Luís Galrão, Lia Nogueira, Sérgio Duarte, Filipe Feio e Yvan Le: unidos no sectarismo, no pessimismo e na calúnia.

O Rossio é uma falsificação, alegam. Acusam a esquerda organizada, dos partidos aos sindicatos, dos grupos de afinidade aos blogues e revistas, de participarem com as suas ideias nas Assembleias Populares e na Acampada. À cabeça de um sector que não compreende a necessidade de organização, hostis a todos quantos não reduzam a sua actividade à sua esfera individual, alimentam praticamente ao minuto uma campanha contra tudo e contra todos os que não pensem como eles. É pena. São, os que conheço, activistas esforçados, pelo que a trincheira em que se colocam não ajuda a que se debatam as diferenças e porventura convençam outros das suas ideias. Passo a passo foram dando voz a bordéis de qualidade duvidosa, incapazes de perceber que o pior veneno vem daqueles que nos tentam dividir com rótulos, numa táctica espúria de não discutir a política. Acusam que “alguém” desviou o movimento do seu caminho natural, que só se fala do FMI sem no entanto terem vontade ou capacidade de acrescentar outras temáticas, tudo temperado com a permanente instigação da desconfiança sobre todos os que se reúnam por ideais acima de três cabeças e de meia dúzia de pernas. Se não é partido, podia ser. Se não é sindicato, parece. Sem querer questionar a boa vontade das suas intenções podiam pelo menos ser frontais na crítica, mais do que andar repetidamente a citar blogues tão cobardes como anónimos, pouco hábil na crítica e com falta de destreza na hora da polémica. O que quer que se escreva sobre a Acampada ou sobre as Assembleias está a revelar a sua agenda escondida e no seu entender tudo está condenado por espúrias teorias da conspiração. A culpa foi dos do 12 de Março, dos do 25 de Abril, dos do 1º de Maio, dos do 25 de Novembro. Onde é que eu já ouvi isto, pá? A culpa é do PCP, do BE, do MRPP, do POUS, da PO, da Rubra, ou de qualquer outro colectivo ideológico. O isolamento a que o movimento se jogou há-de ser seguramente culpa de todos em geral, mas este discurso em particular não convence, não esclarece e não mobiliza. O movimento social é o que é e querer moldar a realidade com a forma dos nossos sonhos não costuma dar bom resultado. O caminho da divisão tem resultados conhecidos e nesta trincheira é bem-vindo quem vier por bem, ou seja, toda a gente e todas as organizações que se puserem de acordo sobre o essencial e afinarem bem a pontaria. É pena que estes e outros companheiros andem a perder tanto tempo com delírios tão ultrapassados como a patranha democrática que nos querem impor, incapazes de ver além da espuma do que lhes sopram, de cara tapada, aos ouvidos. Que o manifesto que nos unificou não troque o plural pelo singular. Uma frente comum num frete dos suspeitos do costume. Todos somos poucos para que a luta sobreviva ao desastre que aguarda a outra esquerda do consenso, no próximo Domingo.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , . Bookmark the permalink.

84 respostas a Luís Galrão, Lia Nogueira, Sérgio Duarte, Filipe Feio e Yvan Le: unidos no sectarismo, no pessimismo e na calúnia.

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Renato, quem são os gajos que te referes? era mesmo preciso pessoalizar a discussão?

    • Renato Teixeira diz:

      São companheiros e companheiras de luta. Gosto de debate olhos nos olhos e acho pouco construtivo mandar bocas pela calada.

      • AnaOliveira diz:

        Confesso que estou estupefacta. Tenho acompanhado a tentativa de debater questões importantes contigo, com todos, de convidar à reflexão do movimento e à organização de aspectos que envolvem, precisamente, a pluralidade de individualidades que constituem o grupo a que nos referimos. Posso perguntar-te quem tão honrosamente forneceu as identidades desses “conspiradores” que não se identificam quando expressam as suas calúnias, pensamento único, sectarismo, ou veiculam opiniões de anónimos, ainda assim passíveis de enriquecer a discussão? Há espera, que pergunta a minha, eles assinam todos os posts, sugestões, ideias.
        Sabes, estou um pouco cansada de ter de desconstruir as tuas projecções, as tuas generalizações, de não seres capaz, apesar das várias tentativas de perceber que as pessoas têm estado realmente a tentar comunicar, não só contigo, mas também, partilhar ideias e enriquecer um movimento que é muito mais do que ficar confinado a essa união que, curiosamente, se opõe à possibilidade de se poder questionar livremente aquilo com que não se concorda. Mas será que existe espaço para nos unir-mos a partir das diferenças que nos constituem, ou não? Custa-me sinceramente, pois gostava de dispender da minha energia em outras coisas mais produtivas, ter de vir aqui expressar a minha indignação com a facilidade com que usas e abusas de conceitos que pareces não compreender, nomeadamente ser frontal, sectarista, calúnia, pessimista, secretismo, anonimato, etc.
        Permite a quem consegue ser maduro e tolerar a diferença, a pluralidade, respeitar as opiniões dos outros, debater com seriedade a suas ideias, exprimir-se Renato! Se houver humildade, aprende com isso que é um privilégio. Participa ao invés de destruíres repetidamente esse espaço de discussão e construção. A calúnia, o ataque, o desrespeito têm sido práticas tuas e não destas pessoas que, no meu entender, promovem o enriquecimento da reflexão de uma forma livre, tanto quanto a realidade o permite. Apregoas a importância da expressão livre e plural, mas atacas sucessivamente quem ousa pensar algo de diferente, ou até algo que nem consegues, nessa azáfama, sequer ouvir…
        Acho lamentável este esforço contínuo de conter essa tua ausência de limites e distorção permanente do empenho com que as pessoas se apresentam genuinamente para que este movimento cresça. Não basta dizer, não é a primeira vez que o afirmo, há que saber ser…

      • Renato Teixeira diz:

        Ana, qualquer um dos visados plasmou as suas críticas em postas de terceiros, ainda por cima que não são assinadas e mais parecem relatórios da polícia.

        Terás que me dizer onde é que eu não respeitei a opinião de quem usou da palavra para expressar uma ideia ou onde é que eu destruo o movimento.

        No debate fraterno não costumo usar limites. Diz que não ajudam ao consenso.

        Quanto a impor ideias deixa-me que decline a crítica. Não fui eu que levei uma proposta a votos dezenas de vezes mesmo depois de dezenas de vezes ter sido rejeitada pela esmagadora maioria das pessoas.

        De resto até já votei sozinho uma propostas em qualquer problema, na primeira assembleia, quando defendi que devíamos ter ido para o Carmo ao invés do Rossio. A crítica para colher tem que ter factos. Tens algum?

