No dia de reflexão, viola a lei eleitoral e o silêncio!

Vota também na Acampada Lisboa mas não deixes de tomar a rua e a palavra!

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48 respostas a No dia de reflexão, viola a lei eleitoral e o silêncio!

  1. Helena Borges diz:

    E as urnas das freguesias! A ver se arrumamos a troika com 2/3.

  2. Youri Paiva diz:

    Violar qual lei, Renato? Não se vai fazer propaganda eleitoral, vai-se reflectir e discutir em conjunto.

    ‹‹5. É proibido fazer propaganda no dia da eleição e no dia anterior?
    Sim. É proibido fazer propaganda eleitoral por qualquer meio na véspera e no
    dia da eleição até ao fecho das urnas, incluindo a exibição de símbolos, siglas,
    sinais, distintivos ou autocolantes de quaisquer listas.››
    http://www.cne.pt/dl/apoio_ar2011_esclarecimento_campanha.pdf

    É que fazer uma convocatória com a palavra ‹‹violar›› não convoca ninguém. Talvez os habituais violadores.

    • Renato Teixeira diz:

      Violará quem a quiser violar. Não é assim que tem sido?

      • Youri Paiva diz:

        Violará quem for apelar ao voto num partido. Pouco interessante isso.

        • Sassmine diz:

          sim. eu tenciono aparecer e não violar nada. a não ser que um minúsculo pin do 25 de abril ao peito seja considerado campanha.

        • Renato Teixeira diz:

          Ainda assim, não tencionas policiar quem o entenda fazer, estou certo. Violar leis estúpidas é estupidamente progressivo.

        • Renato Teixeira diz:

          Não. Se alguém fizer a proposta de cercar o parlamento, boicotar uma urna, ou barricar a ponte, também estará a propor violar umas quantas leis.

          • Youri Paiva diz:

            Mas quem falou em policiar fosse o que fosse?

            Parece-me é pouco provável que essas propostas sejam viáveis. Mas veremos.

          • Renato Teixeira diz:

            “Não se vai fazer” começaste por dizer. Ainda bem que foi um lapso e que achas, e bem, que cada um vai fazer aquilo que bem entende. 😉 Até amanhã.

      • Filipe Feio diz:

        Renato, permite-me que te diga: essa promessa de desobediência, em jeito de apelo à transgressão, sem objectivo declarado, e totalmente vazia de sentido, desconsidera, na minha opinião, todos aqueles que, envolvidos no movimento que esteve no Rossio desde dia 19, trabalharam e deram de si, também agora, para que neste próximo sábado se possa realizar um encontro construtivo, participado e inclusivo, fundado na reflexão, no respeito e no diálogo. Voltamos, mais uma vez, a centrar-nos nos umbigos e nas frustrações pessoais, promovendo, mais uma vez, de forma infantil, a alienação das muitas vontades de convergência…

        • Renato Teixeira diz:

          Então? A palavra não é livre? Mau… não creio que nos tenhamos andado todos a enganar.

          • Ricardo Salta diz:

            A voz é livre, mas afinal estás a pensar promover algum partido? É que estás a deixar a malta na dúvida se queres brincar à violação da lei eleitoral e usar isso como soundbyte construtivo, ou se queres fazer referência a partidos no sábado, ou se torces para que alguém faça.

          • Renato Teixeira diz:

            Eu votaria a favor de um novo partido, assim estivesse de acordo com o programa, gosto de soundbytes construtivos e acho que quem quiser apelar ao voto é livre de o fazer. Detesto que se policie o pensamento, especialmente se a ideia é recuperar à história o microfone livre e as assembleias.

          • Ricardo Salta diz:

            Eu para ainda estar minimamente disposto a votar num partido, ele tinha que se demonstrar perfeitamente disponível para ser escrutinado de alto a baixo, constantemente, sem pré-aviso. E isso falando de democracia representativa.

            Ao nível da democracia participativa, aquilo em que acredito, louvo a iniciativa http://pt.wikipedia.org/wiki/Demoex , um partido que serve meramente como interface transparente dos cidadãos, votando as decisões deles.

