Reflectir a sério sem referir Alegre, a Líbia ou a Grécia? Como curar as feridas sem falar dos pés, do calibre das balas e da pontaria?

Fernando Rosas, José Gusmão e João Rodrigues conseguem fazer balanços eleitorais sem referir nenhum dos erros do BE. Para quem dizia que ia fazer uma reflexão séria qualquer um dos motes não é auspicioso. Até agora as únicas a dar mostras de não querer atalhar caminho parecem ser a Gui Castro Felga e a Andrea Peniche.

João José Cardoso e o Pedro Magalhães tornam o debate mais esclarecedor. Com números, gráficos e comentários mais assertivos do que o cantar de qualquer um dos três tristes tigres citados acima. É ler nas postas e ver já de seguida:

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23 respostas a Reflectir a sério sem referir Alegre, a Líbia ou a Grécia? Como curar as feridas sem falar dos pés, do calibre das balas e da pontaria?

  1. Vasco diz:

    Só faço um comentário: não comento. O BE que analise que eu tenho muito respeito pela vida interna dos partidos. Sobretudo do meu, é certo, mas não ponho a foice em seara alheia.

  2. Natalia Santos diz:

    Sobre estas eleições ganhas pela Direita, a crónica de Pedro Tadeu no DN de ontem , procura num tom propositadamente simplista, uma explicação para essa vitória.Tambem o seu reconhecimento de que “a maioria das pessoas recusa o projecto de sociedade da CDU por não o achar viável ou aceitável “representa para um comunista assumido, uma reflexão importante.

    Qualquer discussão tem de estar livre de tabus e dogmas. Só a partir daí é possível avançar.

    • Augusto diz:

      Pois é cara Natalia Santos, esse senhor jornalista Pedro Tadeu, ex-director do PASQUIM 24 Horas, e apoiante declarado da CDU, consegue em meia duzia de palavras, mostrar de que material são feitos certos jornalistas em Portugal.

      O Sectarismo cega-os, mas pior, escrevem insanidades que só revelam o total desconhecimento sobre aquilo que escrevem.

      Se o douto jornalista viesse aqui ao meu bairro, um bairro popular de Lisboa, com forte componente operária e popular, caiam por terra as sua teses,

      O BE tem uma forte componente operária e popular, daqueles de antes quebrar que torcer, e que se riem á gargalhada das tiradas dos Tadeus da nossa praça.

      • Natalia Santos diz:

        Independentemente de quem ele é ( eu sei o 24 horas, horrível ) não disse nenhuma mentira, pois não ?
        Diz o senhor que há muitas pessoas no seu bairro que aceitam e acham viável o projecto de sociedade da CDU, é isso ? E fazem-no por serem “operários e populares” ? E as outras pessoas, as que recusam é porque não são operárias ? e populares ? Pessoas com formação e empregadas de call-centers, empregados de hipermercados, de centros comerciais , são o quê ?

        Face à incontornável falência dos sistemas, não é melhor que toda a gente que queira manter o SNS, em vez do assistencialismo, a educação assegurada pelo Estado em vez da grande divisão das pessoas em escolas públicas para pobrezinhos ( outra vez o assistencialismo) entre na discussão ?

      • António Figueira diz:

        Augusto, esse seu bairro fica no planeta Marte. Aqui mais perto, a rua onde eu moro em Lisboa divide duas freguesias: os pares votam na Lapa, os impares em Santos-o-Velho, Madragoa incluída. Quer comparar as votações do BE e da CDU em ambas as freguesias?

      • Jorge diz:

        uma “forte componente operária e popular” que não tem qualquer representatividade na mesa nacional do be. dá aqui uma espreitada e diz-nos quantos operários encontras entre os 80 militantes que a compõem

        http://www.esquerda.net/sites/default/files/mn_cd_7conv_2011.pdf

      • Vasco diz:

        Ah tem? E onde estão eles, nas bases? Devem muito bons para trabalhar mas pouco brilhantes para pensar…

  3. Augusto diz:

    Sem referir a reunião com a direcção do PCP , sem qualquer utilidade prática , e que só serviu para lançar confusão.

    Sem referir que a Esquerda TODA ELA, não conseguiu apresentar um programa comum de governo, que fosse uma clara alternativa ao programa da Troika e ás suas imposições, e que conseguisse mobilizar o eleitorado, para uma alternativa credivel.

    Afinal como teria sido útil , que a reunião com a direcção do PCP tivesse sido efectuada logo a seguir á entrevista de Jeronimo de Sousa a Maria Flõr Pedroso, na Antena 1 , quando o secretário geral do PCP, não enjeitava votar uma moção de censura ao governo PS, apresentada pelo PSD.

