Vale a pena ler…

Sobre o Rossio muito se tem escrito por todo o lado, particularmente aqui no 5dias. Mas vale a pena ler (e leiam o texto completo) estas duas impressões por quem lá passou:

‹‹Não percebo quem se mantêm alheio a todo este processo por não o achar suficientemente radical sem procurar sequer qualquer tangencialidade a ele, que é quanto basta. Recusar ver o que há de minimamente interessante no que ali se passa parece-me uma enorme capitulação ante um conformismo auto-referencial. Por último reservo o círculo mais quente do inferno a que ali não esteve por um qualquer repúdio estético, por achar a presença no Rossio demasiado freak ou algo do género, argumentar uma pretensa sofisticação estética ou teórica que salvaguarde uma participação ali é ter um enorme cadáver na boca e alinhar com o mais bacoco dos provincionalismos.››
Party Program no Spectrum.

‹‹A poesia voltou a estar nas ruas e o imprevisível tornou-se banal. Ao ponto de, durante as longas noites da praça, o grupo que debatia, com a maior gravidade e não menos solenidade, o conteúdo de um manifesto que deveria representar a assembleia popular ali realizada, poder ser facilmente confundido com aquele outro que, com muito menos solenidade e sem um pingo de gravidade, elaborava na forma de um cadáver esquisito a sua própria abordagem ao assunto. Foi (e ainda é cedo para saber o que virá a ser) sobretudo isso o Rossio: um poema escrito a várias mãos, musicado com uma melodia diferente todos os dias, mas que nunca deixou de soar familiar.››
Ricardo Noronha no
Passa Palavra.

Até sábado, que há assembleia às 19h. E domingo, dia 19 de Junho, há manifestação de todas estas concentrações, acampamentos e discussões que têm existido por várias cidades da Europa e não só.

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