        • AnaOliveira diz:

          Infelizmente sinto que não ouves nenhum. Estás a confundir, ou distorcer, informação com posição. Levar outras “postas”, assinadas ou não, ao movimento é alargar a reflexão. Não quer dizer que se concorde ou valide. Preferes não saber, matar o mensageiro, é que é o que estás a “fazer”. As pessoas informam, partilham e de repente transformam-se no agente de perseguição? A validar essas tuas questões tenho um facto sim, foste tu quem vi em todas as assembleias a acusar as pessoas que se pronunciavam publicamente a favor de uma reflexão mais profunda. Peço-te, se for possível, pensa um pouco antes de disparares esse “contra-ataque” generalizado, quais ejaculações, e desfruta um pouco mais desse estar com “um outro”.

          • Renato Teixeira diz:

            Eu a contra reflexões mais profundas? Estás a brincar, só pode. Acho piada achares mal eu fazer esta posta e achares bem a tralha que se escreveu anonimamente. Deve ser do amor pelo aprofundamento ao debate. Fiz uma proposta em Assembleia, em nome de um grupo de trabalho. O resto todo o tempo foi dedicado em debater os temas em profundidade. Não só tenho estado com o outro como ironicamente tenho discutido e votado com elas. O que não aceito é calúnias veladas, por mais que a Ana não o entenda legítimo.

  2. xatoo diz:

    a frase mais lapidar que lhe ouvi desde sempre: “Todos somos poucos para que a luta sobreviva ao desastre que aguarda a outra esquerda do consenso, no próximo Domingo”
    há que radicalizar a luta
    e nesta perspectiva, em abono da verdade, o PCP devia mudar o nome para Partido Reformista Português

    • Renato Teixeira diz:

      Se o Alegre ganhasse a relação de forças seria outra, não é Xatoo?!?!? Espera, foi tudo mais uma manobra do MRPP, apoiou-o e tirou-lhe os votos que faltavam para ir à segunda volta? Foi isso? Benditos sejam.

    • Rocha diz:

      Obrigado por me dar a deixa para falar do seu MRPP. Já viu o cartaz eleitoral do seu partido: uma foto da assembleia da República com o grande líder Garcia Pereira pela frente e umas letras gordas em que se diz “por um governo patriótico e democrático”.

      Ora o lema do PCP é “por um governo patriótico de esquerda” já há muito tempo. Que dizer disto? Apelo ao parlamentarismo (tudo muda com o Garcia Pereira lá dentro não é)? Pouca imaginação nos lemas eleitorais? E a verborreia revolucionária? E o apoio ao Alegre?

      Meu caro Xatoo, espero que não me leve a mal…

    • Vasco diz:

      Quem és tu, «verdadeiro revolucionário»? Onde andas nas lutas que todos os dias se travam nas empresas contra os despedimentos e a precariedade, pelo aumento dos salários e pela contratação colectiva? Tu deves andar pelo Rossio mas os comunistas estão lá, na frente da luta. Não se é revolucionário por se dizer que se é! Disse há muito para aí – quem o seja de verdade é que é mais difícil. Em blogues somos todos o máximo. E na luta de classes concreta?

  3. Luís Galrão diz:

    Uau! Quanta honra! O meu nome a abrir um título, e bem acompanhado! Obrigado! Sobre a tua pessoa, escrevi (e mantenho) que o teu apelo à “violação da lei eleitoral” neste sábado é infantil e pouco inteligente. De resto, divulguei os links que fui encontrando e que acredito servirem para reflectirmos todos sobre estes dias. Links de dentro para fora e de fora para dentro, críticos e acríticos (tarefa de divulgação que devia ser uma das preocupações do movimento). Pelos vistos, alguns incomodam-te, mas os murais das várias páginas no Facebook, tal como o microfone lá no Rossio, são abertos (até para apelos ao voto em determinados partidos, como se vê nas últimas horas). Ou ‘a praça’ é só o Rossio?

    • Renato Teixeira diz:

      Ainda bem que te sentes lisonjeado. A frontalidade é uma virtude. Devemos cultiva-la.
      Ainda bem que o microfone é aberto. Assim todos podemos dizer o que pensamos. Quem dá a cara pelo que pensa terá sempre o meu respeito, mesmo que não me convença. Pena nem sempre o fazermos na primeira pessoa.
      Sinceramente, postar calunias, ainda por cima repetidamente, ajuda a que debate?

  4. Renato Teixeira diz:

    [A Lia afirma ter enviado este comentário a esta posta, algo que nunca chegou à caixa de moderação do 5dias. Para que o debate não fique truncado por problemas informáticos, aqui fica via facebook]

    “Bem, aqui vai a resposta ao Renato Teixeira (nos comentários) já que me é vedado o direito de resposta tant no perfil do autor onde foi publicado, como no próprio blog…. (wow, esta democracia que defendes, não é a minha de certeza… ;o)
    Bem… Renato Teixeira, desculpa desiludir-te mas a carapuça não me serve minimamente… até porque faço parte do 12 de Março, do 25 de Abril do, 1 de Maio, do 15 de Maio, do 19 e do que se segue… estive na acampada de Lisboa, nos seus gr…upos de t…rabalho, nas assembleias (e viajei de longe para lá estar), continua a ir às Assembleias e outras actividades na Acampada de Coimbra (amanhã estarei lá para uma oficina de hortas portáteis para toda a família, és bem-vindo), portanto: este protesto é tanto meu, como teu, como de muita gente de partidos e sem partidos, e se confundes sectarismo com espírito crítico, bem… meu caro amigo, espero que o poder que defendes nunca se concretize… qualquer que ele seja… estás a dizer que as pessoas como nós (e não somos só 5, acredita, fica aqui mais um exemplo: http://transicao_ou_disrupcao.blogs.sapo.pt/) posso dar-te mais alguns, com ou sem blog associado, é só pedires…) estamos a perder tempo com patranhas e a provocar distúrbios sobre o acordo sobre o essencial – acusação assustadora, sem dúvida, que demonstra bem o medo da expressão das minorias e o incómodo pelo “desalinhamento”… a verdade é que esta tua paranóia, assustar-me-ia, verdadeiramente, não tivesse eu já percebido que com tanto espernear acabas por te afogar ainda mais depressa, basta ver o “entusiasmo” que a tua presumível “liderança” tem provocado nas massas… não te preocupes, rapaz, “não é por muito madrugares que amanhece mais cedo”… ;o)”
    Lia Nogueira

    • Renato Teixeira diz:

      Lia para que as tuas insinuações sejam levadas a sério tens que pelo menos dizer quem, como e porquê sabotou a Assembleia ou lhe retirou autenticidade.

  5. MBO diz:

    Então meninos, acalmem-se. Para guerra civil já basta a que grassa entre o país e Sócrates ( http://supraciliar.blogspot.com/2011/06/votar-ps-entregar-os-nossos-filhos-ao.html ).

