and now for something completely different.

A superstição mais estúpida que conheço é a que estipula que não se pode assobiar nos bastidores de um teatro. Sobretudo porque enquanto se assobia não se consegue dizer “MacBeth”.

 

Que los hay, los hay, compañeros, lo sabemos. Mas assobiemos e avancemos para o que interessa. Foi bom sentir que aqui não se está sozinho. Foi bom ler-vos e acho que é importante falar destas coisas, porque os ataques pessoais como arma de discussão, os vícios que temos na linguagem e no desrespeito que conseguimos ter uns com os outros —e aquilo que toleramos, mesmo que não pratiquemos, quando nos convém— são em si sinais do caminho que ainda temos para andar. A democracia começa no quotidiano. E é bom saber quem é que não alcança tal ideia, quem não a quer alcançar. Pelo menos sabemos com o que contamos. Avancemos. Boa?

Sobre Sassmine

evil fingering.
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6 respostas a and now for something completely different.

  1. Helena Borges diz:

    Bamos, Sis-sass-mine!

  2. Rita Delille diz:

    Concordo que é como quem diz que estou um bocado triste por não ter conseguido ser melhor durante a nossa conversa e encontrar um terreno de conversa comum. E sei que, se quiseres, entendes.

    • Sassmine diz:

      Não, Rita, não entendo. Mas a f. e alguns leitores do jugular entendem com toda a certeza.

      • Rita Delille diz:

        pois, esses se calhar entendem, não sei se entendem ou se há uma tendência natural para as pessoas entenderam as coisas melhor quando se julgam do mesmo lado da barricada, mas porque eles entendem não te dispões a querer entender? estive a reler tudo e sinto que fui destravada e agressiva na forma como me envolvi nesta questão. gostava de ter conseguido levar com humor e pacatez todas as tuas, e hás de concordar, agressividades para comigo. gostava de o ter feito porque acredito que estavas a tentar dialogar. mas desde o inicio achaste que te estava a atacar pessoalmente o que não era verdade e disseste-o prontamente; depois disso talvez tenha passado a ser um bocado verdade, depois disso começaste realmente a irritar-me. o conteúdo devia ter sido mais importante, como deve sempre, mas a forma (como as coisas são ditas, neste caso) insiste em se sobrepôr. eu admito que nem sempre consigo estar distante destas questões do ego, da defesa e do ataque, mas acho que é importante reconhecer que em grande parte a forma tomou proporções estúpidas. por isso, sim, peço-te desculpa. não tens de me desculpar, nem de compreender, mas gostava que acreditasses na sinceridade do que estou a dizer. eu entendo proque me disseste as coisas que disseste, entendo porque tentei fazer um esforço para entender – é tarde, mas faço-o – porque reagiste assim ao que eu te disse. e entendi que podes ter achado que era um ataque a ti – não era, era uma forma de te questionar sobre o que dizias e de dar a minha opinião.

        • Sassmine diz:

          Rita, reconhecendo embora que pedir desculpas é sempre difícil, é impossível não olhar para as proporções que a coisa tomou. Depois de ter sido, por ti e não só, virtualmente linchada numa caixa de comentários que nem sequer tinha a ver com a discussão original, tenta compreender se para mim palavras são apenas palavras. Mas eu sou só uma pessoa. Se as tuas desculpas são sinceras, não precisas da minha aprovação para viveres melhor com a tua consciência, é o melhor que te posso dizer.

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