            E o meu domingo como vai ser? Vou à urna com um X desenhado na testa, e vou trazer o boletim comigo dali para fora.

          • Renato Teixeira diz:

            Eu acho um disparate, mas acho que és livre de ir defender isso no Sábado. 😉

          • Ricardo Salta diz:

            É por também achar que tem mais de disparate que de construtivo, principalmente em nano-escala, que me vou totalmente coibir de falar disto no sábado. Por respeito a quem quer falar de coisas sérias, eu incluído.

  3. Diogo diz:

    Numa «democracia» que está nas mãos de meia dúzia, o que é uma lei eleitoral?

  4. Ricardo Salta diz:

    Renato, tenho que dizer que na minha opinião isto é, de facto, daquelas coisas que podem ser repelentes. Concordo com a linha dos comentários anteriores. Ocorreu-me logo que pelo menos, no mínimo, colocar o “viola” entre aspas… Mas mesmo assim acho que se mantém… Não podemos mudar o título a este post? Acho que até devia frisar o quão legal é aquilo que vamos fazer. É um exercício de criatividade sem dúvida… mas consegue-se.

    Também gosto muito de ser subversivo, muito mesmo, mas no sábado precisamos de toda a gente, e não podemos deixar que se espalhe a ideia de que há risco de levar com stresses menores ou ir preso por ir ao Rossio. Mesmo que seja falsa, não podemos promover esse rumor.

    • Renato Teixeira diz:

      Ai o centralismo. Também há disso na acampada? A Assembleia decidiu que há temas que não se vão poder falar? Sinceramente, Ricardo, há leis que não merecem qualquer respeito e dizer isso não nos deve deixar com as pernas bambas. O bom do microfone livre e de uma Assembleia é que cada um responde pelos seus actos e o colectivo responde pelo que decide. As simple as that.

      • Sassmine diz:

        por acaso, no que toca a leis eleitorais, estou de acordo com o Ricardo, Renato. acbo que há instrumentos que devíamos preservar e tomar como nossos. resistência pacífica num campo metafísico, se quiseres, até porque tudo o que fizermos pode e vai ser usado contra nós. não diria que se devesse dirigir, mas também não é preciso meter a chave na ignição, acho que é isso que quero dizer..

        • Renato Teixeira diz:

          A resistência pacífica, em muitos casos, também é crime. Em Espanha, por exemplo, foi declarada a ilegalidade do protesto. Seguindo essa lógica, teria sido esse o momento da debandada? De resto, como digo mais atrás ao Youri, e cercar pacificamente o Parlamento como fizeram os gregos ou barricar pacificamente a ponte 25 de Abril são protestos a evitar?

          • Sassmine diz:

            não. e de alguns pontos de vista só o facto de nos juntarmos naqueles termos no dia de reflexão já é o suficiente para gritar “crime!”. o que quero dizer é que o dia de reflexão é uma coisa que nos interessa preservar, porque, repito, acho que o que fizermos pode e há-de vir a ser usados contra nós no futuro. no futuro, podemos não ser nós a desrespeitá-lo. é só uma posição diferente da tua, não uma hiper-legalidade, se me faço entender.

      • Ricardo Salta diz:

        Sabes Renato, ainda antes de ler o teu comentário já tinha decidido vir aqui acrescentar mais um a dizer que mudei de opinião.

        Aliás, vou já publicar no meu face 🙂

        • Ricardo Salta diz:

          E como as minhas posições são um processo em constante construção, agora passados uns minutos estou novamente na dúvida do que acho disto, preocupa-me de facto a questão da alienação potencial de inúmeras pessoas que de outra forma viriam participar num dia excepcionalmente promissor, preciso de perceber melhor o que te vai na intenção. Vou beber um café e já cá venho outra vez.

          • Renato Teixeira diz:

            Sobre a criação de um partido, que perguntavas atrás, não violaria a lei, uma vez que se ele fosse constituído no Sábado, não poderia ir Domingo a votos. 🙂

          • Ricardo Salta diz:

            Não era disso que estávamos a falar. E cria-se partidos ao sábado? Enfim, estamos mesmo no campo das temáticas que não me interessam, excepto pelo perigo que representam se pervertidas.