    Não é preciso radicalizarem as coisas aí entre as facções da extrema esquerda.

    • Filipe Feio diz:

      “All wars are civil wars because all men are brothers.” (François Fenelon)

      • Renato Teixeira diz:

        Tinha-te ficado bem citar esta frase para que o delírio descesse à terra. Irmãos pois, desde que não se fale de costas voltadas. Até já.

  6. Diogo diz:

    Sou da opinião que do caldo de ideias deste enorme movimento de pessoas que já compreendeu que estão a ser “governadas” por corruptos, há que começar a definir objectivos bem precisos e exequíveis.

    Um exemplo:

    Sócrates e outros, ao serviço dos bancos, criaram dívidas astronómicas ao país em obras comprovadamente com tanto de faraónicas como de inúteis.

    O movimento tem pessoas e dinheiro para os meter em tribunal sob a acusação de administração danosa. Que se comece por aí.

  7. Filipe Feio diz:

    Pedi três vezes o microfone durante três Assembleias Populares para dizer o que penso. Falei com muitas pessoas sobre o que sinto, com quem me procurou depois, com quem se interessou, com quem me cruzei no Rossio, com quem calhou. Falei inclusivamente contigo, como sabes, depois de ter publicado a primeira crónica do “Burdel del Delirio”, um blogue em que um suposto espanhol dava a sua visão sobre o que se passava na “acampada”. Vieste-me dizer que era uma calúnia dirigida a ti; apenas isso te interessou. Disse-te que só tu poderias saber o que era falso, mas que não era essa parte que me interessava. Que estava, na verdade, preocupado com aquilo que de substancial era afirmado, com aquilo que poderia colocar em causa o movimento que defendo desde o primeiro dia: o meu medo era o afunilamento do discurso ao tema do FMI, que me parecia ser de cariz específico e complexo; e, consequentemente, ter pouco potencial para agregar uma indignação generalizada e ansiosa por se sentir identificada. Sou adepto da reflexão e, para isso, gosto de ouvir todas as vozes pertinentes, mesmo a daqueles que escrevem sob o resguardo do anonimato (coisa que nunca fiz!). Interessam-me as palavras (mesmo que, no limite, potencialmente falaciosas); interessa-me o pensamento, as questões que coloca, as dúvidas que suscita. Interessa-me parar, pensar… Se não senti necessidade de falar contigo pessoalmente sobre o rumo do movimento (tendo-o feito em determinados momentos, pela Internet, tal como quando te dei a minha opinião sobre a forma como o teu apelo à desobediência civil poderia afastar as pessoas), deve-se simplesmente ao facto de não te reconhecer como condutor ou líder do mesmo. Que sentido faria personificar a crítica se nunca te senti como o responsável pelo lugar para o qual fomos caminhando? Só um delírio de omnipotência (ou uma grande solidão) pode explicar a forma como sentes que os meus “likes” e os meus comentários fazem parte de uma campanha que te dirijo “pela calada”; talvez um dia compreendas que não era a ti, Renato, mas ao movimento, a todos, que eu me dirigia. Lamento se não te dou a importância que mereces, ou que desejarias receber. Apesar desta triste expressão do que sentes, falo contigo sobre tudo isto, ou o que mais quiseres, quando e se desejares…

    • Renato Teixeira diz:

      Ora se te deram sempre o direito à palavra e à opinião, porque divulgas quem afirma o contrário? Se há demasiado FMI porque não lhe acrescentaste outros temas de debate?

      • Filipe Feio diz:

        Como já te expliquei, deixei o grupo de comunicação e fui para o grupo do manifesto, para contribuir com as minhas ideias. Participei num debate sobre o estado da saúde, e aguardei pacientemente que houvesse espaço para expressar as minhas preocupações quanto ao manifesto. Coisas mais prementes apareceram, como preparar o dia de amanhã, pelo que a coisa ficou pendente, mas não esquecida… Quanto ao “Burdel”, partilho de algumas das suas preocupações, como também já te expliquei, pelo que publiquei uma das suas crónicas (sobre a qual até já falámos)…

  8. Carlos Vidal diz:

    Durante alguns anos, pratiquei, sempre acesamente, a abstenção crítica e militante.
    Agora, também desde há alguns anos, não me parece ser essa uma jogada minimamente pertinente.
    —————————————————————————————-
    Qual é a esquerda do consenso?
    —————————————————————————————-
    xatoo, o Partido Comunista Português não é reformista, os reformistas já mudaram de ares há muito.
    O outro partido comunista, o PCTP/MRPP, conheci-o muito bem. Sempre esteve perto de mais do P”S”. Sei o que sei, e não digo mais nada.
    ——————————————————————————————
    Quanto ao desastre de domingo, às 23h passa um programa interessante na RTP2.
    Vejam, chama-se “Geração 25 de Abril” (um nome à boleia, eu sei), é sobre um artista que eu aqui já falei (e falarei nesse programa, idem).
    Quanto ao desastre, ó Renato, muda pois de canal. Vais ver que vai valer a pena.

    • Renato Teixeira diz:

      Vou votar no Domingo, Carlos. Sem ponta de esperança que a esquerda do consenso seja capaz de construir as pontes necessárias para que a luta continue dia 6. Vou seguir o teu conselho televisivo. 😉

      • Carlos Vidal diz:

        Há aí uma pequena contradição: se não constrói pontes, então não pode ser consensual.

        Deixemo-nos de brincadeiras, percebo aonde queres chegar: houve um primeiro sinal (julgo eu): a não hostilização entre os 2 únicos movimentos/partidos de esquerda em Portugal. Quanto a este propósito, não estou nem optimista nem pessimista sobre o futuro. (Noutros domínios da vida, é natural que esteja pessimista.)

        O programa é dedicado ao João Onofre, julgo ser às 23h (um pouco antes, um pouco depois, confirma).
        Grande abraço
        CV

        • Renato Teixeira diz:

          Pernas curtas quando era preciso passos grandes. Às 23h, espero, já não será Sócrates o chefe. Abraço.

    • António Figueira diz:

      O “outro partido comunista”?!
      O PCP e os “reorganizadores do partido do proletariado”, bando que andou no PREC às ordens da CIA e ficou conhecido por MRPPD, são dois exemplares da mesma espécie?!
      O partido de Bento Gonçalves e a seita de Arnaldo Matos?!
      Carlos, a juventude é a juventude, todos nós pecámos, mas há limites para a coisa.

  9. João Paulo Fonseca diz:

    Falamos do Luis Galrão que esteve na Quercus de Lisboa? aquele que reservava para si próprio valores que eram entregues à Quercus, voluntariamente, por cidadãos ? Se é, entendo a sua ironia em torno da palavra “honra”. Se é coincidência de nome, as minhas desculpas.

