sistema Nacional de Saúde num privilégio para ricos.
- Recusa o aumento da idade mínima de reforma e a degradação do sistema de sustentabilidade das futuras pensões com o desvio dos seus recursos para fundos de pensões privados.
- Recusa a privatização do sistema estatal de intermediação de emprego, entregando-o às agências privadas de recursos humanos; recusa a obrigatoriedade de aceitação de emprego, independentemente das qualificações; e recusa a limitação das prestações sociais, que conduzirá ao agravamento da pobreza.
- Rejeita a subida do IVA, a discriminação fiscal dos trabalhadores por conta de outrem, privilegiando os trabalhadores independentes e empresários.
As centrais sindicais declaram que a greve é contra o governo e as suas reformas. Convocaram ainda uma concentração de apoio à greve. Os sindicatos da educação farão greve na manhã de quinta-feira.
Notícia aqui. Campanha da Central Sindical ČMKOS “Abra os olhos – fazemos greve também por si”, pedindo desculpa à população pelos incómodos causados pela greve. Conferência de imprensa conjunta das centrais sindicais aqui.




Por cá também se luta: http://www.pcp.pt/pcp-sa%C3%BAda-vit%C3%B3ria-dos-ferrovi%C3%A1rios-na-luta-em-defesa-da-contrata%C3%A7%C3%A3o-colectiva
Excelente texto. Excelentes notícias – não tanto a ofensiva mas a luta que se intensifica nesse país do Leste da Europa. Solidariedade aos comunistas checos. Solidariedade aos trabalhadores checos.
E por cá… não tarda, poderá acontecer (mais ou menos) o mesmo…. Mas, o povo é (foi) quem mais ordena/ordenou…..
É lutar, meu povo, que o fascismo está a passar pela europa…
Manuel Monteiro
Ora,ora,os democratas a favor das greves do walesa,da igreja e tutti mafiosi mas,contra o direito à greve dos trabalhadores.De facto,o Fascismo já aqui está e vai dar luta e vai ser preciso lutar,pq depois falaremos com essa ‘gente’.Não pensem q as invasões do Iraque,AfPak,Libia,Siria,Libano,Irão lhes vão dar arquejo-antevejo as dividas enormes em casa e as revoltas caseiras.O Poder pode esboroar-se mais depressa do q pensam(?) os bem pensantes.Não pensem q se podem aventurar na Geórgia….já há muita gente noutros lugares do mundo q não estão a gostar,mas mesmo nada,daquilo q querem fazer.
E tens notícias de hoje, ó leitor dos jornais checos?
Está tudo a correr bem lá?