    Se a direcção do BE tivesse tido o golpe de asa, de nesse preciso momento ter reunido com a direcção do PCP para clarificar posições, muita coisa poderia ter sido diferente.

    • Renato Teixeira diz:

      Está encontrado o problema. Augusto para o lugar do Louçã, já!

      • Augusto diz:

        Parece incomodado caro Teixeira, por alguem , não embarcar nas suas certezas.

        Tivesse o Teixeira ouvido as pessoas naqueles dias que antecederam a reunião do BE com o PCP, e as esperanças que muitos punham nessa reunião, e a posterior desilusão perante tão pifios resultados, e certamente não faria ironia.

        Tambem lhe faço uma sugestão, porque não pede o seu cartão de militante do PCP, duvido que eles o queiram lá , mas nunca se sabe, é só tentar.

        • Tomás Guevara diz:

          Há algo de “redondo” nestas discussões.E há,continua a haver certezas que me parecem tontas ou tolas.Essa da forte componente operária e popular do bloco é uma delas mas adiante.O que sobressai é a substituição do debate que deve haver por um rosnar em que se atira para o outro,como se o outro é que fosse pessoalmente responsável pelo acontecido.E isso não só é desonesto,como triste.Não me pronuncio mais sobre questões internas de partidos.mas lembro-me de horrorizado verificar a posição abjecta de alguns dos bloquistas sobre a Líbia.E Renato Teixeira tem toda a razão nesse aspecto.

        • Renato Teixeira diz:

          O Augusto é que sabe e se o Augusto o diz assim então é porque sabe mesmo. O seu nível de debate nem para discutir o Benfica dá.

    • Bolota diz:

      Augusto,

      Afinal quem tramou o BE, foi o Tadeu ou foi a falta de estrategia do Louçâ??? Explica lá melhor senão o maralhal fica todos confuso…

      Essa do BE ter uma grande componente operaria é de gritos. Se o Tadeu lê isto tás frito

  4. Portela Menos 1 diz:

    candidatura presidencial, moção de censura, não-reunião com a trioka e, principalmente, a tentativa de “imitar” o PcP naquilo que nem deve ser imitado, eis um conjunto de erros que podem e devem ser analizados pelos seus militantes – excluindo, portanto, Renato Teixeira e … eu próprio.

    • Renato Teixeira diz:

      Claro, o debate dos partidos só aos que são dos partidos. Para o Portela o debate político faz-se só dentro de cada coutada.

      • José diz:

        Não, faça-se o debate do BE com recurso aos militantes e votantes do PCP, CDS, PNR e tutti quanti…

        • Tomás Guevara diz:

          Alguém diz que o debate deve ser aberto à sociedade.A resposta é a tentativa de ridicularizar a proposta,dando como exemplos a abertura a votantes do PCP,CDS,PNR.O que é isto?Desonestidade pura e dura?Não vale a pena chamar agora a atenção para os exemplos escolhidos por “José”, paradigmáticos de algo bem mais fundo e que talvez contribua para justificar a situação presente do bloco.Apenas um comentário breve para a definição de coutada deste mesmo José.As coutadas já não são definidas pelos militantes,abrindo-se o conceito aos “votantes”.Que pecado mortal recai sobre um desgraçado que tenha o desplante de votar em algo que não cumpra o estrito respeito pelo redil?A direita fala que 78 % dos eleitores estão ao lado dos partidos que acordaram com a troika.Alguns e bem falam que são apenas 45% desses mesmos eleitores.E vão mais longe.Dizem( eu digo também) que muitos dos ditos votantes engrossarão a fatia dos que se vão opor com todos os dentes às medidas a implementar pelo governo.Haverá quem lhes peça o certificado de voto para saber se estão de acordo com as regras lá do sítio?Como cavaco à sua maneira tentou fazer,ao tentar retirar o direito ao protesto aos que não exerceram o seu direito de voto? A luta é ontem,hoje e todos os dias.E todos vão ser precisos

  5. António Figueira diz:

    Ouvi há bocado o Fernando Rosas explicar que o desastre eleitoral do Bloco tinha de ser enquadrado na derrota geral da esquerda na Europa (e o Alegre disse uma coisa parecida em relação ao PS); pareceu-me uma variação interessante sobre a tese da natureza internacional da crise financeira portuguesa que o Sócrates defendia.

    • Renato Teixeira diz:

      Que uns saibam ao que vão percebe-se, não querem mudar de caminho pelo que o balanço não pode aconselhar inversões de marcha, que toda a direcção embarque nesta lógica e uma parte substancial do partido é que já me ultrapassa.

  6. Vasco diz:

    No BE façam o debate com quem entenderem. No PCP fazemo-lo com que nós entendemos… Querem participar? Inscrevam-se!

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