    • Renato Teixeira diz:

      São acusações graves mas que passam ao lado do que se está a debater. A tesouraria da Acampada e da Assembleia funcionaram exemplarmente.

    • Luís Galrão diz:

      Um bom exemplo de calúnia. Felizmente não tenho nada a esconder, para o bem e para o mal: http://br.groups.yahoo.com/group/quercuslisboa/

      • João Paulo Fonseca diz:

        Façamos assim: cede-me as actas de reunião de Dircção e os relatórios de contas, da sua Direcção. Depois eu envio-lhe toda a informação rigorosa de que precisar para se queixar de mim em tribunal.

        • João Paulo Fonseca diz:

          Porque link que colocou, é um bom link convido todos a visitá-lo, mas obviamente, não diz nada deste assunto.

          • L.G. diz:

            Actas? Vai buscá-las aos arquivos da sede, caso ainda existam os de 2000/2002. Eu, como passei os últimos 9 anos a entrar e sair de estabelecimentos prisionais, não consegui preservar tão relevante papelada. Pelos vistos tu também não. Quanto a queixas, tenho informação suficiente.

    • L.G. diz:

      E tu és o João Paulo Fonseca (JPF) apoiante da CDU (1), filho de Paulo Norberto Correia da Fonseca, o jornalista do Avante que em 2007 defendeu o Muro de Berlim? (2)(3). O mesmo JPF que tomou de assalto (reza a história interna) o referido núcleo da Quercus em meados da década de 90? O mesmo que me chegou a convidar para uma lista e que perante a minha recusa apoiou novo assalto (gorado) perto do ano 2000? Não, não é coincidência que sejas tu.

      (1) http://www.pcp.pt/ar/legislativas05/apoiantes.htm
      (2) http://www.avante.pt/pt/1876/argumentos/31247
      (3) http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=989320

      • António Figueira diz:

        O que é isto?!
        Com notas de rodapé e tudo?!
        O que é que esta gente anda aqui a fazer?

      • João Paulo Fonseca diz:

        Esse, mas não o dos assaltos nem o de ir ter ao meu bolso valores com “trajectos pouco claros”.

        • João Paulo Fonseca diz:

          E o meu pai tb é esse. Distingue-se facilmente por ganhar a vida com o seu trabalho. Escreve. Pagam-lhe, é jornalista, e faz artigos onde expõe a sua opinião. Pode concordar-se com ele ou não. Mas não me parece uma maneira bizarra de ganhar a vida. Ó será Luis Galrão?

          • Carlos diz:

            Já iam resolver isso lá para fora, não?

          • Carlos diz:

            Não resisto, no entanto, a comentar: nunca percebi como é que as pessoas que trabalhavam no Avante se chamavam «jornalistas». Agora percebo o conceito: são daquela classe que faz artigos onde expõem a sua opinião. Bizarro, não?

      • Paulo Correia da Fonseca diz:

        Olha, ó Luís Galrão, eu até estava inclinado a não ligar nenhuma à tua feia acção de me misturares numa pequenina polémica com o João Paulo, género “se não foste tu, foi teu pai”, argumento que o La Fontaine atribuiu ao Lobo Mau que além de mau era estúpido. Pensei que tu nem deves saber quem foi o La Fontaine, és capaz de supor que é um jogador do Paris Saint-Germain. Mas essa de usares como aparente argumento o facto de um sujeito “defender” o Muro de Berlim é que me impressionou mais. Porque evidencia que estás completamente vidrado com a velha propaganda made in USA que por cá se usa muito para emburrar as gentes. Ó rapaz, estuda um poucochinho, informa-te, que o sucesso não está totalmente reservado aos analfabetos, atrevidos ou não. Quanto ao facto de eu escrever no “Avante!”, é verdade, embora não na qualidade de jornalista, mas sim na de colaborador. Mas olha que também escrevo no Jornal do Fundão, de lendária seriedade com colaboradores igualmente sérios (e onde, por isso, receio que não possas entrar), mais no Alentejo Popular e que já escrevi, e muito, n’A Capital, no República, na Seara Nova, n’O Diário, no Vida Ribatejana, no Notícias da Amadora, n’O Jornal, na edição de Lisboa da revista “Notícia” de Angola, e nem sei mais onde. E é claro que escrevi acerca de muitos mais assuntos para além do Muro porque tenho vindo há muitos anos a tentar contrariar as falsificações fascistas antes de Abril e as imposturas “euroatlânticas” de então para cá. Percebes? Se calhar, não percebes. Mas talvez um dia venhas a perceber, que para aprender nunca é tarde.

  10. Luis Ferreira diz:

    Podes juntar o meu nome à lista. Não será separando uns poucos críticos de todos os outros que vais fazer valer o que quer que tenhas para dizer.

    Respostas dadas no facebook a este mesmo post:

    As opiniões foram apresentadas quer na internet, quer nas assembleias e esses são os “factos” de que precisamos. O que temos nesta discussão são TESTEMUNHOS, que estão longe de se reduzir ao burdel e a estas pessoas que o Renato resolveu nomear. TESTEMUNHOS. E são testemunhos que vieram de várias pessoas que não se conhecem e que facilmente se percebe não terem o mesmo fundo ideológico. Pois bem, muita gente faz a mesma crítica aos elementos dos partidos que estiveram/estão no Rossio, TESTEMUNHAM a sua influência negativa a querer puxar os trabalhos para programas políticos reconhecíveis.
    A questão aqui de que tanto o Renato se vale é a de que as coisas foram sempre votadas democraticamente e de que os críticos teriam que apresentar outras propostas para as ver serem tratadas. Pois o que os TESTEMUNHOS críticos afirmam é precisamente que não houve essa liberdade por haver demasiada gente de partidos a puxar em sentido contrário. É uma questão de se tirar as conclusões necessárias destes “factos”.

    E é de registar a tentativa do Renato Teixeira de deslegitimar as opiniões críticas, quer neste fio de comentários https://www.facebook.com/Democracia.Verdadeira.Ja/posts/108317139257914 em que usa o subterfúgio dos comentários estarem com o perfil do Democracia Verdadeira Já, apesar de estarem assinados, como se isso tirasse algum valor às críticas. E no post do blog 5 dias e outros comentários, onde a resposta que dá à descrição detalhada que é feita no blog Burdel del Delírio é apenas e só de que se trata de calúnia anónima. Os tais factos que ele tanto reclama aos seus adversários (e que estão presentes abundantemente no Burdel del Delírio) já não interessam quando se trata de contra-argumentar.
    Se alguém assinar como José Silva num comentário no 5 dias o Renato vai considerar um comentário anónimo? O que for dito por esse hipotético José Silva vai perder valor por causa disso?

