E o trabalho, pá?

Numa posta à Eduardo Sá de esquerda, comentada pela Laurinda Alves do socialismo democrático, devo dizer que entre um e o outro sobra pouco mais que uma ponte de tédio. Para azar do Neves ele tem bastante mais razão do que o Oliveira mas ainda assim esquece um poderosos elemento de análise: o trabalho. Ao BE e ao Oliveira falta compreender que foi o PS o seu coveiro e ao BE e ao Neves sobra o relativismo pós-moderno que encontra sempre razões para o conforto da distância crítica. A esperança que ambos depositam no BE, um à direita e o outro à deriva do vento, produz a dicotomia que o Francisco e o Nuno explicam com bastante mais paciência e que representa, em última análise, o colapso eleitoral do BE. A sua passagem das esquinas da desobediência para os corredores do poder, transformou-o num partido de estrelas de televisão e de académicos de renome, em suma, uma base social de costas voltadas para o sujeito histórico e incapaz de produzir o debate que permitiria começar de novo. Ao contrário do que diz a Sassmine, que no entanto compreende melhor a noção de antagonismo, para além de líricos sobram letras e poetas.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.

8 Responses to E o trabalho, pá?

  1. Pingback: Adeus Negri | cinco dias

Os comentários estão fechados.