      • Ricardo Salta diz:

        Não podia concordar mais contigo, aliás, quando dizes que há leis que não merecem qualquer respeito. Costumo dizer, aliás, que a maioria das vezes a lei é crime. Assim de cabeça, preservava uns 10% delas.

        Só torço para que se continue a dar o ênfase à atitude apartidária que temos tido na nossa expressão colectiva, e que o sábado não se torne numa sequência de violações que chamem a polícia desnecessariamente.

        Prefiro problemas com a polícia por montar uma tenda instantânea nas barbas de São Bento e mergulhar lá para dentro, por exemplo.

        • Renato Teixeira diz:

          E desde quando o problema da legalidade tem que ver com os partidos? Eu votarei contra a troika mas estou longe de defender qualquer das soluções partidárias actuais. No Sábado haverá transgressões bem mais aliciantes do que o simples apelo ao voto.

          • Rita Delille diz:

            “transgressões bem mais aliciantes do que o simples apelo ao voto”. oh meu deus, que frase Renato.

          • Renato Teixeira diz:

            Não tinhas prometido não voltar? Olha que ninguém ainda se tinha queixado de ter saudades dos teus suspiros. Vá, zute para o Vias.

          • Ricardo Salta diz:

            Bem, mas, tens interesse em, digamos, partilhar, as tuas ideias de transgressões mais aliciantes?

          • Renato Teixeira diz:

            Não me ocorre nada melhor do que já foi sendo falado. Assim de repente já me parece uma conquista se o microfone continuar aberto.

  5. Renato Teixeira diz:

    Pelo andar da carruagem até os abstencionistas vão ter medo de falar. Isto está bonito, está.

    • Ricardo Salta diz:

      Eu por mim não vou ter medo nenhum de falar e é só pensar que ocorrem-me logo imensas mais pessoas que tenho a certeza que não.

      Medo de quê afinal? Medo do medo? Medo da culpa? Baaah… borra nisso, man.

      Copy-paste do que já disse no face… e por hoje por aqui tenho dito. Boa noite.


      Renato, voz livre é o que tem acontecido. Ou só no sábado é que vai ser resolvido, com esta iniciativa tão despertadora de franzires de sobrolho, um problema que até agora faltou resolver, do qual não me apercebi, a censura do microfone? É que se esse problema tem existido, o teu post vem tardio.

      Parece que estás a plantar as sementes para que se falem de coisas inúteis à evolução, que não se falaram até agora, como questões partidárias. Já tem havido politiquice q.b., para agora no dia mais promissor, virem os que não têm nada a perder, ou os infiltrados, arrotar bardamerda.

      Eu não quero que esta sopa primordial que aqui se criou azede. Ou argumentas muito bem esta tua cruzada ou não consigo evitar que a minha consciência promova uma moção popular de censura a esta tua ideia, para que fique claro que a maioria não quer disto.

      • Ricardo Salta diz:

        E abstencionista ou não, não é, de todo, disso que irei falar, se me apetecer falar. Interessa-me falar de soluções. And that’s all.

      • Renato Teixeira diz:

        Tem sido livre e assim deve continuar. Até Sábado.

  6. Pingback: Rima livre e prosa emparelhada | cinco dias

  7. fernando andré rosa diz:

    Sinseramente o que menos gostei de ver naquelas assembleias, – no meio de muita coisa que gostei de ver – foi a perseguição política que às vezes parecia existir – muita gente parecia mais assustada com bloquistas ou anarquistas que com própria austeridade. Quanto a mim defendo a liberdade política e a liberdade de expressão. Sinseramente, acho que lá se devem debater opiniões, conceitos, ideias, prespectivas, aporesentar propostas, ou simplesmente ouvir propostas. E cada pessoa, que use das suas capacidades e intenções, para escolher em quem votar, ou não votar se for o caso – não vejo esse papel como sendo o da assembleia (só isso, porque violar esta lei é como diz o Renato, é como boicotar uma urna, ou barricar uma ponte). Mas também entendo que a assembleia não tem legitimidade de calar ninguém, e a mim não me choca se alguém disser em quem vai votar, ou o seu sentido de voto.