  11. En primer lugar, hay aquí una confusión que es consecuencia de la ignorancia: lo mío no esanonimato, sino seudónima: mi pseudónimo ya tiene más de quince años. Mi burdel tiene seis años y es el lugar donde publico lo que escribo: sobre política, sobre religión, sobre literatura, sobre la realidad, poemas, relatos, etc. Yo no me escondo: en la acampada me conoce mucha gente, e incluso tomo café con gente que me escribe porque quiere conocerme y charlar conmigo sobre el tema.

    En segundo lugar, yo no calumnio ni es mi intención calumniar: hago una descripción de lo que veo y observo, tanto en las asambleas como en internet vinculado con ellas.

    En tercer lugar, yo “no pienso” lo que escribo, y me explico. Mi pensamiento real es el que se plasma en mi blog en los posts previos a los de la acampada: yo defiendo y practico un ateismo radical, con sus implicaciones políticas lógicas y racionales; lo que planteo en los posts de la acampada es una cesión que pretende ser abarcadora e integradora de la mayor parte de ciudadanos. Porque este movimiento, para ser algo distinto de los movimientos anteriores, tiene que atraer a gente de derechas y de izquierdas. Quien no esté dispuesto a aceptar eso y a luchar por ello, puede buscarse otro movimiento, pues lo único que consigue es fracturar éste cuyo propósito es la unión, no la división. Movimiento que dividen a los ciudadanos hemos tenido muchos a lo largo de la historia, y ya conocemos sus consecuencias. ¿Para qué repetirlos?

    Un problema que hay en Rossio en una parte importante de los asamblearios es esa incapacidad para ceder, debida a un adoctrinamiento ideológico tan férreo que imposibilita una visión abarcadora del asunto. El hecho de que cada uno ceda en su agenda política no es ahora una debilidad, sino una fortaleza, porque esa cesión que posibilita la unión puede permitir el cambio estructural del sistema.

    Por lo demás, en mi caso ni hay sectarismo (para ser sectáreo debería pertenecer a un grupo, y no pertenezco a ninguno), ni pesimismo (lo mío es realismo: no practico el optimismo, las vanas ilusiones, las falsas esperanzas, sino la realidad, aunque a veces tenga arranques optimistas) ni, como ya he dicho, calumnia, sino descripción de los hechos y exposición de sus consecuencias lógicas.

    Saludos.

    • Renato Teixeira diz:

      Incognito e cobarde dono do bordel, até que enfim que chegamos ao debate. Só por isso a posta já valeria a pena e produziu bem mais do que as tuas acusações sem fundamento. Sem reponder agora pelos outros organizados, dos quais tenho várias difereças mas muito respeito no empenho quanto a esta iniciativa, devo questionar-te onde é que a Rubra manipulou o que quer que seja, ou onde, na versão light da tua acusação, não soube ceder na sua agenda face à do colectivo.

      A Rubra defendemos o não pagamento da dívida e ainda assim e apesar da grande maioria estar de acordo com isso, não o levamos a votos para não excluir os companheiros do BE e do PCP que defendem a renegociação ou os que não tinham clara a sua posicão sobre o assunto, idividual e colectivamente.

      A Rubra defende que as Assembleias votem por maioria simples, e aceitamos que se aprovasse aquilo que consideramos a versão possivel do consenso, votando favoravelmente um metodo de votacao por maioria de dois terços. Sem querer explicar o obvio (qualquer grupo com capacidade de cacique consegue o terço que bloqueia aquilo com que não concorda e torna quase impossivel que um individuo sozinho convença dois terços de uma assembeia sem rede, revista ou partido), aceitamos isso sem qualquer problema para agradar a quem defendia o consenso.

      A Rubra defende a resistência islâmica no plano militar, e nem sequer forçou esse debate em torno da unidade contra o muro da vergonha com que Israel castiga a Palestina.

      Em suma, do que diz respeito à Rubra, nunca se fez questão que o movimento plasmasse as nossas opiniões. Bem pelo contrario e bem ao contrario de outros sectores que não convenceram ninguem da sua politica.

      Por fim a liderança. Sempre defendemos que os porta vozes deviam ser rotativos e que a organizaõ fosse horizontal. Cedemos a tarefa das finanças e deixamos a comunicao entretgue a voluntarios. Passamos do ponto de vista organizativo para segundo plano responsabilizando quem chegasse de novo.

      Em suma, se estiveste no acampamento e nas assembleias sabes disto tudo e so escreves o que escreves ou por ignorancia, por má fé ou por divisionismo.

      Devias ser obrigado a uma de duas coisas. Ou apresentar factos para as calunias que apresentas (sem factos, assim continuarão a ser. Debate construtivo é outra coisa), ou não passas de um provocador ou de um policia que expoe toda a gente sem ter a dignidade de dar a cara.

      Deixo tudo isto escrito não por que te quero convencer do que quer que seja, mas por todos os que tiveram a ingenuidade de ler a merda que tiveste para escrever.

      Paradoxalmente, as acusações que disparas, da Rubra aos desenhos da Gui, reforçaram mais a unidade entre quem não se conhece desde a semana passada do que o que quer que tenhas pretendido. Passar bem.

      • Ni por ignorancia, ni por mala fe ni por divisionismo. Escribo lo que escribo porque ésa es mi percepción del asunto: lo que veo y lo que interpreto. Es una cuestión de observación, análisis y opinión. Desde luego, yo no tengo verdades absolutas (salvo una y sus consecuencias, pero aquí no vienen a cuento). Esta percepción también la tienen muchas de las personas que están en Rossio.

        Yo escribo en singular: doy mi opinión, hablo sólo en mi nombre. Tú, sin embargo, hablas en plural (“A Rubra defendemos… não o levamos a votos… e aceitamos que se aprovasse aquilo que consideramos… aceitamos isso…), lo que pone de manifiesto que te arrogas la representación de un grupo de personas y, en consecuencia, no estáis en Rossio como individuos, como ciudadanos, sino como una estructura organizada, y cuanta más gente forme parte de ese grupo más difícil será el avance del movimiento.

        Y es que el lenguaje siempre nos delata: las construcciones lingüísticas que utilizamos revelan mucho, y eso que las palabras sólo transmiten un 7% del mensaje, porque somos un 93% de comunicación no verbal: la proxémica y la kinésica revelan el resto.

        La cuestión de Palestina no tiene relevancia en este movimiento, independientemente de las posiciones de cada uno en ese asunto. Debatiendo y proponiendo movilizaciones sobre ese tema no se avanza un ápice en la lucha por una democracia real en Portugal.

