Das lideranças que dão a palavra ao movimento, ao movimento que dá a palavra às lideranças.

O Patrick já tinha arrumado o Luis Rainha com um dos mais assertivos comentários que alguma vez li na rede, e não raras vezes um tal de MSP já foi ao tapete em polémica com o Bruno Carvalho, o Carlos Vidal ou o Tiago Mota Saraiva. Estes empedernidos eleitores do BE já não sabem como e com o quê marrar e agora cerram fileiras contra a Raquel Varela e a Joana Manuel. A primeira porque não vive em frente ao computador para aprovar os testamentos do democrático, a segunda porque, acusam, anda armada em Passionara. Numa inflexão de género o 5dias pode dormir descansado, uma vez que poucos terão tantas e tão boas escribas como nós. Ainda lhes falta a Diana Dionísio, a Helena Borges, a Mariana Canotilho, a Raquel Freire ou a Morgada de V., e eles que se livrem da Cláudia Silva ou da Margarida Santos regressarem ao activo.  Irrita-os os porta-vozes, os movimentos, as assembleias, as intervenções apaixonadas, as manifestações e a solidariedade com a resistência árabe. Em contraponto apreciam o Rui Tavares, a guerra na Líbia, os tempos de antena da Esquerda “à rasca”, as paradas de funcionários, o pós-modernismo e o anti-comunismo do inefável Tunes. Nem tudo está mal. Sobra-lhes o elogio rasgado da Rita Delille. Nada como a luta de classes para redefinir os campos, para deixar em carne viva a argamassa dos vários movimentos e do savoire faire das diferentes lideranças.

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