    • Sassmine diz:

      isso também não me choca, caramba, estas coisas são mesmo difíceis de explicar, é só recantos. 🙂 nas condições em que nos encontramos e conversamos, é normal que quem sinta essa necessidade fale das suas escolhas. mas isso é diferente de fazer campanha. é precisamente isto que quero dizer lá em cima, Renato: só o facto de nos juntarmos para conversar já pode, por si, configurar um crime se assim quisermos encarar uma reunião de cidadãos livres que querem conversar livremente uns com os outros. portanto, não é preciso atear a fogueira, that’s my one point.

  8. Pedro diz:

    Não te comprometes a nada demais se sugerisses:

    “No dia de reflexão, viola o silêncio!”

    Assim respondes pelo que fazes e dizes. Sinceramente nada contra!

  9. José Russell diz:

    Eu e a minha mulher andamos na rua com autocolantes (7×10) marcando posição sobre
    os factos políticos que vão surgindo. Nas últimas presidenciais levámos um (wiki leaks –contra a censura). Muita gente olhou (com expressões várias) mas ninguém disse nada.
    No domingo vamos levar um com o ceifeiro da morte empunhando a bandeira do FMI. Em todo o caso levamos no bolso o artigo da constituição, pois o símbolo em causa não
    faz parte de «quaisquer listas». O símbolo do 25 de Abril, também não faz parte de «quaisquer listas» (a Sassmine bem podia aumentar o seu pin).
    Autocolantes reproduzindo artigos da constituição também não fazem parte de
    «quaisquer listas», mas não deixam de ser provocatórios uma vez que a República Portuguesa não cumpre uma boa parte desses artigos, e logo desde o início, vejamos:

    Artigo 1.º – Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade pessoa humana
    e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

    Artigo 2.º (Estado de direito democrático) – A República Portuguesa é um Estado de
    direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão
    e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos
    e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento
    da democracia participativa.

    Não sinto a necessidade, neste fórum, de explicar melhor esta ideia… mas não deixo de declarar o especial apreço que tenho pelo artigo seguinte:
    Artigo 7.º (Relações internacionais) – 3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito
    à insurreição contra todas as formas de opressão.

    É certo que se trata de relações internacionais, mas contém um pressuposto:
    o que de justo se reconhece aos outros povos, implicitamente está reconhecido
    ao próprio povo.

    E uma república que produz 76,5 % dos seus pobres, a partir de cidadãos que produzem ou já produziram o que lhes era exigido, esse país, será que cumpriu o primeiro artigo da constituição?
    E o estado degradante da justiça? E a imposição de políticas ditada pelo poder financeiro global? E uma máquina de comunicação manipulada e manipuladora? E a complacência, ou conivência da maior parte dos políticos eleitos (que supostamente nos deviam representar)? Não constituem objectivamente formas de opressão?

    No domingo vamos assistir à alienação formal da nossa soberania (não nos iludamos), decididamente este povo tem de ser “desprogramado”. O M19 vai ter muito trabalho pela frente.
    José R.

    • Sassmine diz:

      Não aumento o pin porque é um original do prec que pertencia ao meu pai e é lindíssimo assim como é. Mas sou capaz de levar um cravo às galveias, para contrastar com o ambiente geral… :p

      E sim, temos todxs muito trabalho pela frente.

      • José R. diz:

        Boa ideia. E o cravo perto dessa preciosidade histórica fica muito bem.
        Tentemos retomar o curso neste lume aceso que vem aí (ao cair da frigideira).
        Boa sorte e bom futuro, para o pin, para ti, e para o movimento.
        Senti orgulho com a vossa resistência ao ataque desta tarde.
        Não sei se tenho esse direito eu que nem sequer estava lá, mas a verdade é que senti.

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