        No creo que se pueda tener “a ingenuidade de ler” lo que sea, sino la ingenuidad de creer lo que se lee sin someterlo a crítica. Y la crítica es algo que cada uno debe hacer, por más que no esté acostumbrado a someter a juicio la información que recibe. Es por eso que hay gente partidaria y defensora del fascismo, del liberalismo, del comunismo, de la democracia, del socialismo, del capitalismo, etc., pues son discursos ideológicos que se derrumban con un análisis medianamente serio. Y, fuera de todo análisis, la realidad pone en evidencia el fracaso de todos esos sistemas, aun cuando, desde luego, hay unos que benefician más a la mayoría de ciudadanos que otros.

        En cualquier caso, la mierda que escribo es una buena mierda, pues de no serlo ni siquiera te habría incomodado. A mí, sin embargo, no me incomoda lo que escribes porque es previsible.

        Por lo demás, no sé por qué yo debía “ser obrigado a uma de duas coisas”. ¿Obligado? ¿Debo ser obligado?

        1. Los hechos están ahí. En mi burdel publiqué las “actas” de dos asambleas, y en youtube se pueden visionar algunos de los discursos que se han hecho en las asambleas. Esos son los hechos (y aquí “los hechos” son las palabras dichas, los discursos pronunciados), y ahí se puede comprobar la ideologización de las asambleas, y sus repercusiones y consecuencias ya las conocemos.

        2. Ni policía ni provocador: yo, librepensador, a partir de los hechos, construyo un discurso argumentado, y doy la cara ante quien quiero.

        Seré incógnito para ti, porque, como dije, mucha gente me conoce. A lo de “cobarde” ni te voy a responder. Sé que te gusta provocar y yo tengo un carácter muy diferente. Soy extremadamente tranquilo y para mí -como me dijo uno de los vagabundos que estuvieron acampados- las tres cosas más importantes en la vida son la salud, la libertad… y el respeto.

        Paz.

        • Renato Teixeira diz:

          “Yo escribo en singular: doy mi opinión, hablo sólo en mi nombre.” Não. falas sob pseudónimo e nunca deste a cara na Assembleia.

          “Escribo lo que escribo porque ésa es mi percepción del asunto: lo que veo y lo que interpreto. Es una cuestión de observación, análisis y opinión.” Para tudo isso é preciso factos e tu não apresentas nenhum.

          “Tú, sin embargo, hablas en plural” Defendo a liberdade de organização e considero isso uma conquista histórica da qual não devemos abdicar.

          “La cuestión de Palestina no tiene relevancia en este movimiento, ” Quem és tu para falar pelo movimento, especialmente depois deste ter abraçado esta causa com apenas três votos contra?

          “En mi burdel publiqué las “actas”” As actas publica-as o movimento, não tu.

          “Ni policía ni provocador” Ou se calhar as duas coisas. Respeito quem se dá ao respeito. Quem acusa como tu sem factos apenas merece o meu repúdio e a merda que escreves é mesmo merda. A paz dos cemitérios é uma paz que não interessa.

          • No tengo la necesidad (y menos la obligación) de hablar en la asamblea, pues allí ya se han dicho las cosas que considero que era importante que se dijeran.

            Los hechos, repito por enésima vez, están en los videos y en las actas que el movimiento no ha elaborado; cuando digo que <>, las comillas (” “) tienen un significado, y en mi burdel, para más precisión, la referencia figura como <>, entre comillas, y como ya he dicho por ahí son mis notas.

            Yo en ningún momento me opongo a la libertad de organización: precisamente lo que permite este movimiento es que la gente se organice en grupos y trabaje en busca de una mejor organización social. Te gusta desvirtuar las expresiones y malinterpretarlas. Sólo he dicho que perteneces a un grupo organizado con anterioridad al movimiento y que sigue funcionando como tal dentro del movimiento, lo que produce unas consecuencias evidentes.

            Ya he dicho que yo hablo por mí, no hablo por el movimiento.

            Te sigues empeñando en la ausencia de hechos, repites hasta la extenuación que no hay hechos, que dónde están los hechos, los hechos, los hechos…, no argumentas nada, y parece que ése es tu único refugio: la ausencia de argumentación y la proclamación de que no hay hechos, pero los hechos están ahí, y es a partir de ellos que se puede poner en evidencia la orientación ideológica de las asambleas hacia la izquierda.

            Pero no te preocupes: yo me voy dentro de poco tiempo de Lisboa y dejaré de opinar sobre lo que pasa aquí. Lo único que deseo es suerte para el movimiento y que se encauce de tal forma que sea integrador y atrayente para la inmensa mayoría de ciudadanos portugueses.

          • Renato Teixeira diz:

            Se os factos são os vídeos da assembleia e da acampada acho que perdeste um bom momento para estar calado. Está aos olhos de todos que o problema esteve longe de ser os activistas organizados e que ninguém manobrou o que quer que seja. Cada um usou da palavra sempre que quis e aí defendeu o que entendeu. As pessoas participaram no debate e no final tomaram decisões: COLECTIVAMENTE. Não devemos ter estado na mesma praça nem nas mesmas assembleias. Talvez por isso não sejas sequer capaz de assumir o que pensas olhos nos olhos com todos os que têm feito este movimento, e que tenhas optado pela calúnia e pela crítica velada, longe de ser integradora e atraente para quem quer que seja. Boa viagem.

  12. criminal mental diz:

    lo primero, verguenza deberia de darte hablar asi cuando vosotros sois los que estais destruyendo el movimiento y a sabiendas. interesante fue la escena en la que un grupo de 20 personas andabamos juntos hacia rossio y nos encontramos a un grupo de los supuestos “trabajadores por la acampada” repartiendo folletos del bloque de esquerda, y se atreven aun a darnos uno diciendo, “esta vez por mi partido”. vosotros sois los que haceis que cada dia menos gente venga a rossio. por que te dire la verdad, hace mas de una semana que el movimiento es un sinsentido.
    segundo, no tengas el valor de decir que nosotros queremos imponer nuestras ideas, cuando sois vosotros los que toreais a la gente con vuestros discursos, y vuestras agendas politicas. sino, ¿porque tenemos un grupo llamado “contra ou pagamento da divida” o “apoyo a las revoluçoes arabes”? comites que ya existian en vuestros partidos y que han tomado las riendas de este movimiento. sino, ¿por que las unicas acciones que se ha llevado a cabo han sido manifestaciones frente a la embajada de israel, o frente al banco de portugal?. no te confundas, yo apoyo a palestina, pero no desde un comite partidista. y claro que no debeis pagar la deuda, pero no traigais aqui a vuestro comite, como si fuera parte del movimiento. POR QUE NO LO ES.
    por ultimo, si de verdad quisieras que esto llegara a algun lado , tu deberias ser el primero(ya que te creo una persona con cabeza, empiezo a dudar) en ver que nuestras propuestas no son para descabelladas, de hecho son la unica alternativa posible para que esto llegue a algun sitio. y si no sois capaces de dejar vuestros sueños de liderazgo en casa, al menos tened la decencia de no boikotear a los que intentamos recuperar el norte.
    me da mucha pena que personas como tu, a las que creia un amigo, se hagan pasar por tales para luego atacar por las espaldas.
    si crees que con este tipo de criticas vas a hacer que desistamos, estas muy equivocado.
    hoy las cosas van a cambiar. y si no estais dispuestos a aceptarlo, os vais a quedar solos.
    Quizas debierais pensar que la gente tiene muchas cosas que aportar, y si no te gustan, pues te jodes como herodes.

    • Renato Teixeira diz:

      Criminal mental, belo nick, tens diferença abre a boca nas assembleias. Convence as restantes pessoas do que pensas ser a verdade do movimento. Acusas o BE de ter levado panfletos? O Rui de ter levado o memorando do FMI? A Rubra de ter levado a sua revista e sugestões de grupos que de resto foram unanimamente aceites? Teras que apresentar mais que isso para pelo menos convenceres quem esteve quer na acampada quer nas assembleias. Tudo o que acusas é falso e não tem um facto a sufragar nenhumas das suspeitas. Felizmente a maioria das pessoas respeita o direito de organizacao e a conquista do voto. Não gostas? faz uma acampada com os teus moldes a ver quem aparece.

  13. Lia Nogueira diz:

    só para dar um exemplo…e isto aqui:

    http://elburdeldeldelirio.blogspot.com/search?updated-max=2011-05-27T13%3A11%3A00%2B02%3A00&max-results=22

    também foi tudo inventado?

    ;o)

    • Renato Teixeira diz:

      Tudo.

      • Renato Teixeira diz:

        A Rubra, a PO, a FER, a UDP, o PSR, o RDA, o Colectivo Mumia, o Comite Palestina, os Amigos do Gaspar e do Alex fazem todos parte deste movimento e todos deram contributos importantes. Prova que qualquer um desses colectivos manipulou ou qualquer outra insinuação passa por calúnia ou filha da putiçe. Tenho dito Lia. Sem o quem, como e porquê não perco mais um segundo com a tua desconfiança.

    • Helena Borges diz:

      Lia Nogueira, não percebes o quão pidesco é este texto?

  14. xatoo diz:

    Como se tem estado a ver (mas muitos não vêem) nada poderá mudar enquanto as bases do PS não forem cooptadas para outra alternativa que nada tenha a ver com a sua actual direcção (incluindo Ferro Rodrigues&Ana Gomes). Pela enésima vez, um Partido e a sua base de simpatizantes, como corpo social, não é um bloco monolitico de pedra numa serrania que esteja pronto e nunca mais sofra transformação
    É essa a razão porque a palavra de ordem do PCTP/MRPP “por um governo democrático e patriótico” (com o P”S” e com todas as forças que aceitarem a base desse programa), não é entendida e capciosamente ligada às mais vetustas organizações, leia-se aos directórios dos partidos com ligações ao poder, por via do parlamento burguês (quando em 1975 o MRPP foi proibido de concorrer à Assembleia Constituinte e os seus militantes presos ligaram-no à CIA, muito pelo trabalho subterrâneo dos reformistas do PCP). Agora os argumentos não andam muito distantes disto… para negarem ao PCTP/MRRP o direito e a equidade devidos por lei no acesso, em particular às televisões, aos orgãos de informação em geral.
    Mas o estigma não é razão suficiente para o Carlos Vidal alinhar pelo mesmo diapasão censório das tvs e cortar-me uma opinião na sua caixa de comentários

    Rocha 1:19
    “por um governo democrático e patriótico” (e não o contrário “patriótico e democrático”) a ordem de prioridades conta, isto é, primeiro vem a Democracia e depois a ideia de patriotismo, isto é, a ideia de um governo que não seja subserviente aos interesses estrangeiros.

    Quanto ao mais, não esquecer que o PCTP/MRPP diz o mesmo que a Esquerda radical anda toda a dizer: “FMI Fora de Portugal, Não pagamos uma Dívida que Não é Nossa!”, ao passo que tanto o P”C”P como o BE pretendem “reestruturar” a dívida, isto é transigir face à troika e pagá-la em parte com outros juros eventualmente mais baixos, o que eternizará o problema. A armadilha que nos foi montada resolve-se com uma Revolução, não com reformismos

    • Vasco diz:

      Ah és do MR, aqueles que estavam infiltrados de pides antes do 25 de Abril e de PS’s depois. O partido anti-sistema que a única porra que faz é concorrer a eleições. Já sei, o movimento que reorganizará o partido do proletariado, não sendo certo que tenha entre os seus membros algum operário. Viva o VERDADEIRO comunismo…

  15. Chalana diz:

    Olha, se quiseres faz delete a este comentário, mas eu acho que tu enlouqueceste!

  16. Rodrigo diz:

    Tendo a concordar com o Renato, apesar de ele não pertencer ao meu Partido. Sim, eu pertenço a um partido, além de várias associações e movimentos sociais. Costumo me juntar às pessoas com as mesmas causas que eu, shame on me.

    Sou citado no blogue do senhor com pseudónimo espanhol e não sofro de nenhuma calúnia. Aliás, até acho que ele descreve bastante bem algumas partes da assembleia e concordo – não posso deixar de o dizer – com algumas análises feitas. Não posso é concordar, pelo menos no que me toca, com as acusações de manipulação das assembleias por parte de “partidos ou sindicatos”. Aliás houve várias intervenções nas Assembleias que, na minha análise, foram o maior catalisador para o desmembramento da Acampada: as que impuseram a desconfiança e a perseguição a hipotéticos “traidores” e “infiltrados” na Acampada e Assembleias.
    Não há melhor receita para o desastre, pôr as pessoas que não têm partido a desconfiar das que têm partido. As que são sindicalizadas das que não o são. As que decidiram legitimamente juntar-se a outras que pensam como elas, contra as que tão legitimamente decidem organizar-se de outras formas.

    E um comentário à referência de uma distribuição de panfletos. A distribuição estava a ser feita no Terreiro do Paço (talvez perto o suficiente do Rossio para ser considerada “manipulação” do movimento), por pessoas do Bloco de Esquerda que também participaram na Acampada, outras não. E tenho a certeza absoluta que quem disse “desta vez pelo meu Partido”, disse-o com toda a honestidade por uma razão. Porque desta vez estava ali pelo colectivo de que é membro. Na Acampada estava por si. Estava por todos.

    Felizmente, desde o 25 de Abril é legal qualquer pessoa distribuir panfletos, colar cartazes, passar uma mensagem, decidir se organizar no Partido que pretender ou mesmo formar um novo. Há 17 que concorrem a estas eleições, e muitos dos seus militantes quiseram dar o seu contributo PESSOAL a um movimento com o qual se identificam. Porque lá por se fazer parte da merda dum Partido, é completamente normal não se sentir representado na farsa que é esta democradura, ou ditamole.

    Infelizmente, comentários como os do Burdel, por mais legítimos e sinceros que sejam, me fazem sentir desconfortável no Rossio. Porque, por mais que eu não leve agendas partidárias para lá, estarei sempre a sentir-me observado por um pseudónimo qualquer que se esconde na net e me acusa de destruir um movimento ao qual dei corpo e coração.

    • Renato Teixeira diz:

      Só não percebi qual a análise com que concordas da tralha anónima. Quanto ao resto, tudo bem dito.

  17. Lia Nogueira diz:

    Renato, como podes constatar pelo que próprio escreveste a desconfiança e paranóia persecutória continuam a ser tuas… é notório que a falta de ética, as raivinhas infantis, a auto-comiseração, um ego atormentado ad eternum pela liberdade de expressão dos que não se revêem nos teus discursos inflamados e pouco sérios (intelectualmente falando), são meras distracções inconsequentes e, sem dúvida, uma perda do meu precioso tempo, ainda por cima porque já muitos percebemos os resultados: relê o comentário do “criminal mental”, que estão lá bem expressas as tristes consequências do teu delírio de liderança revolucionária … olha, sê feliz, se conseguires…

    • Renato Teixeira diz:

      Sou feliz uns dias. Outros menos. Mas não tenho metade das sombras que te atormentam e confio substancialmente mais nas pessoas com quem me coloco de acordo numa determinada luta. Continuação de boas leituras anónimas e de calúnias incapazes de apresentar um facto.

    • zeh diz:

      ad hominem, vê na wikipedia.

  18. xatoo diz:

    não só enlouqueceram, pelas análises desfazadas da realidade social que os envolve, como os individuos que se pretendem colocar à cabeça destas manifestações são uns manipuladores de primeira ordem, a avaliar pelo que se passa aqui nestas caixas de comentários, em que opiniões do dia 4 são publicadas no dia 5 depois de muitas outras, numa clara intenção de lhes suprimir importância e visibilidade

  19. José diz:

    Divertidos. 67 comentários esclarecedores e divertidos.

  20. Carlos diz:

    Posto isto, façamos um minuto de silêncio em honra do fim da acampada!

  21. Carlos diz:

    Por falar em minuto de silêncio: já pediste desculpa pelo minuto que todos fizemos no Rossio, por proposta tua, em homenagem a uma alegada vítima fatal da acampada de Barcelona?

    • Renato Teixeira diz:

      A pessoa que deu essa informação já foi pedindo desculpas individualmente, mas concordo que lhe ficava bem um pedido público de desculpa. O minuto acabou por ser contra a repressão da praça da Catalunha e infelizmente não faltam outras vítimas para fazer minutos de silêncio, do Carlo Giuliani ao Alexis Grigoropoulos, entre tantos outros cujo nome nem sequer ficou conhecido.

  22. Carlos diz:

    Mais sectários?

    Um Povo que quer sonhar
    Como participantes activos na “Mobilização Internacional de 15 de Maio – Movimento Democracia Verdadeira Já!” não podemos deixar de nos expressar quanto aos acontecimentos do último fim-de-semana:

    – os resultados eleitorais de 5 de Junho, vieram reforçar claramente a enorme descrença no sistema institucional existente e evidenciam a necessidade de alternativas que promovam a democracia e a melhoria das condições de vida em Portugal;

    – a carga policial e a subsequente detenção de três participantes na assembleia popular que aí decorria no dia 4 de Junho de 2011 na praça do Rossio, merece o nosso total repúdio.

    Subscrevemos a descrição dos acontecimentos que é feita no comunicado do movimento [1], embora nos preocupe que se esteja a dar demasiada importância às relações com os media, em detrimento do esclarecimento e a mobilização das pessoas.

    Não reconhecemos a ninguém dentro do movimento a qualidade de organizador tal como foi descrito numa notícia do jornal Público de 4 de Junho de 2011, em notícia sobre a carga policial [2]. Lembramos que a decisão consensual da inexistência de cúpulas e chefias se prende com a relevância que damos a acções que visem potenciar a intervenção cívica, em vez de dinâmicas de organização ou de promoção de rostos e vozes que nela se empenhem. No entanto, admitimos que tal nomeação de “organizador” corresponda a um lapso ou possa ter sido fruto de algum mal-entendido.

    Frisamos que este é um movimento social transversal, um espaço onde se discutem democraticamente e com abertura, todas as opiniões sobre democracia. A procura de alternativas à organização política, económica e social vigente é um caminho de procura e descoberta, ou mesmo de criação, que nos cabe a todos fazer, sem excepção. Este não é um movimento exclusivo dos que votam, ou à esquerda, ou à direita, dos que não votam, ou dos que votam intermitentemente… este movimento é de tod@s, pois só com tod@s se conseguirá uma discussão empenhada e producente de alternativas.

    O movimento Democracia Verdadeira Já! continuará a lutar para escapar à tentativa de controlo de facções partidárias identificadas. Afirmamos que a força do movimento está nos que genuinamente não se vêm representados num sistema político de falsa democracia e pretendem um debate intelectualmente sério sobre o assunto; aproveitamentos partidários são indesejáveis para que o movimento cresça. Acreditamos que a voz crítica é uma forma de resistência e de enriquecimento colectivo para quem vê que a única alternativa possível é a mudança.

    Apelamos a todos, sem excepção, que intervenham e recuperem o que é seu: o direito a fazer ouvir a sua voz, a participar nos processos de reflexão e de decisão, construindo aquilo que só a mobilização e intervenção cívica em massa pode fazer. Não abdicaremos, não renunciaremos, não desistiremos. Temos tempo, não temos medo e somos muitos… Juntos, temos mais força, e faremos ouvir a nossa voz sem restrições.

    Aguardem-nos, que estamos em movimento…

    Até Já!

    15 de Maio – A Rua é Nossa! Democracia Verdadeira, Já!

    Mail: quinze.maio@nullgmail.com

    Blog: http://15maio.blogspot.com

    Evento no Facebook: http://www.facebook.com/event.php?eid=208134502554346

    No Twitter: https://twitter.com/#!/15maio

    [1] http://acampadalisboa.wordpress.com/2011/06/04/comunicado-de-imprensa-violencia-policial-no-rossio/

    [2] http://www.publico.pt/Sociedade/tres-jovens-que-participavam-em-referendo-popular-detidos-no-rossio_1497497

  23. Pingback: INDIGNADOS NA ENCRUZILHADA – A ideia de deixar a ideia ficar em casa não é uma ideologia perigosa? O que quer trazer para a rua quem quer deixar a ideologia em casa? | cinco dias

Os comentários estão fechados.